terça-feira, 8 de abril de 2008

Carreira marítima?

Viagens entre a Madeira e o Continente de barco? Óptimo, mais uma nova alternativa, mas a que preços?
Se for para praticarem os mesmos preços dos voos da TAP, muito obrigado, dessas alternativas já cá temos.
Segundo li no JM, um grupo de empresários vai criar uma carreira marítima regular de transporte de passageiros e de viaturas entre Funchal e Lisboa. Todas as semanas, haverá uma viagem entre os dois portos.
Esperemos para ver o que vai sair daqui, no entanto, cá para mim, o que nos vai surgir é mais uma hipótese para os cidadãos com posses, porque para os outros, devido os preços a praticar, a limitação continuará na mesma.

Outra vez?

E esta! Durante uns dias, há uns senhores políticos que falam de liberalizações, nos outros dias, dizem, sem vergonha, que os preços nos voos entre a Madeira e o Continente vão baixar, mas a verdade verdadinha é que o preço desses voos nem baixou, nem permaneceu inalterável, antes pelo contrário, voltou a aumentar.
A partir de amanhã, um voo entre a Madeira e o Continente passa a custar mais três euros.
A taxa de combustível passa de 18 para 21 euros por percurso.
Que fazer?

segunda-feira, 7 de abril de 2008

A Saúde é um direito

Li, na revista Visão de 3 de Abril, um relato que nos deve fazer reflectir muito sobre o nosso Serviço Nacional de Saúde. Para mim, a Saúde é prioritária a todos os níveis. O Governo tem por obrigação social, mas também ética garantir a todos os cidadãos o acesso a um sistema de saúde de qualidade. A Saúde não pode ser privilégio de alguns, mas um verdadeiro direito de todos.
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A visão contava o seguinte:
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"Só entra quem paga
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Utentes do Serviço Nacional de Saúde são discriminados no sector privado"
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«Se quiser pagar a totalidade, como mera paciente individual, faço-lhe a consulta de imediato. Se quiser pela ADSE, recebo-a daqui a dois meses.»
Foi assim, tal e qual, que uma médica, numa unidade privada de saúde, se dirigiu a Joana M, 58 anos, os últimos três em luta contra um cancro."
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Esta situação, se é verídica, torna-se demasiado grave.
Então, os médicos não possuem um código deontológico? Onde é que o têm afixado? Muitos deles sempre o colocaram no fundo de uma gaveta, bem fundo para nem se lembrarem da sua importância. Felizmente que não são todos assim.
Quanto a mim, o Governo tem de rever esta parceria com o sector privado e deve investigar estes casos, exigindo um serviço com rapidez e qualidade.

sábado, 5 de abril de 2008

A implosão do PSD-M!


Miguel de Sousa, Vice-presidente do PSD-M, já reagiu a Coito Pita. As facções internas do PSD-M degladiam-se.
A implosão aproxima-se. As brigas internas fazem ricochete na praça pública. São por estas e por tantas outras que o congresso está vedado à comunicação social. Mas saberemos tudo. Os ressabiados, os excluídos e os afastados dos cadeirões do poder vão gritar bem alto cá fora.
Miguel de Sousa disse que tinha sido "um dos primeiros alunos de Alberto João e, com certeza, o seu melhor aluno".
Desagradado com as palavras de ontem de Coito Pita, que dizia ser preciso dar uns puxões de orelhas a quem está na política apenas para se servir, Miguel de Sousa sugeriu ao referido deputado e dirigente laranja que "puxe as suas próprias orelhas".
Mais comentários para quê? Miguel de Sousa sabe muito bem o que está a dizer do seu colega de partido. As suas palavras, tão directas, ganham um relevante grau sugestivo.


Este PSD-M vai no caminho certo: IMPLOSÃO...

