domingo, 24 de outubro de 2010

Mais jovens com dinheiro das horas extra

O que neste momento se está a pagar em serviço extraordinário aos enfermeiros no activo, muitas vezes com a sobrecarga destes, dava para contratar os cerca de 90 jovens recém-licenciados que esperam por emprego na Madeira.
A convicção é de Élvio Jesus, presidente da Ordem dos Enfermeiros, que sublinha aquilo que, com implementação desta medida, se ganharia em qualidade dos serviços e redução de complicações para os doentes.

"Não se admite que nestas contas da austeridade não se separe aqueles que são desperdícios ou serviços que podem dispensar pessoas, daqueles onde já existe sobrecarga de trabalho e aumento das filas do desemprego".

In DIÁRIO
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ALGUÉM CONSEGUE EXPLICAR ESTA SITUAÇÃO?? ISTO É MESMO VERDADE?? OS SENHORES DO PSD-M CONTINUAM A BRINCAR COM OS MADEIRENSES!!!!!

RONALDO NO SEU MELHOR!


sábado, 23 de outubro de 2010

Valor Ambiente devolve 3,8 milhões - uma "estória" mal contada!

As Câmara Municipais da Madeira e Porto Santo receberam em 2009 uma verba acima dos 3,8 milhões de euros, dinheiro devolvido em forma de "descontos comerciais aos municípios sobre as vendas" desse ano, segundo o relatório e contas da Valor Ambiente, mas que o Governo Regional justifica como um "reembolso" de valores facturados às autarquias.
A indicação e aprovação deste valor que a Valor Ambiente - Gestão e Administração de Resíduos da Madeira, S.A. deveria devolver às 11 câmaras - mais precisamente 3.830.477,04 euros - foi dada pelo secretário regional do Ambiente e dos Recursos Naturais a 26 de Março de 2010, confirmando o relatório e contas da empresa com data de 25 de Março.
In DIÁRIO
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É preciso esclarecer de onde é que vêm estas verbas e a quem pertencem na verdade.

Demolição à vista no 'Minas Gerais'

O prédio do 'Minas Gerais' deverá ser demolido no decorrer das obras de correcção da foz da Ribeira de São João. O secretário do Equipamento Social (ver texto principal) garante que, a manter-se os planos, será necessário usar os terrenos onde está implantada uma das construções mais polémicas do Funchal.
Não se sabe ainda quando, nem de que modo se procederá à demolição, mas a verdade é o temporal de 20 de Fevereiro trouxe a solução para um problema que estava há anos num impasse. O Governo Regional terá que expropriar os terrenos, propriedade de Ricardo Sousa, e é natural que haja lugar a indemnizações sobre o que já está construído.
In DIÁRIO
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O MINAS GERAIS será demolido! Uma boa notíca para a nossa cidade, no entanto, se os governantes tivessem ouvido a voz dos técnicos, dos estudiosos, dos investigadores sobre estas questões do urbanismo e ordenamento do território, poupariam o valor da indminização.
Perante os acontecimentos, esta decisão passa a ser um bom negócio para empresário e um mau negócio para o erário público.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Gonçalves Zarco com mais livros

Porque ler é uma mais-valia no processo de aprendizagem, a Escola Gonçalves Zarco e a Biblioteca Pública da Madeira acabam de oficializar uma parceria que vai facilitar o acesso dos estudantes à literatura.
O protocolo anunciado, ontem, garante à Gonçalves Zarco o acesso a livros emprestados e que podem ser requisitados pelos alunos internos, evitando que estes tenham de se deslocar às instalações da Biblioteca Pública.
Numa conjuntura de crise, Rui Caetano, director da Gonçalves Zarco, vê nesta pareceria uma forma de captar novos recursos financeiros, de contornar as dificuldades actuais e de garantir melhores condições de estudo.
"A biblioteca da nossa escola estava a necessitar de repor alguns livros, bem como renovar alguns títulos de literatura em geral, mas também alguma bibliografia de algumas disciplinas mais específicas", explica o director.
Rui Caetano adianta ainda que são 80 os livros obtidos a título de empréstimo e que estes se vão juntar, num espaço próprio, aos títulos incluídos no Plano Nacional de Leitura.
Para incrementar a leitura, a escola passa também a promover acções de formação para os alunos. Trata-se de uma iniciativa dinamizada pelas técnicas da Biblioteca Pública que vão se dirigir à escola, às segundas-feiras, com o objectivo de apoiar os alunos do 2.º, 3.º e Ensino Secundário.
In DIÁRIO

