quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Português para estrangeiros na Gonçalves Zarco

A Escola Básica e Secundária Gonçalves Zarco lançou para este ano lectivo o projecto “Português para Estrangeiros”. Dirigido a alunos estrangeiros e luso-descendentes, este curso encontra-se também aberto a todos os imigrantes que queiram aprender português. De acordo com o director daquela escola já foram destacados dois professores para o efeito.
“Português para estrangeiros” é o nome do projecto que a Escola Básica e Secundária Gonçalves Zarco lançou para este ano lectivo. De acordo com o presidente do conselho executivo daquela escola, Rui Caetano, que ontem falou à margem da abertura da Feira do Livro que terá lugar naquele estabelecimento de ensino até 29 deste mês, disse estar consciente de que existe uma grande procura a este nível por parte dos imigrantes e que este projecto é, no fundo, «uma mais-valia para a sociedade» e também para a escola que arrecada, desta forma, «mais alguma receita».
Quanto ao projecto, esclareceu, «surgiu porque nos deparámos com alunos que não percebiam uma única palavra em português. Apesar de termos o projecto “língua não-materna” aquele que agora apresentamos não é um projecto curricular mas apenas de formação para a língua portuguesa, isto é, dará competências para a língua portuguesa, não só aos alunos mas também aos pais e a todos os cidadãos imigrantes», esclareceu.
Os interessados em inscrever-se neste projecto — cujo valor da matrícula, assegura Rui Caetano, é «simbólico» — podem já fazê-lo. Para o efeito, já foram destacados dois professores e, conforme a adesão, o presidente do conselho executivo garante que poderá ser alargado já no próximo ano. As aulas vão acontecer duas vezes por semana (com a duração de uma hora cada) em horário definido pela escola.
In JM

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Português para estrangeiros leccionado na Escola Gonçalves Zarco

Projecto visa colmatar dificuldades ao nível da oralidade e dirige-se a alunos da escola, aos pais e à comunidade imigrante em geral
Projecto visa colmatar dificuldades ao nível da oralidade e dirige-se a alunos da escola, aos pais e à comunidade imigrante em geral
A Escola Básica e Secundária Gonçalves Zarco, no Funchal, apresentou hoje o projecto de ensino do português para estrangeiros. A iniciativa lançada no presente ano lectivo dirige-se a alunos com fraco domínio da língua portuguesa, assim como aos pais e à comunidade imigrante em geral.
“Vários alunos chegam às nossas escolas sem falar uma palavra de português”, avançou o presidente do Conselho Executivo, Rui Caetano. “Há também pais que recorrem a amigos/tradutores para transmitirem o que pretendem”.
Segundo o responsável o programa conta com a colaboração de dois professores e pretende contribuir, num primeiro momento, para criar competências ao nível da oralidade.
Nesta fase experimental a carga horária não ultrapassa as duas horas semanais, em horário pós-laboral.
Os interessados ainda podem inscrever-se no programa de ensino, dirigindo-se à secretaria da escola. Segundo um responsável daquele serviço a matrícula custa 30,75 euros.

AMÉLIA PEREIRA GANHOU PRÉMIO JOGADORA DO ANO NOS EUA


A madeirense Amélia Pereira está a viver um grande momento no futebol universitário dos Estados Unidos da América.
Depois de ter marcado o primeiro 'hat trick' pela Universidade de Hartford e de ter sido considerada a jogadora da semana na Liga 'America East', a futebolista madeirense ganhou o prémio de Jogadora do Ano - 'Fan's Choice Award' -, troféu que é atribuído à melhor jogadora do campeonato.
Amélia Pereira concorreu com mais oito atletas - Shayla Bergeron (Albany), Sarah Furminger (Binghamton), Lisa Kevorkian (Boston), Kelsey Wilson (Maine), Lauren Kadet (UMBC), Carole LeBlanc (UNH), Dominique Adamo (Stony Brook) e Haley Marks (Vermont) - por um prémio que foi atribuído pelos adeptos, através de votação 'online'.
PARABÉNS AOS PAIZINHOS LÍDIA E CASIMIRO! MERECEM ESTA ALEGRIA!!

Feira do Livro na 'Gonçalves Zarco'


A Escola Básica e Secundária Gonçalves Zarco está a organizar uma Feira do Livro até ao dia 29 de Outubro, uma iniciativa que se enquadra nas comemorações do Dia Nacional do Livro, que se celebra precisamente na próxima sexta-feira.
A feira é dinamizada pela Editora 7 Dias 6 Noites, e expõe no bar dos alunos cerca de 400 livros. Os livros da editora têm uma redução de 40% e os restantes 20%.Tendo em conta as dificuldades financeiras da escola, a editora fará reverter a favor da escola 10% do valor ganho com a venda dos livros.
Ao longo da semana, haverá um conjunto de convidados, entre escritores e ilustradores. Assim, hoje, às 11 horas, o convidado será o escritor Octaviano Correia; e às 15 horas, o ilustrador Nelson Henriques. No dia 28, quinta-feira, a convidada será a escritora Graça Alves, que falará às 10 e às 15 horas.
A abertura oficial da feira está marcada para hoje, às 11 horas, na biblioteca da escola, com a presença do secretário regional de Educação e Cultura, Francisco Fernandes.
Durante a abertura oficial da Feira, será apresentado também o projecto lançado este ano lectivo pela escola, intitulado 'Português para Estrangeiros', dirigido a alunos estrangeiros e luso-descendentes, bem como a encarregados de educação imigrantes.
In DIÁRIO

domingo, 24 de outubro de 2010

Madeira no topo do insucesso escolar

A Madeira está na cauda do país em matéria de educação. Em todos os ciclos de estudo, a Região tem as mais elevadas taxas de insucesso escolar, segundo o relatório 'Estado da Educação', apresentado pelo Conselho Nacional de Educação (CNE) na Assembleia da República.
O documento mostra que a população portuguesa está mais qualificada, existindo cada vez mais pessoas com nível secundário completo, ainda assim continua com valores inferiores à média europeia. Mas mesmo dentro do país, as discrepâncias são grandes. A Madeira tem os piores resultados no que toca a transições de ano e conclusão de ciclo de estudo. Ou seja, por cá há mais chumbos e mais abandono escolar.
No 1º ciclo do ensino básico (antiga primária), a maioria das Regiões atinge ou ultrapassa os 95 por cento de sucesso. As ilhas e o Algarve destoam, ficando abaixo desse limiar. A medida que se avança no percurso escolar há um agravamento do insucesso.
"No que se refere ao 2º ciclo [5º e 6º ano], dois terços dos núcleos situam-se acima da média nacional, registando-se os valores mais baixos na Região Autónoma da Madeira (86,5%), Península de Setúbal (87,2%) e no Alentejo Litoral (87,7%)", diz o estudo E prossegue: "Relativamente às taxas de transição no 3º ciclo do ensino básico[7º ao 9º ano] , cuja média nacional é de 86%, de novo dois terços dos núcleos estão acima desse valor e mais uma vez a Região Autónoma da Madeira (79,7%), o Alentejo Litoral (81,8%) e a Península de Setúbal (82,2%) apresentam os valores mais baixos".
Secretário queria estes números.
No ensino secundário, os Açores conseguem ultrapassar a Madeira nos maus resultados. Ainda assim, a Região continua entre os piores, sobretudo na transição/conclusão de cursos tecnológicos.
Estas não foram as únicas más notícias para a educação madeirense nos últimos dias. Das 15 escolas onde se fizeram exames do secundário, apenas cinco tiveram médias positivas e nenhuma conseguiu figurar no rol das 150 melhores.
O secretário regional da Educação Francisco Fernandes disse na altura que os rankings são uma maneira "redutora" e "enviesada" de avaliar a qualidade do ensino e as escolas da Madeira, já que ignoram, por exemplo, que na Jaime Moniz, 42 alunos entraram em Medicina.
"Não seria mais justo avaliar-se quantos alunos concluem o 9º ano, quantos o 12º e quantos entram na Universidade?, questionou. A investigação da CNE prova que também aqui a Região está no topo da pirâmide de maus resultados.
Portugal afasta-se cada vez mais da Europa
O I relatório Estado da Educação tem quase 200 páginas e reúne estatísticas, números e projecções oficiais, recolhidos junto dos organismos europeus e portugueses e que traçam a evolução do ensino em Portugal ao longo das últimas quatro décadas.
Segundo o documento, a distância que separa os portugueses da média europeia vai continuar em 2013, ano em que as projecções da UE apontam para uma tendência de 60,8% da população portuguesa com baixas qualificações - valor que na Europa rondará os 23%. Em 2020, quase metade da população activa em Portugal terá baixas qualificações (49,8%), enquanto na Europa, o indicador vai situar-se nos 19,5%.
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Esta realidade merece uma especial atenção por parte de todos os agentes de ensino. Os professores, os órgãos de gestão, os governantes, os pais/encarregados de educação, os ALUNOS e toda a sociedade em geral devem reflectir sobre estes resultados e tomar decisões.
A solução encontra-se na união de esforços, no apoio e na definição de estratégias claras para a EDUCAÇÃO.
Não obstante, no meu entender, um dos primeiros passos a dar tem de incidir na responsabilização pessoal dos alunos e dos pais. A segunda linha de acção deverá tentar acabar com cultura da subsidiodependência e com o vício do receber sem contrapartidas. Depois, trabalhar no sentido de procurar minimizar os problemas sociais graves que atingem a nossa sociedade madeirense.

