domingo, 5 de dezembro de 2010

Em Foco: Férias, prendas e convívio - REPORTAGEM NA ESCOLA BÁSICA E SECUNDÁRIA GONÇALVES ZARCO

O que pensam os mais novos do Natal, que valores lhes são passados, como caracterizam esta época e em que lugar está a vertente religiosa? A MAIS falou com seis jovens da Escola Gonçalves Zarco e descobriu o que sentem e no que reflectem os adultos de amanhã.
O convívio familiar, a comida especial da época, as prendas e uns dias de férias são atractivos indiscutíveis para os mais novos na época de Natal. A MAIS conversou com seis alunos da Escola Básica e Secundária Gonçalves Zarco a fim de conhecer o que mais os agrada na quadra natalícia, os desejos e as expectativas para a noite de Natal. Apesar de as prendas ocuparem o topo das preferências, há quem não deixe de focar o prazer de estar em família e as preocupações face ao panorama actual e que até os fizeram mais comedidos na hora de pensar nos presentes.
"O Natal para mim é estar com a família, todos juntos, jantar e ter uma comida especial", confessou André Dias, de 10 anos, referindo-se "à carne vinho e alhos da avó". Do outro lado, a parte religiosa não o atrai. "Eu não gosto muito de ir à missa, só vou porque eles querem", apontou. Logo no primeiro dia de Dezembro, a família faz questão de enfeitar já a árvore de Natal. André gosta de participar nessa tarefa e até, quanto aos presentes, os pais é que costumam perguntar o que quer. "Vou receber uma bicicleta BTT", afirmou.
André Dias está consciente da situação actual do país. "Os portugueses estão numa fase muito difícil para a economia", concretizou, referindo que até pensou nesses problemas na altura de escolher um presente. "Mas não era muito caro", continuou, acrescentando que as maiores preocupações quanto às finanças residem na mãe. Se pudesse pedir um desejo em particular para a família, André não hesitaria em pedir "o Euromilhões".
A importância do convívio familiar Para Sara Freitas, 11 anos, aluna do 6º ano, a época natalícia define-se em "muita coisa". O dia de Natal, passado em casa da avó, na companhia da família, é o momento alto. "A minha avó faz a ceia de Natal, brincamos muito, até com os adultos, e às vezes pregamos umas partidas", contou, timidamente.
Esta altura do ano resume-se mais ao convívio na casa de Sara, onde se cruzam as conversas entre familiares. "Conviver é o que mais faz a família", confessou, acrescentando que a parte religiosa passa um pouco ao lado. "A minha mãe é religiosa, mas não gosta muito de ir à missa", contou, acrescentando também que o facto de ter um bebé lá em casa faz com que essa vertente se afaste cada vez mais, devido à falta de disponibilidade.
Ciente das dificuldades actuais, a jovem disse à MAIS que não foi " muito exigente" na hora de pedir. Comedida, Sara pediu roupa, até porque constitui o pedido de sempre, o que mais gosta.
Também para André, aluno do 8º ano, 14 anos, o Natal é para ser passado em família, de preferência a brincar, com bicicletas à mistura, jogos de futebol e muito convívio. No dia 25 de Dezembro, faz questão de ajudar o pai a preparar o almoço de Natal, sempre mais requintado que todos os outros.
Tal como os outros colegas, a parte religiosa do Natal não está no topo do que é mais realçado nesta quadra. "Os meus pais não falam muito nisso", apontou. O Natal resume-se, assim, ao encontro da família, férias e a prendas. "Este ano pedi uma mota, daquelas pequenitas", descreveu, confessando que ainda não é garantido que o desejo se torne realidade. "Eles disseram que iam ver", continuou, sublinhando que as boas notas tiradas neste primeiro período podem perfeitamente contribuir para um bom desfecho.
Situação financeira preocupa O Natal de Cláudia Gomes, 14 anos, aluna do 9º ano, é um pouco diferente. Com uma vertente religiosa mais presente, contou que é a avó que costuma focar mais essa parte. "Eu até gosto, não tem nada de mal", defendeu, contando até que, em criança, acreditava no Pai Natal, até ao dia quem que viu o pai "a guardar os presentes num armário".
Sem irmãos, no dia 25 de Dezembro, o dia é passado com toda a família. "Nós reunimo-nos todos na minha casa e, quando chega à meia-noite, vamos à Missa do Galo", descreveu, não escondendo que os presentes são a parte preferida das festividades. Este ano, Cláudia pediu um Iphone 4, mas ainda não há indícios de que o irá receber.
Se, nesta altura, pudesse pedir um desejo universal, Cláudia Gomes pediria que a situação economia do país melhorasse. "Se o país não ficar melhor, nós não evoluímos mais", salientou, acrescentando que, apesar da tenra idade, tem consciência de que em causa está o "desenvolvimento" do país.
O futuro também é algo que faz pensar Catarina Mendes, aluna do 9º ano, à beira do 10º ano e de escolher um rumo profissional. Se pudesse mudar alguma coisa no mundo actual, acabaria com a tão badalada crise e com a pobreza. Como tal não é possível, no passado fim-de-semana contribuiu para uma causa nobre e juntou-se aos muitos voluntários da Cáritas, no âmbito da campanha de angariação de alimentos. A experiência foi "interessante" e deu para tirar algumas conclusões. "Algumas pessoas ajudam, mas outras ignoram porque simplesmente não precisam", disse, frisando que muitas delas pensam por si e não também nos que as rodeiam.
Em relação ao Natal em si, é sinónimo de convívio em casa dos avós. "Nós divertimo-nos e só abrimos as prendas depois do almoço", sublinhou, referindo que se trata essencialmente de um reencontro familiar. "É uma época especial porque também acabamos o primeiro período, entramos em férias e depois vem o Natal e as prendas", enumerou, apontando que é obrigatória, todos os anos, a passagem por um parque de diversões e uma ida ao Funchal para ver a iluminação. A Missa do Galo também costuma fazer parte do programa, mas "mais pelo convívio".
"Acho que nunca fui 'à missa na minha vida". De rosto fechado, André Camacho, 15 anos, aluno do 7º ano, contou que costuma passar o Natal com a avó e que nunca pensou na parte não profana da festa do Natal. Em relação às prendas, pediu apenas "um telecomandado", mas não sabe se o vai receber. Por "ver o telejornal", sabe o que o rodeia, o que se passa num mundo mergulhado numa depressão profunda. "Eu pedi menos prendas por causa da miséria, o país está pobre", rematou.

