domingo, 14 de novembro de 2010

José Tolentino Mendonça - Uma grande viagem começa por um só passo: Um pequeno conforto

A história é esta: uma mulher vai a uma pastelaria de um centro comercial encomendar um bolo para o aniversário do filho. Como qualquer um de nós faria, deixa lá o seu nome e um contacto telefónico. Só que, exactamente na manhã do aniversário, o miúdo é atingido por um automóvel, entra em coma e morre. O pasteleiro não faz ideia do que se passa. Sabe apenas que aquela mulher encomendou um bolo que não veio buscar. Começa a persegui-la nos dias seguintes com chamadas anónimas.
A mulher, por um acaso, descobre que é ele o autor dos telefonemas e, em pleno trauma pela morte do filho, decide ir com o marido ao Centro Comercial dar-lhe uma lição. No primeiro momento do encontro só se vê, de facto, o confronto da ira dela com o ressentimento do pasteleiro. Mas quando Ann diz o que ele não sabe, a fúria descongestiona-se dando lugar a outra coisa.
«- Deixem dizer-lhes a pena que sinto - disse o pasteleiro, pondo os cotovelos em cima da mesa. - Só Deus sabe quanto lamento. Oiçam lá, eu sou apenas um pasteleiro. Não pretendo ser outra coisa…Isso não vai justificar aquilo que fiz, eu sei. Mas sinto profundamente…Têm de compreender que tudo se resume ao facto de eu já não saber como actuar. Por favor, deixem-me perguntar-lhes se posso encontrar perdão nos vossos corações?».
Fazia calor na pequena pastelaria. Ann e o marido tiraram os casacos. O pasteleiro colocou umas chávenas sobre a mesa. Eles sentaram-se. E, muito embora estivessem cansados e angustiados, começaram a ouvir o que aquele homem tinha para dizer.
«-Provavelmente, precisam de comer alguma coisa - disse o pasteleiro. - Espero que comam uns pãezinhos quentes, feitos por mim. Têm de comer e enfrentar a situação. Comer dá um certo conforto, numa ocasião como esta - disse ele».
Continuavam a escutá-lo. Comiam agora devagar um pão escuro e perfumado que o homem lhes abriu, sentiam com surpresa o seu gosto retemperador e delicado. Pela madrugada dentro, deixaram-se ali a conversar. As luzes fluorescentes do estabelecimento foram substituídas pela luz da manhã, que começou a escorrer pelas janelas.
Gosto muito deste conto de Raymond Carver e já o tenho repetido. O que aprecio nele é sobretudo mostrar como as cenas da vida quotidiana, mesmo as mais dramáticas, nos podem abrir aos grandes espaços da experiência interior.
As palavras criam um clima de acolhimento e escuta. O alimento consola, enxuga as lágrimas. Dentro das personagens acontece uma espécie de ressurreição. De facto, quando a gente aceita que mesmo sobre aquilo que nos parece imperdoável há mais do que um ponto de vista, ou quando compreendemos que, em grande parte das situações, mais do que premeditação o que existe é ignorância, então estamos prontos para encontrar perdão nos nossos corações.
Torna-se finalmente claro que o conforto que falta à nossa vida é bem mais pequeno do que supomos.
Basta-nos o conforto de atravessar ao lado de outros a nossa noite e assistir aí, esperançados, à chegada da manhã.
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Mais um belíssimo texto do José Tolentino Mendonça que nos faz reflectir e olhar o mundo de um modo diferente.

DOSSIER EMPREGO - DIÁRIO

Durante uma semana o DIÁRIO procurou escalpelizar o dossier Emprego. Um trabalho que nos levou a contactar os vários figurantes de um cenário que não se mostra nada atraente, nem positivo, em que as queixas são demasiadas e as perspectivas esbarram num pessimismo exagerado a que não está alheia a situação política e económica do País.
Mesmo assim há esperança e há, sobretudo, vontade de mudar este cenário. A esperança é a última a morrer e a sabedoria popular aplica-se bem neste momento.
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LEIAM O DOSSIER EMPREGO NO DIÁRIO DE HOJE AQUI: DIÁRIO
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Excelente trabalho jornalístico do DIÁRIO. Construtivo, abrangente, profundo e com enorme qualidade.

sábado, 13 de novembro de 2010

Em França, Governo demite-se!


GR é irresponsável ao autorizar extracção de inertes na Ribeira Grande

Vereador Rui Caetano pronunciou-se sobre decisão do executivo à revelia da câmara do Funchal.
O vereador do PS na câmara do Funchal acusou hoje o Governo Regional de negligência e irresponsabilidade ao autorizar a extracção de inertes da ribeira de Santo António à revelia do município da capital madeirense.
Rui Caetano falava numa conferência de imprensa junto àquele curso de água nas zonas altas de Santo António, considerando que a extracção de inertes é "mais um exemplo vivo dos erros que continuam a ser cometidos na Madeira do ponto de vista ambiental e do urbanismo".
O autarca salientou que o relatório final sobre os aluviões apresentado esta semana pelo Governo Regional como sendo a "carta magna do que se iria fazer daqui para a frente, declarando tolerância zero" em matéria de construções junto das ribeiras, afinal "apenas serviu para esconder os erros cometidos no passado e o que está a ser feito hoje".
"O que se está a fazer na ribeira de Santo António é um crime que está a ser feito nas costas da câmara do Funchal", disse Rui Caetano.
"Consideramos que é gravíssimo, uma negligência demasiado grave para ser verdade e é preciso assumir as suas responsabilidades", acrescentou.
Para o vereador socialista, o referido relatório "foi apresentado para resolver os problemas, não pode ser enfiado dentro da gaveta e a ser retirado apenas para hastear a bandeira da exigência e rigor na teoria, porque na prática não está a servir rigorosamente para nada".
Rui Caetano sustentou que "está a servir para que se cometam a mesmas ilegalidade de forma mais grave", criticando o Governo Regional por ter autorizado esta "extracção de inertes de forma negligente e irresponsável da ribeira de Santo António, contra a vontade, parecer e argumentos da câmara".

In DIÁRIO



Aung Suu Kyi finalmente às portas da liberdade

Finda período de 18 meses de prisão domiciliária. Principal incógnita reside na forma como irá prosseguir o combate político
A líder da oposição birmanesa e Nobel da Paz em 1991, Aung San Suu Kyi, poderá pisar hoje as ruas de Rangum como pessoa livre, ao expirar a mais recente pena de prisão domiciliária a que foi condenada, em Maio de 2009, pela Junta Militar no poder.
In DN

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Sondagem dá sete pontos de vantagem ao PSD sobre o PS

O Partido Socialista voltou a cair nas intenções de voto. O PS perdeu 5,3 pontos em relação ao mês passado, ficando-se agora pelos 30 por cento, seguindo um sentido contrário ao do PSD, que subiu para 36,9 por cento, de acordo com um estudo realizado pela Eurosondagem para a Rádio Renascença, Expresso e SIC.
O mesmo barómetro volta a colocar o CDS-PP como o terceiro maior partido, com uma subida de 1,3 pontos percentuais para os 9,3 por cento nas intenções de voto. O Bloco de Esquerda fica muito próximo do CDS-PP, ao subir 1,4 pontos para os 9,2 por cento. A CDU regista uma subida de 0,4 pontos percentuais para os 8,8 por cento nas intenções de voto.

In PÚBLICO

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Apelo de "tolerância zero" do GR é "esponja" para apagar irresponsabilidade na construção

O vereador do PS na câmara do Funchal, Rui Caetano, considerou que o relatório final de avaliação do risco de aluviões na região apresentado pela Vice-Presidência do Governo Regional parece "uma esponja para apagar" a irresponsabilidade.
O autarca salientou em conferência de imprensa que o relatório está "consistente e fundamentado" como se o executivo madeirense "tivesse descoberto a pólvora", quando durante décadas especialistas alertaram para os riscos graves que estavam a ser cometidos do ponto de vista do urbanismo, ambiente e segurança das pessoas, que foram "desprezados e espezinhados".
O vice-presidente do Governo Regional da Madeira, João Cunha e Silva (PSD), apelou na quarta-feira às autarquias que tenham "tolerância zero" para com o licenciamento de empresas ou fábricas junto de zonas de risco, designadamente nas margens das ribeiras.
"Não conseguimos perceber como o vice presidente vem de uma forma muito directa acusar câmaras por esses licenciamentos", disse, por seu lado, o vereador socialista.
Para Rui Caetano, é necessário "assumir a responsabilidade de todas as construções junto das ribeiras que têm que ter aval do Governo e dos Serviços de Hidráulica".Segundo Rui Caetano, "se foram feitas é porque o Governo deu também parecer favorável".
Dado que a vice presidência também "tem a tutela das câmaras, se diz que foram feitas aquelas ilegalidades todas, se correram aqueles riscos todos, deveria usar o seu poder e intervir para impedir que isso acontecesse".
"Não disse rigorosamente nada e não pode vir como salvador e com um relatório que parece que é uma esponja para apagar tudo o que foi feito de ilegal até agora. Quem vai assumir a responsabilidade do que foi feito até agora?", questionou.
O apelo do governante madeirense foi feito na sessão de apresentação do "Estudo de Avaliação do Risco de Aluviões na Ilha da Madeira", um trabalho conjunto de especialistas do Instituto Superior Técnico, da Universidade da Madeira e do Laboratório Regional de Engenharia Civil.


