segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Número de professores contratados idêntico ao ano passado.

A Secretaria Regional da Educação garante que este ano não foram colocados nas escolas da Madeira menos professores contratados que no ano passado.
Depois de praticamente concluído o processo de colocação dos docentes, Jorge Morgado diz que “o governo procurou ao nível da região salvaguardar todas as situações de renovação de contratos”.
À TSF-M, o director regional de Gestão Educativa garante que todos os candidatos que reuniam as condições (1 ano de serviço, tivessem sido propostos pela escola e a concordância do candidato) acabaram por ver os contractos renovados. Jorge Morgado sublinha que as notícias que vieram a público, aquando da abertura dos concursos, sobre a possibilidade de haver menos contratados este ano, não passaram de “especulações que se fizeram acerca dessa matéria”.
Mesmo assim, o processo de colocação dos docentes deixou de fora 707 candidaturas cuja possibilidade de colocação é “residual”.
Jorge Morgado garante que a uma semana do início das aulas todas as escolas tem já praticamente completos os lugares de professores.

Novo ano lectivo marca uma viragem nas universidades portuguesas

A abertura deste ano lectivo académico marca uma viragem nas universidades públicas portuguesas, nas ligações entre si, com o Governo e com a sociedade civil. António Rendas, o presidente do conselho dos reitores, refere que, daqui para a frente e nos próximos quatro anos, o ensino superior vai sofrer uma profunda reforma que, se for bem sucedida, irá projectar as universidades portuguesas públicas ao nível europeu e mundial.
Na base desta reforma estão os programas de desenvolvimeento assinados esta manhã, no claustro do Coolégio dos Jesuítas, entre o Ministério da Ciência e Tecnologia e as universidades públicas.

in DIÁRIO

domingo, 12 de setembro de 2010

"Polvo dos interesses" agrava falência

"Falência técnica e política" é a avaliação mais recente que o grupo parlamentar do PS-M faz da Região. Reagindo a notícias que apontam para grandes dificuldades financeiras nas Casas do Povo, André Escórcio, líder da bancada socialista, começa por afirmar que este caso não pode ser visto "de forma isolada", mas inserido num cenário mais amplo de grave crise financeira.
"O problema situa-se no desastre das contas públicas cujas responsabilidades atingem os 6.000 milhões de euros", afirma.
As Casas do Povo, garante, são "uma gota no oceano do descalabro financeiro". As sociedades de desenvolvimento, com 600 milhões em dívidas, e as autarquias madeirense que têm, em conjunto, um passivo de 300 milhões, são dois casos muito complicados que se juntam ao das empresas que atravessam graves problemas devido aos atrasos nos pagamentos do sector público e à dificuldade de acesso ao crédito.
Escórcio também aponta o caso dos estabelecimentos de ensino "sem dinheiro para cumprirem o seu projecto educativo" e de um sistema de saúde "completamente descapitalizado", com enormes dívidas às farmácias e aos fornecedores.
Continuando a mostrar o cenário de "falência" da Região, o PS-M recorda a situação do associativismo desportivo e cultural, completamente asfixiado pelos atrasos, superiores a quatro anos, no pagamento de subsídios.
"Enquanto isto acontece, de uma forma absolutamente obscena, várias empresas, as protegidas pelo regime imposto pelo PSD, apresentam resultados que provam que este Governo rouba a pouca riqueza existente para entregá-la aos que constituem as estacas do regime", acusa.
O líder parlamentar socialista não tem dúvidas de que todos estes casos colocam "em vidência o polvo de interesses e o efeito da magalomania da obra pública". Uma "péssima gestão" que, segundo Escórcio, não pode ser corrigida com estratégias político-partidárias.
"A solução desta tragédia financeira que implica o aumento do desemprego, da pobreza e da exclusão social, nada tem a ver com a revisão constitucional", afirma, numa referência directa à intenção do PSD-M de transformar o processo de alteração da Constituição no tema central da política regional e nacional.