PS louva cortes na despesa, mas lamenta falta de visão do orçamento da Câmara do Funchal

O vereador do PS na Câmara do Funchal reconhece que o orçamento para 211 da Câmara do Funchal tem um lado positivo e faz cortes nas despesas correntes, mas lamenta a falta de visão do executivo municipal nas estratégias de investimento.
Rui Caetano lembra que, no documento que será discutido quinta-feira na reunião de vereadores, não estão contemplados políticas de apoio para o comércio tradicional, para as pequenas e médias empresas e não existe uma linha sobre os problemas de insegurança da cidade.
O executivo de Miguel Albuquerque, refere, é muito exigente em relação ao Governo da República e aos quatro milhões em dívida do IRS de 2009, mas nada diz sobre os três milhões dos contratos programa que o Governo Regional ainda não transferiu para a Câmara. Do mesmo modo, não pede uma compensação pelas sistemáticas atribuições de utilidade turística a prédios, o que retirar receitas de IMI ao município.
O orçamento de 2011, apesar da redução de 12 milhões de euros nas despesas correntes, continua a ter problemas.
A Câmara excedeu em cinco milhões o limite do endividamento e, mesmo com as despesas adicionais do 20 de Fevereiro e dos incêndios de Agosto, o vereador socialista entende que é perigoso. As dívidas municipais são de 106 milhões de euros, só a fornecedores estão em falta 36 milhões de euros. O que é preocupante tendo em conta o momento económico e o aperto em que vivem as empresas que abastecem os serviços municipais. Sem receber fica ainda pior.
Ainda que reconheça todos os méritos ao vereador das Finanças, Pedro Calado, ao esforço por cortar e tornar as contas da Câmara do Funchal mais equilibradas, a verdade é que, em consciência, o vereador do PS-Madeira diz que não pode votar a favor deste orçamento.
Ainda não decidiu se irá votar contra ou se fica pela abstenção. Isso dependerá da flexibilidade do PSD para aceitar algumas das propostas do PS como a intermunicipalidade. Para racionalizar custos e recursos, o PS entende que as câmaras deveriam acertar estratégias e fazer acordos de cooperação. Ou seja, ajudando com material e com funcionários nas áreas em que estivessem mais habilitadas.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Carlos César diz que Alberto João Jardim "não tem vergonha nenhuma"