Mais jovens com dinheiro das horas extra

O que neste momento se está a pagar em serviço extraordinário aos enfermeiros no activo, muitas vezes com a sobrecarga destes, dava para contratar os cerca de 90 jovens recém-licenciados que esperam por emprego na Madeira.
A convicção é de Élvio Jesus, presidente da Ordem dos Enfermeiros, que sublinha aquilo que, com implementação desta medida, se ganharia em qualidade dos serviços e redução de complicações para os doentes.

"Não se admite que nestas contas da austeridade não se separe aqueles que são desperdícios ou serviços que podem dispensar pessoas, daqueles onde já existe sobrecarga de trabalho e aumento das filas do desemprego".

In DIÁRIO
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ALGUÉM CONSEGUE EXPLICAR ESTA SITUAÇÃO?? ISTO É MESMO VERDADE?? OS SENHORES DO PSD-M CONTINUAM A BRINCAR COM OS MADEIRENSES!!!!!

RONALDO NO SEU MELHOR!


sábado, 23 de outubro de 2010

Valor Ambiente devolve 3,8 milhões - uma "estória" mal contada!

As Câmara Municipais da Madeira e Porto Santo receberam em 2009 uma verba acima dos 3,8 milhões de euros, dinheiro devolvido em forma de "descontos comerciais aos municípios sobre as vendas" desse ano, segundo o relatório e contas da Valor Ambiente, mas que o Governo Regional justifica como um "reembolso" de valores facturados às autarquias.
A indicação e aprovação deste valor que a Valor Ambiente - Gestão e Administração de Resíduos da Madeira, S.A. deveria devolver às 11 câmaras - mais precisamente 3.830.477,04 euros - foi dada pelo secretário regional do Ambiente e dos Recursos Naturais a 26 de Março de 2010, confirmando o relatório e contas da empresa com data de 25 de Março.
In DIÁRIO
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É preciso esclarecer de onde é que vêm estas verbas e a quem pertencem na verdade.

Demolição à vista no 'Minas Gerais'

O prédio do 'Minas Gerais' deverá ser demolido no decorrer das obras de correcção da foz da Ribeira de São João. O secretário do Equipamento Social (ver texto principal) garante que, a manter-se os planos, será necessário usar os terrenos onde está implantada uma das construções mais polémicas do Funchal.
Não se sabe ainda quando, nem de que modo se procederá à demolição, mas a verdade é o temporal de 20 de Fevereiro trouxe a solução para um problema que estava há anos num impasse. O Governo Regional terá que expropriar os terrenos, propriedade de Ricardo Sousa, e é natural que haja lugar a indemnizações sobre o que já está construído.
In DIÁRIO
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O MINAS GERAIS será demolido! Uma boa notíca para a nossa cidade, no entanto, se os governantes tivessem ouvido a voz dos técnicos, dos estudiosos, dos investigadores sobre estas questões do urbanismo e ordenamento do território, poupariam o valor da indminização.
Perante os acontecimentos, esta decisão passa a ser um bom negócio para empresário e um mau negócio para o erário público.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Gonçalves Zarco com mais livros

Porque ler é uma mais-valia no processo de aprendizagem, a Escola Gonçalves Zarco e a Biblioteca Pública da Madeira acabam de oficializar uma parceria que vai facilitar o acesso dos estudantes à literatura.
O protocolo anunciado, ontem, garante à Gonçalves Zarco o acesso a livros emprestados e que podem ser requisitados pelos alunos internos, evitando que estes tenham de se deslocar às instalações da Biblioteca Pública.
Numa conjuntura de crise, Rui Caetano, director da Gonçalves Zarco, vê nesta pareceria uma forma de captar novos recursos financeiros, de contornar as dificuldades actuais e de garantir melhores condições de estudo.
"A biblioteca da nossa escola estava a necessitar de repor alguns livros, bem como renovar alguns títulos de literatura em geral, mas também alguma bibliografia de algumas disciplinas mais específicas", explica o director.
Rui Caetano adianta ainda que são 80 os livros obtidos a título de empréstimo e que estes se vão juntar, num espaço próprio, aos títulos incluídos no Plano Nacional de Leitura.
Para incrementar a leitura, a escola passa também a promover acções de formação para os alunos. Trata-se de uma iniciativa dinamizada pelas técnicas da Biblioteca Pública que vão se dirigir à escola, às segundas-feiras, com o objectivo de apoiar os alunos do 2.º, 3.º e Ensino Secundário.
In DIÁRIO

PS/M pede vistoria às obras de reconstrução - Proposta apresentada na reunião de Câmara

O vereador socialista na Câmara Municipal do Funchal, Rui Caetano, propôs, ontem, na reunião do Executivo municipal a criação de uma comissão para vistoriar as obras que estão a ser feitas de reconstrução após o 20 de Fevereiro.
Antes da apresentação da proposta na reunião, o vereador explicou à comunicação social que as obras que estão a ser feitas estão a gerar algumas queixas por parte da população e também do próprio vereador do Ambiente na autarquia, Henrique Costa Neves.
De acordo com Rui Caetano, «há obras que estão a ser mal executadas e há intervenções que foram feitas de forma pouco correcta e isso quer dizer que o Executivo madeirense tem, uma vez mais, de ouvir os técnicos e ouvir os pareceres das pessoas que conhecem o terreno».
Segundo o vereador socialista, «bastou aparecer as primeiras chuvas que há casas inundadas e pessoas a corres riscos e há falta de segurança».
Neste sentido, Rui Caetano defende a realização de vistorias dos técnicos da autarquia às obras que estão a ser feitas que podem detectar erros na reconstrução.
O vereador socialista salienta que estas não são obras da jurisdição da autarquia, «mas esta tem a responsabilidade civil de intervir».

In JM

TEMPORAL NA MADEIRA


Dez pessoas foram realojadas até ao momento no Funchal, na sequência da chuva intensa que caiu esta quinta-feira na Madeira, confirmou à agência Lusa o secretário regional dos Assuntos Sociais, Jardim Ramos.
Na conferência de imprensa para balanço das consequências da forte precipitação, realizada ao final da tarde, o presidente do município, Miguel Albuquerque, anunciou que tinha sido realojada apenas uma idosa da zona alta da freguesia de Santo António.
Jardim Ramos, que tutela a área da Proteção Civil da Madeira, adiantou que esta primeira desalojada ficou colocada no lar de terceira idade no Funchal e que todos os casos de necessidade de realojamento que apareceram posteriormente aconteceram no concelho do Funchal.
Mencionou que estes surgiram devido à chuva que caiu ao início da noite e que os problemas afectaram ao todo dez de pessoas, que foram realojadas em pensões na capital madeirense.
O governante disse que está dado também como desaparecido um homem, que caiu ao mar quando estava a pescar na Ponta do Sol, um caso que apontou "não estar relacionado" com a situação de forte precipitação. As buscas efectuadas pela Polícia Marítima e o Sanas foram interrompidas e serão retomadas logo pela manhã.
As autoridades regionais garantem que "não existem danos pessoais" a registar na sequência da chuva.
Jardim Ramos referiu que "tudo indica que a situação tende à normalidade".
O arquipélago da Madeira está em alerta laranja até às 6 horas de sexta-feira.
A forte chuva provocou várias inundações em casas, estabelecimentos, escolas, o encerramento de diversas estradas, derrocadas, tendo alguns cursos de água transbordado e o caudal das ribeiras subido.
Este cenário fez reavivar a memória do que aconteceu a 20 de Fevereiro, quando a tragédia provocou 44 mortos, cinco desaparecidos e 600 desalojados e prejuízos materiais avaliados em 1080 milhões de euros.


