quarta-feira, 9 de julho de 2008

Açores 3.º Mundo?

O Farpas da Madeira aconselha e eu concordo plenamente. Na verdade, o post de Nélio Sousa no seu blogue, http://olhodefogo.blogspot.com/, intitulado Açores 3.º Mundo?, deve ser lido e relido.

terça-feira, 8 de julho de 2008

É preciso governar

O dr. Alberto João, no seu habitual artigo do Jornal da Madeira, que custa 11 mil euros por dia ao erário público, escreve um texto intitulado "Para onde vamos?…" e começa por dizer:
"Todos sabem que não sou alarmista, antes sou um optimista — por vezes em excesso, reconheço — mas não gosto de ver «brincar com o fogo» quando podem ser postos em causa, os Direitos, Liberdades e Garantias fundamentais dos Portugueses, bem como a possibilidade de Desenvolvimento Integral de todos e de cada um dos Cidadãos."
Ora, o dr. Alberto João anda a brincar com coisas sérias. Em vez de atirar as culpas e tentar distrair os madeirenses com os petardos que continua a enviar para cima dos outros, deveria tentar governar a Região.
Em vez de estar quase sempre em viagens de turismo, disfarçadas de trabalho, deveria resolver os problemas dos madeirenses que são causados pelas suas políticas erradas.
O dr. Alberto João só sabe atacar, criticar e ofender os outros, mas quando lhe pedem que utilize o poder que a Autonomia lhe concedeu em prol dos madeirenses, aí já não actua, cala-se e mete os seus gritos dentro de um saco.

domingo, 6 de julho de 2008

Gaula!

Foi Filipe Sousa que escolheu a equipa que liderava a Junta de Freguesia de Gaula, antes das últimas eleições intercalares. Foi Filipe de Sousa que escolheu o Nazário para Presidente e o Filipe ficou como presidente da Assembleia de Freguesia.
Esta equipa do PS ganhou as eleições e geria a freguesia com a maioria absoluta.
Eu, pessoalmente, ainda desconheço as razões que levaram à queda da Junta, ainda mais depois do apoio que a actual direcção do PS deu àquela Concelhia e Junta de Freguesia.
Filipe Sousa era, antes desta sua candidatura independente, presidente da Assembleia de Freguesia e, ao mesmo tempo, vereador na Câmara de Santa Cruz pelo PS.
Filipe Sousa, que já foi deputado pelo PS, a juntar a tudo isto, era também, há muitos anos, presidente da Associação dos Autarcas Socialistas e presidente da Concelhia do PS de Santa Cruz.

sábado, 5 de julho de 2008

Por onde andam os VALORES?

Esta nossa sociedade está a entrar num caminho demasiado vazio de valores e quando são os jovens a liderar este tipo de comportamento ainda é mais grave.
O DN de hoje, e toda a Comunicação Social, publicava a seguinte notícia.

"Data: 05-07-2008
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Grupo humilhava crianças e idosos

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Ofensas eram filmadas e depois divulgadas através do Youtbe.com
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Um grupo de adolescentes foi identificado pela PSP esta semana pela "prática de vários actos ilícitos qualificados pela lei como crime, designadamente de ofensas à integridade física, dano e difamação", revelou ontem um comunicado desta força policial.
Os suspeitos, naturais e residentes nos concelhos de Santa Cruz e Funchal, onde a maioria estuda, pertencem a ambos os sexos e possuem idades compreendidas entre os 12 e os 16 anos.
"Os menores em causa, de forma organizada e deliberada, preparavam complexas combinações de substâncias químicas e alimentares, de forma a obterem cocktails viscosos e com forte potencial de toxicidade, utilizando seguidamente essas matérias para violentar gratuitamente as suas vítimas na via pública", lê-se na referida nota.
A Divisão de Investigação Criminal da PSP apurou que as vítimas, que eram escolhidas por serem ou muito mais novas ou mais velhas que os agressores, eram abordadas em "parques públicos, recintos escolares e imediações de complexos balneares, provocando fortes prejuízos no vestuário e outros artigos afectados directamente pelas referidas substâncias".
Para a PSP, a escolha de crianças e idosos era privilegiada, tendo em conta as "dificuldades de reacção, maior fragilidade e/ou menor resistência à acção ilícita dos suspeitos", que também praticavam "actos de vandalismo em bens públicos".
As 'proezas' eram "filmadas por um ou mais membros do grupo, através dos seus telemóveis, para depois serem colocadas e difundidas na Internet, num site (Youtube) de fácil e grande acesso público, com o objectivo de humilhar publicamente as vítimas".