O presidente do Governo Regional dos Açores, Carlos César, rejeitou hoje as críticas feitas por Alberto João Jardim sobre a remuneração compensatória para os funcionários públicos regionais, afirmando que o líder do executivo madeirense "não tem vergonha nenhuma".
"Ele não tem vergonha nenhuma e não têm vergonha os que aproveitam para atacar agora o Governo Regional dos Açores, esquecendo as realidades que existem na Madeira", afirmou Carlos César, em declarações aos jornalistas em Vila Franca do Campo.
O presidente do executivo açoriano referia-se ao facto de o governo madeirense ir gastar "70 milhões de euros em dois campos de futebol", enquanto os Açores vão gastar "menos 23 vezes (do que essa verba) na remuneração compensatória" atribuída aos funcionários públicos regionais que auferem entre 1500 e 2000 euros mensais.
"Acho que Alberto João Jardim devia ter outro comedimento", afirmou Carlos César, recordando que é o presidente do Governo Regional da Madeira que terá que disputar eleições proximamente.
Carlos César respondia às críticas de Jardim, segundo as quais a remuneração complementar é uma "caça ao voto".
O presidente do Governo Regional dos Açores, Carlos César, assegurou hoje que a medida de apoio aos funcionários públicos aprovada pelo parlamento regional "não custa um cêntimo ao Estado ou aos cidadãos de qualquer região do país".
"Trata-se de uma questão de opções e prioridades", afirmou Carlos César, em declarações aos jornalistas em Vila Franca do Campo.
Nesse sentido, salientou que as autoridades açorianas "com os recursos que existem, respeitando escrupulosamente a legislação orçamental e das finanças públicas", decidiram afectar os recursos para o apoio às famílias.
"Os portugueses podem ter a certeza de que o que aqui fazemos não é tirando o dinheiro a ninguém, é utilizando o dinheiro que já está afecto à Região Autónoma dos Açores", frisou, recordando que também existem subsídios de fixação criados pela administração central para algumas carreiras nos Açores.
Carlos César considerou ainda que a medida "não é inconstitucional", recordando que também existe "uma remuneração complementar que se aplica aos funcionários públicos com menos de 1304 euros, que vigora há muitos anos".
A medida de apoio aos funcionários públicos que auferem entre 1500 e 2000 euros brutos por mês foi anunciada por Carlos César a 1 de Novembro, no âmbito de um conjunto de iniciativas destinadas a minimizar o impacto das medidas de combate à crise impostas pelo Governo da República.
Nesse sentido, o executivo açoriano criou uma remuneração compensatória que cobrirá "integralmente a perda de vencimento dos funcionários públicos" que têm um rendimento mensal entre 1500 e 2000 euros, o que abrange cerca de 3700 funcionários públicos.