Coito Pita conhece e fala da realidade do PSD-M

Coito Pita, um dos mais destacados deputados e dirigentes do PSD-Madeira, numa entrevista, Sexta-feira, 4 de Abril, ao Diário de Notícias da Madeira (http://www.dnoticias.pt), diz o que muita gente já sabe, no entanto, dito por quem está tão dentro do poder laranja tem mais força. Alguns excertos da entrevista:
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"O PSD é um partido tão grande, com tantas personalidades, muitas delas julgando-se donas do mundo e da Madeira, que não seria em dois anos que as coisas se alterariam.
Há muita gente que, pelo facto de ter atingido o poder, julga que se torna dono do mesmo, das pessoas e da Região. O poder é para servir e não para se servir. Infelizmente, há muita gente, e não é só no PSD, que está na política para se servir. Deixaram de ter qualquer relacionamento com as pessoas, não sabem onde vivem, não sabem dos problemas das zonas altas, não sabem dos problemas da noite, não sabem quais são os problemas da juventude, não conhecem as zonas rurais. Acho que deviam parar para reflectir.

Acho que não deveremos fazer como a avestruz que mete a cabeça na areia, ou fingirmos que somos surdos e mudos, que não ouvimos, nem sabemos de nada. Essa hipocrisia deve ser, pura e simplesmente, banida. Devemos dizer as coisas como elas são. Isto acontece em todo o lado."

sexta-feira, 4 de abril de 2008

Desemprego nos Estados Unidos

O mundo atravessa uma crise sem precedentes. Não consigo perceber a lógica das políticas que gerem as sociedades de hoje. Se há tanto desenvolvimento, se existe cada vez mais meios tecnológicos, se as sociedades conquistaram o acesso ao conhecimento, à formação e à informação, se há gente com mais e melhores competências, por que razão o desemprego invade, com tanta força, a vida dos cidadãos?

Hoje, em cada recanto do mundo, o desemprego é um problema gravíssimo e sem soluções à vista.

Segundo Sara Gamito, do Diário Económico, os Estados Unidos perdem 80 mil empregos no último mês. Incrível!
Refere ainda que "a perda de postos de trabalho e a taxa de desemprego nos EUA subiram para um novo máximo desde Setembro de 2005, demonstrando que a maior economia do mundo pode já estar em recessão.
O número de novos desempregados nos Estados Unidos atingiu os 80 mil em Março, depois da perda de 78 mil postos de trabalho em Fevereiro, uma soma superior ao então anunciado, admitiu, em Washington, o Departamento do Trabalho norte-americano.
Um inquérito da Bloomberg a economistas apontava apenas para um corte de 50 mil empregos. No entanto, a taxa de desemprego nos EUA acabou por subir 4,8% para os 5,1% em Março.
O desemprego tem vindo a abalar a confiança dos consumidores, contribuindo para o abrandamento do consumo, que praticamente estabilizou."

quinta-feira, 3 de abril de 2008

Congresso do PSD-M fechado ?

O Congresso do PSD-M estará fechado aos jornalistas? E porquê? Para não ouvirmos nem contemplarmos o teatro das brigas?
Eu não dizia, a implosão já atingiu o ponto mais crítico. Eles vão brigar e, dias depois, iremos saber tudo pela voz das facções internas do PSD-M que se sentirem marginalizadas.
As coisas lá para os lados do PSD-M estão muito mal. A sucessão vai mesmo rebentar com aquele partido demasiado inchado de interesses pessoais.
Aguardemos pelos próximos capítulos.