PS/M pede vistoria às obras de reconstrução - Proposta apresentada na reunião de Câmara

O vereador socialista na Câmara Municipal do Funchal, Rui Caetano, propôs, ontem, na reunião do Executivo municipal a criação de uma comissão para vistoriar as obras que estão a ser feitas de reconstrução após o 20 de Fevereiro.
Antes da apresentação da proposta na reunião, o vereador explicou à comunicação social que as obras que estão a ser feitas estão a gerar algumas queixas por parte da população e também do próprio vereador do Ambiente na autarquia, Henrique Costa Neves.
De acordo com Rui Caetano, «há obras que estão a ser mal executadas e há intervenções que foram feitas de forma pouco correcta e isso quer dizer que o Executivo madeirense tem, uma vez mais, de ouvir os técnicos e ouvir os pareceres das pessoas que conhecem o terreno».
Segundo o vereador socialista, «bastou aparecer as primeiras chuvas que há casas inundadas e pessoas a corres riscos e há falta de segurança».
Neste sentido, Rui Caetano defende a realização de vistorias dos técnicos da autarquia às obras que estão a ser feitas que podem detectar erros na reconstrução.
O vereador socialista salienta que estas não são obras da jurisdição da autarquia, «mas esta tem a responsabilidade civil de intervir».

In JM

TEMPORAL NA MADEIRA


Dez pessoas foram realojadas até ao momento no Funchal, na sequência da chuva intensa que caiu esta quinta-feira na Madeira, confirmou à agência Lusa o secretário regional dos Assuntos Sociais, Jardim Ramos.
Na conferência de imprensa para balanço das consequências da forte precipitação, realizada ao final da tarde, o presidente do município, Miguel Albuquerque, anunciou que tinha sido realojada apenas uma idosa da zona alta da freguesia de Santo António.
Jardim Ramos, que tutela a área da Proteção Civil da Madeira, adiantou que esta primeira desalojada ficou colocada no lar de terceira idade no Funchal e que todos os casos de necessidade de realojamento que apareceram posteriormente aconteceram no concelho do Funchal.
Mencionou que estes surgiram devido à chuva que caiu ao início da noite e que os problemas afectaram ao todo dez de pessoas, que foram realojadas em pensões na capital madeirense.
O governante disse que está dado também como desaparecido um homem, que caiu ao mar quando estava a pescar na Ponta do Sol, um caso que apontou "não estar relacionado" com a situação de forte precipitação. As buscas efectuadas pela Polícia Marítima e o Sanas foram interrompidas e serão retomadas logo pela manhã.
As autoridades regionais garantem que "não existem danos pessoais" a registar na sequência da chuva.
Jardim Ramos referiu que "tudo indica que a situação tende à normalidade".
O arquipélago da Madeira está em alerta laranja até às 6 horas de sexta-feira.
A forte chuva provocou várias inundações em casas, estabelecimentos, escolas, o encerramento de diversas estradas, derrocadas, tendo alguns cursos de água transbordado e o caudal das ribeiras subido.
Este cenário fez reavivar a memória do que aconteceu a 20 de Fevereiro, quando a tragédia provocou 44 mortos, cinco desaparecidos e 600 desalojados e prejuízos materiais avaliados em 1080 milhões de euros.