JACINTO SERRÃO, líder do PS, defende fundo de apoio aos 'Concelhos de Coesão'

Ideia de Serrão é garantir condições de igualdade em toda a região.
É uma iniciativa política para apresentar este fim-de-semana e defender já no debate de Orçamento Regional para 2011 na Assembleia Legislativa da Madeira.
Jacinto Serrão chama-lhe "Concelhos de Coesão". A ideia, explica o presidente do PS-Madeira, é identificar os municípios com maiores carências e agir em conformidade. O dirigente socialista acredita que a governação deve actuar de acordo com as necessidades encontradas no terreno.
Para implementar as medidas de apoio aos 'Concelhos de Coesão', o líder do PS-Madeira diz que o Governo Regional deve disponibilizar medidas de discriminação positiva. A proposta prevê dois tipos de intervenção: uma, que passa por fazer uso de instrumentos pontuais como a eventual redução de IRC. Outra, mais abrangente, aponta para acções concretas que possam minimizar as carências municipais e puxar esse concelho para o nível dos melhores.
É com base nestas duas formas de actuação concreta que Jacinto Serrão vai defender uma política de maior coesão social com o propósito de uniformizar condições de vida e de desenvolvimento socio-económico.
O presidente do PS-Madeira parte hoje para São Vicente, justamente um dos concelhos que quer ver melhor desenvolvido e com indicadores mais próximos dos municípios onde há melhores condições de vida. A visita vem na sequência do que já aconteceu em relação a Machico, onde o PS dedicou um fim-de-semana para apurar as carências locais.

A iniciativa, a que os socialistas chamam 'Autonomia Aberta', visa ainda colher contributos junto de várias instituições locais e de cidadãos com vista a uma eventual inclusão no programa de governo que está a ser delineado por André Escórcio.
A intervenção em sede de IRC será defendida dentro de dias junto com outras propostas de alteração ao Orçamento Regional. Já o fundo de coesão, o líder do PS admite que é uma medida mais complexa, e por isso mais ambiciosa, que pretende mexer com a requalificação de algumas zonas criando dinâmicas de desenvolvimento social e económico, como a criação de mais empregos e a fixação dos jovens às respectivas localidades.

Neste aspecto, Serrão não tem dúvidas que toda a costa Norte da Madeira deve ter outro acompanhamento da parte do Governo Regional.

Portugal e as desigualdades Sociais! Sampaio tem toda a razão!!


quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Socialistas acusam governo do PSD de ser "um obstáculo à economia e um gerador de desemprego"

O PS acusa o Governo do PSD de ser "um obstáculo à economia e um gerador de desemprego". Em causa estão as dívidas do Serviço Regional de Saúde ao Madeira Medical Center, cuja admnistração já começou a informar os seus funcionários e colaboradores que está a equacionar o recurso ao 'lay-off'.
Num comunicado assinado pelo líder do PS/M, Jacinto Serrão considera que "este é apenas mais um exemplo da falta de pagamento do Governo Regional às pequenas e médias empresas, em vez de novos incentivos ao sector empresarial, o Governo Regional transformou-se no gerador de dificuldades, de falências e de desemprego no sector privado".
"O PS incentiva a Medical Center, bem como as empresas credoras do Governo Regional, a agir por todos os meios legais ao seu dispor para que o Governo caloteiro do PSD/M utilize o dinheiro onde ele faz falta, que é na criação de riqueza e de emprego", conclui o documento.


In DIÁRIO

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Os oportunistas das greves...

A greve do passado dia 24 teve coisas revoltantes! Uns fizeram greve, descontaram o seu dia de ordenado, outros, todavia,muitos, fizeram de conta e não fizeram. Contudo, ainda há outros que fizeram PIOR: pelas suas "responsabilidades", pelas suas funções, pediram, exigiram aos outros, mas eles cá não fizeram greve. Fizeram greve de boca!!
Há gente muito esperta e os trabalhadores continuam a ser enganados!!

