sábado, 2 de outubro de 2010

Livros para escolas dos Louros e São Jorge

8.442 livros juntam-se aos 250 a 300 mil do espólio das bibliotecas escolares da RAM
O secretário regional de Educação, Francisco Fernandes, associou-se ontem aos 20 anos da Escola Básica do 2.º e 3.º Ciclos dos Louros, Funchal. A ocasião foi aproveitada para que a companhia de seguros 'Generali' doasse alguns dos 8.442 livros à biblioteca daquela escola. Outros irão para a escola de São Jorge a inaugurar a 5 de Outubro.
Trata-se de uma iniciativa solidária que surge na sequência do temporal de 20 de Fevereiro.Francisco Fernandes agradeceu o gesto e disse que, actualmente, o espólio de livros nas diversas bibliotecas escolares da Região ronda os 250 a 300 mil exemplares."O projecto do 'baú de leitura' faz circular pelas escolas um conjunto de livros. Envolve algumas dezenas de escolas.
Há um apetrechamento anual através dos nossos serviços que não é tão significativo como desejaríamos. Há iniciativas das escolas na angariação de livros mas hoje, aqui, há um facto diferente que é uma doação", disse.Por seu turno, o responsável da delegação do Funchal da 'Generali', Luís Carolino disse que a empresa se limitou a seguir a sua "política de responsabilidade social".
in DIÁRIO

Utentes esperam horas por cuidados de enfermagem

Maria (nome fictício) teve de esperar mais de duas horas, na semana passada, para apanhar uma mera injecção no Centro de Saúde dr. Rui Adriano de Freitas, na Nazaré. Este é um exemplo dos atrasos que se vêm registando na prestação de serviços de enfermagem em alguns centros de saúde da Região e que estão a motivar o descontentamento nos utentes.
A mulher, que devido aos seus problemas de saúde se vê obrigada a recorrer frequentemente àquele centro, assegura que é normal esperas de três a quatro horas por este tipo de cuidados.
"As enfermeiras são simpáticas e atenciosas, mas coitadas não podem fazer mais", reconhece, acentuando que, especialmente na parte da manhã, há muita gente a procurar aquele centro para os mais variados tratamentos. "Elas são três ou quatro, não conseguem dar conta de tudo", vinca.
In DIÁRIO
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As prioridades deste governo regional do PSD não é a SAÚDE, são o futebol, o golfe, o ténis, as marinas e afins...

Centenário da República assinalado na Escola Gonçalves Zarco

Várias actividades compõem o programa de iniciativas organizado pela Escola Básica e Secundária Gonçalves Zarco para assinalar o Centenário da República.
Na próxima segunda-feira haverá um debate, pelas 15horas, na sala de sessões do estabelecimento de ensino, denominado 'Os Valores Republicanos na Nosssa Sociedade, com Virgílio Pereira.
Para quarta-feira está prevista uma conferência, intitulada 'O Funchal: da implantação da República ao Estado Novo' com Agostinho Lopes e Xavier Dias.
Ao longo do dia de quarta-feira há também um concurso dirigido aos alunos sobre a temática e na biblioteca da escola está patente uma exposição alusiva ao Centenário da República.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

A Escola

A Escola existe para servir os alunos - crianças, adolescentes e adultos. Estes alunos não surgem na Escola sem o seu ser, sem as suas dúvidas, comportamentos e atitudes. São pessoas que se relacionam entre si e interagem com toda a restante comunidade educativa e é por isso também que o item do relacionamento entre pessoas é considerado em toda a acção dos professores e na definição dos Projectos Educativos.
No meu entender, o sucesso dos alunos depende também da capacidade da Escola encontrar as melhores soluções para gerir o relacionamento entre os diferentes agentes da comunidade escolar. Isto é, numa simples acção pedagógica mistura-se um conjunto de constrangimentos, factores pessoais e relacionais que devem ser aferidos e ponderados em todo o processo educativo.
A Escola é um espaço relacional multifacetado, repleto de incertezas, mas é com esta realidade que os professores trabalham, dentro e fora das salas de aula, em actividades curriculares e de enriquecimento curricular, e procuram transformar aquelas contingências em activos formativos.
Os professores ambicionam o sucesso escolar dos seus alunos, mostrando e comprovando que não é com facilitismos que se atinge o sucesso escolar. Sempre que o aluno não atinge os resultados mínimos, os professores ajudam, alteram as estratégias, insistem, alteram métodos em prol do sucesso dos seus alunos. Cumprem o seu papel! O segredo é não desistir perante as dificuldades.
Ninguém encontra o seu rumo nem atinge um sonho, ninguém se torna livre nem autónomo e muito menos racional se não cultivar na Escola e na vida social e profissional a cultura do esforço e da dedicação.
A Escola assume a enorme responsabilidade de formar os nossos jovens de modo a que aprendam hoje a fazer, a praticar, a exercitar, a conviver, a crescer integralmente para que sejam capazes de actuar bem fora da escola e num outro tempo.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Médicos preocupados com segurança do trabalho médico

