domingo, 10 de outubro de 2010

Desordenamento da Cidade do Funchal

O vereador socialista na Câmara Municipal do Funchal sugeriu ontem um plano de recuperação urbanística para os Picos da cidade, nomeadamente o da Cruz e o do Arieiro, no contexto do Ano da Biodiversidade, e que passa pela “plantação de diversas árvores e plantas indígenas”.
Rui Caetano falava aos jornalistas junto ao Pico da Cruz, em São Martinho, onde foi denunciar a falta de “ordenamento urbanístico” nos arredores. Por um lado, elogiou a preocupação da autarquia pela ordenação territorial e planeamento, na pessoa do responsável, vereador João Rodrigues, “ordenação bastante positiva e que consideramos uma mais valia para a cidade”, disse; mas, por outro, apontou algumas situações de “desordenamento”, como é o caso da zona envolvente do Bairro da Nazaré, “um caos de construção” e onde se “permite uma fábrica de tratamento de inertes, com habitações à volta, prejudicial à saúde pública e ao ambiente”, considerou.
In JM
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O problema que se coloca também é o facto dos Planos de Pormenor e Planos Urbanísticos surgirem já demasiado tarde. Os actuais Planos podem impedir que o desordenamento continue a crescer, contudo não resolvem os problemas gravíssimos que estão espalhados, de cima a baixo, na CIDADE do FUNCHAL.

«Cristiano é o número um» – Mourinho

Numa altura em que continua o debate entre quem é o melhor jogador do mundo. O técnico do Real Madrid, José Mourinho, não tem dúvidas e defende que é Cristiano Ronaldo.«Temos duas opções.
Cristiano e Messi. Se consideras que Cristiano é o número um, Messi é o número dois. Se consideras que Messi está no primeiro posto, Cristiano estará no segundo lugar. Para mim é claro: Cristiano é o número um», afirmou Mourinho, em declarações à Telemadrid.
O técnico português também abordou as ambições para a presente temporada: «A Liga dos Campeões é a competição das competições. É o mais importante e a melhor em termos de qualidade.
Não quero parecer egoísta, mas quero vencer a “Champions” este ano, porque quero defender o título. Depois, quero colocar o Real Madrid onde merece.»

sábado, 9 de outubro de 2010

Entrevista com Jorge Sá - Segredo do sucesso está na união da família Sá

O 'império' Sá começou a ser erguido há 54 anos com duas lojas de café numa das ruas mais emblemáticas do Funchal, (Fernão de Ornelas), sempre com um denominador comum: sem gastos supérfluos. É sob esta política que o comendador Jorge Sá pretende ver a construção do Orçamento, pedindo ao Governo Regional contenção nos gastos.
O chefe do clã Sá não tem dúvidas de que o armador espanhol 'Armas' está a prestar um excelente serviço à Região. Já do parceiro Empresa de Cervejas da Madeira, as relações estão numa "fricção". Com o acordo entre ambos os grupos económicos madeirenses ainda bastante longe, Jorge Sá vai dizendo que consegue viver bem sem a Coral e a ECM.

In DIÁRIO

In DIÁRIO

Nobel da Paz atribuído ao activista chinês Liu Xiaobo


As piores expectativas de Pequim foram confirmadas hoje quando o Prémio Nobel da Paz de 2010 foi atribuído ao activista chinês Liu Xiaobo, “pela sua longa e não violenta luta pelos direitos humanos fundamentais na China”.
A mulher de Liu, Liu Xia, declarou-se "absolutamente encantada" ao saber da atribuição do Prémio e pediu "com insistência" ao Governo chinês para libertar o seu marido.O galardoado era um dos favoritos deste ano, tendo dedicado a sua vida a defender os direitos humanos dentro e fora do seu país.
O também ex-professor de Literatura de 54 anos passou as duas últimas décadas a entrar e a sair de estabelecimentos prisionais chineses por defender e lutar por uma reforma democrática.
Hoje, o seu percurso valeu-lhe o primeiro Nobel da Paz para o seu país, com o comité a salientar que há muito que acredita que “existe uma relação próxima entre os direitos humanos e a paz”, reforçando que o próprio Alfred Nobel disse que são um pré-requisito para a “fraternidade entre nações”.
Contudo, o debate que antecedeu a escolha levou o próprio director do Instituto Nobel Norueguês a confirmar, na semana passada, que um responsável político chinês o advertiu para as consequências que uma decisão destas acarretaria em termos de diplomacia com a China.
Apesar do alerta, o comité avançou e, em comunicado, destaca que Liu “tem sido um forte porta-voz na aplicação dos direitos humanos fundamentais também na China”, considerando-o mesmo um “símbolo” desta luta.
Entre algumas nas iniciativas mais conhecidas do agora Nobel da Paz, destaca-se o manifesto que promoveu em Dezembro de 2008 e que ficou conhecido como “Carta 08” – em analogia com a “Carta 77” dos dissidentes da Checoslováquia comunista – e que foi publicada no 60º aniversário da Declaração Universal dos Direitos do Homem das Nações Unidas.
Liu Xiaobo, após ter participado nos protestos da Praça Tiananmen, em 1989, foi já detido várias vezes. Na última detenção, um ano após a carta, foi condenado a onze anos de prisão.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

PORTUGAL VENCEU... FINALMENTE!!


Nobel da Literatura - Mario Vargas Llosa

O escritor peruano Mario Vargas Llosa era um candidato tão óbvio ao Nobel da Literatura que não passou pela cabeça de ninguém - incluindo a do próprio - que pudesse mesmo vir a ser escolhido. Dizia-se que 2010 iria marcar o regresso da poesia, ignorada pela Academia Sueca desde que a polaca Wislawa Szymborska ganhou o prémio, em 1996, e o grande favorito era o sueco Tomas Tranströmer. Mas tinha de chegar o ano em que os suecos surpreenderiam por não surpreenderem.
Nascido na cidade peruana de Arequipa a 28 de Março de 1936, Vargas Llosa foi criado pelos seus avós maternos, primeiro na Bolívia, onde o avô era cônsul, e depois em Piura, no Peru, que evoca nas novelas recolhidas em Os Chefes (1959) e no romance A Casa Verde (1966). Já adolescente, voltou a viver com os pais e estudou num colégio militar, experiência que descreve em A Cidade e os Cães (1963).

A ESCOLA é um espaço de responsabilidades partilhadas

A ESCOLA caracteriza-se por uma enorme complexidade, por uma evidente vulnerabilidade e por um conjunto de incertezas.
O grande desafio da ESCOLA e dos PROFESSORES reside na sua capacidade de envolver no processo formativo todos os agentes educativos, onde a família é fundamental, procurando educar, ensinar e formar para a prudência e respeito das regras necessárias a um saudável viver em sociedade.
Uma escola é um espaço relacional multifacetado assente em pilares de responsabilidades partilhadas. As crianças e os jovens agem, por vezes, sem terem tempo de tomarem consciência dos seus actos, e é por isso que a sua irreverência e a pressa da idade podem desencadear situações difíceis de compreender e de solucionar.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Na ESCOLA GONÇALVES ZARCO - República em debate

No âmbito das comemorações do Centenário da República, a Escola Básica e Secundária Gonçalves Zarco está a organizar um conjunto de actividades com o objectivo não só de educar para a cidadania, como também de levar à prática o papel que a escola deve desempenhar na transmissão e na evocação dos grandes valores republicanos. Objectivos reafirmados, ontem, por Rui Caetano, presidente do conselho executivo.
Na conferência, o professor Agostinho Lopes, docente naquela escola, e o professor Xavier Dias, presidente da Associação de Professores de História, falaram sobre o tema: 'O Funchal: da implantação da República ao Estado Novo'.
Agostinho Lopes fez a ligação entre a obra de Fernão Ornelas e aquilo que tinha sido pensado aquando da implantação da República. Disse, a propósito, que todas as obras projectadas aquando da implantação da República foram apenas realizadas no tempo do Estado Novo. A conjuntura atrasou a execução de muitos planos, dada a instabilidade política, com 45 governos em 16 anos, seguindo-se a I Guerra Mundial, as desigualdade sociais, os problemas económicos e os movimentos autonomistas.
Só a consolidação do regime de Salazar vai criar as condições para avançar com a obra, como sinal de que era preciso conter o descontentamento.
Inicia-se assim a modernização do Funchal, com a construção de uma série de edifícios para os vários sectores da administração e uma série de outros projectos, que tiveram como principal obreiro Fernão de Ornelas.
Agostinho Lopes diz que a grande lição é que não basta ter um ideal e defendê-lo, como aconteceu em 1910, é preciso também lutar para que as coisas se concretizem.