Ocupar em vez de urbanizar - Violante Matos

A parte alta da cidade do Funchal é marcada por uma ausência total de urbanismo, que foi substituído por uma simples ocupação do solo. O resultado foi a criação de zonas sem qualidade de vida, sem segurança e que se estendem pela paisagem tipo "mancha de óleo", porque nunca se conteve o perímetro urbano.
O diagnóstico é traçado por Violenta Matos, num percurso feito entre o Pico dos Barcelos, a zona da Ajuda e o Laranjal. Zonas tipo do que se repete na paisagem de uma cidade cada vez mais a entrar pela serra adentro
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sábado, 11 de setembro de 2010

Telma Monteiro conquista prata nos Mundiais de Judo - PARABÉNS

A judoca portuguesa Telma Monteiro conquistou, este sábado, a medalha de prata na final dos Mundiais de judo de Tóquio que disputou contra a japonesa Kaori Matsumoto, na categoria de -57 kg e que perdeu por ippon.
A judoca portuguesa cedeu no prolongamento perante uma judoca que não perdeu nenhum combate este ano e que anteriormente já tinha derrotado Telma em finais de competições no Rio de Janeiro e em Dusseldorf.

Sindicato dos enfermeiros teme o pior; hospital diz que não há faltas nos 'stocks'

O laboratório de análises clínicas do Hospital está em risco de ruptura por falta de material para as colheitas e para o processamento das análises. A denúncia é do Sindicato dos Enfermeiros, mas o conselho de administração do SESARAM diz que não tem conhecimento de falhas ou faltas nos 'stocks'. A administração admite, no entanto, as dificuldades de pagamento aos fornecedores, embora explique que isso se deve à conjuntura de crise.
Enquanto o conselho de administração traça um cenário de normalidade, o Sindicato dos Enfermeiros faz uma leitura da realidade diferente e Juan Carvalho, o presidente, diz mesmo que teme o pior. Ou seja, uma ruptura no laboratório que deixe o Serviço de Saúde da Região sem análises clínicas.

in DIÁRIO
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A verdade é que os profissionais da SAÚDE, enfermeiros, médicos e outros técnicos, quase todos os dias, têm vindo a apontar imensos problemas no nosso Sistema Regional da Saúde.
São as dívidas monstruosas, é a falta de "stocks", são as marcações de consultas, são as horas de espera, as listas de espera para operações, são as faltas de condições nas salas de espera e dos consultórios, em suma, um conjunto de problemas graves que são, constantemente, escondidos pelo Governo Regional. Continuam a esconder e a acusar em vez de resolver.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Jacinto Serrão critica critérios da AMRAM

Luís Gabriel, que foi preso e condenado, figura na lista; Martins Júnior, presidente da Câmara de Machico durante dois mandatos, não.
O presidente do PS-Madeira, Jacinto Serrão, emitiu hoje um comunicado no qual aborda as homenagens realizadas no âmbito dos 25 anos da Associação de Municípios da Região Autónoma da Madeira (AMRAM).
Diz o comunicado que a AMRAM, no âmbito do 25º aniversário da sua constituição, que hoje se celebra, decidiu em boa hora homenagear publicamente os autarcas que, ao longo das últimas décadas e em vários quadrantes político-partidários, mais se destacaram na promoção, na autonomia e no desenvolvimento do poder local na RAM.
Em tempo oportuno, a AMRAM anunciou a sua intenção de relevar, através de uma cerimónia comemorativa, o contributo dado por vários cidadãos para o engrandecimento do poder local na Região.
"É por isso lamentável", diz Jacinto Serrão, "e incompreensível que a lista de homenageados pela AMRAM, divulgada hoje pela comunicação social regional, seja omissa relativamente a um conjunto de personalidades, de vários partidos, que, na opinião do PS-Madeira, muito contribuíram para o prestígio acumulado que o poder local, nas suas componentes de apoio, conhecimento dos problemas e proximidade face às populações, granjeou na Madeira do pós-25 de Abril".
Serrão cita personalidades como Martins Júnior, que presidiu à Câmara de Machico durante dois mandatos; Juvenal Carvalho, que liderou a Junta de Freguesia das Achadas da Cruz e que faleceu no exercício das suas funções, ao proceder à limpeza de uma vereda; Aníbal Alves, presidente da Junta de Freguesia do Caniço há vários mandatos; ou Aníbal Rodrigues, o autarca com mais anos de serviço na história do poder local em Portugal.
A sua ausência, diz o líder do PS-M, suscita "espanto". "Não há (...) critérios de naturea ética ou moral que justifiquem o 'apagamento' destas personalidades da história autárquica da RAM".
A estupefacção é maior, refere Serrão, quando se verifica que na lista de homenageados consta o nome de Luís Gabriel, ex-presidente da Câmara Municipal de Santa Cruz que cumpriu pena de prisão por crimes relacionados com a sua actividade de autarca.
"Esta incongruência leva-nos a suspeitar que os critérios de orientação para a realização desta homenagem são essencialmente de natureza político-partidária, e não têm em conta a dimensão ética e de devoção à causa do poder local patenteada pelos 'esquecidos' da AMRAM. Em nome dos princípios e propósitos da Plataforma Democrática, que defendemos para a Região e para o Poder Local, não nos revemos nesta forma de fazer política do PSD-Madeira", termina o comunicado.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Serviço de Saúde sofre de "erro de casting"