Os delfins mais destacados, e muito nervosos, correm o risco de serem ultrapassados por outros laranjinhas menos barulhentos, no entanto, mais manhosos!... Alguém anda distraído!

quarta-feira, 2 de abril de 2008

Novo Sistema Regional de Saúde

Hospital

O Governo Regional da Madeira propôs a alteração do Decreto Legislativo Regional que aprova o regime e orgânica do Serviço Regional de Saúde e altera o Decreto Legislativo Regional que aprova o Estatuto do Sistema Regional de Saúde.
para já, apenas uma questão:
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Centro de Saúde

O anterior diploma previa que o capital no valor de 145 milhões de euros fosse integralmente realizado até 2005.
Ora, o novo diploma vem alargar a realização desse capital estatutário até 31 de Dezembro de 2008, afirmando que, até à data, apenas estão realizados 119,250 milhões de euros.
Isto revela, por um lado, que as opções estratégicas deste GR não vê nos serviços de saúde uma prioridade e, por outro, demonstra as enormes dificuldades que o Governo Regional tem enfrentado para cumprir os compromissos financeiros que a si próprio impõe, deixando o Serviço Regional de Saúde, EPE, numa situação de descapitalização que só o tem prejudicado.
Então, para onde tem ido o dinheiro que devia ter sido dado à Saúde?

terça-feira, 1 de abril de 2008

Contratos-programa

Durante o mês de Março, o Governo Regional organizou uma sessão, muito requintada, para assinar, publicamente, uma série de contratos-programa com as Câmaras Municipais.
No entanto, não informou que dessas 104 obras previstas, apenas 19 são novas. Isto é, as restantes 85 obras já vêm de anos anteriores. Por isso, o incumprimento dessas promessas nada tem a ver com a nova Lei das Finanças Locais, mas sim com a incapacidade do GR e das Câmaras em cumprirem as promessas, eleitoralistas, feitas aos madeirenses.
Convém insistir no esclarecimento de que estas obras não representam uma esmola que o GR dá aos madeirenses, ao contrário do que os senhores do PSD-M gostam de transparecer, significa um dever, uma obrigação.
Se recebem milhões e milhões de euros do erário público é para investir na melhoria da qualidade de vida dos cidadãos.
Considero que o GR poderia e deveria fazer muito mais. Nesta matéria de contratos-programa, o GR deveria servir-se do seu poder autonómico e ajudar muito mais as Juntas de Freguesia. Deveria, por exemplo, negociar com as Juntas de Freguesia a assinatura de contratos-programa, com o objectivo de servir melhor os cidadãos.
A Junta de Freguesia de Água de Pena, liderada pelo PS, já apresentou uma proposta de contrato-programa, mas o GR, passados 2 anos, ainda não deu qualquer resposta.

segunda-feira, 31 de março de 2008

Pagamento de juros!

O Governo Regional pagou em 2007 a quantia de 1 431 284 euros de juros à banca, para o pagamento de dívidas contraídas apenas pelas Câmaras Municipais.
Tendo em conta que em 2006 a quantia rondou os 913 186 mil euros de juros entregues à banca, também pagos pelo GR, quer dizer que o aumento de 2006 para 2007 foi de 56,7%. Isto é, 518 mil euros a mais.
Só para a Câmara do Funchal, o GR entregou à banca, para pagar juros, 616 839 mil euros.

sábado, 29 de março de 2008

A história repete-se?

Lembrei-me de um artigo de opinião de Ana Sá Lopes escrito em 1999.
A hstória repete-se? Mas há eleições nacionais no próximo ano!!

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por ANA SÁ LOPES
Sábado, 31 de Julho de 1999
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A primeira "descoberta" de António Guterres quando chegou à liderança do PS foi o défice democrático na Madeira. No Inverno de 92, com o Pavilhão dos Desportos a aplaudir o discurso da vitória sobre Jorge Sampaio, Guterres prometeu um duro combate ao "jardinismo". Foi o acontecimento da época: pela primeira vez, a oposição parecia ousar a afronta a Alberto João Jardim.
Durante um ano - talvez nem isso - a Madeira esteve no epicentro da guerra PS-PSD. Sucediam-se os episódios edificantes: Guterres era a "mula da cooperativa" (Alberto João dixit) e o presidente do Governo Regional da Madeira um "Bokassa", por sugestão de Jaime Gama, que por sua vez, foi qualificado como "uma coisa gorda e viscosa", pela voz de Duarte Lima.
Tantos anos passados, o que sobrou da polémica foi nada. O PS depressa se apercebeu que o melhor era deixar cair a "bandeira" porque não rendia um voto. O "défice democrático" foi metido na gaveta do socialismo e ninguém mais falou do assunto.
Quando chegou ao Governo, o silêncio do PS prolongou-se. Jardim, de resto, passou a ser mais bem tratado depois da saída de Cavaco Silva, com quem nunca teve boas relações - não eram os défices democráticos de Jardim que irritavam particularmente o ex-primeiro-ministro, mas o défice da conta da Madeira."
(...)