Serrão assume crítica ao líder Sócrates


Líder do PS-M queria mais esforço da banca e menos penalização do trabalho.
Se quiserem entender que é uma crítica, que seja", afirma Jacinto Serrão, depois de uma análise às medidas de austeridade apresentadas por José Sócrates e que o líder do PS-M não apoia na totalidade.
"Acho que as medidas, ao nível nacional, eram necessárias, poderiam era ter seguido outros caminhos", justifica. Serrão lamenta que as propostas de contenção de despesa aprovadas pelo Governo da República sejam "bastante penalizadoras para os trabalhadores".
O trabalho, afirma o dirigente socialista madeirense, num contexto global, é um capital que deveria ser cada vez mais valorizado e não castigado com impostos.
"Precisamos é de ter cada vez mais pessoas a trabalhar, mas a política europeia parece que perdeu a ideia base das suas fundações que é a coesão social", acusa.
Serrão não concorda que sejam os mercados financeiros a definir as orientações dos governos, como terá acontecido em Portugal e na maioria dos países europeus.
"Há um conjunto de preocupações financeiras, nesta lógica mundial e num conceito de neoliberalismo que está a prejudicar este pilar essencial da construção europeia que é a coesão social", justifica.
O presidente do PS-M considera que as reflexões sobre as medidas de austeridade devem ser feitas, sobretudo, ao nível nacional.
"Eu, como presidente do PS-M, tenho que me preocupar com a Madeira", sublinha Serrão que faz questão de lembrar que não participou na reunião da comissão política em que as medidas de austeridade foram apresentadas.
Cortar no desperdício
Em relação à Região, o líder socialista mantém o desafio ao Governo Regional para que adopte medidas de contenção da despesa, alternativas às penalizações dos trabalhadores, pensionistas e empresas.
"Acho que a Madeira tem todas as condições, até mesmo pelos investimentos e despesa pública supérfluos, para poder canalizar verbas para atenuar os efeitos negativos que inevitavelmente essas medidas vão ter nas famílias e nos trabalhadores".

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Serrão não quer corte na Lei de Meios


O líder do PS-Madeira vai enviar cartas ao primeiro-ministro e ao presidente do Governo Regional, alertando para a importância de não serem alterados os acordos que levaram à aprovação da Lei de Meios que determina os apoios do Estado à reconstrução da Madeira.
Jacinto Serrão reage desta forma à possibilidade de as medidas de austeridade, anunciadas por José Sócrates e que têm incidência orçamental, reduzirem as transferências para as obras de reconstrução das zonas afectadas pelos temporais de 20 de Fevereiro.
O dirigente socialista lembra que os partidos não foram consultados sobre as negociações da Lei de Meios que é da responsabilidade, exclusiva, dos dois governos.
Serrão pretende lembrar a Sócrates e Jardim as circunstâncias em que a lei foi negociada e defende que esta não deve ser alterada.
O presidente do PS-M recorda que, em relação às medidas de austeridade anunciadas, se pronunciou de imediato, desafiando o Governo Regional a estudar formas de minimizar os efeitos na Região.
Este será um dos temas em discussão na próxima reunião da comissão política do PS-M.
Complemento do abono
Jacinto Serrão avança com uma proposta concreta, para um dos pontos em que o Governo Regional não pode evitar a aplicação das medidas de austeridade.
O IVA deverá aumentar, passando para 16%, mas o líder do PS-M recorda que esta é uma receita da Região e que a verba extra que será cobrada pode ser utilizada, pelo Governo Regional, em medidas sociais.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Governo dos Açores quebra silêncio sobre medidas de austeridade

O Governo Regional dos Açores quebrou o silêncio sobre as medidas de austeridade, anunciadas Quarta-feira pelo Primeiro-Ministro, José Sócrates.
A informação disponibilizada encontra-se no sítio do Governo na Internet,
www.azores.gov.pt , sendo necessário clicar em "Notícias".
Na Nota em referência, o Governo "garante que não prescindirá da defesa dos interesses da Região, face às medidas de austeridade".
É entendimento do vice-presidente do Executivo, Sérgio Ávila, que "algumas das medidas podem não ter aplicação automática no arquipélago", mas, também, não especifica quais.
Segundo ainda Sérgio Ávila, o Governo "está atento à anunciada diminuição das transferências financeiras do Estado e, sobretudo, para o caso de acontecerem à margem ou contra o estabelecido da Lei das Finanças para as Regiões Autónomas".
"É com particular atenção" - prossegue a Nota - "que o Governo acompanha, também, a possibilidade da redução das indemnizações compensatórias do Estado às empresas que fazem o transporte aéreo entre os Açores e o Continente".
Notícia Antena 1/Açores com Portal do Governo Regional dos Açores

Virgílio Pereira - Comemorações do Centenário da República na Gonçalves Zarco

Estado em perigo exige isenção política.
Pereira: "Não há perigo de um golpe de estado mas há coisas muito semelhantes"

Virgílio Pereira não tem dúvidas de que é longo o caminho para a consolidação dos valores da República. O militante histórico do PSD-M diz, contudo, que é preciso pensar muito bem na actual situação do País e defendê-lo acima de qualquer ideologia.
"Não há perigo de um golpe de Estado, mas há coisas muito semelhantes", afirmou, ontem, referindo-se à crise instalada à volta do Orçamento de Estado.Virgílio Pereira foi à Escola Gonçalves Zarco falar sobre 'Os valores da República na nossa sociedade'. O antigo líder da Câmara do Funchal que foi também vice-presidente do PSD-M e eurodeputado acredita que os portugueses estão ainda a lutar pela implementação dos valores republicanos puros.
Entre os valores por implementar na íntegra, Virgílio Pereira inclui a solidariedade social e a disponibilidade para se exercer cargos públicos, servindo o povo "e não servindo-se do povo e da Nação".
A isenção política e o respeito pela diferença e pela liberdade de opiniões são, para Virgílio Pereira, outros dos patamares ainda por atingir, na sociedade portuguesa.