Entrevista a Carlos Arroz
Secretário-geral do sindicato dos médicos diz que clima de crispação põe doentes em risco.
Carlos Arroz, secretário-geral do Sindicato Independente dos Médicos (SIM), diz que já se habituou a ouvir dizer que a entidade que lidera é a 'má da fita' devido a todas as chamadas de atenção que tem feito relativamente ao Serviço de Saúde da Região (SESARAM).
De férias na Madeira, Carlos Arroz acedeu a falar ao DIÁRIO e, sem 'papas na língua', aponta os dedos aos culpados da situação de instabilidade que vive hoje o SESARAM, assumindo que a maior preocupação do SIM são os doentes da Região que acabam por 'sofrer na pele' as consequências do 'clima de crispação' entre médicos e administração.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Portugal - Derrota histórica na Noruega

A esperada recuperação não veio e Portugal perdeu pela primeira vez na história com a Noruega. Com apenas dois jogos disputados no Grupo H, a Seleção Nacional já tirou a calculadora do bolso e faz contas para ver se conseguirá marcar presença no Euro'2012.
Huseklepp, aos 21 minutos, após uma falha colossal do guarda-redes Eduardo, marcou o único golo em Oslo.

PS e PND juntos na criação de uma "alternativa de regime"

O PND-Madeira juntou-se ontem ao PS-Madeira na construção da 'Plataforma Democrática' tida como "alternativa de regime".
Após um encontro entre estruturas partidárias, Jacinto Serão e Baltazar Aguiar convergiram na necessidade de denunciar o que é "patológico" no regime jardinista que governa a Madeira há quase 40 anos.
O encontro reforça um projecto que ganha dimensão, após o encontro similar tido a semana passada com o Bloco de Esquerda (BE).
Na conferência de imprensa, Jacinto Serrão disse que a 'Plataforma Democrática' tem condições para se transformar "num arco democrático", uma entidade capaz de "oferecer as soluções" para os constrangimentos que tolhem e bloqueiam a Autonomia, a Democracia e o Estado Social na Região.
Por seu turno, Baltazar Aguiar declarou o seu "apoio incondicional" ao projecto, tendo prometido "colaboração total" na operacionalização dos pressupostos políticos.
O dirigente do PND apelou ainda aos cidadãos independentes "para que se aproximem e contactem os partidos".
A reforma do sistema político, em particular o funcionamento da Assembleia Legislativa da Madeira (ALM), o reforço dos poderes autonómicos e a busca de soluções para a conjuntura de crise económica e social que afecta particulares, famílias e empresas são as grandes linhas de convergência propostas pela 'Plataforma Democrática' à sociedade madeirense.
Para Baltazar Aguiar, o desrespeito pelo estatuto das oposições e o parlamento "fantoche" que se recusou a levantar a imunidade ao presidente Miguel Mendonça para responder por um crime cuja moldura penal pode chegar aos 8 anos de prisão, a par do mandato 'cassado' a Victor Feitas há mais de um ano é a prova provada para que os madeirenses decidam, de uma ver por todas, se são "carne ou peixe".