Escola Básica e Secundária Gonçalves Zarco - Escolas contribuem para o Ambiente

A Escola Básica e Secundária Gonçalves Zarco realizou na manhã de ontem a cerimónia do hastear da bandeira verde (Eco-Escolas). O galardão referente à participação no programa de âmbito nacional no ano lectivo 2009/2010 é a oitava bandeira conseguida consecutivamente por aquela escola do Funchal.
Rui Caetano, presidente do Conselho Executivo do estabelecimento de ensino, referiu que a bandeira ontem hasteada significa "o reconhecimento pelo trabalho de toda a escola (alunos, docentes e funcionários) em termos ambientais e de desenvolvimento sustentável. O responsável agradeceu o empenho de todos e pediu para que continuem a lutar pela protecção do ambiente. "Ganhamos nós, ganha a natureza, ganha o ambiente".
Já o director regional do Ambiente, João Correia, enalteceu o envolvimento daquela escola no programa, principalmente tendo em conta a dimensão e elevado número de alunos, o que dificulta o desenvolvimento do projecto. "É uma escola referência ao nível regional", acrescentou. O director regional exortou ainda os alunos para que seja dada continuidade ao programa Eco-escolas e para que todos continuem a "contribuir para que o Ambiente na Região seja cada vez melhor".
No ano lectivo anterior, 122 escolas da Região candidataram-se ao programa eco-escolas. 101 receberam a bandeira verde.

In DIÁRIO

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Estudo aponta para a eventual necessidade de remover habitações- Áreas de actividade humana com atenção especial

O relatório final do "Estudo de Avaliação do Risco de Aluviões na Ilha da Madeira" será hoje apresentado na Secretaria Regional do Equipamento Social.
Em causa está um estudo científico que reuniu especialistas do Instituto Superior Técnico (IST), da Universidade da Madeira (UMa) e do Laboratório Regional de Engenharia Civil e que incidiu sobre as três grandes ribeiras do Funchal e as ribeiras da Ribeira Brava e Tabua.



In DIÁRIO
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As conclusões deste estudo vêm demonstrar a incompetência, a negligência, os crimes urbanísticos e políticos que foram cometidos ao longos dos anos da governação PSD, na nossa MADEIRA.
Sempre houve técnicos especialistas, professores universitários, associações ambientais, cidadãos comuns e órgãos de comunicação social a alertar para os perigos de determinadas obras junto aos leitos das ribeiras entre outras situações de perigo. Mas o poder regional preferiu adoptar a prepotência e desse modo desprezou e ofendeu quem tinha sentido de responsabilidade e quem se preocupava com a segurança das pessoas e dos seus bens. O resultado está à vista de todos.
E este relatório é a prova mais evidente.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Escola Básica e Secundária Gonçalves Zarco hasteia Bandeira Verde


Amanhã, pelas 10 horas, na Escola Básica e Secundária Gonçalves Zarco, decorrerá a cerimónia do hastear da Bandeira Verde, com a presença do director regional do Ambiente, Galardão Eco-Escolas 2009/10 que aquele estabelecimento de ensino conquistou.
O mesmo é uma forma de reconhecer o trabalho desencadeado pela Escola Gonçalves Zarco na melhoria do seu desempenho ambiental e na sensibilização para a necessidade de adopção de comportamentos sustentáveis.

Este acto simbólico é o reconhecimento do esforço e do trabalho de toda a comunidade escolar, alunos, professores e funcionários, diz o presidente do Conselho Executivo, Rui Caetano.

Jornalista do DIÁRIO agredido pelo presidente do Marítimo

O jornalista do DIÁRIO foi agredido pelo presidente do Marítimo, quando fazia a cobertura jornalística do treino matinal no Complexo Desportivo em Santo António.
Carlos Pereira terá se dirigido a Marco Freitas no momento, em que o jornalista assistia ao treino, na companhia de dois outros colegas de profissão, com um tom agressivo a pedir explicações.
O jornalista foi assistido no Hospital Dr. Nélio Mendonça a escoriações na zona do pescoço.
A Empresa Diário de Notícias e a Direcção do DIÁRIO tomarão posição pública sobre este grave incidente ainda hoje.
Saiba mais desenvolvimentos sobre este assunto, amanhã, na edição impressa do DIÁRIO e nos noticiários da TSF.

In DIÁRIO
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O desespero já resulta em violência e agressões! A Madeira Nova deu nisto!!

Escolas lutam contra a fome

Sete escolas do 1.º ciclo das zonas mais pobres do concelho de Sintra vão passar, já a partir deste mês, a abrir as cantinas ao fim de semana e nas férias para que os alunos possam continuar a ter pelo menos uma refeição quente por dia quando não há aulas.
No final do passado ano letivo, cinco já tinham aberto os refeitórios ao sábado e ao domingo, depois de os professores perceberem, no início de cada semana, que muitas crianças pouco tinham comido desde a sexta-feira anterior. E nas cantinas apareciam famílias inteiras.
"Mais de cem alunos vinham almoçar ao fim de semana. Muitos traziam pela mão os irmãos mais pequenos que ainda nem sequer estavam em idade escolar. E os mais velhos, que já tinham deixado de estudar, também apareciam. Não negávamos almoço a ninguém", recorda Ivone Calado, diretora do Agrupamento de Escolas da Serra das Minas, em Rio de Mouro.
Agora a pobreza agravou-se ainda mais. O número de cantinas abertas todos os dias vai aumentar. E já não chega dar refeições em tempo de aulas. "Não podemos arranjar uma solução para que as crianças almocem ao fim de semana, esquecendo que durante os 15 dias das férias do Natal, por exemplo, muitas ficam quase sem comer. Teremos de abrir aí também", diz o vice-presidente da Câmara, Marco Almeida.
Escolas viram instituições de solidariedade social
Sintra, onde se vive uma das situações mais problemáticas do país
está no entanto longe de ser caso único. Um pouco por todo o país, cada vez mais crianças chegam à escola com fome e é de estômago vazio que tentam aprender. Pouco ou nada comeram de manhã. Pouco ou nada jantaram na noite anterior. Sentam-se irrequietas, estão desconcentradas e algumas queixam-se de dores de barriga.
Há alterações de comportamento associadas à fome que os professores já aprenderam a detetar e que garantem serem mais notórias este ano letivo. Com a crise, os estabelecimentos de ensino desdobram-se em soluções para o problema. As escolas são cada vez mais instituições de solidariedade social.
Em Setúbal, a autarquia pondera igualmente manter algumas cantinas escolares a funcionar fora dos dias de aulas, antecipa a presidente de Câmara, Maria das Dores Meira. "Muitos meninos chegam ávidos à segunda-feira e querem repetir o prato duas ou três vezes. A contar com isso, algumas cantinas já aumentam a quantidade de comida feita nesse dia", conta.
Também na Trofa, onde quase 50% dos alunos são carenciados, ou em Faro, onde o número de refeições gratuitas servidas nas escolas aumentou 15% este ano letivo, por exemplo, as Câmaras estão a estudar medidas.
Crianças encobrem a pobreza
Mas mesmo quando não há apoios extra do município ou do Ministério da Educação, muitos estabelecimentos de ensino fazem tudo para minimizar as carências alimentares de algumas crianças. Na secundária de Pinhal do Rei, na Marinha Grande, a fruta e o pão que sobram dos almoços são distribuídos aos alunos mais pobres.
Já o Agrupamento de Escolas de Sesimbra até providencia o jantar nos casos mais graves. "A família e as crianças têm, muitas vezes, vergonha de pedir ajuda. Tivemos um caso em que teve de ser a vizinha a vir à escola dizer que uma menina não jantava e quase não tomava o pequeno-almoço. A mãe estava de baixa médica há bastante tempo e o pai ficou desempregado. Além do almoço, passámos a dar-lhe um suplemento de manhã, o lanche e a embalar-lhe jantar para levar para casa", conta a diretora, Ana Paula Neto.
Apesar de graves, muitos casos não são fáceis de detetar. "As crianças aprenderam a encobrir a sua pobreza", explica Sandra Santos, assistente social no Agrupamento de Escolas da Damaia (Amadora), onde 60% dos alunos são carenciados. Por vezes, não confessam o problema aos professores, mas pedem ajuda aos amigos da turma. "Notámos, por exemplo, que havia alunos que não comiam o pão do almoço ou a sandes do lanche, mas que os guardavam. Ficámos atentos e percebemos que iam discretamente ao pátio dar o que não comeram a um colega que lhes tinha pedido para poder levar para casa. De alguns desses casos nem sequer tínhamos consciência", diz.
O Conselho Geral do agrupamento reuniu-se esta semana e decidiu fazer um levantamento de todos os casos de fome. No passado ano letivo, havia 20 alunos sinalizados por carências alimentares. Agora são mais, garante a assistente social. Por isso, professores e funcionários da escola estão a montar de raiz um banco alimentar, levando arroz, massa e outros produtos para poderem distribuir pelos alunos.
Mas a pobreza não se manifesta apenas na alimentação. Dois meses após o começo das aulas, há turmas do 3.º ciclo onde metade dos alunos ainda não tem os manuais. O problema é que muitas famílias de classe média deixaram de conseguir assegurar esta despesa, mas não beneficiam da Ação Social Escolar. O subsídio do Estado é dado com base na declaração de rendimentos do ano anterior, o que faz com que acabem por não estar abrangidos casos de pais que em 2009 tinham uma situação económica mais equilibrada, mas que recentemente perderam o emprego.
Manuais só no Natal
Mas mesmo quando os alunos beneficiam dos apoios e têm os os livros comparticipados, os pais têm primeiro de avançar com dinheiro e só depois ir à escola com a fatura para receberem o cheque com a comparticipação. Acontece que muitos não têm o que avançar. Na papelaria do bairro, mesmo em frente à escola de pavilhões brancos imaculados, muitas encomendas de manuais feitas pelos encarregados de educação em junho continuam por levantar. Há pais que prometem ir buscá-los quando receberem o subsídio de Natal. Outros que, no final de cada mês, vão buscar mais um livro para os filhos estudarem.
Na Madeira, acontece o mesmo. Perante as dificuldades, "muitos professores compram o material escolar do seu próprio bolso e oferecem-no aos alunos", conta Rui Caetano, diretor da básica e secundária Gonçalves Zarco, no Funchal. A fome também já se faz sentir. "A situação é dramática. De manhã os miúdos queixam-se de dores de barriga porque se levantaram às sete e só comem às dez, quando distribuímos uma sandes", revela.
Um pouco por todo o país, o cenário não é muito diferente. Há famílias com muito pouco no bolso e crianças com quase nada no estômago. Com os cortes salariais e outras medidas de austeridade a começar em janeiro, o inverno só virá piorar as coisas. E com ele chega o frio, que também pode ser austero. Muitas escolas, transformadas em instituições de solidariedade, já estão a pensar como resolver mais este problema. "Estamos a fazer recolhas de roupa para dar aos alunos. Há dias em que já aparecem encolhidos de frio, só com uma camisolinha e pouco mais", descreve Luís Dias, diretor do Agrupamento Luís António Verney, em Lisboa.