sexta-feira, 4 de julho de 2008

10 cêntimos pelo JM

O Jornal da Madeira que recebe do Governo Regional da Madeira 11 mil euros por dia e que tem um passivo de 25 milhões de euros deixa de ser gratuito e passa a custar 10 cêntimos?
Deve ser uma brincadeira. 10 cêntimos servem para quê? Mais uma vez, o Governo Regional demonstra que não tinha um projecto credível para o Jornal. Não fez estudos de mercado, falhou na sua estratégia. Se o Jornal aumentou a tiragem, se passou a ter muito mais publicidade, como dizem, então, tornou-se viável economicamente.
Assim, não seria preciso injectar os tais 11 mil euros por dia. Assim, seria um Jornal com mercado. Mas, porque mudaram de novo?
Estas incoerências e este ziguezague do Governo Regional está a colocar os postos de trabalho daquela gente em perigo.
Não brinquem com coisas sérias, resolvam o problema com seriedade e consistência.

Garrote financeiro do PSD aos madeirenses

Descubra as diferenças.Via: http://www.replicaecontrareplica.blogspot.com/via http:/

quinta-feira, 3 de julho de 2008

Plebiscito à autonomia?

Guilherme Silva, deputado do PSD-M à Assembleia da República, depois das declarações de Alberto João Jardim sobre referendos, esclarece que o seu chefe pretende transformar as eleições legislativas nacionais de 2009 num plebiscito ao aprofundamento das competências legislativas da autonomia regional. Em declarações à Agência Lusa, o deputado madeirense esclarece que "não pode haver referendos em matéria constitucional" e diz que a intenção de Jardim "é um acto político que não deixará de causar embaraços aos poderes em Lisboa."


"Nós apresentamos estes deputados à Assembleia da República, temos esta proposta de revisão constitucional em matéria de autonomia regional já aprovada na Assembleia Legislativa, concordam ou não que a prioridade destes senhores seja a apresentação desta proposta no mandato que sair da eleições de 2009" - é esta a questão que Jardim tem colocado aos madeirenses, explicita Guilherme Silva. "[Alberto João Jardim] quer fazer das próximas eleições nacionais um referendo ou um plebiscito a um projecto de visão constitucional que reforce as competências da Assembleia Legislativa", acrescenta.
Mais uma vez, iremos ter, por parte do PSD-M, uma campanha de mentiras e fantochadas.
O que Alberto João e PSD-M pretendem não é mais autonomia, porque poder já têm, capacidade para decidir diferente da República já têm, possibilidades para adoptar políticas de apoio aos madeirenses já têm. O que verdadeiramente não têm é vontade de decidir e agir. O que o Alberto João e o PSD-M pretendem é dinheiro. O que os preocupa é o dinheiro, porque sempre viveram e governaram com rios de dinheiro da República e União Europeia.
E querem mais dinheiro, mas sem controlos, sem regras de rigor e contenção. Querem o dinheiro para continuarem a esbanjar e a desperdiçar em obras que não interessam aos madeirenses nem resolvem os nossos problemas.
Os Açores servem-se da autonomia que possuem, pois aprovam políticas completamente diferentes das do Governo da República.

terça-feira, 1 de julho de 2008

Contratações no futebol das equipas madeirenses

Parece-me que chegou a hora do Ministério Público investigar as contas de todos os Clubes de Futebol da Região que disputam as divisões Nacionais.
Todos os dias, os jornais falam em contratações e mais contratações, não me refiro aos clubes da 1.ª divisão, esses são um caso à parte. Dirijo-me aos clubes de futebol das divisões secundárias.
Onde é que esses clubes vão buscar tanto dinheiro para contratar jogadores e pagar os ordenados que são pagos?
Os estádios estão vazios, os sócios contribuem pouco, as câmaras municipais subsidiam cada vez menos, o Governo também vai reduzir os subsídios e as entidades privadas, pelo menos oficialmente, pouco ou nada apoiam.

A maioria destes jogadores, com bons ordenados, chegam aos concelhos da Região, com as suas famílias, e a única profissão que exercem é o futebol. Alguns deles com apartamentos pagos e outras benesses.
Ainda há gente a brincar aos clubes de futebol sem olhar às consequências. Quando é que acordam?
Crise? Onde é que há crise?

segunda-feira, 30 de junho de 2008

Polícia na Assembleia Legislativa!