domingo, 5 de setembro de 2010

PS-M - Proposta de Resolução que apresentei na CMF - Aprovada por unanimidade

Plano de Ordenamento da Orla Costeira

Os POOC, Planos de Ordenamento da Orla Costeira, funcionam como instrumentos fulcrais na salvaguarda e conservação da natureza. São estes planos que definem as regras para os usos e as localizações de infra-estruturas junto à orla costeira, demarcando o tipo de actividades a desenvolver e garantindo, ao mesmo tempo, por um lado, a preservação das potencialidades da orla costeira e, por outro, promovendo um desenvolvimento sustentável em todo o domínio público marítimo.
Os POOC regulamentam o uso das praias, promovem a valorização e a qualificação das zonas balneares, em suma, identificam as linhas estratégicas designadas para as zonas costeiras em termos ambientais, paisagísticos e económicos.
Defendemos a aprovação dos POOC não para impedir qualquer construção na orla costeira, mas para que essas construções respeitem os princípios da qualidade ambiental, as regras de ordenamento do território e as directivas definidas pelo referido Plano.
A Madeira é a única região do país com os POOC por aprovar. Neste sentido, e porque entendemos que se impõe não só criar instrumentos de defesa da orla costeira funchalense, impulsionando a qualidade ambiental, paisagística e económica, como também promover o ordenamento do litoral da capital madeirense,
propomos:

1 – A Câmara Municipal do Funchal recomenda ao Governo Regional que, antes de concluir, discutir, apresentar e aprovar os Planos de Ordenamento da Orla Costeira, que se encontram em fase de elaboração há anos, pugne para que se crie um novo enquadramento legislativo, nomeadamente de âmbito regional, para os POOC, de modo a que as autarquias locais, no contexto insular, tenham poderes de intervenção, directa e indirecta, nas áreas costeiras.
Deste modo, consolida-se um modelo de poder local mais autónomo e fomenta-se uma participação mais activa das Câmaras Municipais no ordenamento da orla costeira, modernização e desenvolvimento da Região.
Com os POOC aprovados, teremos as garantias necessárias de que haverá critérios mais rigorosos para a utilização da nossa orla costeira, bem como para o uso de fins específicos do domínio público marítimo, por parte de entidades públicas ou/e privadas. Assim, preservamos melhor as nossas áreas protegidas, a beleza paisagística e os acessos ao mar, oferecendo aos funchalenses a integridade do equilíbrio ambiental da nossa cidade.
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LER e OUVIR no site do PS-M

ETA anuncia un alto el fuego

El Gobierno cree que es "un paso más", pero pide cautela
En un vídeo en exclusiva de la BBC, tres encapuchados aseguran que la decisión fue tomada "hace meses" para "iniciar un proceso democrático" sin precisar si dicho parón es permanente o temporal y sin hacer referencia a la petición de la izquierda abertzale por una tregua permanente y verificable.
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Seria muito positivo para ESPANHA e para o MUNDO se este cessar fogo se concretizasse. A violência só traz morte e sofrimento.

CASA PIA - PROCESSO vai prescrever? Na nossa Justiça já nada me espanta!


sábado, 4 de setembro de 2010

Comunicado acerca do acordo secreto entre Jardim e Passos Coelho sobre a RTP e RDP

