As Câmaras têm uma relação de subserviência com o poder regional e com as Sociedades de Desenvolvimento. O modelo de governação imposto pelo Presidente do Governo é centralizador e penalizador para os municípios. Em qualquer altura do mandato, o Governo Regional decide, por um lado, alterar os contratos-programa sem cumprir o inicialmente acordado, por outro, sem planeamento estratégico, retira apoios e promessas financeiras e os municípios calam-se. As Câmaras são condicionadas a não exigirem nada ao Governo: escutam em silêncio, fazem a vénia e auto-amordaçam-se.
As Câmaras da Madeira vivem demasiado dependentes da vontade das Sociedades de Desenvolvimento, foram entregues às suas mãos, reduzindo o poder de decisão dos órgãos eleitos pelo povo. Os municípios perderam a sua autonomia nas decisões estruturantes para os concelhos, contudo, mantêm-se calados e serenos.
As Câmaras têm de reconquistar o seu poder local, não podem continuar debaixo da alçada das Sociedades de Desenvolvimento. Exige-se mais autonomia para as Câmaras da Região.