O Diário de Notícias da Madeira, de hoje, publica a seguinte novidade:
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"Polícia poderá retirar deputados do plenário
Parecer do PSD e CDS/PP aconselha presidente a não tolerar casos como o do relógio

A repetir-se no futuro um protesto semelhante ao ocorrido a 6 e 7 de Maio, em que o deputado do PND se apresentou no plenário com um relógio de cozinha pendurado ao pescoço, o presidente do parlamento deverá pedir a presença da Polícia para retirar o deputado da sala.
É pelo menos este o entendimento da Comissão de Regimento e Mandatos, num parecer aprovado pelo PSD e CDS/PP, com a abstenção do PCP e o voto contra do PND. O parecer foi solicitado pelo presidente da Assembleia, logo após o incidente do relógio do PND. Miguel Mendonça pretendia saber o que deveria fazer na eventualidade "da repetição em reuniões parlamentares de situações desta ou de natureza afim".
Na resposta, a Comissão presidida por Tranquada Gomes é taxativa: "Parece-nos claro que o poder de autoridade do Presidente da Mesa inclui, nas situações como as descritas no pedido de parecer, o de actuar, quer pela via preventiva quer pela repressiva, contra o sr. deputado que não acatar, sistemática e ostensivamente, o seu poder de autoridade na condução e direcção dos trabalhos, podendo requisitar os serviços das forças de segurança se, dentro dos seus critérios de apreciação da ocasião, entender que essa é a melhor solução para garantir a continuidade dos trabalhos parlamentares".
A Comissão de Regimento e Mandatos sublinha ainda que o presidente do parlamento pode apresentar uma queixa-crime contra o deputado prevaricador, pois pode estar em causa um crime de coacção contra órgãos constitucionais, punível com prisão de dois a oito anos.
Contudo, do julgamento por tal crime não resulta o levantamento automático da imunidade parlamentar e da eventual condenação não resultaria a perda de mandato mas apenas na sua suspensão durante o período de cumprimento da pena."

sábado, 28 de junho de 2008

Dr. Alberto João dirige-se ao PSD-Madeira

Alberto João Jardim, presidente do Governo Regional da Madeira, ontem, durante uma inauguração, disse:
"Na Madeira, ainda se dá muita trela a indivíduos que, além de incompetentes, são analfabetos, pois falam sem conhecimento, e casos psicológicos especiais, porque são pessoas amarguradas e zangadas com a vida. O resultado são raivinhas tontas, às quais é dada importância de mais. Se a gente for ver, a má-língua da Madeira está reduzida a duas ou três dezenas de pessoas que não são importantes porque são analfabetas".
Naturalmente que estas palavras eram para o interior do PSD-Madeira. Alberto João dirige-se, por um lado, a alguns secretários regionais, por outro, aos delfins e às facções internas que se agrupam para assaltar o poder. Só pode ser.

quinta-feira, 26 de junho de 2008

Os professores na Madeira

Os professores e os educadores na Madeira foram, mais uma vez, enganados pelo Governo Regional. O PSD-M juntou-se aos professores na luta contra a Ministra da Educação, organizou, juntamente com os sindicatos, manifestações contra José Sócrates em visita à Região, enquanto candidato ao PS. Prometeu, em vésperas de eleições, com grande pompa, um novo Estatuto que, segundo diziam, trazia mais garantias aos professores, que oferecia mais respeito ao trabalho da classe docente. Não obstante, ficaram-se pelos discursos.
O PSD-M e o seu Governo Regional, apesar de terem autonomia para adaptar o Estatuto da Carreira Docente à nossa realidade, embora não se cansem de exigir mais autonomia ao poder central, quando chega a hora de usufruírem do poder que essa autonomia lhes concede, encolhem-se e nada fazem, limitando-se aos pequenos remendos. Então, para que querem a Autonomia?
Anunciaram imenso, criaram enormes expectativas, mas passada a euforia das eleições, analisada a proposta do PSD-M, as alterações apresentam-se pouco ousadas e demasiado longe das promessas feitas.Por outro lado, nos Açores, o Governo Regional do PS, em diálogo com os sindicatos, cumpriu as suas promessas e caminhou ao encontro dos interesses dos docentes insulares. Ao contrário do Governo da República, do PS, e do Governo Regional da Madeira, liderado pelo PSD, Carlos César aprovou a recuperação integral do tempo de serviço congelado para efeitos de progressão na carreira docente.

Na Madeira, apesar do PS-Madeira ter apresentado uma proposta idêntica, o PSD-M rejeitou a proposta.

terça-feira, 24 de junho de 2008

Exames de Matemática

O exame da disciplina de matemática foi demasiado fácil? Ouvi vários alunos e professores de matemática contestarem o exame, porque não avaliou alguns dos conteúdos mais difíceis. Falavam da hipótese de alguns alunos serem prejudicados, porque, com este tipo de exame, não foi possível distinguir nem premiar os melhores alunos.
Apesar de concordar com o argumento de que os principais conteúdos de uma disciplina devem constar nos exames nacionais e um exame deve ser equilibrado, considero, no entanto, que os alunos, em princípio, não serão prejudicados.
Primeiro, porque esses tais conteúdos já foram avaliados pelo professor, ao longo do ano lectivo. Em segundo, porque o exame vale apenas uma determinada percentagem. Terceiro, os alunos já têm uma nota, obtida ao longo dos períodos.
Assim, feitas as contas, os melhores terão, naturalmente, sempre as melhores médias.

