sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Deputados do PSD-M na República traíram a Madeira?




Os deputados do PSD-M na Assembleia da República não votaram a favor da moção de censura do BE contra o Governo do PS?
Então, quer dizer que o Governo do PS está a governar bem? Então, estes senhores do PSD-M gritaram tanto, espernearam tanto, ameaçaram tanto, desesperaram tanto e, no fim, não seguiram as indicações do chefe de cá, para votarem a favor da moção de censura, e cederam às exigências do PSD do Continente?
Então, esta atitude não foi uma traição à Madeira e aos madeirenses que os elegeram? Então, estes senhores estão no Continente a defender os seus interesses pessoais? Quando é que lhes vão retirar a confiança política?
Estes senhores deputados do PSD-M, eleitos para a Assembleia da República, são covardes, subservientes, acomodados, traidores ou demagogos?
Tiveram uma oportunidade de demonstrar que estavam contra as políticas do governo do PS, mas o seu voto veio dizer que, apesar do barulho que têm feito, concordam com as políticas socialistas.
Devem uma justificação a todos os madeirenses. A partir de agora, se tiverem vergonha, devem estar calados.

Parques Empresariais vazios?

Na Madeira, os parques empresariais estão vazios. Só passados 4 anos da sua conclusão, a empresa que gere (?) estas infra-estruturas lembrou-se de pedir às Câmaras uma declaração de interesse municipal com o objectivo de os isentar de taxas.
Mas o mais vergonhoso e injustificável é que os diversos projectos apresentados pelas empresas para se instalarem nos referidos parques têm sido indeferidos pelas autarquias, porque os terrenos ainda não estão legalizados. Passados 4 anos, os processos de loteamentos não estão concluídos. Incrível!
O que andam a fazer os senhores gestores desta Madeira Parques? Parece que andam a brincar com os madeirenses.
Em 2006, foi-lhes concedido pelo Governo Regional 5 milhões de euros em avales. Para 2008 já lhes foi concedido mais 10 milhões de euros de avales.
Se juntarmos os milhões que receberam da UE mais os do Governo Regional e mais as dívidas que, em 2005, se encontravam nos 26 milhões de euros, concluímos que a situação é demasiado grave.
No entanto, apesar do Tribunal de Contas já ter identificado algumas irregularidades, a verdade é que nada mudou e os avales continuam a chegar!
Onde anda todo este dinheiro do erário público?
Alguns dos parques empresariais têm servido para o pasto das vaquinhas e cabrinhas!

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

Novamente a INDEPENDÊNCIA da Madeira!


Data: 16-01-2008 - O Diário de Notícias da Madeira noticiou o seguinte:
Jardim pela independência se for a vontade do povo
prefere princípio
da unidade diferenciada, mas não afasta outras soluções

-
"Se o povo madeirense amanhã quiser a independência, o meu lugar é ao lado do povo".

O presidente do Governo Regional e líder do PSD-Madeira não podia ser mais claro. A declaração pró-independentista proferida por Alberto João Jardim foi acolhida com simpatia e até apoio pelo líder do PSD-Açores, Carlos Costa Neves, com que esteve reunido ao início da tarde de ontem, na Quinta Vigia.
-
Perante estas declarações não vale a pena escrever qualquer comentário. Pois, é mais do mesmo.

Rigor e contenção nas contas públicas!!

O sr. Jordi Pujol, ex presidente da Catalunha, com quem o dr. Alberto João Jardim quer aprender muito, segundo disse, durante a conferência organizada pelo BANIF, criticou o dr. Alberto João Jardim e o seu governo. Considerou um erro político o modelo de desenvolvimento imposto pelo PSD-M aos madeirenses.
Afirmou que através da aposta na construção e na imobiliária não se garantem as bases, a sustentabilidade e a competitividade da economia. Mas não ficou por aqui, defendeu ainda que se torna inevitável o rigor orçamental das contas públicas.
O dr. Alberto João vai aprender com o seu ídolo nacionalista como é que se governa com responsabilidade ou só quer conhecer as melhores formas de conquistar a independência da Madeira?

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

Abram já um concurso público!!

O Diário de Notícias informou e o meu amigo Carlos Pereira reagiu no seu blogue, Apontamentos Sem Nome, e muito bem, afirmando que havia bronca na ACIF com a demissão, ou ameaça de demissão, do presidente, Francisco Santos.
Não há problema Carlos, o Roberto Silva, presidente da Associação dos Municípios da Madeira(AMRAM), já encontrou a solução: abrir um concurso público para que seja uma empresa a gerir os destinos da ACIF.
Pois, como se vê, os senhores comissários políticos do PSD não sabem governar em ambiente democrático.

Jordi Pujol e Alberto João Jardim!

Está na Madeira Jordi Pujol que foi presidente da Região Autónoma da Catalunha durante 23 anos. Vem à região para proferir uma conferência sobre economia a convite do BANIF.
À chegada, foi recebido por Alberto João Jardim que o considerou o pai fundador da Assembleia das Regiões da Europa e acrescentou que, quando está junto dele, está sempre a aprender e não se esquecerá de ler as suas memórias para aprender ainda mais.
Ora, o sr. presidente do Governo Regional, dr. Alberto João Jardim, deveria aproveitar a oportunidade e pedir ao sr. Jordi Pujol que lhe ensine a história de Espanha e da Catalunha em particular para que perceba, de uma vez por todas, as diferenças históricas e culturais daquele povo em relação à Madeira. São duas realidades incomparáveis!
E deixe de levar o discurso da independência a todo o lugar que vá, porque só serve para envergonhar os madeirenses!