Sindicatos reafirmam que retomarão o processo negocial com o SESARAM caso haja mediação do Secretário dos Assuntos Sociais. Na reunião realizada na noite segunda-feira entre entidades sindicais (Sindicato Independente dos Médicos - SIM e Federação Nacional dos Médicos - FNAM)e os médicos da Região, uma das preocupações mais visíveis dos profissionais de saúde foram as questões primordiais da segurança do trabalho médico.
Em conferência de imprensa esta tarde, os dirigentes da FNAM e do SIM voltaram a referir que há uma instabilidade notória no Serviço de Saúde da Região (SESARAM) e que está afectar não só o trabalho médico como também, em última instância, a qualidade dos cuidados de saúde prestados aos utentes do SESARAM.
Apesar do descontentamento perante a forma como as entidades sindicais foram tratadas pelo SESARAM com o reagendamento de mais uma ronda negocial sobre aspectos importantes dos contratos colectivos de trabalho, Pilar Vicente, porta-voz da FNAM diz que as negociações não serão quebradas.

“Isto não é uma questão pessoal”, afirma. “Em termos pessoais não temos qualquer desinteligência contra as pessoas que estão na mesa negocial, mas tem de haver honestidade nos processos”. E porque afirma que não tem havido boa fé negocial por parte do SESARAM, com cláusulas a serem mesmo alteradas sem aviso prévio, o SIM e a FNAM só aceitam futuras negociações se houver a mediação do secretário dos Assuntos Sociais.
Francisco Jardim Ramos, por seu turno, pediu “recato e maturidade” ao SESARAM e ao Sindicato e disponibilizou-se a intervir, se tal for necessário.

In DIÁRIO

Pe. Jardim Moreira - Igreja e Estado vivem em "união de facto"

O presidente da Rede Europeia Anti-Pobreza considera que a Igreja vive em "união de facto" com o Estado. O Pe. Jardim Moreira refere-se à posição passiva da Igreja que é receptora e gestora de apoios públicos em vez da generosidade ser "nascida e alimentada pela caridade e não pelo dinheiro do Estado".
Em entrevista ao DIÁRIO/TSF, Jardim Moreira disse que essa "união de facto é contra-natura" em que, a partir do 25 de Abril, "a Igreja tem vivido muito à sombra de subsídios do Estado" e, lembrou, "manda quem paga". Quando a separação de poderes dita que nenhum poder se submeta ao outro.

In DIÁRIO

domingo, 26 de setembro de 2010

BASTA QUE SIM - Referendo: o regime está calado. Tem medo?

O líder do PS propôs aos outros partidos, no âmbito da Convergência na Acção, o estatuto do referendo como a forma por excelência de desbloquear o sistema.
O PCP, tal como já havia feito, anuncia que vai apresentar propostas de regulação nos três parlamentos. O regime nem tuge nem muge. Porquê? Então já não gostam do referendo?

BENFICA ganhou e muito bem


sábado, 25 de setembro de 2010

Política com seriedade...

Política sem exigência ética, sem rigor, sem transparência, sem a honradez republicana é uma política vazia e sem missão. Os interesses particulares são legítimos e devem ser respeitados, mas não se podem sobrepor aos interesses dos cidadãos.
A política é um serviço, é um acto de cidadania, não é uma profissão.
Os políticos devem dar o exemplo e não se aproveitar da política para segurar os seus caprichos.