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Com a quantidade de chuva que ocorreu não há dúvida de que haveria muitos problemas, por isso, as derrocadas, as ribeiras cheias, os deslizamentos, as estradas encerradas, a caída de pedras, entre outras situações de maior ou menor gravidade eram aguardadas.
Todavia, já não é aceitável, nem desculpável que a baixa da nossa CIDADE voltasse a sofrer com os mesmos problemas de enchentes do 20 de Fevereiro. Alguma coisa está errada e tem de ser resolvida o mais rápido possível. ALGUÉM TEM DE EXPLICAR o PORQUÊ destas cheias!!

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

ESCOLA GONÇALVES ZARCO - Escolas da Madeira receberam “Habitats”

Um projecto sobre biodiversidade.
A Escola Gonçalves Zarco e Básica dos 2.º e 3.º ciclos do Caniçal receberam o projecto “Habitats”. Esta iniciativa da Comissão Europeia de abrangência nacional aborda a biodiversidade de uma forma artística e com uma linguagem adaptada aos mais jovens, principalmente, através da utilização de máscaras de “espécies-estrela” do nosso país.
As Escolas EB e Sec. Gonçalves Zarco e a EB 2,3 do Caniçal receberam, no início do mês de Outubro, o projecto Habitats 'biodiversidade sem limites, cuja mensagem é “A biodiversidade está em todo o lado. Em Portugal e na Europa, temos uma Natureza única para proteger!” O projecto, a nível nacional, decorrerá entre 15 de Setembro e 30 de Novembro de 2010. Neste contexto, na ilha da Madeira, foi realizada uma acção de formação para educadores, no Centro de Informação Europe Direct da Madeira, no passado dia 6 de Outubro, sendo que os dias 7 e 8 foram dedicados às intervenções nas escolas EB e Sec. Gonçalves Zarco (Funchal) e EB 2,3 do Caniçal.Esta iniciativa da Comissão Europeia de abrangência nacional aborda a biodiversidade de uma forma artística e com uma linguagem adaptada aos mais jovens, principalmente, através da utilização de máscaras de “espécies-estrela” do nosso país.
O projecto conta com intervenções nas escolas, comboios, Centros de Informação Europeia e nos centros/baixas das cidades e visa sensibilizar os cidadãos, em especial os mais jovens, para a Conservação da Biodiversidade, as Políticas Europeias para o Ambiente, Ecossistemas e Espécies Emblemáticas, o Desenvolvimento Sustentável na Europa e os Valores Europeus.
Águias, linces, golfinhos e salamandras visitarão escolas, formarão professores e educadores, e andarão “à solta” nos comboios, nos centros citadinos e nas estações ferroviárias.
O Habitats conta com abordagens artísticas, como o teatro-imagem, máscaras hiper-realistas de espécies ameaçadas (golfinho roaz-corvineiro, águia-imperial-ibérica, salamandra-lusitânica e lince-ibérico), uma exposição interpretativa, um concurso de fotografia evídeos de sensibilização.
Conta também com parcerias sólidas com ONG, como a LPN (Liga para a Proteção da Natureza), e empresas, como a CP (Comboios de Portugal), a EDIA (Empresa de Desenvolvimento e Infra-estruturas do Alqueva) e a REFER (Rede Ferroviária Nacional).