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Com a quantidade de chuva que ocorreu não há dúvida de que haveria muitos problemas, por isso, as derrocadas, as ribeiras cheias, os deslizamentos, as estradas encerradas, a caída de pedras, entre outras situações de maior ou menor gravidade eram aguardadas.
Todavia, já não é aceitável, nem desculpável que a baixa da nossa CIDADE voltasse a sofrer com os mesmos problemas de enchentes do 20 de Fevereiro. Alguma coisa está errada e tem de ser resolvida o mais rápido possível. ALGUÉM TEM DE EXPLICAR o PORQUÊ destas cheias!!

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

ESCOLA GONÇALVES ZARCO - Escolas da Madeira receberam “Habitats”

Um projecto sobre biodiversidade.
A Escola Gonçalves Zarco e Básica dos 2.º e 3.º ciclos do Caniçal receberam o projecto “Habitats”. Esta iniciativa da Comissão Europeia de abrangência nacional aborda a biodiversidade de uma forma artística e com uma linguagem adaptada aos mais jovens, principalmente, através da utilização de máscaras de “espécies-estrela” do nosso país.
As Escolas EB e Sec. Gonçalves Zarco e a EB 2,3 do Caniçal receberam, no início do mês de Outubro, o projecto Habitats 'biodiversidade sem limites, cuja mensagem é “A biodiversidade está em todo o lado. Em Portugal e na Europa, temos uma Natureza única para proteger!” O projecto, a nível nacional, decorrerá entre 15 de Setembro e 30 de Novembro de 2010. Neste contexto, na ilha da Madeira, foi realizada uma acção de formação para educadores, no Centro de Informação Europe Direct da Madeira, no passado dia 6 de Outubro, sendo que os dias 7 e 8 foram dedicados às intervenções nas escolas EB e Sec. Gonçalves Zarco (Funchal) e EB 2,3 do Caniçal.Esta iniciativa da Comissão Europeia de abrangência nacional aborda a biodiversidade de uma forma artística e com uma linguagem adaptada aos mais jovens, principalmente, através da utilização de máscaras de “espécies-estrela” do nosso país.
O projecto conta com intervenções nas escolas, comboios, Centros de Informação Europeia e nos centros/baixas das cidades e visa sensibilizar os cidadãos, em especial os mais jovens, para a Conservação da Biodiversidade, as Políticas Europeias para o Ambiente, Ecossistemas e Espécies Emblemáticas, o Desenvolvimento Sustentável na Europa e os Valores Europeus.
Águias, linces, golfinhos e salamandras visitarão escolas, formarão professores e educadores, e andarão “à solta” nos comboios, nos centros citadinos e nas estações ferroviárias.
O Habitats conta com abordagens artísticas, como o teatro-imagem, máscaras hiper-realistas de espécies ameaçadas (golfinho roaz-corvineiro, águia-imperial-ibérica, salamandra-lusitânica e lince-ibérico), uma exposição interpretativa, um concurso de fotografia evídeos de sensibilização.
Conta também com parcerias sólidas com ONG, como a LPN (Liga para a Proteção da Natureza), e empresas, como a CP (Comboios de Portugal), a EDIA (Empresa de Desenvolvimento e Infra-estruturas do Alqueva) e a REFER (Rede Ferroviária Nacional).

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Uma escola de proximidade

A escola é uma realidade complexa. As crianças, os adolescentes e os adultos que a frequentam integram a sociedade real. E se a sociedade contemporânea vive uma crise de valores, de convicções, de referências e se assiste a constantes situações de instabilidade, se persiste entre os cidadãos o sentimento de insegurança, cenários de intolerância e violência, a escola acolhe na íntegra este quadro social.
Não podemos definir projectos educativos sem tomarmos a plena consciência de que a escola é um espaço de inter-relações humanas activas e diferenciadas onde todos, sem excepção, actuam segundo a complexidade das suas vidas, agem na linha das suas vulnerabilidades e incertezas.
É nesta realidade que a escola tem de cumprir a sua missão de educar e formar para a vida. A escola não ensina apenas os conteúdos das disciplinas, é verdade que os exames nacionais avaliam apenas os conteúdos, mas os professores educam para outras competências do saber ser, do saber fazer e do saber estar.
Ambicionamos encontrar as soluções para a realidade concreta, porque o futuro constrói-se hoje, sem um hoje não existe um amanhã. É importante escreverem tratados sobre educação, é necessário publicarem estudos e teorias sobre a escola, apreciamos as teses de mestrado e doutoramento, todavia, existem os problemas concretos, diários, que precisam de soluções imediatas.
A solução poderá estar numa escola de proximidade, com responsabilidades partilhadas, interligada aos pais e aberta à sociedade e uma sociedade com as portas escancaradas à escola.
Publicado no DIÁRIO

"Urgência democrática" mantém Representante

O contexto de "urgência democrática" em que vive a Região Autónoma da Madeira, é a razão apontada por Jacinto Serrão para defender a manutenção, na Constituição, do cargo de Representante da República. Esta foi uma das posições manifestadas pelo líder do PS-Madeira na reunião da comissão política nacional do partido que abordou vários aspecto da revisão constitucional.
Serrão, como já afirmara ao DIÁRIO, defende que, por agora, se mantenha o cargo de Representante e até prefere que seja Monteiro Diniz a continuar no Palácio de São Lourenço.
Na comissão política do Partido Socialista denunciou a existência, na Madeira, daquilo que classifica como um "regime de 'apartheid' e de segregação política, de sonegação dos direitos de cidadania, incluindo os direitos sociais, dos cidadãos e organizações, incluindo os partidos políticos da oposição".
Face à "urgência democrática" em contribuir para a alteração do regime político, o líder do PS-M propõe que se mantenha o cargo de Representante da República.
"Não fora o comportamento anti-democrático do PSD, em sede dos órgãos de governo próprio e o PS defenderia, já, a extinção do cargo de Representante", afirmou.
Embora mantenha o cargo de Representante, Jacinto Serrão pretende que, na revisão constitucional, deverá ser alterada a forma de promulgação das leis regionais. O líder do PS-M defende que deverá passar a ser o Presidente da República a assinar a legislação regional e a suscitar a fiscalização do Tribunal Constitucional.
Esta alteração permitiria, no futuro, extinguir o cargo de Representante da República.
Revisão do Estatuto
Na reunião da comissão política nacional do PS, Serrão também abordou a questão da necessidade de revisão do Estatuto Político-Administrativo da Madeira, do Regimento da Assembleia Legislativa e regulamentação dos referendos regionais.
O líder do PS-M terminou apelando ao partido para estar atento à situação da Madeira.
"As condições do exercício da democracia na Madeira devem ser ponderadas, quando for negociada a revisão constitucional com o PSD em sede de parlamentar nacional", afirmou.


segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Autarquias da Região perdem 6,5 milhões - Quebra das transferências do estado é de 8,6% relativamente ao corrente ano

Como não poderia deixar de ser, as câmaras municipais e juntas de freguesia da Madeira não vão escapar aos cortes nas transferências do Orçamento de Estado no próximo ano, estimando-se que venham a receber, no seu conjunto, menos 6,5 milhões de euros em relação a 2010, o equivalente a uma redução de 8,6 por cento.
De acordo com a proposta de Orçamento de Estado para 2011, dada a conhecer no sábado pelo Ministério das Finanças, para as onze câmaras da Madeira estão reservadas transferências de 66,4 milhões de euros, quando este ano o 'envelope' financeiro era de 72,6 milhões de euros (64,5 milhões de euros previstos no Orçamento de Estado para 2010 e mais 8,1 milhões de euros relativos a verbas do IRS).
O corte para as 54 juntas de freguesia é proporcional: se este ano vão receber 4,2 milhões de euros, no próximo ano só podem contar com 3,8 milhões de euros.
No capítulo das autarquias, uma das novidades desta proposta de Orçamento de Estado é a atribuição de 5 por cento das receitas do IRS às câmaras das regiões autónomas. É a primeira vez que tal acontece. Durante anos, as autarquias insulares quiseram ter aquele acesso àquele 'bolo', mas o ministro Teixeira dos Santos sempre teve um entendimento contrário. O contencioso só foi encerrado este ano, com o Governo da República a aceitar transferir os montantes em causa.
Voltando à proposta do Orçamento do Estado para 2011, as transferências para a Administração Local no todo nacional vão sofrer um corte de 5,7 por cento no próximo ano. Incluídas na despesa total consolidada dos encargos gerais do Estado, as transferências para a Administração Local ascendem a 2.254 milhões de euros, menos 137 milhões do que a estimativa para a execução para este ano (2.391 milhões).
Dentro desse montante, 2.398 milhões cabem aos municípios. Ao nível das freguesias, o montante total transferido será, segundo a proposta governamental, de 193,6 milhões, o que traduz uma perda superior a 18 milhões face ao orçamento aprovado para este ano.
O DIÁRIO procurou ouvir a opinião dos representantes das associações de municípios e freguesias, Roberto Silva e Simplício Pestana, respectivamente, mas tais esforços revelaram-se infrutíferos

domingo, 17 de outubro de 2010

POBREZA NA EUROPA


Uma grande viagem começa por um só passo: Onde é a nossa casa?