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

As minhas poesias


Os dias


Os dias não se desvanecem
enquanto o vento nunca se afasta

os dias não se apagam no furor das vagas
ao encontro do canto das gaivotas

os dias não morrem

e se o calor do sol adormecer na esquina das trevas
entre os lençóis negros das nuvens
os dias continuam a não morrer

os dias não morrem quando o verde
vivo da natureza se atira contra o murmúrio da terra ...

porque auscultam sempre o eco dos séculos
porque vêem sempre a magia acesa na face oculta do teu rosto
os dias não morrem.

-
Rui Caetano

sábado, 12 de janeiro de 2008

Câmaras contratam uma empresa para lhes ensinar a gerir!!

Os Presidentes de Câmara da Madeira, todos do PSD, estão desesperados. Geriram mal os seus orçamentos, esbanjaram os recursos, desperdiçaram os apoios de milhões que receberam e agora estão com problemas graves.
Habituaram-se a receber milhões e milhões de euros sem dar contas a ninguém, gastavam sem rigor nem contenção.
Com a nova Lei das Finanças Locais, chegou aos seus gabinetes a lei do rigor e da contenção.
Perante estas exigências, que deveria ser a prática corrente, os presidentes vêm dizer que não sabem governar as suas autarquias.
A cada dia que passa, estes senhores, eleitos pelo povo, demonstram a sua incapacidade em gerir os destinos dos seus concelhos.
Ora, a última ideia brilhante veio do seio da Associação de Municípios da Madeira (AMRAM). Lançaram um concurso público com o objectivo de contratarem uma empresa que lhes dê ideias e soluções para os problemas financeiros dos municípios.
Segundo disseram, em conferência de imprensa, pretendem saber também como é que poderão arrecadar mais fundos. Querem que esta empresa lhes diga com que apoios podem vir a beneficiar, quais as verbas que, neste momento, têm e quais os valores que cada autarquia aplica para as diversas situações.
Sendo assim e neste ritmo de contratar e constituir empresas para gerirem os diversos sectores das autarquias, qualquer dia, os presidentes e os seus assessores serão dispensados.
Então, para que foram eleitos os presidentes de Câmara? O que fazem os seus assessores, os seus técnicos e restante pessoal? São todos incompetentes?
Não têm formação, nem perfil, nem sensibilidade para as questões relacionadas com o poder local? Não sabem estudar soluções para os problemas? Será que só sabem fazer o que os irmãos Rómulo e Remo estão a fazer à loba capitolina?
Esta medida anunciada pelo presidente da AMRAM, Roberto Silva, vem demonstrar, uma vez mais, que as Câmaras estão nas mãos de gente do PSD que não sabe o que fazer.
Esta iniciativa vem passar um atestado de menoridade a eles próprios, vem trazer um testemunho de inabilidade profunda sem remédio à vista.
Vão novamente desperdiçar os poucos recursos das Câmaras com uma empresa que irá fazer o trabalho que era da exclusiva competência dos executivos, dos órgãos deliberativos e de todos os restantes responsáveis políticos e técnicos das autarquias.
Será que um dia os madeirenses vão acordar a tempo de perceberem, muito bem, o mundo que os rodeia?

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

Aumento das passagens aéreas!


Já nenhum madeirense acredita que um dia pagará por uma viagem ao Continente uma quantia acessível aos seus bolsos. Pois, se com um Secretário de Estado do Turismo madeirense ainda não conseguimos essa conquista, então quando será?
Depois das entidades governativas apresentarem a grande ideia da liberalização e a possível descida dos preços das viagens aéreas entre as Ilhas e o Continente, a grande medida da TAP foi aumentar novamente o preço das Viagens? Até parece que estão a brincar connosco!
Mais uma vez, considero que o Governo Regional e o da República deveriam resolver esta situação. O problema não é apenas de um lado é de ambos.
Hoje, um residente na Madeira já paga 238 euros por uma passagem aérea de ida e volta.
O Diário de Notícias fez um estudo interessante sobre o custo real de uma passagem aérea que nos faz reflectir.

Taxa de segurança - 8,06 euros

Taxa aeroportuária - 21,57 euros

Taxa de combustível - 36 euros

Taxa de emissão do bilhete - 20 euros


Acrescentando o facto do preço base de um bilhete com possibilidade de ser alterado no regresso ser de 151 euros, temos um total de 237,53 euros.
As companhias aéreas recebem uma compensação de cerca de 110 euros da parte do Governo da República. Estes dados indicam-nos que um bilhete de passageiro de residente tem um custo real e total de 347,53 euros.
É triste, mas é a realidade. E desta forma não está, de modo nenhum, garantida a continuidade territorial das Ilhas portuguesas.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Postura do PSD-M na Assembleia Legislativa da Madeira.