Ação social escolar
506 milalunos são apoiados pelo Estado este ano letivo, mais 18 mil do que em 2009/2010, segundo uma estimativa do Ministério da Educação
€141é o valor da comparticipação do Estado para a compra de manuais escolares no caso dos alunos mais carenciados do 9º ano. No total, os livros para esse ano de escolaridade custam cerca de 200 euros
6,4 milhõesde euros é quanto o Ministério da Educação deve à Câmara Municipal de Sintra por serviços prestados aos alunos, nomeadamente refeições, enriquecimento curricular e prolongamento de horário
In EXPRESSO

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Marcelino Andrade pede ao Governo que não faça um novo hospital mas um bordel

"Com o devido respeito que eu tenho pelas senhoras que me ouvem e pelas minhas colegas, uma das coisas que eu queria pedir era que houvesse serenidade, porque se os médicos começam a vir para a praça pública discutir como estão a discutir, era melhor pedir ao Governo que não faça um hospital mas que faça um bordel.
A gente tem de discutir as coisas é dentro da nossa casa". Foi desta forma que Marcelino Andrade, médico ortopedista e hoje chefe-de-equipa da especialidade no serviço de urgência reagiu à greve decretada naquele serviço hospitalar.
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Como é possível? Mas que linguagem, que prepotência, que abuso de poder, que desprezo que vergonha, comparar o HOSPITAL a um bordel. Este PSD está desesperado e não respeita ninguém.

domingo, 7 de novembro de 2010

José Tolentino Mendonça - Crónica: Sonata de Outono

E o Outono vai-se instalando. A princípio nem parece uma estação. É quase um estado de alma, este tempo assim um pouco vago, em declive delicado, com a chuva ainda rala (mesmo se em alguns dias chega por aí aos tropeções) e o vento que parece um miúdo a aprender a assobiar. Olhamos com íntima estranheza para a brevidade destes primeiros dias, dos quais já não nos lembrávamos. Nas árvores, as folhas tremeluzem, indecisas e iluminadas, transmutadas em incríveis tonalidades. Os frutos têm perfume e sabores densos, tão diferentes daqueles que se saboreiam no verão.

Lembro-me de um poema de Miguel Torga, que gosto de pôr a tocar como uma pequena sonata de Outono:O que é bonito neste mundo e anima,é ver que na vindimade cada sonhofica a cepa a sonhar outra aventura...E que a doçura que se não provase transfiguranuma doçuramuito mais purae muito mais nova

Neste arranque de Outono, deixo-me demorar nas palavras: "a doçura que se não prova". Tendo o privilégio de acompanhar a vida de muitas pessoas, sei que esta não é uma questão que se possa iludir. Há um momento na nossa vida, ou há momentos nela, em que fazendo um balanço, sentimos que ficámos aquém dos nossos próprios sonhos. Há dias e estações da nossa vida em que nos sentimos mendigos de nós mesmos. Esperávamos isto e aquilo que não aconteceu.

Desejávamos uma plenitude, uma fulgurância, um clarão e o que temos é uma estreita e baça normalidade. Sentimo-nos, sem saber bem como, a viver sob tectos baixos. Há uma espécie de doçura prometida que nos escapa, que fica adiada, que começamos talvez a julgar que já não será para nós, tão inacessível nos assoma.
Por vezes, este sentimento vem aos 70 ou aos 40 anos. Mas também surge aos 20 ou aos 30. Recordo aquela frase terrivelmente verdadeira de um romance autobiográfico de Marguerite Duras: «Muito cedo na minha vida foi tarde de mais». Esta difusa melancolia, este sentir que a luz que interiormente nos alumia se tornou fosca e sem alcance são experiências muito alargadas. Por isso se diz que não dependem propriamente da idade os Outonos interiores que atravessamos.

Existem é modos diferentes de encarar essa experiência, que, no fundo, nos é tão intrínseca e comum. Podemos desistir simplesmente de esperar, e largamos a vida no parque de estacionamento do pragmatismo mais raso. Podemos trocar a doçura que não conseguimos, por um tipo de acidez quotidiana, uma desconfiança sistemática a que nada nem ninguém escapam, e que se vai espalhando, entre a ironia e o desalento, contaminando tudo. Ou podemos, e esse é o olhar mais necessário, perceber que «a doçura que se não prova/se transfigura numa doçura/muito mais pura/e muito mais nova».

O Outono não é, portanto, o fim da história. Se o soubermos agarrar, é sim um ponto de partida avançado, que nos permite essa coisa urgente que é a "transfiguração" da vida, através de um paciente e esperançoso trabalho interior.

sábado, 6 de novembro de 2010

A hipocrisia do dr. Alberto João!!

O dr. Alberto João acusou o Estado de ser uma fraude e de ser ladrão. Diz que o Estado é "Um ladrão porque tira as reformas a pessoas que descontaram toda uma vida." Mais um embuste deste senhor!!
Ora, vejam lá este senhor presidente do PSD. Quando o Governo da República aplicou as medidas de terminar com os dois últimos escalões do abono de família, o dr. Alberto aplicou na Madeira sem pestanejar, sem apresentar uma compensação às famílias. Quando o mesmo governo decidiu cortar com os ordenados da função pública, o dr. Alberto apressou-se a dizer que iria aplicar a mesma medida sem compensar os prejudicados.
Quando este mesmo governo aumentou os impostos, lá foi de novo o dr. Jardim ceder sem questionar e aumentou também os impostos.
AGORA, quando decidem acabar com os duplos ordenados, isto é, quem recebe uma reforma mais o ordenado terá de optar por um só vencimento, como esta medida toca no bolso do dr. Jardim e de alguns dos seus acólitos, recusa-se a aceitar. Chama-os de ladrões e afirma que não vai ceder e vai mandar o Estado para o tribunal. HIPOCRISIA!

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

JSD-M DESPERDIÇA DINHEIROS COM SEDE DE CAMPANHA!

Um dos candidatos à liderança da JSD-Madeira inaugurou uma sede de campanha!!UMA SEDE DE CAMPANHA PARA UMA CANDIDATURA À JSD???? MAS QUE GENTE POUPADA, MAS QUE BRILHANTES IDEIAS PARA RESOLVER OS PROBLEMAS DOS JOVENS? OS PPDs só sabem esbanjar e desperdiçar!!

Jardim chama “ladrão” ao Estado por não lhe permitir acumular reforma

O presidente do governo regional da Madeira, Alberto João Jardim, acha que o Estado português “é ladrão” porque não permite a acumulação de pensões de aposentação com qualquer tipo de salário no sector público.
A solidariedade e o sentido de justiça social do dr. Jardim existe apenas dentro do seu umbigo e dali não sai. Despreza os madeirenses e todos os portugueses que estão em dificuldade e que nem um ordenado recebem!

INVEJA!!

Estou a reler o livro "As Lições de Gestão dos Clássicos", lições inspiradoras de Alexandre, o grande, Júlio César e de outros grandes líderes da Grécia e da Roma Antigas e, entre outras lições de enorme valia, encontrei uma frase de pormenor, mas significativa: "A inveja consome o invejoso como a ferrugem o ferro."

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Indisciplina vai ser acompanhada

Na escola Gonçalves zarco ninguém será suspenso por indisciplina.
A Escola Gonçalves Zarco encontrou formas alternativas de intervir na área disciplinar.