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Uma escola de proximidade

A escola é uma realidade complexa. As crianças, os adolescentes e os adultos que a frequentam integram a sociedade real. E se a sociedade contemporânea vive uma crise de valores, de convicções, de referências e se assiste a constantes situações de instabilidade, se persiste entre os cidadãos o sentimento de insegurança, cenários de intolerância e violência, a escola acolhe na íntegra este quadro social.
Não podemos definir projectos educativos sem tomarmos a plena consciência de que a escola é um espaço de inter-relações humanas activas e diferenciadas onde todos, sem excepção, actuam segundo a complexidade das suas vidas, agem na linha das suas vulnerabilidades e incertezas.
É nesta realidade que a escola tem de cumprir a sua missão de educar e formar para a vida. A escola não ensina apenas os conteúdos das disciplinas, é verdade que os exames nacionais avaliam apenas os conteúdos, mas os professores educam para outras competências do saber ser, do saber fazer e do saber estar.
Ambicionamos encontrar as soluções para a realidade concreta, porque o futuro constrói-se hoje, sem um hoje não existe um amanhã. É importante escreverem tratados sobre educação, é necessário publicarem estudos e teorias sobre a escola, apreciamos as teses de mestrado e doutoramento, todavia, existem os problemas concretos, diários, que precisam de soluções imediatas.
A solução poderá estar numa escola de proximidade, com responsabilidades partilhadas, interligada aos pais e aberta à sociedade e uma sociedade com as portas escancaradas à escola.
Publicado no DIÁRIO

"Urgência democrática" mantém Representante

O contexto de "urgência democrática" em que vive a Região Autónoma da Madeira, é a razão apontada por Jacinto Serrão para defender a manutenção, na Constituição, do cargo de Representante da República. Esta foi uma das posições manifestadas pelo líder do PS-Madeira na reunião da comissão política nacional do partido que abordou vários aspecto da revisão constitucional.
Serrão, como já afirmara ao DIÁRIO, defende que, por agora, se mantenha o cargo de Representante e até prefere que seja Monteiro Diniz a continuar no Palácio de São Lourenço.
Na comissão política do Partido Socialista denunciou a existência, na Madeira, daquilo que classifica como um "regime de 'apartheid' e de segregação política, de sonegação dos direitos de cidadania, incluindo os direitos sociais, dos cidadãos e organizações, incluindo os partidos políticos da oposição".
Face à "urgência democrática" em contribuir para a alteração do regime político, o líder do PS-M propõe que se mantenha o cargo de Representante da República.
"Não fora o comportamento anti-democrático do PSD, em sede dos órgãos de governo próprio e o PS defenderia, já, a extinção do cargo de Representante", afirmou.
Embora mantenha o cargo de Representante, Jacinto Serrão pretende que, na revisão constitucional, deverá ser alterada a forma de promulgação das leis regionais. O líder do PS-M defende que deverá passar a ser o Presidente da República a assinar a legislação regional e a suscitar a fiscalização do Tribunal Constitucional.
Esta alteração permitiria, no futuro, extinguir o cargo de Representante da República.
Revisão do Estatuto
Na reunião da comissão política nacional do PS, Serrão também abordou a questão da necessidade de revisão do Estatuto Político-Administrativo da Madeira, do Regimento da Assembleia Legislativa e regulamentação dos referendos regionais.
O líder do PS-M terminou apelando ao partido para estar atento à situação da Madeira.
"As condições do exercício da democracia na Madeira devem ser ponderadas, quando for negociada a revisão constitucional com o PSD em sede de parlamentar nacional", afirmou.


segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Autarquias da Região perdem 6,5 milhões - Quebra das transferências do estado é de 8,6% relativamente ao corrente ano