Por José Tolentino Mendonça

Acho que foi Albert Camus que disse que a questão mais premente do nosso tempo é cada homem descobrir onde é a sua casa. Aparentemente é uma ideia estranha, pois a maior parte de nós não tem que se perguntar para onde deve voltar ao crepúsculo. Dia a dia há uma rota que voltamos a trilhar sem especiais hesitações, entre a fadiga e a esperança, cruzando as paredes do tempo: esse é o caminho para nossa casa. Cada um cumpre, mesmo sem especial reflexão, trajectórias e rituais que são seus: a estrada que escolhe para regressar (sempre a mesma, sempre a mudar…); a forma familiar que tem diariamente de rodar a chave; o modo (mais lento, mais repentino) de abrir para o que ali habita; aquela fracção de segundo, absolutamente impressiva, antes da primeira palavra, em que a casa inteira parece que vem ao nosso encontro, ofegante ou em puro repouso.
Que quereria dizer Camus quando escreveu: «cada homem tem de descobrir a sua casa»? Muitas vezes, perante as questões fundamentais e o embaraço de não encontrarmos imediatamente para elas respostas conclusivas, a própria actualidade vem em nosso socorro, mostrando como a vida é sempre mais simples que as deferências e os reenvios com que a abordamos.
Por vezes basta ver, apenas. Basta-nos tomar um exemplo, tocar uma única entre os milhões de imagens que processam o presente, acolher a breve chama de uma história para que o longo corredor até ao sentido se ilumine.
Acho que a heróica aventura dos mineiros chilenos, que nas últimas horas todos acompanhamos, ganha aqui a sugestiva irradiação de uma parábola. Porque talvez possamos descrever o colossal investimento que foi necessário reunir para arrancá-los àquela escuridão que os mantinha sequestrados a 700 metros do chão, como o esforço que uma nação inteira fez para que um grupo de homens pudesse regressar a casa.
Todos os elementos (a cápsula hiper-tecnológica com um apropriado nome mitológico, Fénix; a fidelidade das famílias; a representação ao mais alto nível das autoridades e do Estado; os hospitais de campanha para as peritagens médicas; o poder da engenharia e da economia; a curiosidade activa de batalhões de jornalistas…), no fundo, conspiraram para que 33 homens pudessem refazer (e certamente redescobrir) o caminho da sua morada.
Que isso tenha acontecido realmente, prova-o o comentário do pai do mais jovem mineiro soterrado, o boliviano Jimmy Sanchez, de 19 anos: «A 5 de agosto perdi um filho, mas hoje estou a receber um homem».
Que quereria dizer Camus quando escreveu: «cada homem tem de descobrir a sua casa»? Penso que a frase longa esconde este repto mais essencial: cada pessoa não tem apenas a tarefa de descobrir uma habitação. Cada pessoa tem o irrecusável dever de descobrir-se, vivendo com paixão e sabedoria a construção de si, esse processo que, por definição, está em aberto e que ao longo da existência se vai efectivando.
Nós somos a nossa casa. E poder dizer isso, com simplicidade e verdade, equivale a perpetuar aquilo que Albert Camus também escreveu: «no meio de um inverno, finalmente aprendi que havia dentro de mim um verão invencível».

DIÁRIO: Revista MAIS

sábado, 16 de outubro de 2010

Ribeiro volta a transbordar - ESTÃO A BRINCAR COM VIDAS HUMANAS?


Foi a pior noite a seguir ao temporal de 20 de Fevereiro. A população da zona do Trapiche, em Santo António, mais concretamente na Rua Eleutério de Aguiar passou uma noite de pânico, sobretudo a partir das duas da manhã.
Um ribeiro transbordou e inundou casas. A intensa chuva aumentou o caudal e um pontão em cimento que dava acesso automóvel à moradia de um polícia serviu de barreira. O agente da PSP retirou a viatura particular e o pontão foi demolido.
A culpa é também de uma estrada que está a ser aberta a montante, entre os eucaliptos, entre as zonas altas da Barreira e Curral Velho. Intervenção supostamente para criar um acesso automóvel em caso de incêndios, a contragosto dos proprietários dos terrenos, e que já motivou um abaixo-assinado ao Governo.
"Eles cortaram árvores e deitaram muitas dentro da ribeira. Falei com as autoridades sobre isso, sobre a ponte e sobre os entulhos. Entrou num ouvido e saiu noutro", disse Cristina Carreira, que ali mora há 18 anos, desde a enxurrada de 1993.
Por seu turno, o vereador da CMF, Henrique Costa Neves esteve no local a acompanhar as operações de limpeza. O autarca admite que houve um corte exagerado de árvores e que na origem do transbordo do ribeiro estão intervenções mal feitas.
"Há um estrangulamento que tem de ser resolvido hoje. Mas este material que estamos a retirar veio de montante. Intervenções que, na minha opinião, não foram feitas nem na altura adequada nem na forma mais correcta", disse.
No Funchal, as principais ocorrências tiveram a ver com inundações. Os Bombeiros Voluntários Madeirenses e Bombeiros Municipais do Funchal foram chamados a intervir devido a inundações em caleiras ou adufas, algumas das quais provocaram entupimentos e consequente entrada de água em casas e alguns estabelecimento comerciais.
Por todo o lado, com terrenos encharcados, o perigo de derrocadas é maior. Algumas estradas foram ontem encerradas ou condicionadas. Foi o caso das estradas Monte/Poiso/Caminho dos Pretos. E a estrada do Curral dos Romeiros. A estrada Vasco Gil/ Túnel do Curral das Freiras esteve também condicionada devido a deslizamentos de terras. No Vasco Gil, um carro foi arrastado e sofreu danos ao embater no muro.
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ANDAM a brincar com coisas sérias? O PSD-M e os seus sabichões, que não ouvem ninguém, continuam a errar, a falhar e a não saber o que fazer!!
Afinal o que é que andam a fazer para evitar estes problemas do temporal? O engenheiro Costa Neves foi claro ao afirmar que há coisas erradas? Mas o que é isto?

GR abdica de verbas para não sofrer cortes

A Madeira não vai sofrer cortes no Orçamento de Estado (ver páginas 22 e 29), mas abdica em contrapartida de algumas dívidas da República para com a Região. Este foi acordo que Jardim diz ter estabelecido com o primeiro-ministro na passada quinta-feira, no mesmo em que se encontrou com Passos Coelho.
"Ao abdicarmos disso, nós estamos a entrar no nosso contributo para o esforço nacional, evitando que, no imediato, a Região seja prejudicada", afirmou, ontem, Jardim, sem especificar quais as dívidas perdoadas à República.
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Mas que tipo de dívidas é que o dr. Jardim abdicou? Deveria informar para tomarmos conhecimento!

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Campanha das presidenciais e legislativas da Madeira vão custar 5,03 milhões de euros

As campanhas eleitorais para as presidenciais e Assembleia legislativa da Madeira vão custar 5,03 milhões de euros, segundo uma nota do Conselho de Administração da Assembleia da República (AR), que aprovou hoje o orçamento do Parlamento para 2011.
De acordo com a nota hoje divulgada, estão previstos 16,9 milhões de euros para as subvenções aos partidos políticos e 5,05 milhões de euros para as subvenções destinadas a financiar as despesas das campanhas eleitorais de 2011 - presidenciais e legislativas da Madeira.
O projecto de Orçamento da AR para 2011, aprovado hoje por unanimidade do conselho de administração, prevê despesas de 80,8 milhões de euros, um valor que "traduz uma redução de 10 por cento na despesa face ao orçamento corrigido de 2010".
As subvenções públicas aos partidos e campanhas somam cerca de 22 milhões de euros e a despesa das entidades autónomas dependentes da AR corresponde a 11 milhões de euros.
O Conselho de Administração da AR referiu que o orçamento hoje aprovado, por ter sido aprovado antes do Orçamento do Estado para 2011, "não teve em consideração as medidas de contenção anunciadas".
"Caso venham a ser aprovadas e na medida em que o forem, a AR procederá aos ajustamentos delas decorrentes quando da aprovação do orçamento suplementar no decurso do primeiro trimestre do próximo ano", refere a nota.
A redução das despesas "incidiu especialmente" nas deslocações e viagens, menos 240 mil euros, nas comissões parlamentares, menos 300 mil euros, na rubrica "consumíveis", menos 100 mil euros, nos "trabalhos especializados", menos 900 mil euros e na actividade editorial, menos 684 mil euros.
O orçamento inicial da AR para 2010 era de cerca de 100 milhões de euros, que foi corrigido prevendo um corte de 1,1 milhões de euros.


in DIÁRIO
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Estas verbas são uma vergonha! Gastar os dinheiros públicos neste desperdício não faz sentido! Os cortes destas verbas para os partidos deveriam ser muito maiores. A democracia tem custos, sem dúvida, mas não é preciso tanto esbanjamento, há que haver contenção, rigor e exigência nos gastos.
Mas o povo é que paga!