Incoerências do PS a nível nacional?

Publico mais um post de Miguel Fonseca retirado do seu blogue http://bastaqsim.blogspot.com/:
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- "Por qué no te callas?"

"O PS de Lisboa, quando está aflito, vem buscar a Madeira: a Madeira vive em Défice Democrático, a Madeira é um mau exemplo de Democracia, na Madeira as eleições são uma farsa, etc. etc. etc. Isto é, Alberto João Jardim dá muito jeito ao PS de Lisboa. Passado o aperto, vencida a aflição, vêm os altos dignatários do regime socialista à Madeira, mesmo em plena campanha eleitoral e ele é abraços, ele é elogios, ele é declarações de admiração mútua. E o PS Madeira que se dane. Ou seja o PS Regional e a Madeira servem de carne para canhão para as estrátégias eleitorais do PS de Lisboa.Aos dirigentes do PS de Lisboa o PS-Madeira tem de pedir: não ajudem mas também não desajudem, não compliquem, não se sirvam do PS-Madeira para as suas estratégias eleiçoeiras. A cada um deles, dos dirigentes do PS de Lisboa, devem os socialistas madeirenses dizer, quer quando falam da situação política na Madeira em momentos de aflição, quer quando vêm desdobrar-se em salamaleques, dirão, no Futuro, os socialistas da Madeira, a cada um dos dirigentes do PS de Lisboa:

- "Por qué no te callas?"

As incoerências de Jaime Gama

Este PS nacional de José Sócrates tá bonito tá!! Nem digo o que me vai na alma, mas lá que me apetecia, apetecia.
Limito-me a transcrever aqui um post de Miguel Fonseca, retirado do seu Blogue, http://bastaqsim.blogspot.com/, sobre a visita de Jaime Gama à Região.
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"Jaime Gama, depois de ter insultado o Presidente do Governo Regional em plena Assembleia da República, vem a Madeira e declara solenemente que a Democracia na Madeira é uma Democracia de Qualidade.
Assim, aplicando-lhe o soligismo aristotélico da argumentação lógica perfeita, constituída de três proposições declarativas que se conectam de tal modo que a partir das primeiras duas, chamadas premissas, é possível uma conclusão:
1º. Jaime Gama insultou o Presidente do Governo, chamando-o de Bokassa;
2º. Jaime Gama considera a Democracia na Madeira de Democracia de Qualidade;
3º. Logo o modelo de Democrata de Jaime Gama é Bokassa I."

quinta-feira, 27 de março de 2008

Redução do IVA

O primeiro ministro, José Sócrates, anunciou a redução do IVA em 1%, passando dos 21% para os 20%. E na Madeira? Não vão reduzir dos 15% para os 14%?
O Governo Regional, PSD-M, vai acompanhar a medida de reduzir o IVA aqui na Região ou não? Ou vai acusar o Governo da República pelo facto de o IVA na Madeira permanecer inalterado?
Aguardemos pelas lindas historiazinhas que este PSD-M ainda nos vai contar!

quarta-feira, 26 de março de 2008

l'État c'est moi

Lembram-se da famosa frase l'État c'est moi, proferida por Luís XIV, o Rei -Sol, no auge do absolutismo. A concepção da realeza alcança com Luís XIV uma elevada expressão: um monarca só é responsável diante de Deus e não compartilha com ninguém o seu poder. Vivia rodeado de uma corte faustosa, submetida a uma complexa etiqueta em palácios esplendorosos.
E hoje na Madeira como é? O regime não se repete? Ainda há quem pense da mesma forma? Não sei.