NASA prepara-se para revelação sobre vida extraterrestre

A NASA anunciou que esta quinta-feira organiza uma conferência de imprensa para discutir «uma descoberta que terá um enorme impacto na procura de vida extraterrestre».
A conferência será sobre Astrobiologia compreende o estudo da origem, evolução, distribuição e futuro da vida no universo. A conferência acontecerá na sede da NASA, em Washington, com vários especialistas, e com emissão em directo através do site a agência espacial.
Entre os participantes estão Pamela Conrad, astrobióloga autora de um estudo de 2009 sobre geologia e vida em Marte, Steven Benner, membro do grupo de pesquisas sobre Titan, a maior lua de saturno, e James Elser, ecologista envolvido no programa Follow the Elements, que estuda a química dos ambientes em que a vida evolui.
Também participam Mary Voytek, diretora do Programa de Astrobiologia da NASA, e Felisa Wolfe-Simon, pesquisadora de astrobiologia da USGS, agência geológica dos EUA.
Recentemente, a agência espacial descobriu oxigénio e dióxido de carbono numa da luas de Saturno - Rhea, a segunda lua deste planeta.
In BOLA

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Escola Básica e Secundária Gonçalves Zarco usa ioga para 'acalmar' alunos

É uma ideia original. A Escola Gonçalves Zarco quer usar o ioga para aumentar a rentabilidade dos alunos, incrementar a concentração nas aulas e acalmar os estudantes com dificuldades no cumprimento das regras impostas.
O estabelecimento de ensino tem em curso duas sessões de ioga e apela aos pais e professores para que participem e motivem os seus alunos para a prática.
Rui Caetano, director da Gonçalves Zarco, diz estar optimista quanto às potencialidades da iniciativa e adianta que os alunos podem participar na aula, em horário pós-escolar e sem qualquer custo.
O projecto, apresentado ontem, durante a tarde, é gerido por três professores de ioga externos à Gonçalves Zarco. A ideia é tentar alargar a experiência ao maior número de alunos possível.


domingo, 28 de novembro de 2010

Anúncios de serviços domésticos pagos em favores sexuais crescem em França

Uma nova tendência de anúncios de oferta de trabalhos domésticos, que dá sentido à expressão “pagamento em géneros”, está a agitar os franceses.
A história, contada no jornal francês, Le Parisien, conta como está a virar moda trocar certos serviços como arranjos de canalização ou traduções e explicações em casa, por favores sexuais.

Ler mais em PÚBLICO

Se a candidatura ibérica vencer, o turismo nacional começa logo a ganhar

O secretário de Estado do Turismo defendeu que se a candidatura ibérica ao Mundial de Futebol de 2018 vencer o turismo nacional começa a ganhar desde o dia do anúncio, considerando que "é um sinal importante" para os investidores portugueses e estrangeiros.
"Um evento desta natureza pelo que gera em termos de procura internacional é seguramente um sinal importante que os investidores portugueses ou estrangeiros têm para fazer investimentos em Portugal", afirmou hoje Bernardo Trindade.
O secretário de Estado do Turismo admitiu estar "confiante" na vitória da candidatura conjunta de Portugal e Espanha, considerando que "a candidatura ibérica não está pior do que as suas adversárias".
Bernardo Trindade acredita que o impacto da eventual realização do Mundial de Futebol de 2018 será ainda maior do que o Euro 2004, que foi "um bom ano turístico", uma vez que, realçou, "tem uma repercussão maior porque se está a trabalhar à escala global, tendo público dos cinco continentes".
Do ponto de vista turístico, acrescentou, "é obviamente muito importante uma vez que a visibilidade que Portugal terá até à realização do evento e durante o evento são uma forma de comunicar a nossa realidade e a nossa capacidade de organização", defendeu.
Para o responsável do Turismo, "como o evento se realiza em 2018, a visibilidade que Portugal teria nesta candidatura conjunta, em que inúmeras vezes será citado, reforça a competência instalada, a capacidade de organização e dá visibilidade a um país que assumiu o turismo como uma actividade essencial no seu processo de desenvolvimento".
Bernardo Trindade considerou que a vitória seria também positiva "no plano político, porque reforçaria a cooperação dos dois países" bem como "no plano financeiro uma vez que o investimento requerido seria diminuto, uma vez que os estádios portugueses candidatos estão construídos desde 2004".
O governante defende que o facto de apenas o Porto e Lisboa poderem vir a ser palcos de jogos não impede que "o turista que vem ao Mundial possa contactar com outras realidades, como o Algarve, o Alentejo, o Douro ou até mesmo uma deslocação às regiões autónomas da Madeira e dos Açores".
Ao Mundial de 2018 concorrem as candidaturas conjuntas de Espanha e Portugal e da Bélgica e da Holanda, além da Inglaterra e da Rússia. À edição de 2022 apresentam-se Austrália, Coreia do Sul, Estados Unidos, Japão e Qatar.
A Comissão Executiva da FIFA anuncia às 15:00 de Lisboa de 2 de dezembro, em Zurique, a atribuição da organização dos Mundiais de 2018 e de 2022, depois de as várias candidaturas fazerem a última apresentação na véspera e na manhã do dia decisivo.
A candidatura Ibérica faz a sua apresentação às 9 horas de 2 de Dezembro.