Embora o estatuto do aluno dite a suspensão como castigo, aquela escola quer intervir de modo construtivo, não aplicando a nenhum aluno a medida de suspensão. Esta, entende Rui Caetano, não resolve o problema da indisciplina, uma vez que apenas deixa os alunos abandonados na rua ou em casa sem nenhum acompanhamento.
É por isso que a medida de suspensão vai ser substituída pela de acompanhamento, que ficará a cargo dos professores e de técnicos especializados.
Rui Caetano, presidente do Conselho Executivo, refere que o projecto 'Experiência Positiva' tem por objectivo específico combater a indisciplina na escola, dentro e fora da sala de aulas, e assume-se como alternativa à medida de mandar os alunos para casa 5 ou 10 dias, como o prevê o Estatuto do Aluno.
"Na nossa escola não vai ninguém para casa como castigo, porque quando isso acontece o aluno fica só e, quando regressa, chega igual ou pior".
Para criar uma alternativa, a Escola Gonçalves Zarco conta com os professores e estabeleceu ainda parcerias com diversas entidades públicas, como o Centro Comunitário da Nazaré, o Centro de Saúde do Bom Jesus, e a Associação Aura, que vão disponibilizar apoio especializado e técnico, através de médicos, enfermeiros, psiquiatras e psicólogos.
Rui Caetano explica que os alunos indisciplinados provêm, na maior parte dos casos, de famílias com problemas sociais de vária ordem. Por isso, é que alguns pais chegam mesmo a pedir ajuda à escola porque não sabem o que fazer para melhorar o comportamento dos filhos.
O presidente do Conselho Executivo salienta que os casos de indisciplina atingem os alunos do 7º e 8º ano, mas aqueles que são mais preocupantes têm origem nos alunos do 2º ciclo, com 10, 11 e 12 anos.

ALTAMENTE: um projecto para combater o abandono escolar
Ontem também foi apresentando o projecto 'Altamente', que tem por objectivo essencial combater o insucesso e o abandono escolar.
É um projecto já com dois anos e com resultados comprovados, que faz o acompanhamento dos alunos através de tutores, que tentam incutir a ideia da importância do estudo.
Paralelamente, é um projecto que visa disponibilizar orientação sobre os melhores métodos para obter bons resultados escolares. Os tutores assumem, assim, um papel de pai e de mãe, que muitas vezes não é desenvolvido em casa pelas mais variadas razões.
Rui Caetano referiu, ainda, que paralelamente aos dois projectos ontem apresentados, na área do insucesso e do abandono escolar, e na área da indisciplina, está em estudo um outro que visa abordar o 'bullying' de forma preventiva.
Explica, a propósito, que até agora não existem casos de 'bullying' na Escola Gonçalves Zarco. Mesmo assim, está a ser preparado um projecto, em parceria com outras entidades e com apoios da União Europeia, que permitirá trabalhar o 'bullying' de uma forma preventiva.

Fenprof prevê desemprego para milhares de professores

A Federação Nacional dos Professores (Fenprof) já fez as contas e avança que cerca de 30 mil horários de professores serão eliminados, caso não haja alterações à proposta de Orçamento do Estado para 2011. "A federação pede esclarecimentos à tutela sobre o impacto das medidas previstas.
De acordo com as “Medidas de Racionalização de Recursos” previstas para a Educação, que se prevê tenham um impacto de 0,4% do PIB (redução de 803 Milhões de euros), o futuro de muitos milhares de professores será o desemprego, apesar de fazerem falta às escolas para que funcionem e ao sistema para que atinja as metas estabelecidas", refere a federação em comunicado.
A situação pode chegar aos professores contratados pelas autarquias para as Actividades de Enriquecimento Curricular (AEC), do 1.º ciclo, uma vez que os municípios terão um corte orçamental de cinco por cento. Só nas AEC há cerca de 15 mil docentes contratados como técnicos, contabiliza a Fenprof.
A Fenprof prevê que com o desaparecimento do currículo das disciplinas não curriculares de Estudo Acompanhado e de Área Projecto possam cair 5400 horários. Outros mil serão os dos professores contratados para substituições de longa duração que as direcções-regionais de Educação não estão a autorizar as suas contratações, de maneira que as escolas são "obrigadas" a recorrer a professores dos apoios educativos.
Quanto à medida de obrigar os professores bibliotecários a leccionarem uma turma, levará à redução de cerca de duas centenas de 200 horários. E a Fenprof continua as suas contas incluindo as perdas com o encerramento das escolas, o reordenamento da rede e a criação dos mega-agrupamentos.
Outras medidas que podem levar à redução de horários é a diminuição do número de horas de assessorias às escolas, redução do número de adjuntos, de situações de mobilidade, da eliminação da bonificação na componente lectiva pelo trabalho nocturno, das horas do Plano Tecnológico, etc.
Tudo isto levará a que sejam precisos menos professores nas escolas."Contas feitas, e sem qualquer exagero na contabilização, serão mais de 30.000 horários que poderão ser eliminados, correspondendo a outros tantos docentes, contratados e não só, e sem ter em conta o que poderá acontecer nas AEC.
Recorda-se que, nas escolas, o número de contratados não atinge os 30.000, aguardando a Fenprof uma informação precisa do Ministério da Educação, que já foi solicitada."Além de pedir esclarecimentos à tutela, a federação qier aomda saber como é que com menos professores se pode garantir a qualidade educativa aos alunos que se mantém na escola para completar uma escolaridade de 12 anos; como é que se vão cumprir as metas de redução do abandono e do insucesso escolar, traçadas pela ministra Isabel Alçada para 2015."Conclui-se, que a actual proposta de Orçamento de Estado, a não ser substancialmente alterada em sede de especialidade, para além da extrema gravidade que representa para quem trabalha – redução salarial, congelamento de carreiras e brutal aumento do desemprego – é uma verdadeira mentira, pois estabelece objectivos que, sabe-se à partida, devido às opções políticas em que assenta e às medidas que as concretizam, são inalcançáveis.
Há, por isso, razões para que os professores e educadores se envolvam nas lutas em curso e, para além delas, aprovem lutas que as continuem", justifica a federação.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Escola Gonçalves Zarco apresenta projectos para ajudar a solucionar problemas disciplinares

Com o objectivo de ajudar a solucionar problemas disciplinares do estabelecimento de ensino, a Escola Gonçalves Zarco apresenta esta quarta-feira o projecto Experiência Positiva e a continuidade do Projecto Altamente.
"Estes projectos assumem como objectivo principal intervir na área da indisciplina, mas de um modo construtivo, criando alternativas à medida disciplinar que pune os alunos com a medida da suspensão", revelou em comunicado o presidente do Conselho Executivo da escola.
O mesmo documento acrescenta que a 'Gonçalves Zarco' "pretende não aplicar a nenhum aluno a medida de suspensão da escola. Acreditamos que castigar os alunos com dias de suspensão não resolve o problema da indisciplina, antes pelo contrário, os alunos ficam abandonados na rua ou em casa sem nenhum acompanhamento".

Com o projectos a serem apresentados quarta-feira, pelas 17 horas, na sala de sessões, os alunos da Escola Gonçalves Zarco com problemas de indisciplina vão ser acompanhados pelos professores e por técnicos especializados.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

FALHAMOS TODOS!!!

ESTOU REVOLTADO!!! MAS QUE VIDA É ESTA!!! Contaram-me que mais uma criança se suicidou. Tinha apenas 15 anos.
MAS O QUE É QUE SE PASSA NA MADEIRA?? Os suicídios acontecem a um ritmo procupante e agora até as crianças dão fim à vida!! ISTO ESTÁ TUDO ERRADO!! O que é que fizemos, meu DEUS, o que é que fizemos à SOCIEDADE DE HOJE????

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Reforma da Assembleia une a oposição

Proposta do PS-M inclui Estatuto dos deputados, lei orgânica e regimento da ALM.
A elaboração de um relatório sobre a 'Reforma e Modernização da Assembleia Legislativa ao serviço da Autonomia, da Democracia e dos madeirenses' é o que o Partido Socialista propôs aos outros partidos da oposição e que poderá ser o primeiro acordo significativo, resultante da estratégia de 'Convergência na Acção' da plataforma democrática defendida por Jacinto Serrão.
O líder do PS-M já terá enviado uma proposta de agenda de trabalho para a reforma do parlamento que, segundo foi possível apurar, deverá merecer o apoio da maioria dos partidos da oposição. Desde logo daqueles que se disponibilizaram para analisar as plataformas de entendimento político com o PS-M: BE, PND, PCP e MPT. O CDS foi a força política mais reticente em relação a plataformas, embora mantenha toda a abertura para apoiar medidas ao nível do parlamento regional.
O PS-M propõe a constituição de grupos de trabalho, inicialmente ao nível partidário mas posteriormente com participação da própria Assembleia Legislativa, para analisar os procedimentos noutros parlamentos regionais e propor alterações na ALM.
Estes grupos de trabalho que deverão incluir vários partidos vão elaborar um 'Guia de Boas Práticas legislativas na ALM', a enviar ao presidente do parlamento. Um modelo de trabalho idêntico ao que conduziu à reforma da Assembleia da República.
No âmbito da reforma do parlamento, Jacinto Serrão propõe a revisão de vários diplomas: Lei Orgânica da Assembleia Legislativa; Regimento da ALM; Estatuto dos Deputados; adaptação à Região da Lei do Exercício do Direito de Petição.
O grupo de trabalho também deverá propor um conjunto de práticas ao nível parlamentar que incluem a emissão do Canal Parlamento, alteração do regime de edição do Diário da ALM, regras em matéria de perguntas e requerimentos e práticas de defesa do ambiente, ao nível do edifício do parlamento. Uma lista de alterações idêntica à que foi implementada em São Bento.