O Dr. Alberto João Jardim, Presidente do Governo Regional, em resposta a um jornalista, disse, que eu ouvi, as seguintes palavras: l'État c'est moi.
Mais palavras para quê?

terça-feira, 25 de março de 2008

Desemprego na Madeira

Será mesmo verdade? Será mesmo verdade que a Madeira é a única região do país onde o desemprego continua a subir?

Li no Blogue replicaecontrareplica.blogspot.com que o desemprego sobe 4,7% na Madeira e desce 11,6% em todo o continente português. Isto está bonito, está!

Apenas uma questão: quem é que nos governa há 30 anos?

É o PSD-M!

segunda-feira, 24 de março de 2008

O episódio das bandeiras

O PSD-M volta à carga com a mania das bandeiras. Tudo com objectivos eleitoralistas. Quer de novo reforçar o contencioso das autonomias e, deste modo, continuar a alimentar um possível ódio de madeirenses contra continentais, um sentimento que apenas existe no mundo maquiavélico dos senhores do PSD-M. Somos todos PORTUGUESES e a nossa bandeira é só uma.
A atitude do PSD-M é mais uma vergonha. Com tantos problemas por resolver na Região e agora vão se meter numa guerra que serve apenas para distrair as atenções do essencial.
O Diário de Notícias de Lisboa traz a seguinte notícia:
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"Jardim reabre nova 'guerra das bandeiras'
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A poucas semanas da visita oficial de Cavaco Silva à Madeira (de 14 a 20 de Abril), o grupo parlamentar do PSD/M volta a lançar a "guerra das bandeiras", com discussão agendada para o início do próximo mês, no hemiciclo madeirense.
O projecto de resolução dos sociais-democratas "denuncia a situação de desobediência qualificada em que incorrem os órgãos da República que não cumprem o dever legal de hastear a bandeira da região autónoma».
Entenda-se nas instituições dependentes do poder central, designadamente Palácio de São Lourenço (sede do comando da Zona Militar da Madeira e residência oficial do representante da República), bem como na Capitania do Porto do Funchal ou a Fortaleza do Pico Face a esta situação, o projecto do PSD/M mandata a Mesa da Assembleia Legislativa (ALM) para "desencadear o correspondente processo junto do Ministério Público". Do documento foi dado conhecimento ao Presidente da República e ao primeiro ministro.
A "guerra das bandeiras" é uma questão antiga dos sociais-democratas liderados por Alberto João Jardim. Já em 2004, um documento idêntico ao que vai agora ser discutido foi remetido para publicação em Diário da República por Diniz Monteiro. Que, na qualidade de Ministro da República (assim se designava o cargo antes da última revisão constitucional) não se limitou a este acto formal, alertando por escrito o presidente da ALM para a ilegalidade da iniciativa.
Uma avaliação jurídico-constitucional que se mantém actual. E que sustenta que o parlamento regional não tem poderes para legislar matéria respeitante aos serviços da República.
Por exemplo, o hastear da bandeira da Madeira em instalações militares só pode ser efectuado por decisão expressa do Ministro da Defesa. E a maioria parlamentar na região autónoma não pode obrigar o Estado a fazê-lo."

Os pequenos partidos da Madeira

Na Madeira, a política é muito sui generis. Há partidos, ditos da oposição, que denunciavam o regime jardinista, que se opunham ao modo de fazer política do PSD-M, que combatiam a autocracia deste Governo Regional, mas, pelos vistos, era tudo a fingir, era o faz de conta. Quando, devido às conjunturas, surge uma possibilidade de derrubar este PSD-M, eis que esses alguns partidos, ditos de oposição, se juntam à volta do PSD-M. Colam-se e assobiam para o ar.
O adversário destes pequenos partidos não é o PSD-M, mas sim o PS-M. A sua sobrevivência depende das vitórias do PSD-Madeira.
Ora, então, o CDS/PP, o PCP e o MPT(dissidentes do PS-M) andaram a enganar os madeirenses. Afinal, são todos coniventes?
Estes pequenos partidos, o CDS/PP, o PCP e o MPT(dissidentes do PS-M), são falsos adversários do PSD-M, afinal lutam para que o PSD-Madeira nunca abandone o poder.