Como não poderia deixar de ser, as câmaras municipais e juntas de freguesia da Madeira não vão escapar aos cortes nas transferências do Orçamento de Estado no próximo ano, estimando-se que venham a receber, no seu conjunto, menos 6,5 milhões de euros em relação a 2010, o equivalente a uma redução de 8,6 por cento.
De acordo com a proposta de Orçamento de Estado para 2011, dada a conhecer no sábado pelo Ministério das Finanças, para as onze câmaras da Madeira estão reservadas transferências de 66,4 milhões de euros, quando este ano o 'envelope' financeiro era de 72,6 milhões de euros (64,5 milhões de euros previstos no Orçamento de Estado para 2010 e mais 8,1 milhões de euros relativos a verbas do IRS).
O corte para as 54 juntas de freguesia é proporcional: se este ano vão receber 4,2 milhões de euros, no próximo ano só podem contar com 3,8 milhões de euros.
No capítulo das autarquias, uma das novidades desta proposta de Orçamento de Estado é a atribuição de 5 por cento das receitas do IRS às câmaras das regiões autónomas. É a primeira vez que tal acontece. Durante anos, as autarquias insulares quiseram ter aquele acesso àquele 'bolo', mas o ministro Teixeira dos Santos sempre teve um entendimento contrário. O contencioso só foi encerrado este ano, com o Governo da República a aceitar transferir os montantes em causa.
Voltando à proposta do Orçamento do Estado para 2011, as transferências para a Administração Local no todo nacional vão sofrer um corte de 5,7 por cento no próximo ano. Incluídas na despesa total consolidada dos encargos gerais do Estado, as transferências para a Administração Local ascendem a 2.254 milhões de euros, menos 137 milhões do que a estimativa para a execução para este ano (2.391 milhões).
Dentro desse montante, 2.398 milhões cabem aos municípios. Ao nível das freguesias, o montante total transferido será, segundo a proposta governamental, de 193,6 milhões, o que traduz uma perda superior a 18 milhões face ao orçamento aprovado para este ano.
O DIÁRIO procurou ouvir a opinião dos representantes das associações de municípios e freguesias, Roberto Silva e Simplício Pestana, respectivamente, mas tais esforços revelaram-se infrutíferos

domingo, 17 de outubro de 2010

POBREZA NA EUROPA


Uma grande viagem começa por um só passo: Onde é a nossa casa?



Por José Tolentino Mendonça

Acho que foi Albert Camus que disse que a questão mais premente do nosso tempo é cada homem descobrir onde é a sua casa. Aparentemente é uma ideia estranha, pois a maior parte de nós não tem que se perguntar para onde deve voltar ao crepúsculo. Dia a dia há uma rota que voltamos a trilhar sem especiais hesitações, entre a fadiga e a esperança, cruzando as paredes do tempo: esse é o caminho para nossa casa. Cada um cumpre, mesmo sem especial reflexão, trajectórias e rituais que são seus: a estrada que escolhe para regressar (sempre a mesma, sempre a mudar…); a forma familiar que tem diariamente de rodar a chave; o modo (mais lento, mais repentino) de abrir para o que ali habita; aquela fracção de segundo, absolutamente impressiva, antes da primeira palavra, em que a casa inteira parece que vem ao nosso encontro, ofegante ou em puro repouso.
Que quereria dizer Camus quando escreveu: «cada homem tem de descobrir a sua casa»? Muitas vezes, perante as questões fundamentais e o embaraço de não encontrarmos imediatamente para elas respostas conclusivas, a própria actualidade vem em nosso socorro, mostrando como a vida é sempre mais simples que as deferências e os reenvios com que a abordamos.
Por vezes basta ver, apenas. Basta-nos tomar um exemplo, tocar uma única entre os milhões de imagens que processam o presente, acolher a breve chama de uma história para que o longo corredor até ao sentido se ilumine.
Acho que a heróica aventura dos mineiros chilenos, que nas últimas horas todos acompanhamos, ganha aqui a sugestiva irradiação de uma parábola. Porque talvez possamos descrever o colossal investimento que foi necessário reunir para arrancá-los àquela escuridão que os mantinha sequestrados a 700 metros do chão, como o esforço que uma nação inteira fez para que um grupo de homens pudesse regressar a casa.
Todos os elementos (a cápsula hiper-tecnológica com um apropriado nome mitológico, Fénix; a fidelidade das famílias; a representação ao mais alto nível das autoridades e do Estado; os hospitais de campanha para as peritagens médicas; o poder da engenharia e da economia; a curiosidade activa de batalhões de jornalistas…), no fundo, conspiraram para que 33 homens pudessem refazer (e certamente redescobrir) o caminho da sua morada.
Que isso tenha acontecido realmente, prova-o o comentário do pai do mais jovem mineiro soterrado, o boliviano Jimmy Sanchez, de 19 anos: «A 5 de agosto perdi um filho, mas hoje estou a receber um homem».
Que quereria dizer Camus quando escreveu: «cada homem tem de descobrir a sua casa»? Penso que a frase longa esconde este repto mais essencial: cada pessoa não tem apenas a tarefa de descobrir uma habitação. Cada pessoa tem o irrecusável dever de descobrir-se, vivendo com paixão e sabedoria a construção de si, esse processo que, por definição, está em aberto e que ao longo da existência se vai efectivando.
Nós somos a nossa casa. E poder dizer isso, com simplicidade e verdade, equivale a perpetuar aquilo que Albert Camus também escreveu: «no meio de um inverno, finalmente aprendi que havia dentro de mim um verão invencível».