Segundo me contaram, ontem, mais uma vez, o PSD-M, através do seu presidente do grupo parlamentar, utilizou os argumentos da ofensa pessoal, da linguagem baixa e sem nível, para atacar os deputados do PS-M. O presidente da Assembleia, com medo de não voltar a ser eleito, subserviente, não actuou, aliás, como tem feito sempre.
O exercício da política por parte do PSD-M está longe do nível e das exigências de um regime democrático.
A imagem da Assembleia Legislativa da Madeira e, por consequência, dos deputados e da política está bastante degradada, por culpa destas posturas do PSD-M.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

O referendo ao Tratado de Lisboa

Discordo da decisão do primeiro-ministro em não referendar o Tratado de Lisboa. Em meu entender, trata-se de um erro estratégico, ainda mais quando a vitória do sim estava praticamente garantida.
A simples ratificação do Tratado de Lisboa no Parlamento sabe a pouco. Com um referendo, haveria a oportunidade dos portugueses discutirem, reflectirem e conhecerem, entre outras questões fundamentais, as novas responsabilidades desencadeadas com a assinatura do Tratado de Lisboa.
Seria também uma forma de se lançar no país um debate sério e esclarecedor entre grupos de cidadãos e os partidos políticos europeístas e anti-europeístas.

Como o PS e o PSD apoiam o Tratado de Lisboa, como já afirmei, a vitória do sim no referendo estava garantida. Assim, os partidos da esquerda, BE e PCP, ficariam isolados nas suas opções anti-europeístas. Quanto ao CDS, ainda não percebi se votariam sim ou não no referendo.

Apesar de compreender os argumentos apresentados pelo primeiro-ministro e pelo Presidente da República, considero que Portugal só teria a ganhar se fizesse o referendo.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

Presidentes de Junta de freguesia

Os presidentes de junta de freguesia da Madeira e do Continente estão revoltados pelo facto da proposta de alteração da lei eleitoral dos órgãos das autarquias locais retirar-lhes a possibilidade de votarem as opções do Plano e do Orçamento das Câmaras, bem como as respectivas revisões.
Também não podem votar moções de rejeição dos executivos apresentados pelo presidente de Câmara. Esta proposta, elaborada pelos grupos parlamentares do PSD e PS, veio trazer uma melhor qualidade democrática às Assembleias Municipais.
Os presidentes de junta votam nas Assembleias Municipais, embora não tenham sido eleitos pelo povo para fazerem parte desse órgão autárquico. São eleitos em boletins diferentes para as freguesias apenas. Integram a AM por inerência e, no meu entender, por isso mesmo, não devem ter o direito de votar.
Acontece situações em que estes autarcas vêm alterar as maiorias eleitas pelo povo na AM. Há partidos que possuem a maioria dos deputados municipais eleitos, mas com o voto iligítimo dos presidentes de junta, que não foram eleitos, a maioria altera-se condicionando e deturpando a verdade democrática.
Em defesa do princípio básico da qualidade democrática, quando alguém faz parte de um qualquer órgão por inerência não deve ter a possibilidade de votar.
O mais grave é quando o presidente da ANAFRE, Associacçao Nacional de Freguesias, vem dizer que esta proposta "aniquila o principal papel dos presidentes de Junta no seio das Assembleias Municipais".
Então, a sua participação na AM limita-se ao voto, nada mais? Não estão ali para defender os interesses das populações das freguesias? Não apresentam ideias, soluções para os problemas, sugestões para os planos e orçamentos? A sua única função é votar, sem apresentar propostas?
Na Madeira, por aquilo que vejo e pelo que me informaram, os presidentes de junta do PSD-M entram mudos e saem calados das Assembleias Municipais, votam o que lhes mandam e mais nada.
Não defendem a freguesia, não apresentam alternativas nem abordam os reais problemas das freguesias, isto é, não fazem nada.
A nova lei vem corrigir esta injustiça.

sábado, 5 de janeiro de 2008

As minhas poesias


Sonhos

Confiamos os sonhos à estrela mais distante do Universo
para que não corram o risco de se quebrarem no esgaçar
da realidade
aquela mesma realidade sentida
num grão de areia

mas também se o grão de areia se transforma em apenas
sonho
choramos porque o borboletear dos dias
se transforma num chão de ilusões!
-
Rui Caetano

sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

O Jornal da Madeira DÁ QUE PENSAR!!

Novamente o Jornal da Madeira.
Ouvi ontem mais algumas informações sobre a realidade financeira do Jornal, aquele que se pode adquirir gratuitamente, mas que pagamos através dos nossos impostos, e bem.
Ora, o referido Jornal da Madeira, um projecto político do PSD-M, tem um passivo de 25 milhões de euros, recebe do Governo Regional mais de 10 mil euros por dia (em moeda antiga, dois mil e duzentos contos, por dia), o que dá, anualmente, um subsídio de 4 milhões de euros.
Afinal, a Madeira não atravessa nenhuma crise financeira, se o Governo Regional tem 4 milhões de euros para desperdiçar com um projecto político-partidário, como é o Jornal, é porque tem muito dinheiro para gastar. Ou não é assim?
Enquanto os madeirenses trabalham de sol a sol, enquanto o Governo Regional vai pedindo sacrifícios aos madeirenses, acusando os outros pelos nossos problemas, a verdade, clarinha como água, é que o único responsável pelas nossas dificuldades é o irresponsável do Governo Regional que só sabe esbanjar.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

Os ordenados exorbitantes!

Os presidentes das empresas públicas da Madeira recebem, em média, um salário de 5.055 euros mensais, entre o ordenado e despesas de representação.
Alguns até têm direito a prémios de gestão que variam entre os 7.500 e 9.000 euros anuais.
Os trabalhadores madeirenses ganham em média 663 euros mensais, enquanto a nível nacional, o salário médio é de 720 euros. Esta é que é a verdadeira realidade do povo!
Será ou não será que estes rendimentos dos gestores das empresas públicas da Madeira e, naturalmente, do Continente são uma afronta aos restantes portugueses?
São ou não são ordenados injustificados e desproporcionados, como disse o Presidente da República?
Mas, já agora, o que faz e o que fez ele para mudar esta realidade?