segunda-feira, 23 de junho de 2008

Os desperdícios das autarquias II

Algumas autarquias pagam jantares e almoços a comitivas de fora do Concelho sem uma justificação plausível. Outras organizam passeios à Venezuela onde levam dezenas de amigos, gastando mais uns bons milhares de euros do erário público, sem qualquer retorno para o Concelho.
Em alguns casos perdem avultadas verbas quando, em vez de renegociarem os preços de aluguer de determinados espaços municipais, mercados e outros estabelecimentos, como é sugerido pelos arrendatários, recusam a proposta e viram as costas a estes pequenos empresários, forçando o encerramento dos negócios.
Algumas negociaram contratos ruinosos com as Sociedades de Desenvolvimento, sujeitando-se, de um modo subserviente, a pagar rendas incomportáveis para utilização de espaços públicos, controlados pelas referidas Sociedades.
Outras contratam empresas para fazer trabalhos administrativos que deveriam ser feitos pelos serviços e constroem estradas, sem qualquer utilidade, em locais limitados pelo PDM, zonas verdes sem uma única moradia, sem qualquer sentido estratégico, só por capricho ou conveniências pessoais.
Torna-se fundamental definir prioridades. Os bens públicos não estão ao dispor de alguns interesses, mas ao serviço do bem comum.

Os desperdícios das autarquias I

As famílias madeirenses vivem tempos de grandes dificuldades, para sobreviverem, gerem os orçamentos familiares com imenso rigor e contenção.
No entanto, se analisarmos a forma de gerir as autarquias, continuamos a encontrar exemplos de má gestão e a aposta em políticas promotoras de esbanjamentos.
Em todo o tempo, exige-se aos governantes rigor nas decisões e contenção nos gastos públicos, em prol da sustentabilidade dos municípios e por respeito aos cidadãos que pagam os seus impostos. Ora, esta visão, embora vulgarizada, surge apenas nos belos discursos proferidos, porque, na prática, ninguém a vislumbra.
Algumas Câmaras continuam a desperdiçar sem controlo. Distribuem subsídios a gosto, sem objectivos a cumprir nem critérios claros.
Entregam milhares de euros a clubes de futebol profissional. Ajudam Igrejas, com quantias avultadas, para arranjarem o adro, o altar ou para pagar o fogo do arraial e o grupo musical que vai actuar durante a festa, entre outro tipo de apoios inimagináveis. Em ocasiões especiais, também assumem os custos totais do fogo-de-artifício.
Algumas pagam jantares e almoços a comitivas de fora do Concelho sem uma justificação plausível. Outras organizam passeios à Venezuela onde levam dezenas de amigos, gastando mais uns bons milhares de euros do erário público, sem qualquer retorno para o Concelho.
Em alguns casos perdem avultadas verbas quando, em vez de renegociarem os preços de aluguer de determinados espaços municipais, mercados e outros estabelecimentos, como é sugerido pelos arrendatários, recusam a proposta e viram as costas a estes pequenos empresários, forçando o encerramento dos negócios.

domingo, 22 de junho de 2008

Professores da Madeira e dos Açores!

O presidente do Grupo parlamentar do PS, Victor Freitas, publica no seu blogue, replicaecontrareplica.blogspot.com/ o seguinte post.
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COMUNICADO DE IMPRENSA
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ALRA APROVA RECUPERAÇÃO DO TEMPO DE SERVIÇO CONGELADO
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Sortes diferentes para os docentes nos Açores e na Madeira
Nas Assembleias Legislativas Regionais dos Açores e da Madeira, foram, dia 18/06/08, votadas as Propostas de Decreto Legislativo que consagravam a recuperação do tempo de serviço congelado, de 30 de Agosto de 2005 a 31 de Dezembro de 2007. Enquanto nos Açores a Proposta foi aprovada, na Madeira foi rejeitada.
O Sindicato dos Professores da Região Açores congratula-se com mais esta importante conquista para os Professores e Educadores que trabalham nos Açores, por ter sido a primeira Região do país a conseguir a recuperação integral do tempo de serviço congelado, para efeitos de progressão, tal como foi negociada com o SPRA, apesar de ser em duas fases.
O SPRA bem diligenciou para que a recuperação fosse feita com base na estrutura da carreira antiga e de uma só vez, só que foi logo confrontado pelo Governo com a questão de que se queria beneficiar do lado mais positivo do diploma concedido a outros funcionários, também, por razões de justiça e equidade, tinha que aceitar o lado negativo das quotas a que estão sujeitos.
Como negociar também implica concessões de ambas as partes, porque quem não consegue negociar é que pode pensar que é possível impor a vontade de apenas um dos lados, e como não aceitámos a introdução das quotas no processo de avaliação, por ter sido uma das grandes conquistas dos docentes na Região, a par da salvaguarda da carreira única, não foi possível impedir a repartição do tempo a recuperar, por alegadas razões orçamentais, ou seja, 14 meses à data da publicação do diploma e os outros 14 meses em 1 de Setembro de 2009.
É verdade que esta conquista era um direito nosso, mas também é verdade que só com a persistência do SPRA foi possível recuperá-lo tão cedo, sendo motivo de admiração e orgulho dos nossos colegas em todo o país.
Dizer que aquilo que se consegue é pouco não é virtude, virtude é conseguir aquilo que os outros ainda não conseguiram.
Convém referir que, ontem, 18/06/08, o Grupo Parlamentar do PS, na Região Autónoma da Madeira, apresentou uma Proposta de Decreto Legislativo idêntica à que foi aprovada na Região Autónoma dos Açores, visando a recuperação do tempo de serviço congelado para os docentes que trabalham naquela Região e que foi “chumbada”pelo Grupo Parlamentar do PSD.
O Sindicato dos Professores da Região Açores não se rege pelo princípio do “tudo ou nada”. Em vez do nada prefere conseguir alcançar gradualmente os objectivos a que se propõe, e, se comparamos com o que se passa ao nível nacional, há que reconhecer que o trabalho do SPRA em prol dos Professores e Educadores não tem sido em vão. Mas não se dá por satisfeito, e vai continuar a lutar com determinação, porque os docentes estão a viver um dos piores momentos da sua vida profissional.