DIÁRIO: Revista MAIS

sábado, 16 de outubro de 2010

Ribeiro volta a transbordar - ESTÃO A BRINCAR COM VIDAS HUMANAS?


Foi a pior noite a seguir ao temporal de 20 de Fevereiro. A população da zona do Trapiche, em Santo António, mais concretamente na Rua Eleutério de Aguiar passou uma noite de pânico, sobretudo a partir das duas da manhã.
Um ribeiro transbordou e inundou casas. A intensa chuva aumentou o caudal e um pontão em cimento que dava acesso automóvel à moradia de um polícia serviu de barreira. O agente da PSP retirou a viatura particular e o pontão foi demolido.
A culpa é também de uma estrada que está a ser aberta a montante, entre os eucaliptos, entre as zonas altas da Barreira e Curral Velho. Intervenção supostamente para criar um acesso automóvel em caso de incêndios, a contragosto dos proprietários dos terrenos, e que já motivou um abaixo-assinado ao Governo.
"Eles cortaram árvores e deitaram muitas dentro da ribeira. Falei com as autoridades sobre isso, sobre a ponte e sobre os entulhos. Entrou num ouvido e saiu noutro", disse Cristina Carreira, que ali mora há 18 anos, desde a enxurrada de 1993.
Por seu turno, o vereador da CMF, Henrique Costa Neves esteve no local a acompanhar as operações de limpeza. O autarca admite que houve um corte exagerado de árvores e que na origem do transbordo do ribeiro estão intervenções mal feitas.
"Há um estrangulamento que tem de ser resolvido hoje. Mas este material que estamos a retirar veio de montante. Intervenções que, na minha opinião, não foram feitas nem na altura adequada nem na forma mais correcta", disse.
No Funchal, as principais ocorrências tiveram a ver com inundações. Os Bombeiros Voluntários Madeirenses e Bombeiros Municipais do Funchal foram chamados a intervir devido a inundações em caleiras ou adufas, algumas das quais provocaram entupimentos e consequente entrada de água em casas e alguns estabelecimento comerciais.
Por todo o lado, com terrenos encharcados, o perigo de derrocadas é maior. Algumas estradas foram ontem encerradas ou condicionadas. Foi o caso das estradas Monte/Poiso/Caminho dos Pretos. E a estrada do Curral dos Romeiros. A estrada Vasco Gil/ Túnel do Curral das Freiras esteve também condicionada devido a deslizamentos de terras. No Vasco Gil, um carro foi arrastado e sofreu danos ao embater no muro.
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ANDAM a brincar com coisas sérias? O PSD-M e os seus sabichões, que não ouvem ninguém, continuam a errar, a falhar e a não saber o que fazer!!
Afinal o que é que andam a fazer para evitar estes problemas do temporal? O engenheiro Costa Neves foi claro ao afirmar que há coisas erradas? Mas o que é isto?

GR abdica de verbas para não sofrer cortes

A Madeira não vai sofrer cortes no Orçamento de Estado (ver páginas 22 e 29), mas abdica em contrapartida de algumas dívidas da República para com a Região. Este foi acordo que Jardim diz ter estabelecido com o primeiro-ministro na passada quinta-feira, no mesmo em que se encontrou com Passos Coelho.
"Ao abdicarmos disso, nós estamos a entrar no nosso contributo para o esforço nacional, evitando que, no imediato, a Região seja prejudicada", afirmou, ontem, Jardim, sem especificar quais as dívidas perdoadas à República.
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Mas que tipo de dívidas é que o dr. Jardim abdicou? Deveria informar para tomarmos conhecimento!