Temporal na Madeira

Devido à grande quantidade de lama, pedras e água está encerrada uma estrada e condicionadas outras duas. A informação disponível no 'site' do Serviço Regional de Protecção Civil e Bombeiros dá conta do encerramento , "por período indeterminado" do Caminho dos Pretos entre o Terreiro da Luta e o Curral dos Romeiros.
Muito condicionada está a circulação da estrada do Curral das Freiras entre o sítio do Vasco Gil e o túnel do Curral das Freiras, a Protecção Civil aconselha a que seja "evitada a utilização" desta estrada. O mesmo acontece com o troço entre o Monte e o Poiso.

'100 Maiores e Melhores Empresas' da Madeira - 'Empreendedorismo e Internacionalização com Responsabilidade Social'

Participei ontem na conferência que marcou a apresentação oficial da edição '100 Maiores e Melhores Empresas' da Madeira. APRENDI MUITO. DEPOIS DE OUVIR Maria Angélica Aires a falar de 'Responsabilidade Social'; Gonçalo Carvalhinhos de 'Empreendedorismo Digital'; e Carlos Manuel de Oliveira, de 'O Marketing no Sucesso das Empresas' recolhi um conjunto de ideias para aplicar na NOSSA ESCOLA, GONÇALVES ZARCO
Uma conferência deste género pode parecer, à primeira vista, que não tem nada a ver com as ESCOLAS. TEM MUITO A VER. Depois de ouvir os conferencistas, apercebi-me de que existe um razoável conjunto de possibilidades onde podemos encontrar meios de financiamento para a ESCOLA.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Governo Regional deve 41 milhões às Câmaras

O Tribunal de Contas (TC) recomenda que a Secretaria Regional do Plano e Finanças (SRPF) não use o estratagema da reprogramação de obras para projectar para o futuro encargos já assumidos com as Câmaras Municipais.
Na ‘Auditoria à execução financeira de contratos–programa em contratos de empreitada municipais visados pelo Tribunal de Contas -2008 a 2010’, ontem divulgada, diz-se que estão por transferir mais de 41 milhões de euros de comparticipações dos perto de 111,6 milhões de euros contratualizados desde 2008 e geradores de encargos orçamentais de perto de 77 milhões. Tais 41 milhões por transferir (só foram transferidos perto de 36 milhões) resultam da contabilização de autos de obras já entrados na SRPF ainda por pagar.Leia mais amanhã na edição impressa do DIÁRIO

In DIÁRIO
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Mas perante esta evidência, as Câmaras não colocam o governo regional em Tribunal. Só se for um governo da República! Coerência!!

2010 - Ano Europeu da Luta contra a Pobreza e a Exclusão Social

Vladimír Špidla, Comissário Europeu dos Assuntos Sociais, declarou: «A Europa é uma das regiões mais ricas do mundo e, mesmo assim, 78 milhões de pessoas estão em risco de pobreza. Isto é completamente inaceitável. Precisamos de nos esforçar mais para mudar a nossa atitude. A UE, os governos nacionais e os cidadãos, todos juntos podem e devem agir para erradicar a pobreza.
Oito anos após a primeira estratégia europeia para a inclusão social, está na hora de reafirmar o compromisso da UE com este importante objectivo. Em toda a UE, durante o ano de 2010, suceder-se-ão eventos que mostrarão as diferentes faces da pobreza e da exclusão na Europa.»
O Ano Europeu 2010 tem por finalidade:
Reconhecer os direitos e a capacidade das pessoas excluídas para desempenhar um papel activo na sociedade;
Sublinhar que cada indivíduo na sociedade tem responsabilidades na luta contra a pobreza;
Promover a coesão social e disseminar boas práticas em matéria de inclusão;
Reforçar o compromisso de todos os altos responsáveis políticos de tomar medidas mais eficazes.
78 milhões de pessoas na UE - ou seja, 16% da população e 19% das crianças – estão actualmente sob a ameaça da pobreza.

De acordo com a definição comummente aceite na UE, as pessoas são consideradas em risco de pobreza quando vivem com um rendimento inferior a 60% do rendimento familiar mediano no seu país. Em 2004 (o último valor disponível), cerca de 23,5 milhões de pessoas tinham de viver com menos de 10 euros por dia.
Os inquéritos Eurobarómetro mostram que os europeus vêem a pobreza como um problema generalizado. Na UE, os cidadãos consideram que, na sua região, cerca de uma em cada três pessoas (29%) vive em situação de pobreza e que uma em cada 10 sofre de pobreza extrema.
Desde que a UE lançou, em 2000, o seu método aberto de coordenação das políticas nacionais de luta contra a pobreza e a exclusão social, todos os 27 Estados-Membros já elaboraram planos de acção nacionais plurianuais. Antes de 2000, apenas três Estados-Membros já aplicavam tais estratégias.
A participação da UE preconiza padrões elevados, com base em objectivos decididos de comum acordo, podendo no entanto cada país aplicar medidas adaptadas ao contexto nacional. O Fundo Social Europeu (FSE) representa actualmente perto de 10% do orçamento da UE e investe anualmente cerca de 10 mil milhões na qualificação de cidadãos de todos os Estados-Membros.
In: EUROPA

GONÇALVES ZARCO

Com as dificuldades económicas e financeiras existentes, a gestão de uma ESCOLA tranforma-se num enorme desafio. É preciso imaginação, acção, consciência da modernidade e visão de futuro.
A NOSSA ESCOLA, a GONÇALVES ZARCO, decidiu abrir-se à sociedade e escancarou as suas portas à sociedade. Os resultados têm sido fantásticos. As parcerias, os apoios, os protocolos e os acordos têm surgido de um modo sistemático e consistente.

PS-M critica preocupação de Jardim com novo surto migratório

O PS-Madeira emitiu um comunicado, assinado pelo seu presidente, Jacinto Serrão, no qual refere que o presidente do Governo Regional manifestou ontem, no decurso de uma inauguração em Machico, a sua "preocupação" pelo facto da Madeira poder vir a enfrentar, nos próximos tempos, um novo surto de emigração. E defendeu a ideia de que face ao actual cenário social e económico, cada família da Região corre o risco de "ter um jovem a partir para o estrangeiro".
Do mesmo modo, esta manhã, na sessão de abertura das jornadas de estudo do Partido Popular Europeu, a decorrer no Funchal, o presidente do Governo Regional defendeu, em função "dos constrangimentos permanentes naturais, que nunca poderão ser ultrapassados (...) ser errado medir os apoios europeus apenas em termos da evolução do Produto Interno Bruto" nas regiões ultraperiféricas, diz o PS.
"No curto espaço de 24 horas, em duas intervenções públicas, o presidente do Governo Regional da Madeira veio dar razão ao PS-Madeira que alertou repetidamente o executivo para as consequências decorrentes da política do PSD-M nos planos social e económico".
O PS-M garante que ao longo dos últimos anos manifestou-se sempre contra o empolamento artificial do PIB regional, facto que "levou a Região, por irresponsabilidade da sua governação, a perder 500 milhões de euros, aquando das negociações dos fundos comunitários, em 2004, com o Governo de Durão Barroso. Para o PS-M, o empolamento do PIB não traduz a realidade económica da RAM, é simplesmente uma ilusão que importa desmascarar".
Quanto à preocupação de Jardim com um novo surto migratório, o PS-M atribui-a à "falência do modelo de governação regional" que "já não tem condições para oferecer perspectivas de vida aos madeirenses na sua própria terra". E acha que as declarações do presidente mostram a incapacidade do Executivo regional em encontrar soluções para os graves problemas da Região e dos madeirenses.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Nobel para três economistas