NOVO LIVRO - José Luís Peixoto escreve sobre emigração

O escritor José Luís Peixoto lançou ontem, na Casa do Alentejo, em Lisboa, o seu novo romance, ‘Livro’, que reflecte sobre a emigração portuguesa nas décadas de 60 e 70.
"Este título pesou sobre mim por todo o respeito que me merece o objecto ‘livro’ e pela formação que me levou à escrita. Foi o ponto de partida para escrever o livro. Não tinha uma palavra e já sabia que este seria o título", afirmou Peixoto durante a apresentação da sua nova obra.
‘Livro’ aborda a interioridade de uma aldeia portuguesa e o lado cosmopolita de uma cidade francesa. Temas fortes são a necessidade de fugir da fome, da guerra, da política e da pobreza extrema.
O tema não é estranho ao escritor, que é filho de pais emigrados em França. "Ter a idade que o meu pai tinha quando eu nasci fez-me compreender o livro de outra maneira. O que antes era mitológico, neste livro atinge uma dimensão mais perto da realidade", diz o romancista, acrescentando que a obra não é exactamente o retrato da sua vivência pessoal, mas os seus pais poderiam ter passado por tais experiências. Peixoto garante estar ansioso para saber qual a reacção dos leitores, pois a sua relação com as personagens é muito próxima.
"É possível falar de livros sem os ler, mas neste é necessário lê--lo. É muito ambicioso", concluiu José Luís Peixoto, que vai iniciar um conjunto de viagens com o objectivo de divulgar as suas obras literárias no estrangeiro.
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Um dos meus escritores preferidos.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Campo de golfe da Ponta do Pargo custará 40 milhões que não estão garantidos

Em 2009, a Sociedade de Desenvolvimento Ponta Oeste entregou a obra do CAMPO DE GOLFE ao consórcio constituído pela Somague e Zagope vai garantir a construção do Campo de Golfe da Ponta do Pargo.
Nos termos do contrato, que foi publicado no Diário da República, a obra foi entregue por 16,4 milhões de euros, um valor inferior em 1,1 milhões ao preço base.
A construção do novo campo de golfe será desenvolvida numa área de terreno com 100 hectares, que foi adquirida pela 'Ponta Oeste' por cerca de 20 milhões de euros.
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AS GRANDES PRIORIDADES DESTE PSD-MADEIRA

Campo de golfe e via expresso serão feitos - Alberto João Jardim garantiu ontem, na Calheta

Alberto João Jardim falava no final da reunião entre o Governo Regional e o executivo camarário da Calheta, no âmbito das reuniões que tem vindo a realizar com todas as autarquias da Região.«São obras que estão a decorrer, na mesma, mas que estão muito dependentes do financiamento.
Vai-se fazer, na mesma, que é a Raposeira/Ponta do Pargo - que vai carecer de novos financiamentos - e o campo de golfe, que está já em curso, mas vai exigir, ainda, mais investimento», especificou o presidente do Governo Regional.
Alberto João Jardim acrescentou que estas são «as duas obras mais complexas aqui; de resto, está tudo nos conformes».
O presidente do Governo Regional garantiu que estas duas obras «não vão ser interrompidas», mas explicou que «o ritmo a que elas decorrem é que vai depender muito dos níveis de financiamento que, entretanto, vão sendo obtidos».
Questionado sobre se estes financiamentos serão da União Europeia, Alberto João Jardim respondeu que não. «Estou a falar de financiamentos negociados com a Banca», especificou.

in Jornal da Madeira

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Como é possível? Mas que vergonha! E o povo aceita isto? A Madeira está endividada até ao "tutano". Não consegue pagar os fornecedores, não tem verbas para salvaguardar os abastecimentos no Hospital, não tem dinheiro para ajudar os mais carenciados, paga milhões de euros só de juros, e o que faz o dr. Alberto? Continua a construir o Campo de Golfe da Calheta! Quais são as grandes prioridades deste PSD-M? A construção de um campo de golfe!

VIDA DE MÃE

A eurodeputada italiana Licia Ronzulli levou o filho recém-nascido ao debate sobre os direitos das mulheres para simbolizar a dificuldade de conciliar a vida profissional com a familiar.
Vincent Kessler, Reuters