In DIÁRIO

Entrevista a FERNANDO SAVATER

Em Espanha é uma voz sensata, um líder de opinião que muitos inspira. Esteve em Portugal para falar de educação e da necessidade de uma revolução profunda.

Entrevista Cristina Margato

Espanha é quase uma figura pop. Não só pela sua atividade política no ¡Basta Ya! (movimento de cidadãos contra o terrorismo), como pelas suas crónicas no “El País” desde a fundação do jornal. Foi também fundador do partido “Unión Progreso y Democracia”.
A entrevista comprovou-o. Fomos várias vezes interrompidos por turistas espanhóis que estavam decididos a não voltar para casa sem uma fotografia ao lado dele. Fernando Savater (San Sebastián, 1947) tem inúmeros livros, alguns mais polémicos do que outros, e é muitas vezes apresentado como filósofo. Ele, porém, prefere apresentar-se como Professor de Ética: um educador, portanto, que esteve em outubro em Lisboa e Faro, a convite da Fundação Francisco Manuel dos Santos, para falar nas Conferências da Educação que o professor Nuno Crato organiza.
E Fala na necessidade de uma revolução, que deve começar pela educação. Em concreto, o que tem de mudar?

Defendo a criação de uma disciplina de Educação Cívica que introduza a capacidade de agir em democracia, Deve haver uma preparação que forme cidadãos capazes de utilizar os mecanismos da democracia. Não se pode esperar que a televisão faça isso. Em Portugal, o ensino público, prevê, desde o básico, a disciplina opcional de Religião e Moral. Nalguns casos, o programa esta orientado para cidadania, embora enraizado nos valores católicos.
O que pensa disso?
Em Espanha, isso aconteceu durante a ditadura. Mas era obrigatório. Com a democracia passaram a existir duas disciplinas: Religião ou Moral/Ética. O meu livro “Ética para um Jovem” (Dom Quixote, 2005) pretendia servir como alternativa à religião. A ética é para todos. Não é exclusiva dos religiosos. Logo, essa opção parece-me um grande equívoco. Deixa de fora os laicos e as restantes religiões. Como a sociedade democrática deve ser laica, não há razão que justifique a presença da religião católica na escola pública. A religião é um assunto privado, que deve ficar na sinagoga, na paróquia, na mesquita.
Deveria extinguir-se a disciplina, mesmo opcional?

Sim. Sem dúvida. Poderia existir uma disciplina de Ética mais filosófica e uma de Ética Cívica.
A partir de que idade?

Tudo se pode explicar desde que a linguagem seja adequada à idade. Aos seis anos já pode ter uma disciplina assim.
Se a escola estivesse organizada em ambiente democrático, os estudantes não poderiam aprender a cidadania pelo exemplo e prática?
A escola não é democrática. Nem deve sê-lo. A escola é a preparação para a democracia. Uma aula é hierárquica. O professor está sempre acima dos alunos. A escola deve estar a preparar os jovens para ser cidadãos. A escola não tem os mecanismos da democracia nem deve ter.
O modelo atual também já não é ditatorial. A escola vive em estado de crise. A escola sempre viveu em crise. Os escritores do século XVIII já falavam nessa crise.
A escola anda sempre atrás da sociedade, na medida em que os professores foram educados no passado e tem de educar para o futuro. Essa crise é a da sociedade. As pessoas que transmitem conhecimento, e preparam o futuro, vêm do passado, e eles próprios estão a lutar para se colocarem à altura da sociedade em que vivem.
Em Portugal, os professores já perderam as suas defesas.
Em Espanha, e noutros países europeus, aconteceu o mesmo. Há uma teoria, uma tendência, que iguala os professores aos alunos e que faz com que os professores percam o respeito dos alunos. Convencionou-se que o professor tem de inspirar respeito dentro da aula. Ora, se o professor tem tanta autoridade como o aluno a aula não funciona.
Fez o prefácio do “Panfleto Anti-Pedagógico” de Ricardo Moreno Castillo, onde ele defende um modelo de professor mais autoritário e, logo, mais antigo.

Moreno Castillo defende um modelo de professor que seja possível dentro de uma sala de aula. As aulas não são uma reunião de amigos nem um recreio. São um lugar onde se transmite conhecimento. Toda a gente aceita e entende que um treinador de futebol dê ordens aos seus jogadores. Já o mesmo modelo numa escola parece que começou a ser (erradamente)
entendido como algo escandaloso.

Sublinha a crescente influência maléfica dos ignorantes no rumo da democracia.
O problema é que numa democracia todos somos políticos. Não há uns especialistas que mandam e outros que são guiados. Logo, todos temos de ter algum conhecimento para poder intervir na sociedade. Se a maioria é completamente ignorante não pode argumentar nem entender a argumentação. Há que evitar essa situação e aumentar o nível médio de conhecimento para que
todos possam intervir com competência.
E não cair na facilidade do discurso demagógico...
Um ignorante segue sempre o que é prometedor. As pessoas que não têm conhecimentos sobre
nutrição preferirão sempre quilos de alimentos mais saborosos, embora com efeitos nocivos para a sua saúde. Se der a uma criança uma sopa nutritiva ou um prato de doces, ele escolherá o prato de doces, porque não sabe que lhe faz mal. Isso também acontece à escala dos adultos. Se um político promete o céu e a terra, de uma forma inverosímil mas atrativa, e outro exige sacrifícios de forma realista, para conseguir um país mais forte para todos, os ignorantes obviamente preferirão o primeiro.
Tem alguma ideia de qual é a representação percentual dessa massa de ignorantes numas eleições?

Não sei determinar. Mas o sintoma mais alarmante dessa ignorância pode ser medido nas televisões. Em Espanha, os programas de debate discutem os amores de fulana e beltrano. Há
uma mulher em Espanha que é um fenómeno mediático. É famosa apenas pela sua ignorância cósmica e por dizer os maiores disparates. No entanto, uma sondagem feita numa rádio determinou que muitos espanhóis votariam nela para primeira-ministra. Na sequência disto, a rádio ligou-me para opinar sobre o assunto. “Vocês acreditariam que os mesmos espanhóis votariam nela para treinadora da seleção nacional?”, perguntei. E a resposta que obtive foi: “Não, claro que não! O lugar de treinador da seleção é um posto demasiado sério!” Ou seja, quando falamos de coisas sérias falamos de futebol, e quando falamos de política tudo é possível. Este tipo de degradação do discurso é muito grave; e esse é o problema.
Também diz muito dos políticos ou da perceção dos políticos.

Os políticos somos todos nós. Se os políticos que ocupam os cargos são incompetentes, somos nós que os elegemos, e fomos nós, que apesar de acreditarmos que podemos ser melhores do que eles não nos oferecemos para o lugar deles. Os políticos não são seres de outro planeta que desceram à terra para nos dificultar a vida.


Li no blogue Olho de Fogo

BRASIL - Dilma eleita presidente


domingo, 31 de outubro de 2010

José Tolentino Mendonça - Uma grande viagem começa por um só passo: A janela

Vi há uns anos na Casa Goethe, em Frankfurt, uma imagem que me tem acompanhado. É uma aguarela de J.H.W. Tischbein que representa Goethe na sua residência romana, situada na conhecida Via del Corso. Vemo-lo de costas, a partir do interior da casa, trajado com a informalidade das horas domésticas. E está à janela.
Na verdade, esgueira o corpo e a curiosidade por meia janela apenas. Mas mesmo meia janela, por vezes, é como se fosse o mundo todo. Gosto daquela mistura de descontracção e atenção que atravessa a sua figura, daquele estar debruçado (dir-se-ia mergulhado) para uma coisa que só ele vê. Gosto da luz azulada ou branca desse exterior, talvez a luz de uma manhã já alta. Teixeira de Pascoaes escreveu: «Ai, se não fosse a névoa da manhã/ E a velhinha janela onde me vou/ Debruçar para ouvir a voz das cousas,/ Eu não era o que sou».
Eu sei que isso é verdade. Quando fecho os olhos e penso nas janelas que frequentei (nas janelas da infância e da adolescência, donde o visível se avista com um intacto esplendor; nas janelas da vida adulta; nas janelas de lugares próximos ou distantes; nas janelas de passagem; nas janelas fechadas contra a noite ou para ela abertas, numa espécie de silêncio ou súplica…), reconheço a certeza do verso de Pascoaes: «eu não era o que sou».
As janelas exteriores são símbolo da abertura interior. Uma janela é uma sugestão. Em si mesma pode até não significar nada de especial. Especial é o que ela desencadeia, trazendo-nos e levando-nos para lá dos nossos pontos de vista, deslocando os nossos patamares, alargando o nosso campo de visão. Fernando Pessoa explica isso muito bem:
«Não basta abrir a janela
Para ver os campos e o rio.
Não é bastante não ser cego
Para ver as árvores e as flores.
É preciso também não ter filosofia nenhuma.
Com filosofia não há árvores: há ideias apenas.
Há só cada um de nós, como uma cave…».
Sempre entendi este «não ter filosofia nenhuma» como um apelo a não sobrepormos os nossos pré-conceitos e os nossos pré-juízos à contemplação da realidade em si. Há uma disponibilidade autêntica que precisamos de adquirir para olhar o mundo e nos olharmos, inclusive, a nós próprios. Para isso «Não basta abrir a janela»: é necessário abrir o coração.
No diário de Paul Claudel há esta frase interessante: «A vida espiritual não é uma questão de portas, mas de janelas». De facto, a grande recomendação que, por exemplo, os monges fazem é a do permanecer na sua cela (isto é, no seu território interior).
Como qualquer planta, também nós resistimos mal a contínuas transplantações. Precisamos de raiz, de âncora, de terra estável que sustente a nossa maturação… Acho que isso é a porta. A janela é outra coisa: é a quotidiana necessidade de abrir a vida, nem que seja por um segundo, e deixar entrar o imprevisível de Deus.