In DIÁRIO

Centenário da República na Escola Gonçalves Zarco com Virgílio Pereira

Ainda lutamos pelos ideais dos republicanos.
Chamar a atenção dos alunos para os valores republicanos foi a intenção de Virgílio Pereira na palestra dada ontem na Escola Gonçalves Zarco.
Virgílio Pereira disse, ontem, que «parece que estamos a lutar ainda pela prática de valores que os tais republicanos defendiam», nomeadamente, a solidariedade social e a disponibilidade para exercer cargos públicos em prol do povo e da Nação.
O Professor falava à margem de uma palestra sobre o tema dos valores republicanos na nossa sociedade, dada na Escola Gonçalves Zarco no âmbito da comemoração dos 100 anos da República.
Conforme explicou, o respeito pelo direito à diferença, a tolerância em relação aos outros são valores que «os republicanos de gema defendiam na altura». Ideais que os «mandaram para a frente e, no dia 5 de Outubro de 1910, às 9 horas da manhã, na varanda da Câmara Municipal de Lisboa, os fizeram declarar a implantação da República».
Virgílio Pereira considera que esses republicanos, na prática, nunca tiveram a sorte de aplicar em pleno os seus princípios. Passados todos estes anos, na sua opinião, «há muita coisa que a gente não atingiu ainda».
O Professor lembra os primeiros anos da República, durante os quais o amor à liberdade e a alegria por ter conseguido a mudança de regime levou o povo para a rua, com expectativas redobradas de um bem estar social e de uma melhoria de vida que foram gorados. «Começaram as greves, os próprios militares começaram a querer fazer intentonas aqui e além e os próprios políticos republicanos perseguiam companheiros de ideário político.
Aquela bagunçada que se constatou na primeira República foi horrível. Levou, infelizmente, à revolução de 1926, à implantação da primeira ditadura militar e, consequentemente,em 1933 à Constituição de 1933 e logo a seguir à ditadura civil que durou até 1974, com o chamado Estado Novo.
Portanto, essa bagunça, esse desentendimento, essa falta de comedimento no uso da liberdade, do confronto de ideias, da falta de respeito e o ostracismo a que se votou o povo secundarizaram aquilo que era fundamental. Tenho a impressão de que isso deve fazer pensar muitos políticos de hoje», disse o Professor.
Apesar disso, Virgílio Pereira salienta não estar dizendo que existe neste momento o perigo de haver um golpe de Estado em Portugal e de se voltar ao antigamente. «Nem há condições para isso, mas há coisas muito semelhantes. Realmente, é preciso pensar.
Estamos, agora, a atravessar uma crise do orçamento. Mais do que os interesses partidários, deve falar bem alto o interesse do país e, mesmo que não se concorde com as medidas que são tomadas, é hora de pensar o que será de Portugal se não tiver um orçamento. Primeiro a Nação, o Povo. Depois, os nossos interesses político-partidários, os nossos ideários mais lactos. Somos todos democratas», disse.
Na sua opinião, as medidas de austeridade anunciadas pelo Governo da República também devem ser aplicadas na Madeira. Se isso não acontecer, o Governo Regional «vai delapidar as suas receitas», valores que são necessários para as suas despesas e investimentos.
Para além de defender uma maior sensibilização do sector privado para o investimento, Virgílio Pereira diz que «tem de haver, ao mesmo tempo, o máximo de investimento público, tanto quanto possível, com os dinheiros que sobrem destas desgraças todas. Senão, não há crescimento deste País».
Questionado sobre a eventualidade de uma quarta República, Virgílio Pereira disse pensar que seria muito difícil que, neste momento, houvesse um acontecimento nacional tão marcante que pudesse ser considerado um marco na História de Portugal, que levasse a uma nova República.Para além disso, no seu entender, o povo está muito mais esclarecido do que o de 1910 e está farto de teorias políticas, como as da“democracia musculada”, das ditaduras menos férreas ou da volta dos militares ao poder, com que sonham alguns.
Neste contexto, Virgílio Pereira diz que teria de aparecer um grupo ou alguém com um projecto muito bem feito, muito elucidativo e apelativo, que congregasse todas as boas vontades e toda a força do povo português.
«O povo já não vai em questões extremadas», diz o Professor, que defende a necessidade de «aparecer um nova classe de políticos novos que falem ao coração das pessoas, de forma a transparecer seriedade, propósitos firmes, solidariedade, para que isto melhore».

In JM

Centenário da República




segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Empresas públicas devem 5.242 milhões

As empresas públicas ou participadas fecharam o ano passado com 33,6 milhões de prejuízo e resultados transitados negativos de 471,7 milhões de euros.
São números que revelam que a economia da Madeira está em agonia lenta, com as poucas empresas privadas a 'financiar' o sector público, através da banca, como das dívidas aos fornecedores.
O DIÁRIO analisou as contas de trinta e três empresas públicas ou participadas pela Região e concluiu que estas devem 5.242 milhões de euros, um valor que é superior a toda a riqueza gerada pela actividade económica.
Se considerarmos que o PIB da Madeira em 2008 se situou nos 4.941 milhões de euros, fácil é perceber a dimensão da dívida das empresas regionais, até porque 44,7% diz respeito a endividamento directo junto da banca.

In DIÁRIO
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Este governo regional da Madeira só sabe governar se tiver milhões e milhões para gastar e, quando não tem o suficiente para esbanjar, procura o endividamento sem controlo e sem a mínima responsabilidade.

domingo, 3 de outubro de 2010

PS-M não quer medidas do PS nacional aplicadas na Madeira

Jacinto Serrão desafia o Governo Regional a esclarecer se vai, ou não, baixar os salários dos funcionários públicos na Madeira.
O líder do PS lembrou, esta tarde, em São Vicente, que o Executivo madeirense pode recorrer à Autonomia para não aplicar na íntegra as medidas de austeridade.

Grande BENFICA




1.º Centenário da República

Mas para além do hino e da bandeira, já que a moeda (escudo) se foi, o que representa ser republicano?

A partir da madrugada de 4 de Outubro, desencadeou-se o movimento revolucionário que pôs fim à Monarquia em Portugal. Depois de momentos de incerteza, algum desespero e deserção, ditados, em grande parte, pela divulgação da notícia do assassinato do médico Miguel Bombarda e do suicídio do almirante Cândido dos Reis, chefes civil e militar da revolta, respectivamente, a determinação e a coragem do comissário naval, Machado Santos, foi decisiva para a vitória das forças republicanas na Rotunda.
Pelas 9 horas do dia 5 de Outubro, José Relvas e Eusébio Leão proclamaram a República na varanda da Câmara de Lisboa. De imediato, surgiram profundas divergências entre os chefes militares revolucionários e os republicanos da edilidade lisboeta, por causa da composição do Governo Provisório. Este incidente não augurava bom futuro à República e à republicanização do país.
O poeta Guerra Junqueiro considerou o triunfo dos republicanos como "o milagre da Rotunda". Gomes da Costa viu a Revolução como "uma fuga; uma debandada", de monárquicos e republicanos. Por sua vez, Raul Brandão, repetindo o que diziam os vencidos, escreveu que foi um "bambúrrio", isto é, um acaso feliz, acrescentando que "bastou um estrondo para desabar o trono".

O resto fez o telégrafo, difundindo informações sobre os acontecimentos da capital. E, por todo o país, fervorosos republicanos e "adesivos" foram dando vivas à República, recém-implantada, e agitando bandeiras verde-rubras, acompanhados por bandas de música.
Esperada e conhecida de véspera, praticamente não houve resistência das forças monárquicas à insurreição republicana. A monarquia, com mais de sete séculos, agonizava, em especial após o "ultimato inglês". O que se passou depois pode ser resumido a uma triste, desonrosa e ruidosa caminhada para o abismo.

Em Janeiro de 1890, em 'Os pontos nos ii', Bordalo Pinheiro alvitrou um cognome para o rei: " D. Carlos I, o último". Só o regicídio impediu a consumação do inteligente presságio do caricaturista.
Em suma, envolvidos em escândalos e actos de corrupção, não dando respostas aos graves problemas socioeconómicos e financeiros do país, os políticos monárquicos contribuíram activamente para a queda do regime que os suportava, e o próprio rei acompanhou-os com a sua inépcia política e despesismo, pretendendo mesmo, em 1907, extinguir o constitucionalismo e prosseguir em ditadura.
Contudo, os republicanos não conseguiram realizar a República por eles sonhada. Com lucidez, afirmou, a propósito, João Chagas: "O mais grave erro da República foi o de não ter sabido realizar-se.»
Diversas vozes proclamaram então ser preciso fazer outra República. E vieram a "República Nova", de Sidónio Pais, a Ditadura Militar em 1926 e o Estado Novo na década seguinte.
Com o mesmo espírito de esperança, a Revolução do 25 de Abril refundou a República, libertando-as das mordaças e da sua humilhante redução aos símbolos nacionais, instituídos depois do 5 de Outubro, e que Oliveira Salazar não ousou substituir.

Mas para além do hino e da bandeira, já que a moeda (escudo) se foi, o que representa ser republicano nos dias de hoje? Mais do que relembrar a História, ainda que seja tarefa útil e muito importante, por tão ignorada e esquecida, julgo ser esta a grande reflexão para o 1.º Centenário do 5 de Outubro, embora a nossa Constituição admita apenas a forma republicana de governo.
In DIÁRIO

sábado, 2 de outubro de 2010

CRISTIANO RONALDO é sinónimo de ambição, trabalho e dedicação


Livros para escolas dos Louros e São Jorge

8.442 livros juntam-se aos 250 a 300 mil do espólio das bibliotecas escolares da RAM
O secretário regional de Educação, Francisco Fernandes, associou-se ontem aos 20 anos da Escola Básica do 2.º e 3.º Ciclos dos Louros, Funchal. A ocasião foi aproveitada para que a companhia de seguros 'Generali' doasse alguns dos 8.442 livros à biblioteca daquela escola. Outros irão para a escola de São Jorge a inaugurar a 5 de Outubro.
Trata-se de uma iniciativa solidária que surge na sequência do temporal de 20 de Fevereiro.Francisco Fernandes agradeceu o gesto e disse que, actualmente, o espólio de livros nas diversas bibliotecas escolares da Região ronda os 250 a 300 mil exemplares."O projecto do 'baú de leitura' faz circular pelas escolas um conjunto de livros. Envolve algumas dezenas de escolas.
Há um apetrechamento anual através dos nossos serviços que não é tão significativo como desejaríamos. Há iniciativas das escolas na angariação de livros mas hoje, aqui, há um facto diferente que é uma doação", disse.Por seu turno, o responsável da delegação do Funchal da 'Generali', Luís Carolino disse que a empresa se limitou a seguir a sua "política de responsabilidade social".
in DIÁRIO