Ponta Delgada, 19 de Junho de 2008

A Direcção do SPRA"

sexta-feira, 20 de junho de 2008

O Jornal da Madeira

O Governo Regional alimentou, ao longo dos anos, um capricho, chamado Jornal da Madeira, que vai trazer imensos problemas aos jornalistas que ali trabalham. O Governo Regional e o PSD-M com um objectivo, meramente, político-partidário controla e sustenta o referido Jornal com os dinheiros públicos, impostos dos madeirenses.
O Jornal tem de continuar a existir, o Jornal tem uma história que não se deve apagar, no entanto, não pode continuar a ser um panfleto partidário do PSD-M. Os jornalistas merecem melhor respeito.
O Governo Regional entrega ao Jornal da Madeira, por dia, 11 mil euros.
O Passivo do Jornal da Madeira é de 25 milhões de euros.

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Encarregado de educação agride professor

Ontem, numa escola básica do Funchal, um encarregado de educação, alegadamente descontente com a avaliação do seu filho, entrou na Escola e, na Cantina, perante testemunhas, agrediu o professor que teve de receber tratamento hospitalar.
Podem dizer que é um caso pontual, podem tentar desvalorizar, a verdade é que os professores são alvos fáceis dos alunos, dos governantes e dos pais/encarregados de educação.
Embora não atinjam estes contornos, há mais casos, considerados graves, espalhados pelas diversas escolas da Região. Que medidas tomar? Teoria existe muita.
Mas o que seria das famílias se não fossem os professores e a Escola!!

quarta-feira, 18 de junho de 2008

"BASTA DE MEDIOCRIDADE NA POLÍTICA EDUCATIVA"

O meu amigo André Escórcio escreveu um post, no seu blogue http://comqueentao.blogspot.com/, que merece ser lido, relido e muito bem reflectido por todos nós, os professores, os pais/encarregados de educação, a sociedade em geral e os governantes em particular. As imagens são todas da minha inteira responsabilidade.
"Pessoa amiga remeteu-me há algum tempo uma cópia de uma correspondência trocada entre uma professora e o encarregado de educação. Atente-se nos seguintes textos:
MENSAGEM DA PROFESSORA: "Informo que a sua educanda não realizou os trabalhos de casa, pela terceira vez, prejudicando a sua avaliação. Agradecia que a chamasse à atenção".
MENSAGEM DA ENCARREGADA DE EDUCAÇÃO: "Venho por este meio que eu como encarregada de educação sei que por lei os alunos não são obrigados a trazer trabalhos para casa, pelo horário que tem de sair às 18 horas e trinta minutos da escola. E os pais quando chegão a casa tem mais que fazer do que saber se eles tem trabalhos ou não".
É com situações destas que os professores têm de conviver. E não se trata de um caso isolado. Esta é, apenas, uma amostra do que por aí vai. Este é um exemplo, pela característica da escrita, que resulta de uma família cuja formação educativa ficou distante dos patamares mínimos. Mas o que dizer, por exemplo, daquele encarregado de educação, bem posicionado na vida profissional, que perante a falta de estudo do seu educando, pergunta ao professor se as notas do 9º ano contam ou não para a média de final de curso (12º ano)? É que se não conta, senhor professor, não se arrelie.
Ora bem, a questão que se coloca é a de saber que sociedade é que estamos a construir e que escola foi desenhada por este governo para responder aos desafios do futuro. E neste campo de análise que políticas de organização social e de família foram pensadas no sentido de gerar um clima de rigor, de cultura e de responsabilidade? Fico por aqui, sem antes dizer que com centenas de alunos assim, que espelham as famílias que têm, aos professores é-lhes exigido que sejam muito bons e excelentes para poderem ascender, mais rapidamente, na carreira profissional."