Pais chumbam bandeiras na educação deixadas a meio

Professores acompanham encarregados de educação nas críticas ao ministério.
Pais e professores dão nota negativa a algumas das bandeiras do Ministério da Educação (ME). Estudo Acompanhado e Área Projecto deixados a meio, a continuidade da formação cívica questionada, professores colocados nas escolas apenas por quatro anos e o reordenamento da rede escolar são as medidas mais criticadas.
"O que precisamos é de bandeiras que sejam concretizadas e continuadas", defende o secretário-geral da Federação Nacional de Educação. Para João Dias da Silva, "há no nosso país um certo sentimento autofágico". E justifica: "Achamos sempre que estamos a fazer a última moda e que é melhor do que a anterior." Algo que é visível, por exemplo, na criação das áreas curriculares não disciplinares de Estudo Acompanhado, Área Projecto e Formação Cívica.
"A redução das aulas de 50 para 45 minutos, criando estas áreas transversais, foi uma invenção da secretária de Estado da Educação de António Guterres, Ana Benavente", recorda Dias da Silva, frisando que a FNE sempre se opôs a esta decisão. "Agora acaba-se com elas sem se saber o que vai acontecer a esses períodos", adianta. No caso da Área Projecto, a disciplina pesava na classificação final do aluno e podia ditar a sua retenção em caso de negativa.
O presidente da Confap traça duras críticas ao fim do Estudo Acompanhado e da Área Projecto, mas recorda que "os projectos estão a correr e mesmo que o Orçamento seja aprovado, isso só se aplicará no próximo ano lectivo". "Agora esses créditos de horas serão geridos pelas escolas, seja para acompanhar o estudo, seja para os projectos ou até para formar alunos", frisa. Porém, Albino Almeida não deixa de criticar o "corte cego" nos orçamentos das escolas, devido à interferência do Ministério das Finanças.

Corte que leva o presidente do Sindicato dos Professores da Grande Lisboa a duvidar que "o Ministério da Educação tenha responsabilidade na definição do seu orçamento para 2011". "Isto leva a um corte muito grande do número de professores no próximo ano lectivo, mas não só", diz António Avelãs, que garante que, com o fim dessas disciplinas, "também os horários dos bibliotecários das escolas será reduzido".
António Avelãs acredita mesmo que com estas alterações e com as reduções salariais por via do Orçamento do Estado, o ME conseguirá reduzir despesa por outra via. "Achamos que um número significativo de professores vai pedir a reforma antecipada, o que vai levar a um aumento do número de docentes contratados", salienta.
Também crítica é a decisão de reorganizar a rede escolar. "É uma medida meramente economicista e devia ser assumida como tal", defende António Avelãs, frisando que a criação de mega-agrupamentos não pode ter na sua génese objectivos pedagógicos. Já o presidente da Confap defende que "o Governo colocou sérios entraves na concretização da medida porque colocou um limite de 3000 alunos por agrupamento".

In DN

CRISTIANO RONALDO continua em GRANDE


Falar de pobreza - Entrevista a Alfredo Bruto da Costa

Quando falamos de pobreza falamos do quê? Quando falo de pobreza falo no sentido seguinte: A pobreza tem duas componentes. Por um lado implica uma situação de privação, em que as pessoas não têm as suas necessidades humanas básicas satisfeitas. E necessidades humanas básicas não são só materiais, são culturais, são sociais, são espirituais.
Mas é preciso que essa situação de carência seja devida a falta de recursos. Porque se não for devido à falta de recursos, o problema não representa um problema de pobreza mas um problema social, que até pode ser grave, mas não é pobreza. Daí que eu diga que a luta contra a pobreza tem de resolver dois problemas: O problema da privação (uma pessoa que não tem para comer, tem que ter para comer), sob o signo da emergência.
Mas, além disso, tem que ajudar a pessoa a conquistar a sua autonomia financeira, a sua autonomia em matéria de recursos. Senão a pessoa fica eternamente dependente de meios extraordinários e isso não é libertá-la da pobreza. A pessoa só fica liberta da pobreza quando tem meios próprios para viver como as outras pessoas.
In DIÁRIO

sábado, 30 de outubro de 2010

NEW SONG 2010 - Westlife - As love is my witness [Lyrics Video]

A derrocada do cimento - Desaba o betão levantado na 'Madeira nova'. Mas a argamassa mental resiste

Por Luís Calisto

Se as falências de empresas ocorressem com cerimónia fúnebre, a 'Madeira nova' andaria todos os dias de luto e os cangalheiros refulgiriam como novos-ricos da crise. Já longe dos empreendimentos megalómanos inaugurados com muita espetada, americano e discursos a esmagar os 'inimigos do desenvolvimento', chefe e sagitários do regime deveriam comparecer agora ao funeral de cada 'obra feita'. Com obrigação de carpir o conhecido discurso verborreico no elogio fúnebre à 'obra' finada.
O eleiçoeirismo de 30 anos só poderia levar ao velório que serve de transição para um período de nojo financeiro capaz de deprimir várias gerações do futuro.
Por enterrar apodrecem entretanto projectos da 'Madeira nova' que não atingiram o estatuto de 'obra feita', tendo-se extinto antes da gloriosa inauguração.
O Minas Gerais vai abaixo. Aplausos. Insinua-se o derrube de um triste mamarracho. Mas o povo inocente que vá abrindo mais furos no cinto da miséria. Governo, câmara e promotores da obra planearam e fabricaram tal 'elefante'. Mas, depois de longa polémica, ei-los que agitam a demolição. Alguém prestará contas? O diabólico prédio não trepou com autorização oficial? Os promotores não construíram acima do estipulado? Bom, escuso cansar o raciocínio. Não há culpados. A sentença repete-se: tubarões erram, o povo paga.
A conta não poupará sequer os 'inimigos da Madeira' sempre críticos daquela preciosidade. Quanto aos 'amigos da Madeira' - governantes, autarcas e promotores -, saem incólumes do esbanjamento. Paira até sobre a estátua do Infante o espectro de uma depravada indemnização.
Peculiaridades do regime laranja, herdeiro de 1926. Os barões da nota arriscam. Se resultar, dilatam a fortuna. Se falhar, paga o povo.
Generaliza-se a derrocada do jardineirismo cimentado. Desponta à evidência o rotundo fracasso de políticas sociais, económicas e financeiras loucas, sem ponta de sustentação.
Hotéis inaugurados a preceito, com discursos politiqueiros, caem hoje nas mãos dos bancos credores. Rua das Pretas, Rua dos Tanoeiros, Carreira, tantas outras de passado comercial glorioso, desenham a carvão uma capital fantasmagórica de montras forradas a papel de jornal crestado. Máquinas e camiões pastam nos estaleiros desactivados e em baldios. Construções inacabadas de cavername exposto jazem morbidamente em plena zona hoteleira.
O apregoado esplendor desenvolvimentista dá lugar a um montão de vigas e jactâncias encarquilhadas. A marina lá para oeste. Fóruns megalómanos como o de Machico onde funciona talvez um cabeleireiro. Ou o da Boaventura-Santa Cruz, com meia dúzia de automóveis nos parques e, que se veja, um ou dois cafés às moscas. Paga o povo.
Centros cívicos desproporcionais penam inactivos. Paga o povo.
Estádios e pavilhões em freguesias a dez minutos umas das outras - paga o povo.
Paga o povo porque alguém já recebeu. E a factura mais dolorosa ainda vem a caminho.
Quem se lembra de inaugurações pomposas em parques industriais lançados para pasto de cabras? Paga o povo.
Arrasa toda uma História a política errada para o desporto lançada com a usurpação governamental de dois grandes clubes, que com o suor dos seus sócios e o arrojo dos dirigentes haviam atingido brilhantemente o topo do futebol nacional. O regresso aos regionais de dezenas de clubes, depois de milhões deitados fora numa insípida III Divisão, é prova do malogro. Quem paga? O povo.
À conta de práticas desovadas de um narcisismo fanático, a dívida insular atinge hoje uma cifra impossível de reproduzir nestas linhas, pelo tamanho. De provocar dores de cabeça ao mais libertino. Mas toda a gente sabe: questionar a dívida é ser 'inimigo da Região'; lamentar os 15 mil conterrâneos desempregados é pactuar com os 'comunas'; chorar os sem-abrigo que emborcam 'Ganita' à porta do Carmo e nas escadas do Anadia é 'ofender os madeirenses'; alertar para a galopante pobreza é 'trair a Autonomia'; criticar mordomias revela distorção psíquica.
Papagueiam a teoria do chefe uns mestres do oportunismo e da veniaga conglobados em redor do trono: 'bom madeirense' é o que "cala a desgraça". Como o vento denunciado por Alegre. Calar, dormitar, calar - eis a postura correcta de um patriota, diz 'a voz do dono'. Daí os vivas à IV República. A ânsia por um regime ainda menos livre. Daí o ódio à I República. Daí a tese escrita pelo chefe: a monarquia constitucional foi "mais liberal e mais tolerante do que a I República". Já Guerra Junqueiro apontava o 'Único Importante' da monarquia: "O Estado é o rei. Cidadão há um único: D. Carlos. Os deveres são nossos, os direitos, dele. Estrangula-me as ideias, arromba-me a gaveta."
Saudar o esqueleto da realeza é o mais natural nas actuais mentes fossilizadas que aturamos. Belos tempos os do 'come e cala'. Poeta Junqueiro chorava, no tempo do rei, "um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio, fatalista e sonâmbulo, burro de carga, besta de nora, aguentando pauladas, sacos de vergonha, feixes de miséria, sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia de um coice, pois que já nem com as orelhas é capaz de sacudir as moscas." Acusa Junqueiro "uma burguesia cívica e politicamente corrupta até à medula, já incapaz de distinguir o bem do mal, sem palavra, sem vergonha, sem carácter, havendo homens que, honrados na vida íntima, descambam na vida pública em pantomineiros e sevandijas". E a raiva do poeta ante um parlamento que não passava de "esfregão de cozinha" às mãos do governo que servia o rei.
Raio de cogitações comparativas com o parlamento de hoje...
O cimento! O cimento da 'Madeira Nova' e das suas minas gerais ruirá. Mais difícil, neste 'calar da desgraça', será resgatar a dignidade popular da argamassa de incultura e medo. Porém, "mesmo na noite mais triste, em tempo de servidão, há sempre alguém que resiste, há sempre ..."