Utentes esperam horas por cuidados de enfermagem

Maria (nome fictício) teve de esperar mais de duas horas, na semana passada, para apanhar uma mera injecção no Centro de Saúde dr. Rui Adriano de Freitas, na Nazaré. Este é um exemplo dos atrasos que se vêm registando na prestação de serviços de enfermagem em alguns centros de saúde da Região e que estão a motivar o descontentamento nos utentes.
A mulher, que devido aos seus problemas de saúde se vê obrigada a recorrer frequentemente àquele centro, assegura que é normal esperas de três a quatro horas por este tipo de cuidados.
"As enfermeiras são simpáticas e atenciosas, mas coitadas não podem fazer mais", reconhece, acentuando que, especialmente na parte da manhã, há muita gente a procurar aquele centro para os mais variados tratamentos. "Elas são três ou quatro, não conseguem dar conta de tudo", vinca.
In DIÁRIO
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As prioridades deste governo regional do PSD não é a SAÚDE, são o futebol, o golfe, o ténis, as marinas e afins...

Centenário da República assinalado na Escola Gonçalves Zarco

Várias actividades compõem o programa de iniciativas organizado pela Escola Básica e Secundária Gonçalves Zarco para assinalar o Centenário da República.
Na próxima segunda-feira haverá um debate, pelas 15horas, na sala de sessões do estabelecimento de ensino, denominado 'Os Valores Republicanos na Nosssa Sociedade, com Virgílio Pereira.
Para quarta-feira está prevista uma conferência, intitulada 'O Funchal: da implantação da República ao Estado Novo' com Agostinho Lopes e Xavier Dias.
Ao longo do dia de quarta-feira há também um concurso dirigido aos alunos sobre a temática e na biblioteca da escola está patente uma exposição alusiva ao Centenário da República.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

A Escola

A Escola existe para servir os alunos - crianças, adolescentes e adultos. Estes alunos não surgem na Escola sem o seu ser, sem as suas dúvidas, comportamentos e atitudes. São pessoas que se relacionam entre si e interagem com toda a restante comunidade educativa e é por isso também que o item do relacionamento entre pessoas é considerado em toda a acção dos professores e na definição dos Projectos Educativos.
No meu entender, o sucesso dos alunos depende também da capacidade da Escola encontrar as melhores soluções para gerir o relacionamento entre os diferentes agentes da comunidade escolar. Isto é, numa simples acção pedagógica mistura-se um conjunto de constrangimentos, factores pessoais e relacionais que devem ser aferidos e ponderados em todo o processo educativo.
A Escola é um espaço relacional multifacetado, repleto de incertezas, mas é com esta realidade que os professores trabalham, dentro e fora das salas de aula, em actividades curriculares e de enriquecimento curricular, e procuram transformar aquelas contingências em activos formativos.
Os professores ambicionam o sucesso escolar dos seus alunos, mostrando e comprovando que não é com facilitismos que se atinge o sucesso escolar. Sempre que o aluno não atinge os resultados mínimos, os professores ajudam, alteram as estratégias, insistem, alteram métodos em prol do sucesso dos seus alunos. Cumprem o seu papel! O segredo é não desistir perante as dificuldades.
Ninguém encontra o seu rumo nem atinge um sonho, ninguém se torna livre nem autónomo e muito menos racional se não cultivar na Escola e na vida social e profissional a cultura do esforço e da dedicação.
A Escola assume a enorme responsabilidade de formar os nossos jovens de modo a que aprendam hoje a fazer, a praticar, a exercitar, a conviver, a crescer integralmente para que sejam capazes de actuar bem fora da escola e num outro tempo.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Médicos preocupados com segurança do trabalho médico

Sindicatos reafirmam que retomarão o processo negocial com o SESARAM caso haja mediação do Secretário dos Assuntos Sociais. Na reunião realizada na noite segunda-feira entre entidades sindicais (Sindicato Independente dos Médicos - SIM e Federação Nacional dos Médicos - FNAM)e os médicos da Região, uma das preocupações mais visíveis dos profissionais de saúde foram as questões primordiais da segurança do trabalho médico.
Em conferência de imprensa esta tarde, os dirigentes da FNAM e do SIM voltaram a referir que há uma instabilidade notória no Serviço de Saúde da Região (SESARAM) e que está afectar não só o trabalho médico como também, em última instância, a qualidade dos cuidados de saúde prestados aos utentes do SESARAM.
Apesar do descontentamento perante a forma como as entidades sindicais foram tratadas pelo SESARAM com o reagendamento de mais uma ronda negocial sobre aspectos importantes dos contratos colectivos de trabalho, Pilar Vicente, porta-voz da FNAM diz que as negociações não serão quebradas.

“Isto não é uma questão pessoal”, afirma. “Em termos pessoais não temos qualquer desinteligência contra as pessoas que estão na mesa negocial, mas tem de haver honestidade nos processos”. E porque afirma que não tem havido boa fé negocial por parte do SESARAM, com cláusulas a serem mesmo alteradas sem aviso prévio, o SIM e a FNAM só aceitam futuras negociações se houver a mediação do secretário dos Assuntos Sociais.
Francisco Jardim Ramos, por seu turno, pediu “recato e maturidade” ao SESARAM e ao Sindicato e disponibilizou-se a intervir, se tal for necessário.

In DIÁRIO

Pe. Jardim Moreira - Igreja e Estado vivem em "união de facto"

O presidente da Rede Europeia Anti-Pobreza considera que a Igreja vive em "união de facto" com o Estado. O Pe. Jardim Moreira refere-se à posição passiva da Igreja que é receptora e gestora de apoios públicos em vez da generosidade ser "nascida e alimentada pela caridade e não pelo dinheiro do Estado".
Em entrevista ao DIÁRIO/TSF, Jardim Moreira disse que essa "união de facto é contra-natura" em que, a partir do 25 de Abril, "a Igreja tem vivido muito à sombra de subsídios do Estado" e, lembrou, "manda quem paga". Quando a separação de poderes dita que nenhum poder se submeta ao outro.

In DIÁRIO

domingo, 26 de setembro de 2010

BASTA QUE SIM - Referendo: o regime está calado. Tem medo?

O líder do PS propôs aos outros partidos, no âmbito da Convergência na Acção, o estatuto do referendo como a forma por excelência de desbloquear o sistema.
O PCP, tal como já havia feito, anuncia que vai apresentar propostas de regulação nos três parlamentos. O regime nem tuge nem muge. Porquê? Então já não gostam do referendo?

BENFICA ganhou e muito bem


sábado, 25 de setembro de 2010

Política com seriedade...

Política sem exigência ética, sem rigor, sem transparência, sem a honradez republicana é uma política vazia e sem missão. Os interesses particulares são legítimos e devem ser respeitados, mas não se podem sobrepor aos interesses dos cidadãos.
A política é um serviço, é um acto de cidadania, não é uma profissão.
Os políticos devem dar o exemplo e não se aproveitar da política para segurar os seus caprichos.