Entrevista a João Welsh, delegado regional da Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo

A Madeira vive um momento extremamente delicado no Turismo, porque todos os indicadores apontam para quebras, falamos de quebras significativas no RevPar (Receita por Quarto Disponível) de quase 10 euros e já vinha caindo nos últimos anos, que não permite à grande maioria dos hotéis da Madeira ter rentabilidade, capacidade de pagar os seus compromissos de endividamento.
A ocupação hoteleira está a cair, a entrada de turistas também. Por isso, temos uma situação muito delicada e que tem que ser alterada com uma estratégia consistente para o futuro.

Ler mais em: DIÁRIO

Chuva e vento colocam a Madeira, outra vez, com aviso Laranja

A justificar, desde já, o aviso meteorológico laranja o tempo na Madeira volta a ser de chuva, por vezes forte e vento forte de sudoeste a partir da manha de Domingo.
As previsões do Instituto de Meteorologia (IM) dão conta da aproximação de uma nova depressão atmosférica que vai trazer muita instabilidade no arquipélago.
Já esta tarde o Serviço Regional de Protecção Civil emitiu um alerta para o agravamento das condições do tempo onde recomenda à população que evite zonas susceptíveis de condicionamentos em relação a possíveis inundações e que respeite a sinalização das autoridades.
Recordo que está ainda em vigor o aviso da Capitania do Porto do Funchal, de agitação marítima forte, particularmente na costa norte onde as ondas podem chegar aos 4 metros e meio de altura. As autoridades marítimas aconselham a permanência das embarcações nos portos de abrigo.
-
Será que vamos ter mais enchentes na baixa do Funchal?? Até quando?

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Milhões de euros a 'meter água'

Pelo menos quatro dos mais recentes pavilhões da Região não são impermeáveis à chuva. Um facto mais visível sempre que a Região é fustigada com chuvadas fortes e que demonstra que algumas destas infra-estruturas necessitam de reparação urgente.
Para além das consequências na prática desportiva, as infiltrações de água, colocam também em perigo a integridade física dos atletas.
Os casos mais problemáticos são identificados no Pavilhão da Francisco Franco, da Escola Bartolomeu Perestrelo, da Escola da Levada, da Escola do Caniço e por fim do Caniçal.


-
OBRAS DA MADEIRA NOVA E MILHÕES RETIRADOS A TODOS OS MADEIRENSES QUE DEIXAM OS SEUS IMPOSTOS, ATÉ AO ÚLTIMO CÊNTIMO, NOS COFRES DO GOVERNO REGIONAL DA MADEIRA!!

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Secretário dos Assuntos Sociais admite despedimentos na ortopedia

O secretário regional dos Assuntos Sociais, Francisco Jardim Ramos, admite o despedimento dos médicos ortopedistas.
À margem de uma iniciativa no Parque Desportivo de Água de Pena, o governante afirmou que "não é razoável fazer-se uma greve só porque não se gosta do director do serviço de ortopedia".
Francisco Jardim Ramos sublinhou que a "função do director é coordenar o serviço", pelo que os colegas que trabalham com ele devem "dar toda a colaboração para que o serviço funcione bem e dê resposta favorável às necessidades dos utentes". Nesse sentido disse esperar "bom senso dos ortopedistas".
Contudo, seguindo aquilo que também já foi manifestado pelo presidente do Governo, Francisco Jardim Ramos, adiantou que a manter-se a situação, a solução poderá passar por despedimentos: "Se for necessário passará. O nosso hospital é uma empresa. Portanto, se há pessoas que perturbam o normal funcionamento da empresa, pode acontecer."
Para atenuar os efeitos da greve, os serviços mínimos estão garantidos. Ainda assim, o secretário considera que "os ortopedistas terão tempo para reflectir sobre a sua acção".