In DIÁRIO

Oposição regional exige que futuro Presidente assuma compromisso de fazer cumprir a Constituição na Madeira

Os líderes da oposição regional dirigiram uma carta aberta aos candidatos à Presidência da República a exigir que o compromisso solene de “cumprir e fazer cumprir a Constituição” seja uma “jura sagrada” válida para todo o território nacional. Concretamente desejam que “Abril e a democracia se cumpram também na Região Autónoma da Madeira”.
Neste apelo à reposição da “normalidade democrática” no arquipélago, alertam para a situação do parlamento madeirense em que “os direitos das oposições são ignorados, sonegados, omitidos, quer na prática, quer no próprio regimento da Assembleia Legislativa, contrariando a prática parlamentar de toda a Europa, seja nos parlamentos nacionais, seja ainda nos parlamentos regionais”.
O documento subscrito pelos líderes dos partidos oposicionistas, a propósito do adiamento da discussão do Orçamento de Estado na Assembleia da República para “permitir a presença do primeiro-ministro durante todo o debate daquele importante documento da vida nacional”, critica a sistemática ausência de Alberto João Jardim nos debates parlamentares em contraste com a presença quinzenal de José Sócrates no hemiciclo de São Bento.

“Se a presença no parlamento do primeiro-ministro é um facto natural, conforme manda a Constituição, e a ausência do primeiro-ministro não é aceite pelas diferentes forças políticas, na Madeira a ausência do presidente do governo no primeiro órgão de governo próprio, que é a Assembleia Legislativa Regional, é que é um facto que se tornou normal e a sua presença no parlamento da Região uma situação excepcional”, diz o documento a que o PÚBLICO teve acesso.
O presidente do executivo madeirense, criticam ainda os deputados da oposição, “costuma estar ausente em situações em que se discutem moções de censura, situação inédita na Europa”, “ao longo de toda a legislatura, com raríssimas presenças e, muitas vezes, praticamente sem contraditório ou sem condições minimamente exigíveis para tal”, e “ao longo do debate e discussão do orçamento regional, com brevíssimas aparições, no começo e com uma intervenção final sem limite de tempo”.
Prevendo que a presença “efémera, fugaz e sem contraditório” volte a acontecer na discussão do orçamento regional, prevista para o início de Dezembro, a oposição madeirense, no alerta aos candidatos à Presidência da República, considera inaceitável que “as regras próprios de um Parlamento sejam violadas” e que “o parlamento da Região seja desapossado do seu direito constitucional, estatutário e inalienável de fiscalizar o governo”. “Não haverá verdadeira autonomia constitucional na Madeira sem uma verdadeira democracia”, frisam.
Por tudo isto, apelam a cada candidato a Presidente da República, uma vez que “constitucionalmente compete ao titular deste cargo ser o garante do regular funcionamento das instituições”, para que, se eleito, “seja o penhor de um pacto perante os madeirenses”, em que assuma o compromisso de tomar as medidas “necessárias para que parlamento regional exerça as suas competências próprias em pleno”.
In
PÚBLICO

Escola Básica e Secundária Gonçalves Zarco - Horta urbana é projecto cívico e educacional

Escola Gonçalves Zarco tenta aumentar orçamento com o projecto.
O presidente da Câmara Municipal do Funchal deslocou-se, ontem à tarde, à Escola Gonçalves Zarco, onde teve oportunidade de assistir à apresentação pública da horta urbana que ali foi criada, em parceria com a Câmara, inserida num projecto de requalificação da vasta zona verde do estabelecimento.
Outro objectivo passa pela educação ambiental dos próprios alunos, através da participação, de forma activa, na construção da biodiversidade e na valorização de uma alimentação saudável através de uma plantação biológica.
Rui Caetano, presidente do conselho executivo, disse também que é intenção da escola que todos aqueles alunos que tiverem um problema disciplinar retribuam com qualquer coisa, sendo esta horta urbana uma das possibilidades de retribuir a falha que cometeu.
Coordenada pelo professor José Manuel, responsável pelos projectos Zarco Ciências e Eco-Escolas, a manutenção da horta será feita por alunos mas também por funcionários e encarregados de educação que se mostrem interessados em participar, havendo ainda um ponto de vista económico subjacente a todo o processo.
Assim, é intenção da escola a criação de um jardim das estações com plantas ornamentais, um pátio de estrelícias e outro jardim de ervas aromáticas. «Tudo o que der nestes jardins, vamos vender, em primeiro lugar, para os funcionários da escola, mas também para fora com o objectivo de enriquecer o nosso orçamento e termos dinheiro para as nossas actividades e cumprir o projecto educativo», disse.
Miguel Albuquerque gostou deste projecto ambiental, argumentando que a escola também deve ter um papel decisivo na consciencialização da juventude para as questões da alimentação e ambiente. Mas, também apelou a que funcionários, professores e pais participem neste projecto que, disse, é de interesse educativo e de formação cívica também.
In JM

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Mafalda Veiga & Celso Fonseca - Imortais

PSD aprova Orçamento???


PS aponta hipóteses de receitas para a Câmara do Funchal

O PS/Madeira na Câmara Municipal do Funchal está contra os aumentos da água. Ontem, o vereador Rui Caetano afirmou que há situações surpreendentes que estão a provocar desespero. Para comprovar este dado, apresentou uma factura de 400 euros recebida por um munícipe que recebe o ordenado mínimo. "Isto é inaceitável", afirmou.
Apesar de não concordar com os aumentos da água, o PS admite que a Câmara do Funchal necessita de verbas e por isso apresentou um possível caminho para a obtenção de uma receita extraordinária.
Rui Caetano defende que, à semelhança do que acontece com o proprietário do edifício do Minas Gerais que será indemnizado devido à decisão de demolição, também a autarquia devia ser indemnizada porque, entende o vereador, a cidade do Funchal teve custos por causa desta obra.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Marítimo vai receber 700 mil até final do ano


O Conselho de Governo reunido em plenário em 22 de Outubro resolveu autorizar a celebração de um contrato-programa de desenvolvimento desportivo com o Marítimo da Madeira, Futebol, SAD, no valor de 2.454.085,65 euros, relativo à época de 2010/2011, cuja resolução (n.º1287/2010) foi publicada em Jornal Oficial na passada terça-feira.
Nacional e Marítimo ainda não receberam qualquer subsídio público referente à presente época, mas apenas os verde-rubros viram o respectivo contrato-programa publicado em Jornal Oficial, que define que até ao final do corrente ano o pagamento de 818.028,55 euros, dos quais é preciso subtrair 36.958,45 euros para repor dívidas à Segurança Social e ainda 87.588,95 euros para saldar dívidas ao fisco.
Feitas as contas a SAD verde-rubra vai receber até ao final de 2010, ou seja durante os próximos dois meses, pouco menos de 700 mil euros 'limpos' para fazer face às despesas da presente época.
Já no ano corrente de 2011, a 'sociedade' do Marítimo vai receber os restantes 1.636.057,10 euros, que serão processados mensalmente. No entanto, dessa verba serão retirados 73.916,87 euros para pagar dívidas atrasadas à Segurança Social, para além de 175.177,81 euros, referentes a dívidas ao fisco. Isto significa que em 'dinheiro vivo' vai sobrar um pouco mais de 1,3 milhões de euros.
O contrato-programa com os verde-rubros deveria ter sido celebrado no início de Agosto, mas só agora foi dado andamento ao processo. Em relação ao Nacional não foi para já contemplado com o mesmo contrato-programa de 2,454 milhões de euros, dos quais também serão retiradas verbas para pagar dívidas à segurança social e fisco. No entanto, neste caso os valores são inferiores.
Camacha vai receber 351 mil
Não foi o Nacional contemplado, mas também na terça-feira foi publicado em Jornal Oficial a autorização da celebração de um contrato-programa de desenvolvimento desportivo com a AD Camacha, no valor de 351 mil euros, pela participação do clube na II Divisão. Até final do ano, os camachenses vão receber 58.500 euros. Em 2011 serão pagos os restantes 292.500 euros, verbas que serão processados mensalmente. Os restantes clubes não foram indicados para a celebração de contrato-programa para a época em curso.
Governo revoga reconstrução dos Barreiros
O Conselho de Governo reunido em plenário a 22 de Outubro resolveu revogar a Resolução n.º 769/2010, de 7 de Julho, que previa a autorização para a celebração de um contrato-programa de desenvolvimento desportivo com o Club Sport Marítimo, tendo em vista a comparticipação financeira do IDRAM na empreitada de construção do novo Estádio dos Barreiros, bem como nos encargos financeiros decorrentes do contrato de financiamento a celebrar pelo Marítimo junto de uma entidade financeira.
Recorde-se que o Tribunal de Conta recusou dar parecer favorável à celebração do contrato-programa de reconstrução dos Barreiros, orçado em 31 milhões de euros. O GR procura ainda alternativa ao apoio.
In DIÁRIO
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As prioridades deste governo regional. Afinal há dinheiro!