O Governo Regional rouba a pista de atletismo dos Barreiros aos funchalenses!

No ano em que o concelho do Funchal comemora 500 anos, os funchalenses recebem como presente do Governo Regional a destruição da única pista de atletismo existente no Concelho.
O Governo Regional rouba a pista de atletismo dos Barreiros aos madeirenses e a Câmara do Funchal permanece calada.
Existem no Funchal 512 atletas federados em atletismo, pertencentes a 14 clubes com sede neste Concelho. A média de ocupação da pista de atletismo é de 50 mil utilizações por ano, juntando federados e público em geral.
Dos restantes 9 clubes espalhados pela região, 8 vêm treinar e participar em provas na pista dos Barreiros. Até os da Ribeira Brava que têm uma pista em casa, na Meia Légua, preferem dirigir-se ao Funchal.
O Governo Regional decide oferecer o Estádio dos Barreiros ao Marítimo, mas não salvaguarda a continuação da única pista de atletismo que é também um símbolo da Região.
O Estádio dos Barreiros não tem apenas significado para o futebol profissional, também o tem para o Atletismo.
Estranho o silêncio da Câmara Municipal do Funchal. Porque será que estão calados? Que os clubes e associações se calem ainda compreendo, pois sabemos da situação financeira e da sua dependência, contudo, os autarcas foram eleitos para defender os interesses dos munícipes e do Concelho.
A única alternativa àquela pista de atletismo só pode ser a pista do Estádio dos Barreiros. Não há condições económicas para construir outra pista quando já existe uma.
É mais um acto de irresponsabilidade, é mais um comportamento que leva ao desperdício e ao esbanjamento dos dinheiros públicos.
Embora já se tenha falado da hipótese dos terrenos do campo anexo ao complexo do Marítimo em Santo António, bem como do campo do RIF (Regimento de Infantaria) ou ainda a alternativa dos terrenos já expropriados na Praia Formosa, considero que a única alternativa aceitável é a pista já existente nos Barreiros.
Haja responsabilidade!

quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

Jornal da Madeira gratuito!

O Jornal da Madeira, com 76 anos de existência, passa a ser distribuído gratuitamente a partir de hoje, 2 de Janeiro.
O Governo Regional possui 99% do seu capital social e entrega-lhes todos os anos 4 milhões de euros do erário público. Pois é, 4 milhões de euros todos os anos.
Ora, perante estes números, suportados por todos nós, o Jornal da Madeira de gratuito não tem nada, além de ferir as regras de mercado nesta área da comunicação social.
Além de representar mais um panfleto partidário do PSD-M e do Governo Regional, que custa 10 mil euros diários aos bolsos dos madeirenses, é mais um exemplo dos vergonhosos desperdícios do Governo Regional.

Quercus leva 'dossier' ao Procurador-Geral da República?

Afinal não é só o PS-Madeira que entrega ao Procurador-Geral da República documentos a denunciar irregularidades graves na Região Autónoma da Madeira.
Segundo li, ontem, no Diário de Notícias da Madeira, uma delegação da associação ambientalista Quercus, já esta semana, vai levar ao conhecimento do Procurador, Pinto Monteiro, várias situações decorrentes de alegadas violações de planos de ordenamento.
Por exemplo: violações ao PDM do Funchal, à construção em Rede Natura 2000 (Quinta do Lorde - Caniçal) e às mais recentes violações na Fajã da Rocha Baixo, Santana.
Então, mais uma vez, parece que o dr. João Carlos Gouveia, presidente do PS-Madeira, tinha razão quando mandou entregar um dossier ao mesmo Procurador sobre situações alegadamente ilegais na Madeira.

segunda-feira, 31 de dezembro de 2007

Viva 2008!


Um novo ano chegou.
Criam-se novas expectativas, outras ambições, mais utopias e uma esperança renovada. Todos nós devemos acreditar que será durante este ano que iremos concretizar os nossos sonhos. Até podemos duvidar, mas desistir, nunca.
Devemos sim traçar as nossas metas e investir todo o nosso esforço e empenho na realização desses sonhos, por muito ousados que sejam, e dedicarmo-nos, sem receios, à construção da nossa felicidade.

O novo ano de 2008 depende de nós, neste momento, é uma janela aberta ao nosso querer e às nossas vontades fortes, tal como sugere o belíssímo quadro de Salvador Dali. Por isso, evitemos desiludi-lo.

sábado, 29 de dezembro de 2007

O faz-de-conta!

Há algum tempo atrás, foi lançado um desafio a várias figuras públicas da Região com o objectivo de angariar fundos para comprar brinquedos de Natal às cerca de 400 crianças que se encontram em diversas instituições sociais e que não passariam o Natal com as famílias.
A ideia, intitulada "Uma tela, uma prenda", consistia em que estas figuras públicas fizessem um trabalho dentro das áreas das artes plásticas com o propósito de o expor e vender.
Considero a ideia original e muito interessante.
No entanto, o que já não é nada original é encomendar uma pintura, como alguém fez, e assinar por baixo como se fosse obra sua.
Talvez eu esteja a ser mesquinho, possivelmente o importante é o dinheiro arrecadado, mas, no meu entender, para ajudar estas crianças não havia necessidade de fazer de conta que se é artista! Ou estou enganado?
Pois é. Se as referidas figuras públicas queriam ajudar aquelas crianças, se estavam com real vontade em contribuir com a sua imagem pública para angariar alguns meios financeiros, poderiam encontrar outras formas talvez mais rentáveis.
Mas, infelizmente, é a sociedade em que estamos!

quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

Assassinaram Benazir Bhutto!