PSD e o PS com acordo à vista.

Li no Público de hoje que o PSD não descarta a hipótese de fazer um acordo com o PS depois das eleições. Muito bem. Então, quer dizer que o Governo de Sócrates está a governar bem.
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"Marcelo Rebelo de Sousa não descarta acordo entre o PSD e o PS depois das eleições
O ex-líder do PSD Marcelo Rebelo de Sousa admitiu hoje que depois das eleições legislativas de 2009 possa acontecer "algum arranjo" entre sociais-democratas e socialistas, apesar de considerar que se tratará de um "risco enorme".
"Começa a perceber-se que das eleições possa sair um arranjo qualquer", afirmou Marcelo Rebelo de Sousa, referindo que ontem a líder do PSD, Manuela Ferreira Leite, "admitiu que a situação do país poderia impor acordos de regime" entre social-democratas e socialistas."

terça-feira, 17 de junho de 2008

PROFESSORES E EDUCADORES - Proposta PS-Madeira

Agora veremos quem é que está ao lado dos professores. O PSD-M tem a oportunidade de demonstrar que não enganou os professores da Região Autónoma da Madeira. Do paleio do PSD-M, os professores estão fartos.
O PS-Madeira tem um pensamento diferente do PS Nacional.
Proposta do PS-Madeira publicada no DN e no Cidade:

Em democracia o POVO escolhe!

Ponte de Canaveses. Rio Tâmega

Parece anedota, mas não é. Avelino Ferreira Torres anunciou a sua intenção de se candidatar, novamente, à Câmara do Marco de Canaveses.
Já foi acusado dos crimes de peculato, corrupção, abuso de poder etc, etc. Mas, em democracia, o povo é que decide.
O paradoxo da democracia é que o povo continua a votar em determinadas figuras sem o mínimo de credibilidade, políticos condenados em tribunal, acusados dos mais variados crimes. Tal como Ferreira Torres temos Isaltino Morais, Valentim Loureiro e Fátima Felgueiras. Estes exemplos representam tudo, menos a política séria.
Avelino Ferreira Torres, actual vereador da Câmara de Amarante vai anunciar, na próxima Quinta-feira, a sua candidatura à Câmara do Marco de Canaveses, município a que presidiu durante mais de 20 anos.
O antigo presidente da autarquia do Marco de Canaveses, que se candidatou em 2005 à presidência da Câmara de Amarante, de onde é natural, tendo sido eleito vereador, justifica o seu regresso ao Marco de Canaveses com o apelo de milhares de marcuenses que o querem ver de novo a presidir aos destinos do município.
Um pingo de vergonha ficava-lhe tão bem! Esperemos que o povo não se deixe enganar.

segunda-feira, 16 de junho de 2008

Solucionar a crise III

A crise resolve-se com uma intervenção política séria e sustentada e, se houver boa vontade, existem meios suficientes para ajudar as populações madeirenses.
Um ramo estratégico a intervir, mas de um modo diferente do actual, é o da aplicação do princípio da subsidiaridade, aplicando bem os apoios à insularidade que vêm do Governo da República e da UE.
Consideramos necessário fazer com que o POSEIMA traga resultados práticos junto dos produtores e consumidores. Então, seria imprescindível realizar uma avaliação sobre todos os instrumentos existentes de combate à ultraperiferia e insularidade, medir o impacto e introduzir alterações e ajustamentos de modo a que todos os mecanismos cumpram o seu papel de garantir preços mais baixos para todos os madeirenses.
Em suma, esta crise trava-se com visão política e muita competência, negociando com habilidade os fundos a que temos direito da UE e da República, sem chantagens nem ameaças.

domingo, 15 de junho de 2008

A Pobreza na Madeira

O Diário de Notícias de hoje publica uma notícia sobre a pobreza na Madeira que nos deve preocupar seriamente.
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"Data: 15-06-2008
54,5% à beira da pobreza

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Estudo de Bruto da Costa lança um novo 'olhar sobre a pobreza' também na Madeira

Trabalho indica, também, que a pobreza persistente afecta 15,1% da população madeirense.
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Mais de metade da população madeirense está vulnerável à pobreza e 15,1% vive em situação de pobreza persistente. Segundo um estudo, coordenado por Alfredo Bruto da Costa e promovido pelo CESIS - Centro de Estudos para a Intervenção Social, cerca de 136.250 madeirenses, num universo de 250 mil, passaram por um ano de pobreza num período de seis anos, considerado no trabalho. Uma percentagem que apenas é ultrapassada pelos Açores, com 62%, e pelo Algarve, com 58,7%. Ao nível nacional, 46% dos portugueses passaram pela pobreza em pelo menos um dos anos."