In DIÁRIO
-
Se a greve é contra o Governo da República, o PSD e o governo regional aplaudem e apoiam, mas se a greve é contra as políticas do governo regional e o seu PSD, aí condenam, acusam, ameaçam com represálias e despedimentos.
AUTÊNTICA DITADURA!

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Na POLÍTICA com VALORES!!

Há gente que está na política com o olhar fixo apenas no seu umbigo inchado e arrogante, como se o mundo só girasse à sua volta. Não são capazes de ter uma visão estratégica despegada dos seus interesses pessoais e muito particulares.
Só deve estar na política quem estiver disponível para cumprir uma missão: a missão de estar ao serviço dos reais interesses dos cidadãos.

Jardim ameaça “ver-se livre de gente que perturba”

Na véspera de mais uma greve dos ortopedistas do Hospital Dr.º Nélio Mendonça o Presidente do Governo deixou um aviso em tom de ameaça.
Alberto João Jardim afirmou que “a seu tempo a estrutura hospitalar vai-se ver livre de gente que perturba e não quer trabalhar”. Foi desta forma que o Presidente do Governo comentou a greve marcada pelo SIM, Sindicato Independente dos Médicos realçando que “ninguém está infeliz por causa da greve dos ortopedistas”.
À pergunta, se ia despedir os médicos, Alberto João Jardim ficou em silêncio.
Os médicos ortopedistas cumprem esta terça-feira o primeiro dos dois dias de greve. O segundo dia do protesto é quarta-feira, 24 de Novembro, dia da greve geral.
In DIÁRIO
-
O dr. Jardim ao dizer que se vai ver livre de quem não quer trabalha só poderia estar a se referir ao dr. Marcelino, pois, segundo consta, não aparece no hospital quando devia. Em relação a quem perturba, há anos que é assim!

Ensino precisa de estratégia

Um plano estratégico para vários anos e respostas práticas para os problemas concretos e quotidianos das escolas, dos alunos e dos professores.
Jaime Freitas, do Sindicato Democrático dos Professores, e Rui Caetano, director da Escola Gonçalves Zarco, entendem que é tempo de olhar a Educação para lá da neblina e das teorias que nos últimos 35 anos foram tentadas pelas dezenas de ministros da Educação portugueses.