NOVO LIVRO - José Luís Peixoto escreve sobre emigração

O escritor José Luís Peixoto lançou ontem, na Casa do Alentejo, em Lisboa, o seu novo romance, ‘Livro’, que reflecte sobre a emigração portuguesa nas décadas de 60 e 70.
"Este título pesou sobre mim por todo o respeito que me merece o objecto ‘livro’ e pela formação que me levou à escrita. Foi o ponto de partida para escrever o livro. Não tinha uma palavra e já sabia que este seria o título", afirmou Peixoto durante a apresentação da sua nova obra.
‘Livro’ aborda a interioridade de uma aldeia portuguesa e o lado cosmopolita de uma cidade francesa. Temas fortes são a necessidade de fugir da fome, da guerra, da política e da pobreza extrema.
O tema não é estranho ao escritor, que é filho de pais emigrados em França. "Ter a idade que o meu pai tinha quando eu nasci fez-me compreender o livro de outra maneira. O que antes era mitológico, neste livro atinge uma dimensão mais perto da realidade", diz o romancista, acrescentando que a obra não é exactamente o retrato da sua vivência pessoal, mas os seus pais poderiam ter passado por tais experiências. Peixoto garante estar ansioso para saber qual a reacção dos leitores, pois a sua relação com as personagens é muito próxima.
"É possível falar de livros sem os ler, mas neste é necessário lê--lo. É muito ambicioso", concluiu José Luís Peixoto, que vai iniciar um conjunto de viagens com o objectivo de divulgar as suas obras literárias no estrangeiro.
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Um dos meus escritores preferidos.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Campo de golfe da Ponta do Pargo custará 40 milhões que não estão garantidos

Em 2009, a Sociedade de Desenvolvimento Ponta Oeste entregou a obra do CAMPO DE GOLFE ao consórcio constituído pela Somague e Zagope vai garantir a construção do Campo de Golfe da Ponta do Pargo.
Nos termos do contrato, que foi publicado no Diário da República, a obra foi entregue por 16,4 milhões de euros, um valor inferior em 1,1 milhões ao preço base.
A construção do novo campo de golfe será desenvolvida numa área de terreno com 100 hectares, que foi adquirida pela 'Ponta Oeste' por cerca de 20 milhões de euros.
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AS GRANDES PRIORIDADES DESTE PSD-MADEIRA

Campo de golfe e via expresso serão feitos - Alberto João Jardim garantiu ontem, na Calheta

Alberto João Jardim falava no final da reunião entre o Governo Regional e o executivo camarário da Calheta, no âmbito das reuniões que tem vindo a realizar com todas as autarquias da Região.«São obras que estão a decorrer, na mesma, mas que estão muito dependentes do financiamento.
Vai-se fazer, na mesma, que é a Raposeira/Ponta do Pargo - que vai carecer de novos financiamentos - e o campo de golfe, que está já em curso, mas vai exigir, ainda, mais investimento», especificou o presidente do Governo Regional.
Alberto João Jardim acrescentou que estas são «as duas obras mais complexas aqui; de resto, está tudo nos conformes».
O presidente do Governo Regional garantiu que estas duas obras «não vão ser interrompidas», mas explicou que «o ritmo a que elas decorrem é que vai depender muito dos níveis de financiamento que, entretanto, vão sendo obtidos».
Questionado sobre se estes financiamentos serão da União Europeia, Alberto João Jardim respondeu que não. «Estou a falar de financiamentos negociados com a Banca», especificou.

in Jornal da Madeira

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Como é possível? Mas que vergonha! E o povo aceita isto? A Madeira está endividada até ao "tutano". Não consegue pagar os fornecedores, não tem verbas para salvaguardar os abastecimentos no Hospital, não tem dinheiro para ajudar os mais carenciados, paga milhões de euros só de juros, e o que faz o dr. Alberto? Continua a construir o Campo de Golfe da Calheta! Quais são as grandes prioridades deste PSD-M? A construção de um campo de golfe!

VIDA DE MÃE

A eurodeputada italiana Licia Ronzulli levou o filho recém-nascido ao debate sobre os direitos das mulheres para simbolizar a dificuldade de conciliar a vida profissional com a familiar.
Vincent Kessler, Reuters

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

lara fabian je suis malade - Do mais bonito que se pode ouvir

Os professores estão motivados

A escola é um espaço de educação, formação, aprendizagens diversas, mas é também um local de socialização. Os alunos não vêm à escola apenas à procura de aprender os conteúdos das disciplinas, os alunos ambicionam muito mais. Querem aperfeiçoar as suas competências já adquiridas e apreender outras. Vêm também em busca do relacionamento pessoal, procuram as palavras dos amigos e o calor da amizade, esperam pelas novidades de cada dia, tentam novas experiências de vida.
Os professores estão motivados e preparados para cumprirem o seu papel, os professores sabem o que querem e como querem, são profissionais a tempo inteiro. Muitos deles são um exemplo raro de abnegação, generosidade, esforço e brio profissional inigualáveis.
Os professores, além de prepararem o Ano Lectivo nos bastidores, organizando turmas, fazendo os horários dos alunos, dos professores e dos funcionários, fazendo exames e preparando aulas, estudam, investigam e concebem as melhores estratégias com o objectivo de ajudar, o melhor possível, os seus alunos a atingir o sucesso escolar.
Os professores gostam do seu trabalho, anseiam pelos resultados positivos dos seus alunos e, apesar dos problemas, apesar da crise económica e financeira, não desistem nem perdem a coragem, antes pelo contrário, lutam pela sua ESCOLA e pelo sucesso dos seus alunos.
Não basta, todavia, o esforço dos professores nem os investimentos dos encarregados de educação e muito menos os gastos dos governos com a Escola. Não haverá sucesso, se os alunos não assumirem as suas próprias responsabilidades. O sucesso dos alunos encontra-se nas suas próprias mãos. Precisam de acreditar nas suas capacidades, estudando, empenhando-se e aplicando-se de modo que sejam capazes de atingir os seus objectivos de vida.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Mafalda Veiga - Cada Lugar Teu

O trabalho vence todas as dificuldades

Por Agostinho Soares
Agora que se inicia mais um ano escolar, marcado pelas acrescidas dificuldades de muitas famílias, mas também pela esperança comum a todos os começos, todos devemos trabalhar pela superior qualidade do ensino, conscientes de que a educação é o grande factor de liberdade, de promoção social e de desenvolvimento. Ela tem permitido a mobilidade social de muitos que, de outro modo, não conseguiriam libertar-se da pobreza e da submissão. Para que tal continue a acontecer, a Escola precisa de ser credibilizada, de credibilizar-se.
Os professores viram-se envolvidos, nas últimas décadas, por teorias pedagógicas devedoras de concepções marxistas, que questionavam o carácter supostamente imparcial e objectivo que predominara, entendendo que a Escola reproduzia a cultura da burguesia dominante, “capitalista e exploradora”.
Como resultado destes conceitos, desenvolveram-se correntes que entendiam que o professor deveria reduzir-se ao papel de mero coordenador de debates, onde cada educando introduziria os seus próprios saberes e cultura. O professor não deveria transmitir saberes, já que estes veiculavam a cultura dominante.
Caiu-se na pedagogia não directiva de Carl Rogers, que entendia que se devia acentuar sobretudo a capacidade de autonomia da pessoa para atingir a sua auto-realização. Se a transmissão dos conhecimentos diminuiu, porque a escola deveria ser outra coisa, o professor ainda menos podia afirmar as suas ideias morais ou éticas, passando a relativizar-se todos os valores.
Naturalmente, hoje novos conceitos se elaboram, dado que a ausência de valores de que tanto se fala não é mais do que o resultado desse relativismo e da demissão do papel do educador moral que cabe aos professores e aos pais.
No processo educativo, nem os pais nem os professores se podem demitir, consciencializando-se de que é necessária uma nova prática pedagógica. Há que acabar com o facilitismo, que, na prática, não passa de uma ilusão que se transmite aos jovens, já que, depois, a realidade
social se mostra mais dura. Os jovens têm de ganhar práticas de trabalho e aperceber-se de que só o esforço continuado lhes permite o acesso ao conhecimento necessário.
Labor omnia vincit!

Alunos recebidos em festa no primeiro dia de aulas


O primeiro dia de aulas dos cerca de 1650 alunos da Escola Básica e Secundária Gonçalves Zarco foi diferente de todos os outros anos. Ontem houve música, teatro e dança como boas-vindas aos estudantes e a mais um ano lectivo.
Para muitos, foi também a primeira vez que pisaram aquela escola. Num canto da escola e entre colegas, Georgina Barros, de 10 anos, acabou de entrar para o 5º ano, directamente de outro estabelecimento de ensino. "Esta escola é muito grande, estou assustada", confessou ao DIÁRIO.
O regresso às aulas ficou marcado pelos reencontros, pelos novos colegas, outros professores e, acima de tudo, pelas actividades a que ontem tiveram direito, nos diferentes turnos da manhã, tarde e noite. Pelas 9 horas, uma dupla de palhaços deu as boas-vindas aos mais novos. Depois veio a música e a animação.
Apesar dos receios, Georgina Barros confessou que já tinha "saudades" do ambiente escolar. No domingo ainda foi ao supermercado com a mãe comprar os últimos três cadernos que estavam em falta. "Eu não consegui dormir", confessou, referindo que o que a acalma é saber que tem alguns colegas da anterior escola na nova turma.
Contudo, o começo não é tão aliciante para todos. "Preferia estar no sofá" foi a resposta de André Dias, de 10 anos, quando questionado se gosta da azáfama do regresso à escola. Embora tenha outras preferências, lá desabafou que, na véspera, andou "com dores de barriga". "Estive muito tempo a preparar as coisas, a pôr etiquetas e o meu nome", explicou.
Para Sara Sousa, aluna já do 10º ano, o espírito é diferente e as expectativas. "Eu quero ter boas notas para ter média para entrar na universidade", disse. Porém, a escola em si não traz saudade. "Da escola, das aulas, não tinha assim muitas saudades, mas dos amigos tinha", afirmou.
O primeiro dia é sempre mais descontraído. Todavia, a partir de hoje, o trabalho começa a sério, como fez questão de sublinhar o presidente do Conselho Executivo da escola, Rui Caetano. "A escola tem de ser uma festa no início, a recepção aos alunos, a forma como chegam à escola, queremos que vejam que é um espaço também de alegria, de diversão", sublinhou, vincando que os estudantes devem investir neles próprios e acreditar nas capacidades. Porém, frisou também que, a partir de hoje, "haverá muito trabalho e muito estudo".