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

lara fabian je suis malade - Do mais bonito que se pode ouvir

Os professores estão motivados

A escola é um espaço de educação, formação, aprendizagens diversas, mas é também um local de socialização. Os alunos não vêm à escola apenas à procura de aprender os conteúdos das disciplinas, os alunos ambicionam muito mais. Querem aperfeiçoar as suas competências já adquiridas e apreender outras. Vêm também em busca do relacionamento pessoal, procuram as palavras dos amigos e o calor da amizade, esperam pelas novidades de cada dia, tentam novas experiências de vida.
Os professores estão motivados e preparados para cumprirem o seu papel, os professores sabem o que querem e como querem, são profissionais a tempo inteiro. Muitos deles são um exemplo raro de abnegação, generosidade, esforço e brio profissional inigualáveis.
Os professores, além de prepararem o Ano Lectivo nos bastidores, organizando turmas, fazendo os horários dos alunos, dos professores e dos funcionários, fazendo exames e preparando aulas, estudam, investigam e concebem as melhores estratégias com o objectivo de ajudar, o melhor possível, os seus alunos a atingir o sucesso escolar.
Os professores gostam do seu trabalho, anseiam pelos resultados positivos dos seus alunos e, apesar dos problemas, apesar da crise económica e financeira, não desistem nem perdem a coragem, antes pelo contrário, lutam pela sua ESCOLA e pelo sucesso dos seus alunos.
Não basta, todavia, o esforço dos professores nem os investimentos dos encarregados de educação e muito menos os gastos dos governos com a Escola. Não haverá sucesso, se os alunos não assumirem as suas próprias responsabilidades. O sucesso dos alunos encontra-se nas suas próprias mãos. Precisam de acreditar nas suas capacidades, estudando, empenhando-se e aplicando-se de modo que sejam capazes de atingir os seus objectivos de vida.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Mafalda Veiga - Cada Lugar Teu

O trabalho vence todas as dificuldades

Por Agostinho Soares
Agora que se inicia mais um ano escolar, marcado pelas acrescidas dificuldades de muitas famílias, mas também pela esperança comum a todos os começos, todos devemos trabalhar pela superior qualidade do ensino, conscientes de que a educação é o grande factor de liberdade, de promoção social e de desenvolvimento. Ela tem permitido a mobilidade social de muitos que, de outro modo, não conseguiriam libertar-se da pobreza e da submissão. Para que tal continue a acontecer, a Escola precisa de ser credibilizada, de credibilizar-se.
Os professores viram-se envolvidos, nas últimas décadas, por teorias pedagógicas devedoras de concepções marxistas, que questionavam o carácter supostamente imparcial e objectivo que predominara, entendendo que a Escola reproduzia a cultura da burguesia dominante, “capitalista e exploradora”.
Como resultado destes conceitos, desenvolveram-se correntes que entendiam que o professor deveria reduzir-se ao papel de mero coordenador de debates, onde cada educando introduziria os seus próprios saberes e cultura. O professor não deveria transmitir saberes, já que estes veiculavam a cultura dominante.
Caiu-se na pedagogia não directiva de Carl Rogers, que entendia que se devia acentuar sobretudo a capacidade de autonomia da pessoa para atingir a sua auto-realização. Se a transmissão dos conhecimentos diminuiu, porque a escola deveria ser outra coisa, o professor ainda menos podia afirmar as suas ideias morais ou éticas, passando a relativizar-se todos os valores.
Naturalmente, hoje novos conceitos se elaboram, dado que a ausência de valores de que tanto se fala não é mais do que o resultado desse relativismo e da demissão do papel do educador moral que cabe aos professores e aos pais.
No processo educativo, nem os pais nem os professores se podem demitir, consciencializando-se de que é necessária uma nova prática pedagógica. Há que acabar com o facilitismo, que, na prática, não passa de uma ilusão que se transmite aos jovens, já que, depois, a realidade
social se mostra mais dura. Os jovens têm de ganhar práticas de trabalho e aperceber-se de que só o esforço continuado lhes permite o acesso ao conhecimento necessário.
Labor omnia vincit!