Ler em DIÁRIO

domingo, 21 de novembro de 2010

Jacinto Serrão envia uma carta aos candidatos à Presidência da República

CDS afasta-se de iniciativa 'inconveniente' do PS.
O CDS é o único partido da oposição regional, que não rubricou uma carta que vai ser enviada aos candidatos à Presidência da República. O dinamizador da iniciativa, o grupo parlamentar do PS, tem uma leitura bastante crítica: "O CDS não considera relevante a defesa da democracia na Madeira e prefere ser bengala do PSD Madeira."As palavras de Carlos Pereira, vice-presidente de André Escórcio, vêm com o esclarecimento de que o CDS "não assinou deliberadamente", um documento que reclama por mais democracia na Madeira e "o cumprimento do juramento presidencial de cumprir e fazer cumprir a Constituição".
José Manuel Rodrigues, a quem a carta foi dirigida, diz não fazer sentido colocar desafios aos candidatos, sobre a matéria constante na carta. O que faz sentido e o dirigente do PP espera que aconteça, é os candidatos incluírem o seu pensamento sobre a autonomia nos respectivos manifestos.
Além do mais, o PP entende não dever subscrever uma iniciativa que vem "no seguimento da campanha de Manuel Alegre", que é apoiado pelo PS e pelo BE.O objectivo declarado da carta é que o futuro Presidente da República intervenha, no sentido de garantir a presença do Governo Regional no parlamento madeirense. Os subscritores do documento dão o exemplo das frequentes idas à Assembleia da República do Governo central, o que voltou a acontecer recentemente com a discussão do Orçamento do Estado. "Ora, se a presença do Governo no Parlamento é um facto natural, conforme manda a Constituição, e a ausência do primeiro-ministro não é aceite pelas diferentes forças políticas.
Na Madeira a ausência do presidente do Governo no primeiro órgão de governo próprio, que é a Assembleia Legislativa Regional, é que é um facto que se tornou normal e a sua presença no parlamento da Região uma situação excepcional."
A carta dá exemplos de momentos em que se impunha a presença do presidente do Governo e em que ele não aparece: discussão de moções de censura; raríssimas presenças ao longo da legislatura; e discussão do Orçamento, com excepção de pequenos períodos.
Os signatários da missiva aos candidatos presidenciais, na expectativa de que o Governo e nomeadamente o seu presidente, vai continuar a primar pela ausência na Assembleia Legislativa, deixam uma mensagem: "Apelamos a Vossa Excelência, como candidato a Presidente da República, e sendo certo que, constitucionalmente compete ao titular deste cargo ser o garante do regular funcionamento das instituições, para que, se eleito, seja o penhor de um pacto perante os Madeirenses, em que assuma o compromisso de, enquanto eventual futuro titular do cargo, se assim o entenderem os Portugueses, tomará as medidas necessárias para que o Parlamento da Região Autónoma da Madeira exerça as suas competências próprias em pleno, em todas as situações acima relatadas, nomeadamente em sede de discussão do próximo Orçamento regional, em que a normalidade democrática exige a presença do Governo da Região Autónoma, e nomeadamente a do seu principal responsável, Sua Excelência o Presidente do Governo Regional."
O documento vai assinado por Jacinto Serrão, deputado e presidente do PS-Madeira, André Escórcio, líder parlamentar do grupo socialista, Carlos Pereira, vice-presidente, Vítor Freitas e Bernardo Martins, deputados do mesmo partido, Roberto Almada, deputado e Coordenador do BE, Leonel Nunes, deputado do PCP, e José Manuel Coelho, deputado do PND e candidato a candidato presidencial.

PS propõe aposta no "cluster do mar"

Ideia vai integrar o programa de Governo com que o PS se vai apresentar em 2011.
É uma das primeiras grandes propostas que os socialistas formulam, com base no projecto 'Autonomia Aberta' a que deram início neste fim-de-semana: a Madeira deve apostar no cluster do mar.
A aposta no mar, "como fonte de riqueza económica e do conhecimento" deve ser inserida num novo modelo de desenvolvimento que os socialistas pretendem, como alternativa ao actual, "que se encontra esgotado e pressupõe a dependência continuada de recursos financeiros vindos do exterior".A aposta socialista no cluster do mar, passa pela fundação de um 'Instituto para o Desenvolvimento do conhecimento e da Economia do Mar', adianta Jacinto Serrão ao DIÁRIO.
O instituto inclui "a criação de um parque de ciências e tecnologias do mar, com o objectivo de promover e apoiar a investigação e o desenvolvimento tecnológico em áreas científicas relacionadas com o Oceano, fundamental para promover a inovação nas actividades económicas sustentadas nos recursos marinhos e em serviços tecnológicos afins, que aproxime o saber universitário e as empresas regionais com vocação para o sector, quer as que já existem, quer os novos investimentos".O cluster terá como pilares as seguintes áreas: a pesca e a indústria pesqueira; o turismo marítimo e a construção naval de embarcações turísticas; a investigação oceânica e o desenvolvimento científico e tecnológico; os portos e o ordenamento costeiro e marítimo.
O PS tem ideias para apoio aos estaleiros navais, à frota pesqueira, à reinstalação da indústria conserveira (depois de devidamente estudada). Tem também um projecto de Turismo Marítimo de Natureza.
A ideia geral é a afirmação geoestratégica da Região no Atlântico.