Prémio Nobel da Economia foi anunciado em Estocolmo, na Suécia, e distinguiu este ano três economistas: Peter Diamond, Dale Mortensen (Estados Unidos) e Christopher Pissarides (Inglaterra/Chipre).
A Academia sueca premiou este ano três economistas (dois norte-americanos e um cipriota/inglês), destacando as suas teorias sobre as dificuldades no mercado de trabalho num momento de crise em muitos países desenvolvidos, assim como o desencontro entre a oferta e a procura no âmbito laboral.
Diamond, 70 anos, é economista no Massachusetts Institute of Technology, Mortensen, 71 anos, é professor de economia no Northwestern University in Evanston, Illinois, e Pissarides, 62 anos, é professor na London School of Economics, no Reino Unido.
De acordo com a Academia de Ciências Sueca, que anunciou hoje o prémio, o modelo desenvolvido pelos três investigadores - DPM Model - ajudou "a compreender a forma como o desemprego, as ofertas disponíveis e os salários são afectados pelas políticas económicas".
Os laureados criaram modelos matemáticos que constituem a base para estudar como estes processos ocorrem no mundo real.
Estes modelos incidem nos chamados mercados de procura, como é o caso do mercado laboral, nos quais é necessário despender tempo e recursos económicos para que se encontrem a oferta e a procura.
Este processo cria "fricções" na procura, que se traduzem em desempregados insatisfeitos e sem rendimentos, e em postos de trabalho desocupados, o que acaba também por afectar negativamente as empresas.
De acordo com a Academia, esta teoria - que pode aplicar-se também a outros mercados - é "extremamente útil" para explicar problemas na microeconomia, no consumo das famílias e até no mercado imobiliário.
"As actuais taxas de desemprego são um grande problema em termos de política económica. Os modelos tradicionais não encaixavam bem com a nova realidade derivada da crise", explicou Pissarides contactado telefonicamente pela academia durante a conferência de imprensa.
Os três laureados receberão um prémio monetário no valor total de 10 milhões de coroas suecas (1,1 milhões de euros).
O ano passado o prémio foi igualmente entregue a dois economistas norte-americanos - Elinor Ostrom (a primeira mulher a receber esta distinção) e Oliver E. Williamson.

http://dn.sapo.pt/inicio/economia/interior.aspx?content_id=1683079

ESCOLA Gonçalves Zarco ajuda documentário

Dezena e meia de alunos da Escola Secundária Gonçalves Zarco vai dar corpo a um documentário que o Jardim Botânico da Madeira está a fazer sobre a Laurissilva. A iniciativa decorre de uma parceria com o Conservatório Botânico de Brest e vai abordar concretamente uma espécie chamada 'normanea triphila'.
O documentário, depois de pronto, vai ser exibido em vários canais de televisão com a finalidade de promover essa planta em acções de educação ambiental.
Os alunos da Gonçalves Zarco fazem parte do Clube Zarcociências sendo que a escola deverá ser a única a contribuir para este documentário numa experiência importante para o Jardim Botânico da Madeira e inesquecível para os alunos.

DIÁRIO completa 134 anos e lança novidades

O DIÁRIO de Notícias da Madeira completa hoje 134 anos de existência e de missão informativa. Data que é assinalada com novas iniciativas, explicadas ao pormenor numa edição especial e que promove várias surpresas ao longo do dia.
Quanto às novidades, o DIÁRIO apresenta "11 rubricas interactivas com o selo ‘Dê Notícias’; a reflexão sectorial numa lógica construtiva, no âmbito do projecto ‘Ideias para a Madeira’; o reforço da ‘Opinião’ sempre plural, com mais de 150 colaboradores convidados; a consolidação da dinâmica multimédia, com a actualização permanente das notícias e com os complementos dos blogues associados à plataforma digital". Estes são aspectos destacados no editorial de Ricardo Miguel Oliveira, directo do jornal centenário.
Sobre os propósitos, o director é peremptório: "Manter a independência que nos distingue. Defender os valores que herdamos. Mexer com o leitor que conhecemos. Esta é a missão."
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PARABÉNS! Já li o DIÁRIO de hoje e gostei. Tem muita inovação, está denso, embora os temas ofereçam uma leitura fácil, ganhou diversidade e mais qualidade. O DIÁRIO está moderno.

domingo, 10 de outubro de 2010

PS vê "severa contradição" no Governo

Socialistas defendem uso da autonomia para fazer diferente do continente
Há "severa contradição" na posição adoptada pelo Governo e pelo PSD, relativamente à que assumira, há uns meses, aquando da aplicação das medidas do PEC II. Há, entende o PS, oportunismo por parte do Executivo de Jardim, ao querer aplicar medidas penalizadoras para os funcionários públicos e atribuir a culpa ao Governo da República.
Os socialistas são claros ao dizerem que a Madeira poderia seguir um caminho diferente, como o PSD defendeu quando da redução de 5% do vencimento dos políticos e dos gestores públicos. Os social-democratas e o Governo mostraram o entendimento de que, se tratando de matéria salarial (não de carreiras), estava em causa uma competência autonómica. Tanto que, em sede de revisão do Orçamento da Região, determinaram a redução. A diminuição imposta por Lisboa foi mesmo alvo de um pedido de inconstitucionalidade.
O PS diz ter ficado provado que a Madeira tem poderes autonómicos para fazer diferente, assim queiram o PSD e o Governo Regional.É por isso que Jacinto Serão afirma que Jardim e o seu Executivo têm de ser responsabilizados politicamente pelas opções que estão a fazer. Um caminho que aplica as medidas que penalizam "aos funcionários e aos mais desfavorecidos" e deixa de fora as que permitiram reduzir a despesa: "Reduz a despesa apenas cortando os salários, ignorando os necessários cortes nas empresas públicas falidas, nas suas gerências sobredimensionadas e nas transferências, para o desporto profissional, verdadeiramente obscenas".
Por isso, o PS concorda que sejam aplicadas na Região as medidas que não impliquem o corte nos vencimentos do funcionários públicos.Os socialistas lembram que as realidades continental e insular não são iguais. A Madeira faz parte das regiões de coesão da União Europeia e "a sua ultraperiferia concede-lhe argumentos para que a aplicação das leis da República seja adaptada à nossa realidade".O PS defende também o uso de medidas compensadoras como o aumento do subsídio de insularidade.

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A NOSSA AUTONOMIA não pode servir apenas para alimentar os caprichos dos senhores do PODER laranja. Tem potencialidades para servir mais e melhor os madeirens. Basta haver VONTADE POLÍTICA.

Desordenamento da Cidade do Funchal

O vereador socialista na Câmara Municipal do Funchal sugeriu ontem um plano de recuperação urbanística para os Picos da cidade, nomeadamente o da Cruz e o do Arieiro, no contexto do Ano da Biodiversidade, e que passa pela “plantação de diversas árvores e plantas indígenas”.
Rui Caetano falava aos jornalistas junto ao Pico da Cruz, em São Martinho, onde foi denunciar a falta de “ordenamento urbanístico” nos arredores. Por um lado, elogiou a preocupação da autarquia pela ordenação territorial e planeamento, na pessoa do responsável, vereador João Rodrigues, “ordenação bastante positiva e que consideramos uma mais valia para a cidade”, disse; mas, por outro, apontou algumas situações de “desordenamento”, como é o caso da zona envolvente do Bairro da Nazaré, “um caos de construção” e onde se “permite uma fábrica de tratamento de inertes, com habitações à volta, prejudicial à saúde pública e ao ambiente”, considerou.
In JM
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O problema que se coloca também é o facto dos Planos de Pormenor e Planos Urbanísticos surgirem já demasiado tarde. Os actuais Planos podem impedir que o desordenamento continue a crescer, contudo não resolvem os problemas gravíssimos que estão espalhados, de cima a baixo, na CIDADE do FUNCHAL.

«Cristiano é o número um» – Mourinho

Numa altura em que continua o debate entre quem é o melhor jogador do mundo. O técnico do Real Madrid, José Mourinho, não tem dúvidas e defende que é Cristiano Ronaldo.«Temos duas opções.
Cristiano e Messi. Se consideras que Cristiano é o número um, Messi é o número dois. Se consideras que Messi está no primeiro posto, Cristiano estará no segundo lugar. Para mim é claro: Cristiano é o número um», afirmou Mourinho, em declarações à Telemadrid.
O técnico português também abordou as ambições para a presente temporada: «A Liga dos Campeões é a competição das competições. É o mais importante e a melhor em termos de qualidade.
Não quero parecer egoísta, mas quero vencer a “Champions” este ano, porque quero defender o título. Depois, quero colocar o Real Madrid onde merece.»

sábado, 9 de outubro de 2010

Entrevista com Jorge Sá - Segredo do sucesso está na união da família Sá

O 'império' Sá começou a ser erguido há 54 anos com duas lojas de café numa das ruas mais emblemáticas do Funchal, (Fernão de Ornelas), sempre com um denominador comum: sem gastos supérfluos. É sob esta política que o comendador Jorge Sá pretende ver a construção do Orçamento, pedindo ao Governo Regional contenção nos gastos.
O chefe do clã Sá não tem dúvidas de que o armador espanhol 'Armas' está a prestar um excelente serviço à Região. Já do parceiro Empresa de Cervejas da Madeira, as relações estão numa "fricção". Com o acordo entre ambos os grupos económicos madeirenses ainda bastante longe, Jorge Sá vai dizendo que consegue viver bem sem a Coral e a ECM.

