O Diário de Notícias da Madeira do dia 2 de Maio trouxe uma notícia que mostra o estado actual dos sindicatos na Região. Porque razão chegaram a este ponto? Em tempos, não muito longínquos, escrevi sobre os sindicatos e os eternos dirigentes sindicalistas. Lembro-me bem das reacções de alguns sindicalistas. E agora? Então, como vai o nosso sindicalismo? Basta ler a referida notícia e as respostas de outros sindicalistas nos dias seguintes. Este nosso sindicalismo está num caminho oposto ao dos interesses dos trabalhadores.-
Diário de Notícias da Madeira
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Data: 02-05-2008
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"É o meu pior 1.º de Maio de sempre". A confissão da ex-dirigente sindical, Guida Vieira, traduz a "mágoa, a vergonha e a tristeza" sentidas ontem, no Dia do Trabalhador. A crispação interna não demoveu a manifestação da União dos Sindicatos da Madeira (USAM), mas o melindre que rebentou há dois dias está longe de voltar a unir as estruturas sindicais na tão ambicionada coesão de bandeiras.As declarações de José António Jardim, do Sindicato dos Trabalhadores da Hotelaria, caíram como nódoas no melhor pano de seda.
Mesmo fora, Guida Vieira saiu em defesa da USAM, não poupando críticas ao dirigente da Hotelaria que, anteontem, acusou Ivo Silva, o colega do Sindicato de Escritórios, Comércio e Serviços, de irregularidades e de não proteger os seus trabalhadores.
A legitimidade e a ética sindical de José António Jardim são também postas em causa. Guida Vieira acusa o coordenador do Sindicato de Hotelaria de aliciar trabalhadores dos supermercados, afectos ao sector do Comércio, tentando 'comprá-los' através de benefícios sociais como descontos em lojas.
A haver irregularidades no Sindicato do Comércio, conforme considerou José António Jardim, então estas devem ser discutidas na Rua dos Ferreiros, sede da USAM, e não na praça pública.
Guida Vieira não gostou também da data e do local escolhidos por José António Jardim para atacar Ivo Silva. "É uma provocação, é gravíssimo e se essas declarações são feitas numa conferência de imprensa da USAM, onde estava também o secretariado actual da União sentado, então há que assumir a responsabilidades". Só uma tomada de posição da CGTP poderá devolver a ordem e acabar com os atropelos numa União de Sindicatos à deriva, considera.
Com este conflito, a USAM perde credibilidade e dá razão a sindicatos como o dos Professores ou dos Enfermeiros que sempre recusaram filiar-se numa frente sindical. "Porque desconfiam deste tipo de actuações, porque não querem colaborar com este tipo de coisas, isso é que é grave: em vez de se criar condições para chamar mais sindicatos, ainda se cava mais o fosso", observa Guida Vieira. "Quem deve estar a esfregar as mãos de contente é o patronato e, de certa maneira, o poder regional, enquanto os sindicatos vão-se digladiando uns contra os outros, é claro que eles vão esfregando as mãos e vão atentando os direitos dos trabalhadores, isso é que me preocupa bastante", conclui.









De Abril permanece a esperança.































As coisas lá para os lados do PSD-M estão muito mal. A sucessão vai mesmo rebentar com aquele partido demasiado inchado de interesses pessoais.