sábado, 14 de junho de 2008

Irlandeses chumbam Tratado de Lisboa em referendo

Há um trabalho de base que ainda não foi feito, mas, infelizmente, os senhores da Europa preferem desvalorizá-lo.
Sem a existência de uma identificação dos cidadãos com a União Europeia e com os seus valores fundamentais, sem uma consciência das possibilidades de participação e do exercício da cidadania que este grande projecto Europeu oferece, mais difícil se tornará concretizar os grandes objectivos e prioridades do processo de integração.
Assim, a União Europeia ficará mais fragilizada para enfrentar os actuais e os novos desafios.

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Solucionar a crise II

Como os impostos pagos pelos madeirenses ficam todos nas mãos do Governo PSD, a sua aplicação tem de funcionar como uma forma de recuperar o poder de compra dos madeirenses, por isso, a redução do IVA seria uma das apostas importantes.


O custo de vida dos madeirenses é tão elevado porque o PSD criou e protegeu alguns dos monopólios mais estratégicos que agravam o preço dos produtos. Uma das propostas que teria um reflexo imediato no custo de vida seria o de acabar com estes monopólios: o das operações portuárias, o do transporte marítimo para o Porto Santo e o cartel nos transportes terrestres de mercadorias.

Nesta perspectiva de lançar políticas em benefício das populações, defendemos a redução do imposto sobre os combustíveis. Esta intervenção resolveria uma das facetas da crise, alcançando, de um modo positivo, o preço dos transportes públicos, as despesas das empresas de transporte de mercadorias e os bens de primeira necessidade.
É possível sair desta crise, mas para atingir um objectivo desta envergadura é preciso extinguir os vícios do esbanjamento sem controlo e acabar definitivamente com a satisfação de pequenos grandes caprichos de alguns magnatas do regime e de alguns políticos que só sabem governar se não houver rigor nos gastos dos meios públicos.
Estes comportamentos, aceites como inimputáveis, ajudam a agravar o nosso custo de vida, porque a má gestão e os gastos desnecessários são depois pagos, por meio de impostos, pelas populações.


Com esta poupança, seria possível baixar o preço do gás doméstico, baixar o preço do gasóleo para as pescas e agricultura, reduzir a taxa de IRS e investir em políticas de apoio aos mais desprotegidos.

terça-feira, 10 de junho de 2008

A polícia, o PSD-M e os manifestantes...

Miguel Silva, editor de política do Diário de Notícias, fez um excelente paralelo entre a manifestação dos professores contra Sócrates e a dos comunistas contra o PSD-Madeira.


Miguel Silva - Editor de Política





Data: 10-06-2008

Mal habituados
Que há de comum entre a manifestação dos professores contra Sócrates e a dos comunistas contra Jardim? Aparentemente, nada. Mas há um elemento que mostra como podem ser parecidos eventos que à partida são tão diferentes: a presença da Polícia. Tal como o Governo nacional, o regional também dirá que não teve nada a ver com o dispositivo policial que foi montado. E é crível que assim seja.
Mas aquele comunicado em que a Quinta Vigia se demarcava da 'sinfonia' comunista e a identificação de matrículas no buzinão de ontem tem valor idêntico à identificação dos professores que ousaram protestar contra o primeiro-ministro. Então, o que há de comum entre Sócrates e Jardim?
Os dois convivem mal com a crítica.
Miguel Silva

E agora? Quem foi que mandou a polícia identificar manifestantes?

O Diário de Notícias viu e contou:
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Polícia controla buzinão

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Identificação de manifestantes, anotações de matrículas, significativa presença à civil e caracterizada. Foi assim que a PSP actuou durante o buzinão que o PCP promoveu ontem, em frente à Quinta Vigia, residência oficial de Jardim.
A concentração foi na zona dos Barreiros, mas mantida secreta até ao último momento, não fosse a polícia aparecer para tentar impedir.

segunda-feira, 9 de junho de 2008

IRS na Madeira, governo PSD. IRS nos Açores, governo Socialista.

Leiam no blogue do deputado André Escórcio: http://comqueentao.blogspot.com/:
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Uma declaração de IRS que, na Madeira, tenha lugar a uma devolução de € 953,67, na Região Autónoma dos Açores, a devolução seria de € 4.050,46. Uma diferença de € 3.096,79.
Alguém poderá explicar isto?

Açores reduz a taxa de IRS. E na Madeira?