"Implacáveis" quanto aos casos de indisciplina que possam surgir na escola

"Nós vamos condescender em muita coisa, mas quanto à indisciplina, à falta de respeito, à violência e ao 'bullying', nós seremos implacáveis e não vamos dar a mínima chance para que algum aluno possa prevaricar a esse nível". Na abertura oficial do ano lectivo na Gonçalves Zarco, o presidente do Conselho Executivo da escola, Rui Caetano, mostrou firmeza em relação a este assunto e referiu que os grandes objectivos para este ano escolar que agora arranca passam por "combater alguns focos de indisciplina e de intolerância", mas "fundamentalmente", combater o insucesso escolar e promover o desenvolvimento integral dos alunos.
Rui Caetano disse que a escola vai investir em parcerias várias com diversas entidades públicas e privadas, de forma a ajudar o estabelecimento de ensino a desenvolver o projecto educativo.
Presente na sessão de abertura do ano escolar nesta escola esteve o director regional da Educação, Rui Anacleto. Ao DIÁRIO, apontou que o ano lectivo começou com a "normalidade" esperada para os cerca de 52 mil alunos e sete mil docentes.
Em relação à indisciplina, frisou que "tem de haver alguma dissuasão em relação a estes comportamentos" e garantiu que "o estatuto disciplinar aplicado na Região até agora tem se revelado um bom documento legal para dissuadir" comportamentos desadequados.
O director regional da Educação afirmou ainda que não dizem que não há casos do género na Madeira, mas que efectivamente apenas um aluno foi expulso no ano transacto.

in DIÁRIO

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Escola Gonçalves Zarco quer reduzir insucesso escolar

A Escola Básica e Secundária Gonçalves Zarco acolheu os cerca de 1600 alunos em ambiente festivo. Em dia de regresso às aulas os responsáveis pela instituição pretendeu lembrar a que a escola deve ser um espaço alegre, muito embora os alunos devam mostrar empenho na aprendizagem.
O Presidente do Conselho Executivo da escola e o Director Regional de Educação acompanharam a cerimónia de recepção aos alunos.
O regresso dos 52 mil alunos às escolas da Região decorreu dentro da “normalidade”. O tema da indisciplina em ambiente escolar marcou o início do ano lectivo 2010/11.
“Há alguns casos de indisciplina”, afirmou Rui Anacleto, questionado sobre as preocupações manifestadas no último fim-de-semana pelo Sindicato dos Professores da Madeira.
“O que nós dizemos é que essas situações devem ser atalhadas em primeira mão pelas escolas, no âmbito dos conselhos disciplinares, podendo aplicar penas”, indicou.
Na Gonçalves Zarco, o combate a alguns focos de indisciplina e intolerância constam da 'agenda' do novo conselho executivo, que aponta como prioridade para o novo ano lectivo a redução do insucesso escolar e o desenvolvimento integral dos alunos.
“Não queremos apostar apenas na sala de aula, mas também em actividades que tragam os alunos para o exterior”, afirmou o presidente do Conselho Executivo.Rui Caetano pretende que os alunos tenham contacto com os espaços museológicos da Região.
O responsável frisou ainda a aposta em parcerias com entidades públicas e privadas, com o objectivo de ultrapassar eventuais dificuldades financeiras e apoiar o projecto educativo.

domingo, 19 de setembro de 2010

Obra dirigida pelo meu amigo EDUARDO FRANCO e apresentada por MARCELO REBELO de SOUSA

BENFICA sob o signo Cardozo! Grande BENFICA!


O Benfica recebeu e bateu o Sporting na Luz, colando-se assim (a um ponto) ao velho rival na classificação.
As águias dominaram do princípio ao fim, vendo a sua superioridade ser materializada pelo inevitável Cardozo, com um golo em cada parte. Viu-se um Benfica mais parecido com o da época passada, no dia em que recebeu o troféu de campeão nacional 2009/10.

PS-M procura consensos para referendos regionais


Carta de Serrão defende propostas legislativas conjuntas

"Ouvir o povo", face a um cenário parlamentar em que o PSD-M rejeita todas as propostas da oposição, é a solução encontrada por Jacinto Serrão para promover a discussão de questões fundamentais para a Região e concretizar os objectivos da plataforma democrática que foi proposta à oposição.
O líder do PS-M enviou uma segunda carta aos lideres dos outros partidos em que defende, entre outras estratégias comuns, um debate sobre os temas de fundo que poderão ser escolhidos para a realização de referendos regionais. Consultas ao eleitorado que estão previstas na Constituição e no Estatuto Politico-Administrativo (ver destaque), mas que nunca se realizaram na Região.
Serrão sugere que as várias forças com representação na Assembleia Legislativa façam um levantamento das propostas que poderão ser retiradas da agenda do parlamento e escolhidas para a promoção de referendos, ou petições populares.O líder socialista concluiu, depois de uma ronda de contactos com os outros partidos, que há "vontade de todos" em contribuir para a defesa e aprofundamento da democracia na Região e, por isso, avança com esta nova proposta.
Como referiu o coordenador do PCP, Edgar Silva, a 'convergência na acção' é mais atractiva para as forças da oposição, do que a criação de uma plataforma democrática, com estruturas formais. É essa vertente que Serrão pretende explorar.
O PS-M propõe que todos os partidos analisem as várias iniciativas legislativas da oposição que se encontram na ALM e se pronunciem sobre a possibilidade de apoio e contribuição para melhorar os diplomas. A fusão de projectos já entregues no parlamento também deverá ser estudada. O PS-M já tomou a iniciativa de retirar um diploma sobre a gestão dos portos.
Contornar os 'chumbos'A garantia de que o PSD-M, como tem sido regra, irá rejeitar todas as propostas da oposição, justifica que Jacinto Serrão avance com a sugestão de que os vários partidos retirem as iniciativas de "especial relevância". Estas propostas, como foi referido seriam a base das perguntas das propostas de referendo regional, ou entregues no parlamento na forma de petições populares.
O PS-M já fez um primeiro levantamento dos temas que considera referendáveis, mas espera que o contributo dos outros partidos permita alargar o âmbito das propostas de consulta ao eleitorado.
"O objectivo é actuarmos de uma forma convergente e não ficarmos pelas palavras", justifica.O líder socialista considera importante "perguntar aos madeirenses o que pensam, mesmo que isso possa chocar o regime".
O que procura deixar bem claro é que a oposição, ao avançar para uma proposta de referendo regional, prova que "não tem medo de consultar o povo". A plataforma democrática, esclarece, tem por objectivo mostrar à população madeirense "que é possível uma alternativa e que não é obrigatório permanecer na mesma situação mais 40 anos".
Constituição da República e Estatuto admitem realização de referendos regionais
A realização de referendos regionais está prevista na Constituição da República Portuguesa, no número dois do artigo 232º. Este artigo determina que 'compete à Assembleia Legislativa da região autónoma apresentar propostas de referendo regional, através do qual os cidadãos eleitores recenseados no respectivo território possam, por decisão do Presidente da República, ser chamados a pronunciar-se directamente, a título vinculativo, acerca de questões de relevante interesse específico regional". As regras do referendo regional são as mesmas dos referendos de âmbito nacional que constam do artigo 115º da Constituição.
O próprio Estatuto Político-Administrativo da Madeira refere, no artigo 9º, recupera a disposição constitucional e determina que se apliquem, nos referendos regionais, os limites previstos nos referendos nacionais.
Os referendos têm uma lei própria, idêntica a uma lei eleitoral e a sua realização depende da aprovação pelo Presidente da República, depois de fiscalização obrigatória do Tribunal Constitucional.
Ao nível nacional já se realizaram referendos de âmbito local, promovidos por municípios, mas o número de consultas ao eleitorado foi muito reduzido.
Os referendos de âmbito nacional abordaram a regionalização do País e a alteração da lei da interrupção voluntária da gravidez. Neste último caso, os portugueses foram chamados a pronunciar-se duas vezes sobre a mesma matéria.
A realização de referendos regionais pode originar questões jurídicas complicadas. Algumas interpretações do texto constitucional apontam para a necessidade de uma regulamentação própria que ainda não foi aprovada.
Independentemente da realização, ou não, do referendo, a apresentação da proposta dará origem a um debate alargado. Este é o principal objectivo da plataforma democrática que pretende alargar o âmbito da discussão dos principais temas políticos, económicos e sociais.
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Uma proposta séria e com visão estratégica. Deste modo, todos em conjunto salvaguardamos os reais direitos dos madeirenses e investimos no FUTURO da MADEIRA.