In DIÁRIO

In DIÁRIO

Nobel da Paz atribuído ao activista chinês Liu Xiaobo


As piores expectativas de Pequim foram confirmadas hoje quando o Prémio Nobel da Paz de 2010 foi atribuído ao activista chinês Liu Xiaobo, “pela sua longa e não violenta luta pelos direitos humanos fundamentais na China”.
A mulher de Liu, Liu Xia, declarou-se "absolutamente encantada" ao saber da atribuição do Prémio e pediu "com insistência" ao Governo chinês para libertar o seu marido.O galardoado era um dos favoritos deste ano, tendo dedicado a sua vida a defender os direitos humanos dentro e fora do seu país.
O também ex-professor de Literatura de 54 anos passou as duas últimas décadas a entrar e a sair de estabelecimentos prisionais chineses por defender e lutar por uma reforma democrática.
Hoje, o seu percurso valeu-lhe o primeiro Nobel da Paz para o seu país, com o comité a salientar que há muito que acredita que “existe uma relação próxima entre os direitos humanos e a paz”, reforçando que o próprio Alfred Nobel disse que são um pré-requisito para a “fraternidade entre nações”.
Contudo, o debate que antecedeu a escolha levou o próprio director do Instituto Nobel Norueguês a confirmar, na semana passada, que um responsável político chinês o advertiu para as consequências que uma decisão destas acarretaria em termos de diplomacia com a China.
Apesar do alerta, o comité avançou e, em comunicado, destaca que Liu “tem sido um forte porta-voz na aplicação dos direitos humanos fundamentais também na China”, considerando-o mesmo um “símbolo” desta luta.
Entre algumas nas iniciativas mais conhecidas do agora Nobel da Paz, destaca-se o manifesto que promoveu em Dezembro de 2008 e que ficou conhecido como “Carta 08” – em analogia com a “Carta 77” dos dissidentes da Checoslováquia comunista – e que foi publicada no 60º aniversário da Declaração Universal dos Direitos do Homem das Nações Unidas.
Liu Xiaobo, após ter participado nos protestos da Praça Tiananmen, em 1989, foi já detido várias vezes. Na última detenção, um ano após a carta, foi condenado a onze anos de prisão.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

PORTUGAL VENCEU... FINALMENTE!!


Nobel da Literatura - Mario Vargas Llosa

O escritor peruano Mario Vargas Llosa era um candidato tão óbvio ao Nobel da Literatura que não passou pela cabeça de ninguém - incluindo a do próprio - que pudesse mesmo vir a ser escolhido. Dizia-se que 2010 iria marcar o regresso da poesia, ignorada pela Academia Sueca desde que a polaca Wislawa Szymborska ganhou o prémio, em 1996, e o grande favorito era o sueco Tomas Tranströmer. Mas tinha de chegar o ano em que os suecos surpreenderiam por não surpreenderem.
Nascido na cidade peruana de Arequipa a 28 de Março de 1936, Vargas Llosa foi criado pelos seus avós maternos, primeiro na Bolívia, onde o avô era cônsul, e depois em Piura, no Peru, que evoca nas novelas recolhidas em Os Chefes (1959) e no romance A Casa Verde (1966). Já adolescente, voltou a viver com os pais e estudou num colégio militar, experiência que descreve em A Cidade e os Cães (1963).

A ESCOLA é um espaço de responsabilidades partilhadas

A ESCOLA caracteriza-se por uma enorme complexidade, por uma evidente vulnerabilidade e por um conjunto de incertezas.
O grande desafio da ESCOLA e dos PROFESSORES reside na sua capacidade de envolver no processo formativo todos os agentes educativos, onde a família é fundamental, procurando educar, ensinar e formar para a prudência e respeito das regras necessárias a um saudável viver em sociedade.
Uma escola é um espaço relacional multifacetado assente em pilares de responsabilidades partilhadas. As crianças e os jovens agem, por vezes, sem terem tempo de tomarem consciência dos seus actos, e é por isso que a sua irreverência e a pressa da idade podem desencadear situações difíceis de compreender e de solucionar.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Na ESCOLA GONÇALVES ZARCO - República em debate

No âmbito das comemorações do Centenário da República, a Escola Básica e Secundária Gonçalves Zarco está a organizar um conjunto de actividades com o objectivo não só de educar para a cidadania, como também de levar à prática o papel que a escola deve desempenhar na transmissão e na evocação dos grandes valores republicanos. Objectivos reafirmados, ontem, por Rui Caetano, presidente do conselho executivo.
Na conferência, o professor Agostinho Lopes, docente naquela escola, e o professor Xavier Dias, presidente da Associação de Professores de História, falaram sobre o tema: 'O Funchal: da implantação da República ao Estado Novo'.
Agostinho Lopes fez a ligação entre a obra de Fernão Ornelas e aquilo que tinha sido pensado aquando da implantação da República. Disse, a propósito, que todas as obras projectadas aquando da implantação da República foram apenas realizadas no tempo do Estado Novo. A conjuntura atrasou a execução de muitos planos, dada a instabilidade política, com 45 governos em 16 anos, seguindo-se a I Guerra Mundial, as desigualdade sociais, os problemas económicos e os movimentos autonomistas.
Só a consolidação do regime de Salazar vai criar as condições para avançar com a obra, como sinal de que era preciso conter o descontentamento.
Inicia-se assim a modernização do Funchal, com a construção de uma série de edifícios para os vários sectores da administração e uma série de outros projectos, que tiveram como principal obreiro Fernão de Ornelas.
Agostinho Lopes diz que a grande lição é que não basta ter um ideal e defendê-lo, como aconteceu em 1910, é preciso também lutar para que as coisas se concretizem.

Serrão assume crítica ao líder Sócrates


Líder do PS-M queria mais esforço da banca e menos penalização do trabalho.
Se quiserem entender que é uma crítica, que seja", afirma Jacinto Serrão, depois de uma análise às medidas de austeridade apresentadas por José Sócrates e que o líder do PS-M não apoia na totalidade.
"Acho que as medidas, ao nível nacional, eram necessárias, poderiam era ter seguido outros caminhos", justifica. Serrão lamenta que as propostas de contenção de despesa aprovadas pelo Governo da República sejam "bastante penalizadoras para os trabalhadores".
O trabalho, afirma o dirigente socialista madeirense, num contexto global, é um capital que deveria ser cada vez mais valorizado e não castigado com impostos.
"Precisamos é de ter cada vez mais pessoas a trabalhar, mas a política europeia parece que perdeu a ideia base das suas fundações que é a coesão social", acusa.
Serrão não concorda que sejam os mercados financeiros a definir as orientações dos governos, como terá acontecido em Portugal e na maioria dos países europeus.
"Há um conjunto de preocupações financeiras, nesta lógica mundial e num conceito de neoliberalismo que está a prejudicar este pilar essencial da construção europeia que é a coesão social", justifica.
O presidente do PS-M considera que as reflexões sobre as medidas de austeridade devem ser feitas, sobretudo, ao nível nacional.
"Eu, como presidente do PS-M, tenho que me preocupar com a Madeira", sublinha Serrão que faz questão de lembrar que não participou na reunião da comissão política em que as medidas de austeridade foram apresentadas.
Cortar no desperdício
Em relação à Região, o líder socialista mantém o desafio ao Governo Regional para que adopte medidas de contenção da despesa, alternativas às penalizações dos trabalhadores, pensionistas e empresas.
"Acho que a Madeira tem todas as condições, até mesmo pelos investimentos e despesa pública supérfluos, para poder canalizar verbas para atenuar os efeitos negativos que inevitavelmente essas medidas vão ter nas famílias e nos trabalhadores".