Li, no público, a seguinte notícia sobre os Açores, que tem um Governo Socialista:
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"09.06.2008 - 16h01 Lusa
Trinta por cento para o escalão de rendimento mais baixo e 25 para o segundo escalão
Governo regional açoriano anuncia redução do IRS
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O Governo Regional dos Açores anunciou hoje uma redução das taxas de IRS em vigor no arquipélago de 30 por cento para o escalão de rendimento mais baixo e de 25 por cento para o segundo escalão.A medida fiscal foi tomada em Conselho do Governo na última sexta-feira e anunciada hoje, na ilha Terceira, pelo vice-presidente do executivo açoriano, Sérgio Ávila.
O executivo decidiu assim, "reduzir as taxas de IRS, com maior impacto nos escalões de menores rendimentos, descendo em 30 por cento a taxa do imposto a aplicar no escalão de rendimento mais baixo e de 25 por cento no caso do segundo escalão", explicou o governante.
Segundo Sérgio Ávila, esta alteração permitirá que 50.727 famílias (um total de cerca de 78 mil açorianos) passem a beneficiar de uma redução de 30 por cento na taxa de IRS em relação à totalidade dos seus rendimentos e que os restantes 67.840 contribuintes beneficiem de uma redução de IRS a pagar, numa parte significativa dos seus rendimentos colectáveis.
"Esta medida irá aumentar o rendimento disponível de todas as famílias açorianas, beneficiando particularmente as famílias com menos recursos", afirmou o vice-presidente do Governo.
O titular da pasta das Finanças adiantou ainda que com a redução proposta de IRS, "todos os açorianos, a partir de 1 de Janeiro de 2009, irão pagar menos impostos sobre o rendimento do seu trabalho e assim aumentar a sua remuneração líquida". "Além da redução do IRS, o Governo dos Açores já deliberou reduzir, a partir de 1 de Julho, a taxa do IVA em um ponto percentual, como forma de reduzir os custos sobre a aquisição de bens e serviços", reafirmou Sérgio Ávila.
Também em Janeiro de 2009, vai ser implementado um complemento regional ao Abono de Família, o que representa anualmente um investimento superior a 2,6 milhões de euros.
Além disso, estão previstos apoios suplementares às famílias com filhos a estudar no Ensino Superior ou em cursos de formação pós-secundários, assim como aumentar em cinco por cento o Complemento Regional de Pensão, adiantou Sérgio Ávila."

Resíduos sólidos

O problema dos resíduos sólidos na Madeira ainda não tem solução à vista. As Câmaras estão de costas voltadas umas para as outras e não conseguem um entendimento que venha ao encontro dos interesses das populações.
Na Região, as Câmaras são todas do PSD, o Governo é do PSD, a Associação dos Municípios é liderada pelo PSD e dela fazem parte presidentes de Câmara do PSD, no entanto, não se entendem. Cada uma pensa no seu umbigo!
A Câmara do Funchal já tornou público que não entra em concertação com ninguém porque já fez investimentos nesta área ambiental e, por isso, tem de os rentabilizar, o GR, por sua vez, pretende um acordo que não serve às autarquias.
Mas os investimentos que a Câmara do Funchal fez não resultam de apoios do Governo da República, de dinheiros da União Europeia, de contratos-programa com o Governo Regional e dos impostos pagos pelos madeirenses, que ficam todos na Madeira?
Esta atitude da Câmara do Funchal vem dizer que há madeirenses de primeira e outros de segunda, vem aumentar as assimetrias e defendem uma política bairrista, fechada, desprezando os restantes madeirenses.
Para que serve a AMRAM? Se não são capazes de negociar um simples acordo entre todas as Câmaras é melhor encerrarem as portas. Só existem para gerir, e muito mal, um jogo instantâneo.

sábado, 7 de junho de 2008

Medidas concretas para solucionar a crise na Madeira- I

Os madeirenses atravessam uma grave crise que não é apenas conjuntural, mas também estrutural. Os Governos PSD geriram mal os destinos da Madeira, sendo incapazes de implementar um modelo de desenvolvimento sustentável. Hoje, ainda não mostraram, na prática, um modelo alternativo, na linha do ciclo europeu, mais voltado para as pessoas, investindo no conhecimento, na inovação e nas novas tecnologias.
Urge, na verdade, o lançamento de um conjunto de medidas concretas com o objectivo de responder aos problemas das populações. Uma das primeiras iniciativas a tomar, fundamental para o sucesso de qualquer nova estratégia política, implica substituir os actuais secretários regionais e os respectivos assessores.
A Madeira necessita de políticos com uma outra orientação estratégica, com um projecto político diferente, políticos com vontade e aptidão para gerir os novos desafios. Precisamos de um projecto político que defina: o rumo a seguir, o como lá chegar e que metas a atingir, calendarizando e responsabilizando os intervenientes, etapa a etapa. Um projecto que dê respostas imediatas para os problemas, determinando as prioridades e lançando as medidas para implementar essas prioridades.