Lá conseguiram matar a mulher!
O Natal e todo o espírito que o rodeia só existe para alguns. Em pleno século XXI, enquanto uns morrem de fome, outros ainda são assassinados por questões políticas. Parece que há gente que apenas vive para provocar a violência e espalhar a morte.
Assassinaram Benazir Bhutto. Uma mulher paquistanesa que, por duas vezes, ocupara o cargo de primeira-ministra do seu país, tornando-se a primeira mulher a ocupar o cargo de chefe do governo de um estado muçulmano moderno.
Hoje, 27 de Dezembro,durante um comício na cidade de Rawalpindi, um suicida detonou explosivos atingindo Benazir Bhutto e mais 20 pessoas. Esta morte acontece a duas semanas da realização de eleições no Paquistão.
Após oito anos de auto-exílio, no Dubai e em Londres, Benazir Buttho voltou ao Paquistão. Desembarcou em Karachi em 18 de Outubro de 2007, sendo recebida por uma multidão de mais de cem mil pessoas.

Ao desfilar com apoiantes pela capital paquistanesa, duas explosões ocorreram no meio da multidão, perto dos carros da sua comitiva, matando pelo menos 140 pessoas e ferindo mais de 200. A ex-primeira-ministra, entretanto, não foi atingida.
Desde o seu regresso ao
Paquistão, a ex-primeira-ministra, que chegou a ser mantida em prisão domiciliária, temporariamente, pediu a renúncia do general Pervez Musharrafda à presidência do Paquistão, mesmo depois do referido general ter proposto à líder oposicionista, Benazir Buttho, o cargo de primeira-ministra.
(Informações retiradas de alguns jornais e da Wikipédia).
É incrível, há povos que só conhecem uma forma de diálogo: a violência e a morte!

quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

A Árvore de Natal

A tradição da Árvore de Natal tem raízes muito mais longínquas do que o próprio Natal.
Os romanos enfeitavam árvores em honra de Saturno, deus da agricultura, mais ou menos na mesma época em que hoje preparamos a Árvore de Natal.
Os egípcios traziam galhos verdes de palmeiras para dentro de suas casa no dia mais curto do ano (que é em Dezembro), como símbolo de triunfo da vida sobre a morte.
Nas culturas célticas, os druidas tinham o costume de decorar velhos carvalhos com maças douradas para festividades também celebradas na mesma época do ano.
Segundo a tradição, S. Bonifácio, no século VII, pregava na Turíngia (uma região da Alemanha) e usava o perfil triangular dos abetos com símbolo da Santíssima Trindade (Pai, Filho e Espírito Santo). Assim, o carvalho, até então considerado como símbolo divino, foi substituído pelo triangular abeto.
Na Europa Central, no século XII, penduravam-se árvores com o ápice para baixo em resultado da mesma simbologia triangular da Santíssima Trindade.

A primeira referência a uma “Árvore de Natal” surgiu no século XVI e foi nesta altura que ela se vulgarizou na Europa Central, há notícias de árvores de Natal na Lituânia em 1510.
Diz-se que foi Lutero (1483-1546), autor da reforma protestante, que após um passeio, pela floresta no Inverno, numa noite de céu limpo e de estrelas brilhantes trouxe essa imagem à família sob a forma de Árvore de Natal, com uma estrela brilhante no topo e decorada com velas, isto porque para ele o céu devia ter estado assim no dia do nascimento do Menino Jesus.
O costume começou a enraizar-se. Na Alemanha, as famílias, ricas e pobres, decoravam as suas árvores com frutos, doces e flores de papel (as flores vermelhas representavam o conhecimento e as brancas representavam a inocência). Isto permitiu que surgisse uma indústria de decorações de Natal, em que a Turíngia se especializou.
No início do século XVII, a Grã-Bretanha começou a importar da Alemanha a tradição da Árvore de Natal pelas mãos dos monarcas de Hannover.
Contudo, a tradição só se consolidou nas Ilhas Britânicas após a publicação pela “Illustrated London News”, de uma imagem da Rainha Vitória e Alberto com os seus filhos, junto à Árvore de Natal no castelo de Windsor, no Natal de 1846.
Esta tradição espalhou-se por toda a Europa e chegou aos EUA aquando da guerra da independência pelas mãos dos soldados alemães.
A tradição não se consolidou uniformemente dada a divergência de povos e culturas. Contudo, em 1856, a Casa Branca foi enfeitada com uma árvore de Natal e a tradição mantém-se desde 1923.