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Campanha das presidenciais e legislativas da Madeira vão custar 5,03 milhões de euros

As campanhas eleitorais para as presidenciais e Assembleia legislativa da Madeira vão custar 5,03 milhões de euros, segundo uma nota do Conselho de Administração da Assembleia da República (AR), que aprovou hoje o orçamento do Parlamento para 2011.
De acordo com a nota hoje divulgada, estão previstos 16,9 milhões de euros para as subvenções aos partidos políticos e 5,05 milhões de euros para as subvenções destinadas a financiar as despesas das campanhas eleitorais de 2011 - presidenciais e legislativas da Madeira.
O projecto de Orçamento da AR para 2011, aprovado hoje por unanimidade do conselho de administração, prevê despesas de 80,8 milhões de euros, um valor que "traduz uma redução de 10 por cento na despesa face ao orçamento corrigido de 2010".
As subvenções públicas aos partidos e campanhas somam cerca de 22 milhões de euros e a despesa das entidades autónomas dependentes da AR corresponde a 11 milhões de euros.
O Conselho de Administração da AR referiu que o orçamento hoje aprovado, por ter sido aprovado antes do Orçamento do Estado para 2011, "não teve em consideração as medidas de contenção anunciadas".
"Caso venham a ser aprovadas e na medida em que o forem, a AR procederá aos ajustamentos delas decorrentes quando da aprovação do orçamento suplementar no decurso do primeiro trimestre do próximo ano", refere a nota.
A redução das despesas "incidiu especialmente" nas deslocações e viagens, menos 240 mil euros, nas comissões parlamentares, menos 300 mil euros, na rubrica "consumíveis", menos 100 mil euros, nos "trabalhos especializados", menos 900 mil euros e na actividade editorial, menos 684 mil euros.
O orçamento inicial da AR para 2010 era de cerca de 100 milhões de euros, que foi corrigido prevendo um corte de 1,1 milhões de euros.


in DIÁRIO
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Estas verbas são uma vergonha! Gastar os dinheiros públicos neste desperdício não faz sentido! Os cortes destas verbas para os partidos deveriam ser muito maiores. A democracia tem custos, sem dúvida, mas não é preciso tanto esbanjamento, há que haver contenção, rigor e exigência nos gastos.
Mas o povo é que paga!

Temporal na Madeira

Devido à grande quantidade de lama, pedras e água está encerrada uma estrada e condicionadas outras duas. A informação disponível no 'site' do Serviço Regional de Protecção Civil e Bombeiros dá conta do encerramento , "por período indeterminado" do Caminho dos Pretos entre o Terreiro da Luta e o Curral dos Romeiros.
Muito condicionada está a circulação da estrada do Curral das Freiras entre o sítio do Vasco Gil e o túnel do Curral das Freiras, a Protecção Civil aconselha a que seja "evitada a utilização" desta estrada. O mesmo acontece com o troço entre o Monte e o Poiso.

'100 Maiores e Melhores Empresas' da Madeira - 'Empreendedorismo e Internacionalização com Responsabilidade Social'

Participei ontem na conferência que marcou a apresentação oficial da edição '100 Maiores e Melhores Empresas' da Madeira. APRENDI MUITO. DEPOIS DE OUVIR Maria Angélica Aires a falar de 'Responsabilidade Social'; Gonçalo Carvalhinhos de 'Empreendedorismo Digital'; e Carlos Manuel de Oliveira, de 'O Marketing no Sucesso das Empresas' recolhi um conjunto de ideias para aplicar na NOSSA ESCOLA, GONÇALVES ZARCO
Uma conferência deste género pode parecer, à primeira vista, que não tem nada a ver com as ESCOLAS. TEM MUITO A VER. Depois de ouvir os conferencistas, apercebi-me de que existe um razoável conjunto de possibilidades onde podemos encontrar meios de financiamento para a ESCOLA.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Governo Regional deve 41 milhões às Câmaras