Entrevista - Melhorar o ensino

Entrevista do dr. Francisco Fernandes, secretário regional da educação:
«Não é tempo já de nos satisfazermos com a mediania. Queremos melhores resultados, queremos que cada aluno assuma a sua parte, cumprindo a sua obrigação de estudar, que as famílias se empenhem no acompanhamento e atenção que dão aos seus educandos, que as escolas complementem o papel educativo e disciplinador das famílias, que os professores ensinem e sejam uma referência de saber, de cidadania e de profissionalismo para os seus alunos.»
In Jornal da Madeira

sábado, 18 de setembro de 2010

PAULO BENTO seleccionador nacional de FUTEBOL

Gilberto Madaíl vai contactar oficialmente na segunda-feira o treinador Paulo Bento para assumir o cargo de seleccionador nacional até 2012, revelou hoje à agência Lusa fonte próxima do presidente da Federação Portuguesa de Futebol (FPF).

Francisco Santos foi à Escola Básica e Secundária Gonçalves Zarco falar da crise económica e financeira


E ontem, durante uma conferência, ironicamente dedicada a analisar o papel da escola numa época de grave crise económica, o ex-secretário regional de Educação, Francisco Santos, falou das dificuldades dos estabelecimentos de ensino em gerir os "parcos" orçamentos.
"É preciso fazer escolhas, sacrifícios e definir prioridades", recomendou o actual director coordenador do 'Millennium BCP' na Madeira, durante a conferência, que decorreu na Escola Básica e Secundária Gonçalves Zarco.
Perante uma plateia com cerca de duas dezenas de professores (as aulas só arrancam na segunda-feira), Francisco Santos lembrou que o papel da escola é ser um espaço para educar em todas as componentes sociais.
"A matemática ou uma língua estrangeira, são instrumentos que nós vamos depois utilizar para nos 'desenrascarmos', disse, defendendo que os alunos devem ser educados também para a forma como devem gerir o dinheiro.
"Eles [os alunos] devem, quando saírem da escola, saber o que está em causa quando gerimos o nosso próprio dinheiro, seja numa componente familiar, seja num ambiente empresarial", afirmou Francisco Santos, que responsabiliza todos os cidadãos pela actual crise económica e financeira.
O que os nossos pais nos ensinaram, continuou o responsável do 'Millennium BCP', é que primeiro poupamos e depois compramos. "O que se assistiu agora foi o oposto, mas todos - famílias, pessoas e até Estados - compramos na base da expectativa, sem ter em conta cenários negativos", explicou, exemplificando com os 'três d's' - divórcio, desemprego e doença - que são os principais responsáveis pelo crédito imobiliário mal parado.
O encontro, disse antes o presidente da escola, Rui Caetano, foi o primeiro de um ciclo de colóquios, que pretendem ser um "espaço de reflexão e debate" para toda a comunidade escolar.
Festa sim, mas no início

O primeiro dia de aulas na Escola Básica e Secundária Gonçalves Zarco, marcado para a próxima segunda-feira, vai ser bastante musical, numa tentativa de inverter a lógica da festa ser realizada no final do ano lectivo.
"O incentivo, a motivação, a preparação para o trabalho, faz-se antes, no início e não no final do ano lectivo", explicou o presidente do Conselho Executivo da escola, Rui Caetano.
O dia de aulas começa às 8h10, com a concentração dos professores e alunos do 5.º ano, - os 'caloiros' da escola - , que vão receber uma 'visita guiada' ao estabelecimento, repetindo-se o mesmo 'tour' no começo do turno da tarde.
Ao longo de todo o dia, incluindo a noite, e sempre nos intervalos, haverá muita música, através da 'prata da casa' e de vários convidados: Quarteto de Saxofones do Conservatório, Banda Militar, Tuna de São Roque do Faial e a Tuna da Universidade da Madeira (Tuna D'Elas).
"A ideia é receber os novos alunos e os do ano passado com alegria", disse Rui Caetano, acrescentando que o objectivo passa por motivar os alunos para um ano lectivo que vai exigir muito trabalho, esforço pessoal e dedicação
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Crise e mais crise...

Não está fácil. As dificuldades económicas e financeiras estão a acumular problemas de difícil resolução. A gravidade da situação atinge níveis assustadores. E até quando!! E se o pior estiver para chegar?
O importante é não desistir, acreditando que, mesmo em profunda crise, é possível encontrar estratégias para garantir a sobrevivência das pessoas, das empresas, das instituições públicas e privadas.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

PS e PCP convergem na acção e distanciam-se na 'plataforma democrática'

PS E PCP-Madeira "convergem na acção" contra regime "bloqueador" mas divergem na 'Plataforma Democrática'. As estrruturas regionais das duas forças partidárias encontraram-se esta manhã na sede regional do PCP. A primeira reunião no contexto da chamda 'palataforma democrática' fora da sede do PS.
No fim dos trabalhos, os dirigentes dos dois partidos manifestaram identidade de pontos de vista relativamente à necessidade de convergirem na acção contra o regime jardinista. Mas divergiram na 'paltaforma democrática'. É que, para os comunistas, "é prematuro" falar de 'plataforma' e muito cedo para cerrar fileiras em torno da "convenção" aprazada para a Primavera de 2011.
Em conferência de imprensa conjunta, os líderes partidários, Jacinto Serrão e Edgar Silva reconheceram a necessidade “de serem abertos caminhos de ruptura com o sistema vigente e que conduzam à queda do regime”. Mas o PCP é mais prudente. Para já, é um 'Sim' à convergência mas um 'Não' à 'Plataforma' e à 'Conevenção'.
O presidente do PS-Madeira, reafirmou a tese de que o Governo Regional (GR) “já não tem quaisquer soluções de governação”, sendo nesta altura uma força “bloqueadora” ao normal desenvolvimento da Região.
Para o líder dos socialistas madeirenses, é urgente “relançar a esperança” e apresentar contributos que libertem a Madeira do “impasse em que mergulhou”, política, social e economicamente.
O encontro, de natureza preparatória, serviu essencialmente para as duas forças políticas explanarem linhas de intervenção política no plano da acção. Os contornos teóricos da iniciativa foram debatidos, mas a sua operacionalização será decidida apenas em tempo oportuno.
Jacinto Serrão e Edgar Silva optaram antes por destacar a necessidade de trabalharem em conjunto na elaboração de propostas que dinamizem o projecto do ‘Arco Democrático’. “É preciso dar tempo ao tempo”, sintetizou Jacinto Serrão.
Por seu turno, o coordenador Regional do PCP, Edgar Silva mostrou-se favorável a uma convergência na acção “que derrube o regime iníquo do jardinismo”. Considerou que, face à inércia governativa, é indispensável “uma ruptura no plano do combate político” e declarou-se disponível para contribuir “na abertura de caminhos que acelerem a queda do regime”.