terça-feira, 25 de dezembro de 2007

A comemoração do Natal

O Natal surge como o aniversário do nascimento de Jesus Cristo, Filho de Deus, sendo actualmente uma das festas católicas mais importantes.
Inicialmente, a Igreja Católica não comemorava o Natal.
Foi em meados do século IV d.C. que se começou a festejar o nascimento do Menino Jesus, tendo o Papa Júlio I fixado a data no dia 25 de Dezembro, já que se desconhece a verdadeira data do Seu nascimento.
Uma das explicações para a escolha do dia 25 de Dezembro como sendo o dia de Natal prende-se como facto de esta data coincidir com a Saturnália dos romanos e com as festas germânicas e célticas do Solstício de Inverno, sendo todas estas festividades pagãs, a Igreja viu aqui uma oportunidade de cristianizar a data, colocando em segundo plano a sua conotação pagã.
Algumas zonas optaram por festejar o acontecimento em 6 de Janeiro, contudo, gradualmente, esta data foi sendo associada à chegada dos Reis Magos e não ao nascimento de Jesus Cristo.
O Natal é, assim, dedicado pelos cristãos a Cristo, que é o verdadeiro Sol de Justiça (Mateus 17,2; Apocalipse 1,16), e transformou-se numa das festividades centrais da Igreja, equiparada desde cedo à Páscoa.
Apesar de ser uma festa cristã, o Natal, com o passar do tempo, converteu-se numa festa familiar com tradições pagãs, em parte germânicas e em parte romanas.

domingo, 23 de dezembro de 2007

Ilustrações do pai Natal por Thomas Nast, em 1866




Ao contrário do que muita gente pensa, a imagem do Pai Natal vestido de vermelho e com barba branca não é da autoria da marca de refrigerantes Coca-Cola. É certo que, durante muito tempo, o Pai Natal foi desenhado vestido com uma grande variedade de cores e era representado a fumar um cachimbo de barro ou a beber vinho.
Também é correcto que, nos anos 30, a Coca-Cola decidiu usar a figura do Pai Natal na sua publicidade de Inverno e contratou o artista Haddon Sundblom para lhe compor a imagem.
Sundblom escolheu o vermelho e branco da Coca-Cola para vestir o Pai Natal.
Contudo, Sundblom não foi original na sua escolha já que o primeiro desenho que retratava a figura do Pai Natal tal como hoje o conhecemos foi feito por Thomas Nast e foi publicado no semanário “Harper’s Weekly”, no ano de 1866.
Nast foi um grande cartunista americano e trabalhava para o jornal "Harper's Weekly", aproveitando o espaço que lhe era reservado no jornal para fazer crítica política e para abordar os problemas sociais da época.
No final da década de 1880, Nast começou a fazer uma edição especial de Natal para o seu jornal, contudo os desenhos deste eram a preto e branco.
Mesmo assim, a autoria do senhor vestido de vermelho e de barbas brancas pertence a Nast, já que ele em 1866 criou um livro ilustrado a 4 cores intitulado de "Santa Claus and his work" , onde aparece desenhado pela primeira vez o Pai Natal tal como o conhecemos hoje.
--
Estas são as primeiras imagens do Pai Natal a publicitar a Coca-Cola que surgiram apenas em 1930.

O Pai Natal de barba branca puxado por renas

A personagem do Pai Natal baseia-se em São Nicolau.
E a ideia de um velhinho de barba branca num trenó puxado por renas (o mesmo transporte que é usado na Escandinávia) foi introduzida por Clement Clark More, um ministro episcopal, num poema intitulado de An account of a visit from Saint Nicolas ( Um relato da visita de São Nicolau) que começava de seguinte modo The night before Christmas (Na noite antes do Natal), em 1822.
More escreveu este poema para as suas filhas e hesitou em publicá-lo porque achou que dava uma imagem frívola do Pai Natal.
Contudo, uma senhora, Harriet Butler, teve acesso ao poema através do filho de More e decidiu levá-lo ao editor do jornal Troy Sentinel, em Nova Iorque, o qual publicou o poema no Natal do ano seguinte em 1823.
A partir daí, vários jornais e revistas publicaram o poema, mas sempre sem se mencionar o seu autor. Só em 1844, é que More reclamou a autoria do poema.
O primeiro desenho que retratava a figura do Pai Natal tal como hoje o conhecemos foi feito por Thomas Nast e foi publicado no semanário “Harper’s Weekly” no ano de 1866.

A História de São Nicolau.




Nicolau nascera entre o séc. III e o IV, não se sabe ao certo, entre os anos 270 e 250 d.C., em Lycia, na Ásia Menor.
A lenda conta que os pais de Nicolau morreram cedo. Então, por recomendação de um tio, que o aconselhou a ir visitar a Terra Santa, Nicolau decidiu viajar até à Palestina e depois ao Egipto. Durante a viagem, houve uma tempestade, que segundo a lenda, acalmou milagrosamente, quando Nicolau começou a rezar com toda a sua Fé.
Foi este episódio que o transformou no padroeiro dos marinheiros e pescadores. Quando voltou da sua viagem, decidiu que não queria viver mais em Patara e mudou-se para Mira, na actual Turquia, onde viveu na pobreza, já que tinha doado toda a sua herança aos mais pobres e desfavorecidos.
Quando anos mais tarde, o bispo de Mira morreu, os anciões da cidade não conseguiam decidir quem seria o seu sucessor, já não sabendo o que fazer os anciãos decidiram pôr o problema nas mãos de Deus.
Segundo a lenda, nessa mesma noite, o ancião mais velho sonhou com Deus, e Este dizia-lhe que o primeiro homem a entrar na igreja no dia seguinte seria o novo bispo de Mira.
Como Nicolau tinha já o hábito de se levantar cedo para ir rezar à igreja, foi o primeiro homem a entrar nela e logo foi indicado bispo São Nicolau.
Morrera a 6 de Dezembro de 342. Em meados do século VI, o santuário onde este foi sepultado transformou-se numa nascente de água.
Em 1087, os seus restos mortais foram transferidos para a cidade de Bari, na Itália, que se tornou num centro de peregrinação em sua homenagem.