O Tribunal de Contas (TC) recomenda que a Secretaria Regional do Plano e Finanças (SRPF) não use o estratagema da reprogramação de obras para projectar para o futuro encargos já assumidos com as Câmaras Municipais.
Na ‘Auditoria à execução financeira de contratos–programa em contratos de empreitada municipais visados pelo Tribunal de Contas -2008 a 2010’, ontem divulgada, diz-se que estão por transferir mais de 41 milhões de euros de comparticipações dos perto de 111,6 milhões de euros contratualizados desde 2008 e geradores de encargos orçamentais de perto de 77 milhões. Tais 41 milhões por transferir (só foram transferidos perto de 36 milhões) resultam da contabilização de autos de obras já entrados na SRPF ainda por pagar.Leia mais amanhã na edição impressa do DIÁRIO

In DIÁRIO
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Mas perante esta evidência, as Câmaras não colocam o governo regional em Tribunal. Só se for um governo da República! Coerência!!

2010 - Ano Europeu da Luta contra a Pobreza e a Exclusão Social

Vladimír Špidla, Comissário Europeu dos Assuntos Sociais, declarou: «A Europa é uma das regiões mais ricas do mundo e, mesmo assim, 78 milhões de pessoas estão em risco de pobreza. Isto é completamente inaceitável. Precisamos de nos esforçar mais para mudar a nossa atitude. A UE, os governos nacionais e os cidadãos, todos juntos podem e devem agir para erradicar a pobreza.
Oito anos após a primeira estratégia europeia para a inclusão social, está na hora de reafirmar o compromisso da UE com este importante objectivo. Em toda a UE, durante o ano de 2010, suceder-se-ão eventos que mostrarão as diferentes faces da pobreza e da exclusão na Europa.»
O Ano Europeu 2010 tem por finalidade:
Reconhecer os direitos e a capacidade das pessoas excluídas para desempenhar um papel activo na sociedade;
Sublinhar que cada indivíduo na sociedade tem responsabilidades na luta contra a pobreza;
Promover a coesão social e disseminar boas práticas em matéria de inclusão;
Reforçar o compromisso de todos os altos responsáveis políticos de tomar medidas mais eficazes.
78 milhões de pessoas na UE - ou seja, 16% da população e 19% das crianças – estão actualmente sob a ameaça da pobreza.

De acordo com a definição comummente aceite na UE, as pessoas são consideradas em risco de pobreza quando vivem com um rendimento inferior a 60% do rendimento familiar mediano no seu país. Em 2004 (o último valor disponível), cerca de 23,5 milhões de pessoas tinham de viver com menos de 10 euros por dia.
Os inquéritos Eurobarómetro mostram que os europeus vêem a pobreza como um problema generalizado. Na UE, os cidadãos consideram que, na sua região, cerca de uma em cada três pessoas (29%) vive em situação de pobreza e que uma em cada 10 sofre de pobreza extrema.
Desde que a UE lançou, em 2000, o seu método aberto de coordenação das políticas nacionais de luta contra a pobreza e a exclusão social, todos os 27 Estados-Membros já elaboraram planos de acção nacionais plurianuais. Antes de 2000, apenas três Estados-Membros já aplicavam tais estratégias.
A participação da UE preconiza padrões elevados, com base em objectivos decididos de comum acordo, podendo no entanto cada país aplicar medidas adaptadas ao contexto nacional. O Fundo Social Europeu (FSE) representa actualmente perto de 10% do orçamento da UE e investe anualmente cerca de 10 mil milhões na qualificação de cidadãos de todos os Estados-Membros.
In: EUROPA