Mourinho disponível para a selecção, mas acordo depende do Real Madrid

José Mourinho reuniu-se nesta quinta-feira em Madrid com Gilberto Madaíl, presidente da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), e mostrou-se disponível para dirigir a selecção portuguesa nos próximos dois jogos do apuramento para o Euro 2012. O acordo, no entanto, depende da luz verde do Real Madrid.
Fontes contactadas pelo PÚBLICO em Espanha garantem que a ideia não agrada ao Real Madrid, que não foi abordado por José Mourinho, nem pelos responsáveis da FPF.A aprovação do acordo pelo clube espanhol poderá depender da pressão que José Mourinho exercer junto de Florentino Pérez. É que o presidente do clube espanhol admira o trabalho do técnico e sabe que o seu futuro na liderança dos “merengues” poderá depender do trabalho que for feito por Mourinho.
Na reunião desta tarde, além de Madaíl e Mourinho, participaram o empresário Jorge Mendes e João Rodrigues, ex-presidente da FPF, que acompanhou o actual líder federativo a Espanha.Portugal defronta a Dinamarca, a 8 de Outubro, e quatro dias depois joga na Islândia, em dois encontros decisivos na qualificação para o Euro 2012, depois do empate frente a Chipre e a derrota ante a Noruega.
Mourinho é visto por Madaíl como a solução de emergência para salvar a selecção de um afastamento precoce e mostrou abertura para o fazer. A palavra final, no entanto, pertence a Florentino Pérez, cujo acordo será, ao que o PÚBLICO apurou, “difícil” de obter.
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Ao ponto é que se chegou! O MOURINHO é o melhor, sou um dos seus grandes admiradores, quanto a isso não há dúvidas, todavia, esta hipótese não tem qualquer sentido! Um treinador à distância ou a tempo parcial não é a melhor solução!
Queremos um treinador a tempo inteiro, um treinador que pense apenas na nossa selecção de futebol. Alguém com qualidade.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Directores consideram que metas são exequíveis mas exigem mudanças na formação de professores

A Associação Nacional de Directores considera que as metas definidas pelo Governo para o sucesso educativo até 2015 são "exequíveis", mas defende mudanças ao nível dos programas e uma aposta séria na formação contínua de professores.
(...)
"As metas são exequíveis em termos nacionais. Em algumas escolas não serão atingidas e noutras serão ultrapassadas. Cada escola tem de olhar para si, ver como está e como pode lá chegar", afirma Adalmiro Botelho da Fonseca, presidente da Associação Nacional de Directores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP).
Quanto aos exames nacionais do 9.º ano do ensino básico, o objectivo do Governo para 2015 é aumentar em quatro pontos percentuais as classificações positivas a Língua Portuguesa e Matemática.

GR está a pôr em risco “objectivo” e “grave” a pluralidade na imprensa regional

Numa deliberação emitida hoje a ERC - Entidade Reguladora da Comunicação Social - considerou hoje que o Governo Regional, enquanto sócio maioritário da empresa Jornal da Madeira, está a pôr em risco “objectivo” e “grave” a preservação de um quadro pluralista no subsector da imprensa na Região Autónoma da Madeira.
Na sequência de várias queixas, entre elas da Empresa Diário de Notícias junto da ERC e da Autoridade da Concorrência, relativas a um conjunto de financiamentos por parte da Região Autónoma da Madeira à Empresa Jornal da Madeira, a Entidade Reguladora da Comunicação Social decidiu instar o Governo Regional a adoptar, no imediato, as providências necessárias e adequadas à supressão dos efeitos “nefastos”, que essa actuação tem produzido.


In DIÁRIO

terça-feira, 14 de setembro de 2010

CICLO DE COLÓQUIOS: Escola Básica e Secundária Gonçalves Zarco

A Nossa ESCOLA, a GONÇALVES ZARCO, irá promover, ao longo do ano lectivo, um ciclo de colóquios sobre questões relacionadas, directa ou indirectamente, com a escola, a educação, os alunos, os professores, os encarregados de educação, a sociedade. Pretendemos criar espaços de reflexão e debate para toda a comunidade escolar e sociedade envolvente.

O primeiro colóquio realizar-se-á no próximo dia 17 de Setembro, Sexta-feira, na nossa ESCOLA, pelas 15h, com o dr. Francisco Santos, ex-Secretário Regional da Educação e actual Director Coordenador do Millennium BCP, na Madeira.

A TEMÁTICA: "Numa época de grave crise económica e financeira, qual é o papel da escola?".

CUIDADO... É PRECISO SABER LER AS ESTATÍSTICAS

A Região da Madeira tem cerca de 52.000 alunos em todos os graus; dividindo-os por 6.500 educadores e professores, regista uma média de 8 alunos por docente. Parece uma maravilha.
Ora, sabemos que não é assim. É um valor fictício relativamente à efectiva prática docente.
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Excelente reflexão do líder do grupo parlamentar do PS, André Escórcio. Ler no BLOGUE COM QUE ENTÃO

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Número de professores contratados idêntico ao ano passado.

A Secretaria Regional da Educação garante que este ano não foram colocados nas escolas da Madeira menos professores contratados que no ano passado.
Depois de praticamente concluído o processo de colocação dos docentes, Jorge Morgado diz que “o governo procurou ao nível da região salvaguardar todas as situações de renovação de contratos”.
À TSF-M, o director regional de Gestão Educativa garante que todos os candidatos que reuniam as condições (1 ano de serviço, tivessem sido propostos pela escola e a concordância do candidato) acabaram por ver os contractos renovados. Jorge Morgado sublinha que as notícias que vieram a público, aquando da abertura dos concursos, sobre a possibilidade de haver menos contratados este ano, não passaram de “especulações que se fizeram acerca dessa matéria”.
Mesmo assim, o processo de colocação dos docentes deixou de fora 707 candidaturas cuja possibilidade de colocação é “residual”.
Jorge Morgado garante que a uma semana do início das aulas todas as escolas tem já praticamente completos os lugares de professores.

Novo ano lectivo marca uma viragem nas universidades portuguesas

A abertura deste ano lectivo académico marca uma viragem nas universidades públicas portuguesas, nas ligações entre si, com o Governo e com a sociedade civil. António Rendas, o presidente do conselho dos reitores, refere que, daqui para a frente e nos próximos quatro anos, o ensino superior vai sofrer uma profunda reforma que, se for bem sucedida, irá projectar as universidades portuguesas públicas ao nível europeu e mundial.
Na base desta reforma estão os programas de desenvolvimeento assinados esta manhã, no claustro do Coolégio dos Jesuítas, entre o Ministério da Ciência e Tecnologia e as universidades públicas.

in DIÁRIO

domingo, 12 de setembro de 2010

"Polvo dos interesses" agrava falência

"Falência técnica e política" é a avaliação mais recente que o grupo parlamentar do PS-M faz da Região. Reagindo a notícias que apontam para grandes dificuldades financeiras nas Casas do Povo, André Escórcio, líder da bancada socialista, começa por afirmar que este caso não pode ser visto "de forma isolada", mas inserido num cenário mais amplo de grave crise financeira.
"O problema situa-se no desastre das contas públicas cujas responsabilidades atingem os 6.000 milhões de euros", afirma.
As Casas do Povo, garante, são "uma gota no oceano do descalabro financeiro". As sociedades de desenvolvimento, com 600 milhões em dívidas, e as autarquias madeirense que têm, em conjunto, um passivo de 300 milhões, são dois casos muito complicados que se juntam ao das empresas que atravessam graves problemas devido aos atrasos nos pagamentos do sector público e à dificuldade de acesso ao crédito.
Escórcio também aponta o caso dos estabelecimentos de ensino "sem dinheiro para cumprirem o seu projecto educativo" e de um sistema de saúde "completamente descapitalizado", com enormes dívidas às farmácias e aos fornecedores.
Continuando a mostrar o cenário de "falência" da Região, o PS-M recorda a situação do associativismo desportivo e cultural, completamente asfixiado pelos atrasos, superiores a quatro anos, no pagamento de subsídios.
"Enquanto isto acontece, de uma forma absolutamente obscena, várias empresas, as protegidas pelo regime imposto pelo PSD, apresentam resultados que provam que este Governo rouba a pouca riqueza existente para entregá-la aos que constituem as estacas do regime", acusa.
O líder parlamentar socialista não tem dúvidas de que todos estes casos colocam "em vidência o polvo de interesses e o efeito da magalomania da obra pública". Uma "péssima gestão" que, segundo Escórcio, não pode ser corrigida com estratégias político-partidárias.
"A solução desta tragédia financeira que implica o aumento do desemprego, da pobreza e da exclusão social, nada tem a ver com a revisão constitucional", afirma, numa referência directa à intenção do PSD-M de transformar o processo de alteração da Constituição no tema central da política regional e nacional.