Milhares de milagres foram creditados como cedo sua obra, actualmente S. Nicolau é um dos Santos mais populares entre os cristãos e milhares de igrejas por toda a Europa receberam o seu nome (só em Roma existem 60 igrejas com o seu nome, na Inglaterra são mais de 400).A sua fama vem-lhe da sua generosidade com os mais desfavorecidos, em particular crianças que protegia com toda a dedicação.

Os marinheiros, escravos e presos diziam-se protegidos pelo santo, isto porque, São Nicolau, esteve preso no reinado de Diocleciano, durante a perseguição aos cristãos, ficando encarcerado por muito tempo. Mas mais tarde Constantino, O Grande, ordenou a libertação de vários presos religiosos entre os quais se encontrava Nicolau.

As lendas e histórias que se associam à vida deste homem são muitas, mas todas se prendem com a sua bondade e protecção dos mais desprotegidos. Assim, há uma lenda que diz que Nicolau ressuscitou três crianças, convertendo-as em fiéis dedicados e seguidores.

Com o passar dos anos e com as ajudas que dava a todos os que o rodeavam, principalmente crianças sem protecção e abandonadas, São Nicolau ficou para a história como um homem bom e generoso.

Nuns locais, dizia-se que se deslocava num trenó puxado por oito renas, noutros a figura do velhinho de longas barbas brancas aparecia num burrinho, trazendo um saco cheio de presentes. Mais tarde a lenda e as palavras do povo acreditavam que este santo homem descia pelas chaminés das casas, de noite, para deixar os seus presentes, nas meias e sapatinhos das crianças (principalmente na Suécia e Nortuega).

sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

Feira do Marítimo

Os feirantes estão zangados com o horário de funcionamento da Feira do Marítimo, fixado entre as 12h e a meia noite. Dizem que estão a ter apenas prejuízos e que não têm possibilidades de recuperar os gastos.
Mas estes senhores feirantes, antes de se instalarem e investirem milhares de euros nas infra-estruturas, não foram informados acerca do horário de funcionamento e das limitações impostas pela localização?
Só agora é que estão a discutir esta questão?
Há coisas que eu não consigo perceber, sinceramente!

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

Presidente da Câmara de Santana é arguido?


O Diário de Notícias da Madeira, através da jornalista Marta Caires, noticiou o seguinte:
--
"Carlos Pereira é arguido num processo de violação do Plano Director Municipal de Santana.
O presidente da Câmara está com termo de identidade e residência por ter autorizado a construção de casas na fajã da Rocha de Baixo, em São Jorge.
A informação foi avançada ontem pela RDP e, segundo o DIÁRIO soube depois, o autarca já informou os vereadores do caso.
Carlos Pereira foi constituído arguido por ter assinado algumas das licenças e por não ter embargado as outras, quando percebeu que os proprietários tinham ultrapassado a autorização para construir armazéns agrícolas.
Na mesma reunião em que anunciou a sua situação de arguido, Pereira disse ainda que a Polícia Judiciária esteve na Câmara de Santana e levou documentos para investigação".
--
Será o próximo presidente de Câmara do PSD-M a ...??

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

Complexo Desportivo do Marítimo

O Marítimo tem um complexo desportivo, em Santo António, onde o erário público investiu milhões de euros.
No entanto, pasme-se, os escalões de formação do Marítimo não treinam nos campos ali existentes. Os atletas de futebol destes escalões treinam nos campos de futebol do Liceu Jaime Moniz, do Andorinha, do 1.º de Maio e no RIF, aqui, um campo de terra.
Acreditem porque é mesmo verdade.
Não entendo nada disto! Então, aquele complexo desportivo, inaugurado com muita pompa, e que custou milhões e milhões de euros ao erário público, não era para servir os escalões de formação do Clube?
Sinceramente, quando, hoje, me contaram esta situação nem quis acreditar, mas como a "fonte" é uma pessoa que conhece muito bem a realidade do clube por dentro e, além disso, tem um filho a praticar futebol nestes escalões no Marítimo, só pode ser verdade.
Alguém anda a brincar com o nosso dinheiro.
Ora, estes atletas não utilizam os recintos que custaram milhões ao erário público? Mas como é possível? Como é que planearam o espaço, como é que gerem os recintos desportivos do complexo?
A acrescentar à "história", o Governo Regional ofereceu o Estádio dos Barreiros ao Marítimo e, utilizando o nosso dinheiro, vai entregar mais uns milhões e milhões de euros para a sua remodelação.
Será aceitável? Haverá algum espírito de responsabilidade nestas atitudes despesistas?
Somos uma Região rica? É o que parece! Ou o Governo Regional da Madeira é obrigado a alimentar os caprichos pessoais de alguns "amigos" ?

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

22 milhões de euros!!