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Serrão não quer corte na Lei de Meios


O líder do PS-Madeira vai enviar cartas ao primeiro-ministro e ao presidente do Governo Regional, alertando para a importância de não serem alterados os acordos que levaram à aprovação da Lei de Meios que determina os apoios do Estado à reconstrução da Madeira.
Jacinto Serrão reage desta forma à possibilidade de as medidas de austeridade, anunciadas por José Sócrates e que têm incidência orçamental, reduzirem as transferências para as obras de reconstrução das zonas afectadas pelos temporais de 20 de Fevereiro.
O dirigente socialista lembra que os partidos não foram consultados sobre as negociações da Lei de Meios que é da responsabilidade, exclusiva, dos dois governos.
Serrão pretende lembrar a Sócrates e Jardim as circunstâncias em que a lei foi negociada e defende que esta não deve ser alterada.
O presidente do PS-M recorda que, em relação às medidas de austeridade anunciadas, se pronunciou de imediato, desafiando o Governo Regional a estudar formas de minimizar os efeitos na Região.
Este será um dos temas em discussão na próxima reunião da comissão política do PS-M.
Complemento do abono
Jacinto Serrão avança com uma proposta concreta, para um dos pontos em que o Governo Regional não pode evitar a aplicação das medidas de austeridade.
O IVA deverá aumentar, passando para 16%, mas o líder do PS-M recorda que esta é uma receita da Região e que a verba extra que será cobrada pode ser utilizada, pelo Governo Regional, em medidas sociais.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Governo dos Açores quebra silêncio sobre medidas de austeridade

O Governo Regional dos Açores quebrou o silêncio sobre as medidas de austeridade, anunciadas Quarta-feira pelo Primeiro-Ministro, José Sócrates.
A informação disponibilizada encontra-se no sítio do Governo na Internet,
www.azores.gov.pt , sendo necessário clicar em "Notícias".
Na Nota em referência, o Governo "garante que não prescindirá da defesa dos interesses da Região, face às medidas de austeridade".
É entendimento do vice-presidente do Executivo, Sérgio Ávila, que "algumas das medidas podem não ter aplicação automática no arquipélago", mas, também, não especifica quais.
Segundo ainda Sérgio Ávila, o Governo "está atento à anunciada diminuição das transferências financeiras do Estado e, sobretudo, para o caso de acontecerem à margem ou contra o estabelecido da Lei das Finanças para as Regiões Autónomas".
"É com particular atenção" - prossegue a Nota - "que o Governo acompanha, também, a possibilidade da redução das indemnizações compensatórias do Estado às empresas que fazem o transporte aéreo entre os Açores e o Continente".
Notícia Antena 1/Açores com Portal do Governo Regional dos Açores

Virgílio Pereira - Comemorações do Centenário da República na Gonçalves Zarco

Estado em perigo exige isenção política.
Pereira: "Não há perigo de um golpe de estado mas há coisas muito semelhantes"

Virgílio Pereira não tem dúvidas de que é longo o caminho para a consolidação dos valores da República. O militante histórico do PSD-M diz, contudo, que é preciso pensar muito bem na actual situação do País e defendê-lo acima de qualquer ideologia.
"Não há perigo de um golpe de Estado, mas há coisas muito semelhantes", afirmou, ontem, referindo-se à crise instalada à volta do Orçamento de Estado.Virgílio Pereira foi à Escola Gonçalves Zarco falar sobre 'Os valores da República na nossa sociedade'. O antigo líder da Câmara do Funchal que foi também vice-presidente do PSD-M e eurodeputado acredita que os portugueses estão ainda a lutar pela implementação dos valores republicanos puros.
Entre os valores por implementar na íntegra, Virgílio Pereira inclui a solidariedade social e a disponibilidade para se exercer cargos públicos, servindo o povo "e não servindo-se do povo e da Nação".
A isenção política e o respeito pela diferença e pela liberdade de opiniões são, para Virgílio Pereira, outros dos patamares ainda por atingir, na sociedade portuguesa.


In DIÁRIO

Centenário da República na Escola Gonçalves Zarco com Virgílio Pereira

Ainda lutamos pelos ideais dos republicanos.
Chamar a atenção dos alunos para os valores republicanos foi a intenção de Virgílio Pereira na palestra dada ontem na Escola Gonçalves Zarco.
Virgílio Pereira disse, ontem, que «parece que estamos a lutar ainda pela prática de valores que os tais republicanos defendiam», nomeadamente, a solidariedade social e a disponibilidade para exercer cargos públicos em prol do povo e da Nação.
O Professor falava à margem de uma palestra sobre o tema dos valores republicanos na nossa sociedade, dada na Escola Gonçalves Zarco no âmbito da comemoração dos 100 anos da República.
Conforme explicou, o respeito pelo direito à diferença, a tolerância em relação aos outros são valores que «os republicanos de gema defendiam na altura». Ideais que os «mandaram para a frente e, no dia 5 de Outubro de 1910, às 9 horas da manhã, na varanda da Câmara Municipal de Lisboa, os fizeram declarar a implantação da República».
Virgílio Pereira considera que esses republicanos, na prática, nunca tiveram a sorte de aplicar em pleno os seus princípios. Passados todos estes anos, na sua opinião, «há muita coisa que a gente não atingiu ainda».
O Professor lembra os primeiros anos da República, durante os quais o amor à liberdade e a alegria por ter conseguido a mudança de regime levou o povo para a rua, com expectativas redobradas de um bem estar social e de uma melhoria de vida que foram gorados. «Começaram as greves, os próprios militares começaram a querer fazer intentonas aqui e além e os próprios políticos republicanos perseguiam companheiros de ideário político.
Aquela bagunçada que se constatou na primeira República foi horrível. Levou, infelizmente, à revolução de 1926, à implantação da primeira ditadura militar e, consequentemente,em 1933 à Constituição de 1933 e logo a seguir à ditadura civil que durou até 1974, com o chamado Estado Novo.
Portanto, essa bagunça, esse desentendimento, essa falta de comedimento no uso da liberdade, do confronto de ideias, da falta de respeito e o ostracismo a que se votou o povo secundarizaram aquilo que era fundamental. Tenho a impressão de que isso deve fazer pensar muitos políticos de hoje», disse o Professor.
Apesar disso, Virgílio Pereira salienta não estar dizendo que existe neste momento o perigo de haver um golpe de Estado em Portugal e de se voltar ao antigamente. «Nem há condições para isso, mas há coisas muito semelhantes. Realmente, é preciso pensar.
Estamos, agora, a atravessar uma crise do orçamento. Mais do que os interesses partidários, deve falar bem alto o interesse do país e, mesmo que não se concorde com as medidas que são tomadas, é hora de pensar o que será de Portugal se não tiver um orçamento. Primeiro a Nação, o Povo. Depois, os nossos interesses político-partidários, os nossos ideários mais lactos. Somos todos democratas», disse.
Na sua opinião, as medidas de austeridade anunciadas pelo Governo da República também devem ser aplicadas na Madeira. Se isso não acontecer, o Governo Regional «vai delapidar as suas receitas», valores que são necessários para as suas despesas e investimentos.
Para além de defender uma maior sensibilização do sector privado para o investimento, Virgílio Pereira diz que «tem de haver, ao mesmo tempo, o máximo de investimento público, tanto quanto possível, com os dinheiros que sobrem destas desgraças todas. Senão, não há crescimento deste País».
Questionado sobre a eventualidade de uma quarta República, Virgílio Pereira disse pensar que seria muito difícil que, neste momento, houvesse um acontecimento nacional tão marcante que pudesse ser considerado um marco na História de Portugal, que levasse a uma nova República.Para além disso, no seu entender, o povo está muito mais esclarecido do que o de 1910 e está farto de teorias políticas, como as da“democracia musculada”, das ditaduras menos férreas ou da volta dos militares ao poder, com que sonham alguns.
Neste contexto, Virgílio Pereira diz que teria de aparecer um grupo ou alguém com um projecto muito bem feito, muito elucidativo e apelativo, que congregasse todas as boas vontades e toda a força do povo português.
«O povo já não vai em questões extremadas», diz o Professor, que defende a necessidade de «aparecer um nova classe de políticos novos que falem ao coração das pessoas, de forma a transparecer seriedade, propósitos firmes, solidariedade, para que isto melhore».

In JM

Centenário da República




segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Empresas públicas devem 5.242 milhões

As empresas públicas ou participadas fecharam o ano passado com 33,6 milhões de prejuízo e resultados transitados negativos de 471,7 milhões de euros.
São números que revelam que a economia da Madeira está em agonia lenta, com as poucas empresas privadas a 'financiar' o sector público, através da banca, como das dívidas aos fornecedores.
O DIÁRIO analisou as contas de trinta e três empresas públicas ou participadas pela Região e concluiu que estas devem 5.242 milhões de euros, um valor que é superior a toda a riqueza gerada pela actividade económica.
Se considerarmos que o PIB da Madeira em 2008 se situou nos 4.941 milhões de euros, fácil é perceber a dimensão da dívida das empresas regionais, até porque 44,7% diz respeito a endividamento directo junto da banca.

In DIÁRIO
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Este governo regional da Madeira só sabe governar se tiver milhões e milhões para gastar e, quando não tem o suficiente para esbanjar, procura o endividamento sem controlo e sem a mínima responsabilidade.