O Presidente do PSD-Nacional deve explicar ao País se foi cúmplice de uma eventual tentativa de atentado ao Estado de DireitoEm devido tempo, foi o País confrontado com um propalado plano que visaria o controlo da TVI e outros meios de comunicação social, o qual, à face da lei e da Constituição, levantaria indícios de “atentado contra o Estado de Direito”.
O País foi também confrontado, em estrita ligação com esse alegado plano, com uma comissão de inquérito parlamentar para apurar se o primeiro-ministro teria tido conhecimento prévio da intenção da PT de adquirir o controlo empresarial da estação televisiva TVI. O propósito de tal comissão de inquérito era, obviamente, estabelecer um nexo de causalidade entre o conhecimento prévio do negócio e a intenção de controlo da TVI por parte do Governo, o que, a existir, configuraria, segundo alguns, um atentado ao Estado de Direito.
Ora tal plano nunca veio a confirmar-se nem tão pouco o conhecimento prévio e formal por parte do Governo da intenção da PT do controlo empresarial da estação da TVI, que, pura e simplesmente, não foi provado.
O que levantava então o interesse a saber quer a existência do conhecimento prévio do negócio por parte do Governo, quer a intenção de controlo de outros órgãos de comunicação social? Obviamente, a existência de crime contra o Estado de Direito com consequências, nomeadamente políticas, sobre o principal responsável do Governo da República.
Pois bem, na Região Autónoma da Madeira, e às escâncaras, fica-se a saber que o líder nacional do PSD, partido apoiante da Comissão de inquérito ao chamado “Caso TVI”, no encontro que teve recentemente no Funchal, entre outros casos, teve como objecto das suas conversações com o líder regional do seu partido e Presidente do Governo Regional, em funções, precisamente a RTP-Madeira e da RDP-Madeira. (“o JM apurou que Alberto João Jardim e Pedro Passos Coelho chegaram a acordo sobre o futuro da RTP e RDP na Madeira.
Caso o líder nacional do PSD vença as eleições legislativas ficou estabelecido o compromisso de estabelecer um novo rumo na televisão e rádio públicas na Região Autónoma”, in Jornal da Madeira, de 30 de Agosto de 2010, JORNAL da MADEIRA.
É sabido que, nas sociedades modernas, a importância de uma comunicação social livre da tutela do poder executivo é fundamental à existência de uma liberdade de expressão sem constrangimento e que só essa liberdade de expressão torna possível o debate dos diferentes projectos políticos essenciais a uma sociedade democrática.
Também é conhecido de todos os que não estão distraídos o verdadeiro estado de sítio em que grande parte da comunicação social na Madeira vive, resultante da carência de meios de sobrevivência, com um jornal pago pelo estado, de um outro jornal diário a quem foi praticamente cortada a publicidade institucional com origem em organismos tutelados pelo governo autónomo da responsabilidade do PSD, com a pressão e tentativa sistemática de interferência nos meios públicos de comunicação social, RTP-Madeira e RDP-Madeira e nas suas linhas editoriais, com claro prejuízo para a Democracia e a liberdade de expressão.
A permanência no poder por longos anos do PSD não é um milagre das competências e da perfeição da sua governação, mas, sobretudo, resulta do défice de informação e esclarecimento das populações, o que só é possível com o debate plural das opções políticas em confronto e com uma comunicação social livre dos constrangimentos de um poder opressor. Ora, em tais circunstâncias, não só isso não é viável em condições idênticas às de uma democracia europeia como é deliberadamente obstaculizado pelo PSD, justamente com o propósito de se perpetuar no poder.
1. Nestas circunstâncias, o PS-Madeira quer saber o seguinte:
1.1. Que plano concreto é que o Presidente do Governo Regional lhe apresentou para os centros regionais na Madeira da RDP e da RTP?
1.2. Esse plano respeita o princípio constitucional da pluralidade de expressão, ou estaremos perante uma tentativa de “supressão geral e sistémica, se não total pelo menos substancial dos elementos constitucionais da noção desse valor” fundamental às sociedades democráticas?
2. Ou seja, o Dr. Passos Coelho deve explicar ao País se:
2.1. Dessas conversas com o Presidente do Governo Regional resultou a intenção de cerceamento das garantias de pluralidade democrática da informação, para mais nos canais públicos de Rádio e Televisão;
2.2. O Dr. Passos Coelho tem de tornar público o que é que foi acordado nesse encontro com o líder do PSD-M e chefe do Governo Autónomo sobre os centros regionais da RTP e da RDP e se, assim, ainda antes de uma eventual chegada ao poder, já estaremos a assistir à partilha do espólio público de bens e serviços;
2.3. Torna-se imperativo esclarecer o combinado para, ainda mais grave, o País e Madeira ficarem a saber, se, por efeitos do acordado entre ambos, haverá, por eventual desvio ou abuso de funções, sobretudo por parte de quem exerce o cargo de Presidente do Governo, desrespeito intolerável pelos deveres que as funções lhe impõem, nomeadamente a produção de efeitos claramente previstos pela Lei Nº 34/87, de 16 de Julho.
2.4. Em definitivo, queremos saber se houve ou não atentado ao Estado de Direito, nomeadamente a eventual tentativa de colocar em causa valores constitucionalmente consagrados, como os já referidos da liberdade de expressão e de opinião inerentes ao regime democrático.
2.5. É urgente e indeclinável saber se o Dr. Passos Coelho, que ambiciona a vir a ser futuro Primeiro-Ministro da Nação, pactua com quaisquer tipos de atentados ao Estado de Direito, incompatível com uma Democracia moderna, progressista e europeia.