Ouvi na RTP-M o presidente do Nacional dizer que o erário público entregou 22 milhões de euros para pagar o Estádio do Nacional.
Eu até sou adepto, apenas adepto, do Nacional, mas considero este investimento uma vergonha do tamanho do mundo.
E o Estádio do Marítimo já vem a caminho! Mais palavras para quê?

domingo, 16 de dezembro de 2007

Gestão de resíduos sólidos e as Câmaras Municipais

Os resíduos sólidos transformaram-se num enorme problema para as Câmaras.
Sem ouvir a opinião das autarquias sobre esta questão dos lixos, o Governo Regional, através da empresa Valor Ambiente, que surgiu para dar lucro, impôs às Câmaras preços insuportáveis para a utilização, obrigatória, das estações de transferência de resíduos sólidos.
A Associação de Municípios, ao longo deste ano, nada fez para negociar com o governo estes valores. A direcção da AMRAM foi pressionada pelas Câmaras a criar uma equipa de trabalho para resolver o problema, porque a direcção mostrou incapacidade e incompetência.
A título de exemplo, a Câmara da Ribeira Brava, quando recolhia e entregava, com as suas viaturas, os resíduos na Meia Serra, em Santa Cruz, pagava, como taxa fixa, 9.750 euros. A partir do momento em que passou e entregar na Meia Légua, em casa própria, na estação de transferência construída no seu Concelho, passou a pagar 16.975€. Inadmissível.
E se os munícipes, por iniciativa própria, decidirem entregar qualquer tipo de lixo nesta estação de transferência têm de pagar o que depositarem. Incompreensível!
As câmaras pagam uma determinada quantia por cada tonelada de lixo entregue nas estações de transferência, mas, além deste valor, pagam ainda uma taxa fixa todos os meses.


As taxas são as seguintes:
--

Valor da taxa fixa mensal
--

Porto Moniz - 4.055 €

Santana - 11.697 €

S. Vicente - 8.717 €

Calheta - 15.559 €

Ponta do sol - 10.630 €

Ribeira Brava - 16.975 €

Machico - 30.737 €

Santa Cruz - 48.122 €

Câmara de Lobos - 41.551 €

Funchal - 220.373 €

Porto Santo - 12.323 €

sábado, 15 de dezembro de 2007

Deputados com fome!

Ontem, nas notícias da RTP-M, assisti a um episódio hilariante, mas triste, protagonizado por um deputado do PSD-M.
Na Assembleia Legislativa da Madeira, decorria a discussão do Orçamento da Região, quando, a determinado momento da sessão, um ilustre deputado do PSD-M, um dos que também já foi delfim, e é vice-presidente da Assembleia, Miguel de Sousa, irritou-se com o meu amigo, deputado do PS-M, Carlos Pereira, porque estava a fazer demasiadas intervenções sobre a ordem de trabalhos, o Orçamento da Região. Isto é, estava a trabalhar muito e fora da hora de trabalho!
O sr. deputado Miguel de Sousa nunca tinha feito qualquer intervenção sobre o Orçamento da Região, segundo afirma Carlos Pereira no seu blogue Apontamentos sem Nome, no entanto, a primeira vez que decide falar é para dizer que aquelas intervenções do socialista eram feitas de propósito para que os senhores deputados não fossem almoçar.
Esta justificação, só mesmo na Madeira.
Ouvi as suas palavras na RTP-M afirmarem que os deputados estavam muito cansados e com fome. Só faltou dizer que queria ir para casa dormir um soninho antes de ir fazer as compras de Natal.
É preciso ter lata! Ganham o que sabemos que ganham e depois não querem trabalhar o tempo que for necessário.
O senhor Miguel de Sousa que pergunte aos trabalhadores que não são deputados, nem ganham os ordenados que o sr. ganha, quantas horas seguidas têm de trabalhar e quantas vezes não almoçam porque não têm tempo ou o patrão não permite!!
Haja vergonha!
É esta a imagem que alguns deputados do PSD-M criam na opinião pública.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

Manuel Alegre irreverente?

Manuel Alegre, deputado do PS, votou ao lado da oposição e de uma forma diferente do seu partido.
O seu voto contra teve a ver com a sua posição em relação à empresa Estradas de Portugal. Manuel Alegre votou, ao lado da oposição, a favor da revogação dos decretos-lei do Governo que pretendem alterar a empresa Estradas de Portugal.
Não concordou com a solução e votou segundo a sua consciência.
Apesar de discordar de muitas das suas posições na política e de algumas das suas opiniões, reconheço que é um homem de coragem e que não tem medo.
Entre a espada e a parede escolheu a espada da sua consciência.
Está de parabéns.
Nem todos pensam da mesma forma, é pena!
Alguns têm medo de afrontar o primeiro-ministro, outros não.
Imagine-se que até o Alberto João já cita o Manuel Alegre, embora não aceite ninguém com o espírito do poeta.
Quem ousar, no seu PSD-M ou fora dele, agir como Manuel Alegre, está frito!

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

Proteccionismos?


A rede de supermercados LIDL já tem cerca de 30 anos de história. É uma empresa alemã que faz parte do grupo chamado Schwarz.
É hoje uma empresa da distribuição alimentar com sucesso no continente português e na Europa apresentando como uma das suas principais características vender produtos alimentares próprios a preços baixos.
Só gostaria de saber as razões que levam o Governo Regional a não autorizar a instalação desta rede de supermercados na Madeira. Tenho dificuldade em perceber esta atitude.
Questões de qualidade? Parece-me que não. Questões de não viabilidade económica? também não me parece, pois se continuam a autorizar a abertura, em todos os sítios e recantos da ilha, de outros supermercados e grandes superfícies comerciais significa que ainda há espaço para este tipo de negócios.
Ou será por praticarem preços tão reduzidos? Será por questões de concorrência?

Protecção a alguns lóbis do ramo? Outros interesses menos visíveis? Não sei!
O que é evidente é que nós, os consumidores, sairíamos beneficiados com a concorrência destes supermercados na Madeira. Mas pelos vistos "outros valores mais altos se alevantam" !!