domingo, 23 de março de 2008

Agressões a professores

O caso da professora que foi empurrada e humilhada por uma aluna, que tentava recuperar o seu telemóvel, e desprezada pelos restantes alunos, que assistiam à cena aplaudindo, ganhou contornos mediáticos apenas e só porque foi visto por todos, mas, esta realidade é apenas a ponta do icebergue. E o que não se vê?
Aquele caso foi dos menos graves, pois se deitarmos atenção ao que se passa em algumas das nossas escolas, em todo o país, ouvirão casos muito mais graves. Há casos, não isolados, de professores(as) agredidos fisicamente, espesinhados verbalmente, desrespeitados de um modo vergonhoso.
E estes casos, muito mais graves, têm sido publicados pela Comunicação Social, no entanto, como ninguém vê ao vivo, em directo, até parece que é mentira, parece que é fruto da imaginação, está mais distante, por isso, parece que são menos importantes.
O curioso é que as consequências recaem sempre no professor.
O Director de turma, que não é jurista nem ganha mais um cêntimo por essa tarefa, tem de eleborar um processo que lhe consome dias e dias de trabalho e depois do processo de averiguações, inquéritos e conselhos de turma, na maioria dos casos, nada acontece ao aluno(a).
Nas restantes situações, quando apanha dias de suspensão, o aluno é atirado para fora da escola sem acompanhamento, sem aconselhamento, sem uma semana junto de técnicos especializados, multidisciplinares, que procurem transmitir um conjunto de regras de convivência e valores de respeito e comportamento social.
Na semana seguinte, o aluno(a) está, de novo, na mesma sala de aula, igual ou pior do que estava.
No meu entender, é aqui que as coisas também têm de mudar. Primeiro, o processo deve ser realizado por um jurista, não pelo Director de Turma, depois, o aluno ou aluna, se apanhar dias de suspensão, não deve ir passar "férias" para casa, deve frequentar, obrigatoriamente, um conjunto de aulas especializadas num outro estabelecimento, numa outra instituição.

sexta-feira, 21 de março de 2008

1,5 milhões para o GOLFE?

Li há dias, no DN, que uma auditoria do Tribunal de Contas encontrou uma dívida da Sociedade de Desenvolvimento do Porto Santo à IGA, Instituto de Gestão da Água, de 1,5 milhões de euros, por fornecimentos de água ao Porto Santo Golfe.
Ora, o IDRAM, Instituto de Desporto da Região Autónoma da Madeira, recebeu do Governo Regional 1,5 milhões de euros para pagar essa dívida.
Com esta solução, o Porto Santo Golfe ganha uma folga, pois libertou-se de um encargo que representa um terço das suas despesas.
Este é mais um dos escândalos da governação PSD-M. Como é que é possível esta afronta aos madeirenses e aos portossantenses? O Governo Regional exige contenção aos madeirenses, aumenta, de um modo exorbitante, o preço da água, reduz os apoios aos mais necessitados tentando poupar dinheiro para pagar as dívidas do Golfe? Uma vergonha!
O mais grave é que, apesar de todos sabermos da escassez de água nesta Ilha e dos seus custos elevadíssimos, aqueles milhares de euros, 1,5 milhões, retirados dos bolsos dos madeirenses e portossantenses, têm como objectivo pagar a fortuna que custa a água que rega os quilómetros e quilómetros de relva do Campo de Golfe do Porto Santo.
Afinal, o GR tem muito dinheiro, gasta-o é mal e muito mal! É tudo uma questão de prioridades.