Funchal, 4 de Setembro de 2010

O Presidente do PS-Madeira

Jacinto Serrão

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

ONDE PÁRA O FUTEBOL DE PORTUGAL


PS à espera do SESARAM há 19 meses

O Grupo Parlamentar do PS pediu, há 19 meses, um encontro com o Conselho de Administração do SESARAM. O primeiro pedido foi feito em Fevereiro de 2009 e renovado em Julho do mesmo ano, registado e com aviso de recepção. A resposta é que ainda não chegou.
Daí que os deputados socialistas, numa posição assumida por Bernardo Martins, não estranhem a rota de colisão entre a Ordem dos Médicos ao nível nacional e o SESARAM, a qual dizem ser "o corolário de uma situação há muito anunciada".

Mais 11 mil alunos do que em 2009/10

São cerca de 55 mil alunos, mais 11 mil do que no ano lectivo anterior, que no próximo dia 20 de Setembro regressam às aulas. À espera terão quase sete mil professores e educadores.
O ano escolar foi apresentado ontem, pelo secretário regional de Educação e Cultura, Francisco Fernandes, que enaltece a "estabilidade" quantitativa e qualitativa da rede escolar madeirense.

in: DIÁRIO

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Apresentação do Ano Lectivo 2010/2011

Em formato digital, e através do portal da SREC, o secretário regional de Educação e Cultura apresenta as novidades para o novo ano lectivo apresentado no portal da SREC.

LER:
PORTAL DA SREC

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

'Plataforma democrática' com convenção na Primavera

BE disponível para analisar proposta do PS/M
O Bloco de Esquerda (BE) foi a primeira força política a responder ao apelo do PS-Madeira para a criação de uma "plataforma democrática" alargada às várias forças vivas da Região para "tirar a Madeira do impasse a que o PSD conduziu" este arquipélago.
A disposição dos bloquistas madeirenses para integrar este projecto do PS-M foi hoje confirmada numa conferência de imprensa conjunta realizada pelos responsáveis das duas forças políticas na Região, Jacinto Serrão e Roberto Almada, respectivamente.
Jacinto Serrão anunciou que estão marcados encontros com outras representações e que está a ser "lançada a ideia da realização" de uma convenção entre todas as forças que aderirem à plataforma, possivelmente na Primavera de 2011, com o objectivo de reunir "todos os contributos que chegarem das diversas entidades", após o que será apresentado "um documento final com soluções concretas, aberto à discussão, diálogo e crítica".
"A preocupação é resolver os problemas da população da Madeira", mostrando ser possível surgir "uma alternativa ao regime bloqueador das próprias instituições democráticas", disse o líder socialista insular.
"Queremos que a plataforma dê um exemplo de grande maturidade democrática", declarou, acrescentando que "tem de estar acima das preocupações de natureza partidária".
Salientou que este projecto, que está ainda numa "fase embrionária", tem de constituir "uma marca que demonstre que as forças da sociedade se estão a unir para resolver os graves problemas que a Madeira está a atravessar".
Por seu turno, o coordenador do BE-M, Roberto Almada destacou que esta força partidária "sempre se mostrou disponível para encontrar consensos alargados", pelo que fez em outras ocasiões apelos nesse sentido. Aliás, tal decorre da convenção regional do BE-M recentemente realizada.
"Estamos disponíveis para aprofundar a discussão que possa levar mais além na busca pela solução dos problemas da população da Madeira", sublinhou Roberto Almada.
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Esta proposta é uma proposta séria. O nosso objectivo é defender os interesses dos madeirenses.