Alunos recebidos em festa no primeiro dia de aulas


O primeiro dia de aulas dos cerca de 1650 alunos da Escola Básica e Secundária Gonçalves Zarco foi diferente de todos os outros anos. Ontem houve música, teatro e dança como boas-vindas aos estudantes e a mais um ano lectivo.
Para muitos, foi também a primeira vez que pisaram aquela escola. Num canto da escola e entre colegas, Georgina Barros, de 10 anos, acabou de entrar para o 5º ano, directamente de outro estabelecimento de ensino. "Esta escola é muito grande, estou assustada", confessou ao DIÁRIO.
O regresso às aulas ficou marcado pelos reencontros, pelos novos colegas, outros professores e, acima de tudo, pelas actividades a que ontem tiveram direito, nos diferentes turnos da manhã, tarde e noite. Pelas 9 horas, uma dupla de palhaços deu as boas-vindas aos mais novos. Depois veio a música e a animação.
Apesar dos receios, Georgina Barros confessou que já tinha "saudades" do ambiente escolar. No domingo ainda foi ao supermercado com a mãe comprar os últimos três cadernos que estavam em falta. "Eu não consegui dormir", confessou, referindo que o que a acalma é saber que tem alguns colegas da anterior escola na nova turma.
Contudo, o começo não é tão aliciante para todos. "Preferia estar no sofá" foi a resposta de André Dias, de 10 anos, quando questionado se gosta da azáfama do regresso à escola. Embora tenha outras preferências, lá desabafou que, na véspera, andou "com dores de barriga". "Estive muito tempo a preparar as coisas, a pôr etiquetas e o meu nome", explicou.
Para Sara Sousa, aluna já do 10º ano, o espírito é diferente e as expectativas. "Eu quero ter boas notas para ter média para entrar na universidade", disse. Porém, a escola em si não traz saudade. "Da escola, das aulas, não tinha assim muitas saudades, mas dos amigos tinha", afirmou.
O primeiro dia é sempre mais descontraído. Todavia, a partir de hoje, o trabalho começa a sério, como fez questão de sublinhar o presidente do Conselho Executivo da escola, Rui Caetano. "A escola tem de ser uma festa no início, a recepção aos alunos, a forma como chegam à escola, queremos que vejam que é um espaço também de alegria, de diversão", sublinhou, vincando que os estudantes devem investir neles próprios e acreditar nas capacidades. Porém, frisou também que, a partir de hoje, "haverá muito trabalho e muito estudo".

"Implacáveis" quanto aos casos de indisciplina que possam surgir na escola

"Nós vamos condescender em muita coisa, mas quanto à indisciplina, à falta de respeito, à violência e ao 'bullying', nós seremos implacáveis e não vamos dar a mínima chance para que algum aluno possa prevaricar a esse nível". Na abertura oficial do ano lectivo na Gonçalves Zarco, o presidente do Conselho Executivo da escola, Rui Caetano, mostrou firmeza em relação a este assunto e referiu que os grandes objectivos para este ano escolar que agora arranca passam por "combater alguns focos de indisciplina e de intolerância", mas "fundamentalmente", combater o insucesso escolar e promover o desenvolvimento integral dos alunos.
Rui Caetano disse que a escola vai investir em parcerias várias com diversas entidades públicas e privadas, de forma a ajudar o estabelecimento de ensino a desenvolver o projecto educativo.
Presente na sessão de abertura do ano escolar nesta escola esteve o director regional da Educação, Rui Anacleto. Ao DIÁRIO, apontou que o ano lectivo começou com a "normalidade" esperada para os cerca de 52 mil alunos e sete mil docentes.
Em relação à indisciplina, frisou que "tem de haver alguma dissuasão em relação a estes comportamentos" e garantiu que "o estatuto disciplinar aplicado na Região até agora tem se revelado um bom documento legal para dissuadir" comportamentos desadequados.
O director regional da Educação afirmou ainda que não dizem que não há casos do género na Madeira, mas que efectivamente apenas um aluno foi expulso no ano transacto.

in DIÁRIO

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Escola Gonçalves Zarco quer reduzir insucesso escolar

A Escola Básica e Secundária Gonçalves Zarco acolheu os cerca de 1600 alunos em ambiente festivo. Em dia de regresso às aulas os responsáveis pela instituição pretendeu lembrar a que a escola deve ser um espaço alegre, muito embora os alunos devam mostrar empenho na aprendizagem.
O Presidente do Conselho Executivo da escola e o Director Regional de Educação acompanharam a cerimónia de recepção aos alunos.
O regresso dos 52 mil alunos às escolas da Região decorreu dentro da “normalidade”. O tema da indisciplina em ambiente escolar marcou o início do ano lectivo 2010/11.
“Há alguns casos de indisciplina”, afirmou Rui Anacleto, questionado sobre as preocupações manifestadas no último fim-de-semana pelo Sindicato dos Professores da Madeira.
“O que nós dizemos é que essas situações devem ser atalhadas em primeira mão pelas escolas, no âmbito dos conselhos disciplinares, podendo aplicar penas”, indicou.
Na Gonçalves Zarco, o combate a alguns focos de indisciplina e intolerância constam da 'agenda' do novo conselho executivo, que aponta como prioridade para o novo ano lectivo a redução do insucesso escolar e o desenvolvimento integral dos alunos.
“Não queremos apostar apenas na sala de aula, mas também em actividades que tragam os alunos para o exterior”, afirmou o presidente do Conselho Executivo.Rui Caetano pretende que os alunos tenham contacto com os espaços museológicos da Região.
O responsável frisou ainda a aposta em parcerias com entidades públicas e privadas, com o objectivo de ultrapassar eventuais dificuldades financeiras e apoiar o projecto educativo.