Estatísticas da pobreza cabem entre 5% e 25%

Realiza-se hoje, a partir das 9h30, na Casa da Cultura de Câmara de Lobos, um seminário sobre "Pobreza e exclusão social... olhar, reflectir e agir". A iniciativa é do Centro Social e Paroquial de Santa Cecília e traz à Região o professor Alfredo Bruto da Costa, presidente da Comissão Nacional Justiça e Paz (CNJP) e o padre José Lino Maia, ex-presidente da Confederação nacional de instituições de solidariedade social.
O seminário insere-se nas comemorações do Ano Europeu do Combate à Pobreza e Exclusão Social, mais concretamente no projecto "Inclusão: Compromisso de Todos".
Os trabalhos serão abertos pelo secretário regional dos Assuntos Sociais, Francisco Jardim Ramos e marcará presença o bispo do Funchal, D. António Carrilho.
O seminário aborda um tema controverso na sociedade madeirense. Segundo a definição da União Europeia (UE), pobre é aquele que tem um rendimento inferior a 60% do rendimento médio de um país ou de uma região. A pobreza é calculada pelo rendimento familiar dos indivíduos.
A pobreza distingue-se da exclusão social. Nem toda a pobreza corresponde à exclusão social, embora haja formas de pobreza que têm expressões de ruptura com os laços de integração social.
Desde 2003 que o Plano Regional de Acção para a Inclusão Social prevê a realização de um estudo sobre a pobreza e exclusão social na Região. Até hoje, esse trabalho não foi desenvolvido e a Madeira continua sem ter números precisos sobre a dimensão da pobreza.
Daí que as estatísticas sejam utilizadas ao sabor de quem as invoca. E os números flutuam entre os 5% e os mais de 25% assumidos pelo ex-director da Segurança Social, Roque Martins, numa divergência que levou ao seu afastamento do cargo. Na altura, Roque Martins assumiu que a Segurança Social acompanhava 20.883 famílias, o que correspondia a 62.649 indivíduos, ou seja, 25,56% da população residente na RAM segundo o Censos de 2001.
Os partidos da oposição chegaram a admitir que o número de madeirenses em situação de pobreza poderia atingir os 30% da população residente. O único estudo conhecido em Portugal é da responsabilidade da equipa liderada por Bruto da Costa. 'Um olhar sobre a pobreza' é o título desse estudo divulgado em 2008 onde a Madeira teria mais de 15% da população a viver abaixo do limiar da pobreza e 50% em risco.
A propósito da deslocação à Região de Bruto da Costa, recentemente o grupo parlamentar do PS-M na Assembleia Legislativa da Madeira (ALM) enviou uma carta a Jardim Ramos sugerindo que o Governo Regional aproveitasse a experiência deste académico e ex-ministro com responsabilidades nas áreas sociais (V Governo Constitucional), para encomendar um estudo sério sobre a pobreza conforme prevê o Plano de 2003.

CONCORDO PLENAMENTE


quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Português para estrangeiros na Gonçalves Zarco

A Escola Básica e Secundária Gonçalves Zarco lançou para este ano lectivo o projecto “Português para Estrangeiros”. Dirigido a alunos estrangeiros e luso-descendentes, este curso encontra-se também aberto a todos os imigrantes que queiram aprender português. De acordo com o director daquela escola já foram destacados dois professores para o efeito.
“Português para estrangeiros” é o nome do projecto que a Escola Básica e Secundária Gonçalves Zarco lançou para este ano lectivo. De acordo com o presidente do conselho executivo daquela escola, Rui Caetano, que ontem falou à margem da abertura da Feira do Livro que terá lugar naquele estabelecimento de ensino até 29 deste mês, disse estar consciente de que existe uma grande procura a este nível por parte dos imigrantes e que este projecto é, no fundo, «uma mais-valia para a sociedade» e também para a escola que arrecada, desta forma, «mais alguma receita».
Quanto ao projecto, esclareceu, «surgiu porque nos deparámos com alunos que não percebiam uma única palavra em português. Apesar de termos o projecto “língua não-materna” aquele que agora apresentamos não é um projecto curricular mas apenas de formação para a língua portuguesa, isto é, dará competências para a língua portuguesa, não só aos alunos mas também aos pais e a todos os cidadãos imigrantes», esclareceu.
Os interessados em inscrever-se neste projecto — cujo valor da matrícula, assegura Rui Caetano, é «simbólico» — podem já fazê-lo. Para o efeito, já foram destacados dois professores e, conforme a adesão, o presidente do conselho executivo garante que poderá ser alargado já no próximo ano. As aulas vão acontecer duas vezes por semana (com a duração de uma hora cada) em horário definido pela escola.
In JM

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Português para estrangeiros leccionado na Escola Gonçalves Zarco

Projecto visa colmatar dificuldades ao nível da oralidade e dirige-se a alunos da escola, aos pais e à comunidade imigrante em geral
Projecto visa colmatar dificuldades ao nível da oralidade e dirige-se a alunos da escola, aos pais e à comunidade imigrante em geral
A Escola Básica e Secundária Gonçalves Zarco, no Funchal, apresentou hoje o projecto de ensino do português para estrangeiros. A iniciativa lançada no presente ano lectivo dirige-se a alunos com fraco domínio da língua portuguesa, assim como aos pais e à comunidade imigrante em geral.
“Vários alunos chegam às nossas escolas sem falar uma palavra de português”, avançou o presidente do Conselho Executivo, Rui Caetano. “Há também pais que recorrem a amigos/tradutores para transmitirem o que pretendem”.
Segundo o responsável o programa conta com a colaboração de dois professores e pretende contribuir, num primeiro momento, para criar competências ao nível da oralidade.
Nesta fase experimental a carga horária não ultrapassa as duas horas semanais, em horário pós-laboral.
Os interessados ainda podem inscrever-se no programa de ensino, dirigindo-se à secretaria da escola. Segundo um responsável daquele serviço a matrícula custa 30,75 euros.

AMÉLIA PEREIRA GANHOU PRÉMIO JOGADORA DO ANO NOS EUA


A madeirense Amélia Pereira está a viver um grande momento no futebol universitário dos Estados Unidos da América.
Depois de ter marcado o primeiro 'hat trick' pela Universidade de Hartford e de ter sido considerada a jogadora da semana na Liga 'America East', a futebolista madeirense ganhou o prémio de Jogadora do Ano - 'Fan's Choice Award' -, troféu que é atribuído à melhor jogadora do campeonato.
Amélia Pereira concorreu com mais oito atletas - Shayla Bergeron (Albany), Sarah Furminger (Binghamton), Lisa Kevorkian (Boston), Kelsey Wilson (Maine), Lauren Kadet (UMBC), Carole LeBlanc (UNH), Dominique Adamo (Stony Brook) e Haley Marks (Vermont) - por um prémio que foi atribuído pelos adeptos, através de votação 'online'.
PARABÉNS AOS PAIZINHOS LÍDIA E CASIMIRO! MERECEM ESTA ALEGRIA!!

Feira do Livro na 'Gonçalves Zarco'


A Escola Básica e Secundária Gonçalves Zarco está a organizar uma Feira do Livro até ao dia 29 de Outubro, uma iniciativa que se enquadra nas comemorações do Dia Nacional do Livro, que se celebra precisamente na próxima sexta-feira.
A feira é dinamizada pela Editora 7 Dias 6 Noites, e expõe no bar dos alunos cerca de 400 livros. Os livros da editora têm uma redução de 40% e os restantes 20%.Tendo em conta as dificuldades financeiras da escola, a editora fará reverter a favor da escola 10% do valor ganho com a venda dos livros.
Ao longo da semana, haverá um conjunto de convidados, entre escritores e ilustradores. Assim, hoje, às 11 horas, o convidado será o escritor Octaviano Correia; e às 15 horas, o ilustrador Nelson Henriques. No dia 28, quinta-feira, a convidada será a escritora Graça Alves, que falará às 10 e às 15 horas.
A abertura oficial da feira está marcada para hoje, às 11 horas, na biblioteca da escola, com a presença do secretário regional de Educação e Cultura, Francisco Fernandes.
Durante a abertura oficial da Feira, será apresentado também o projecto lançado este ano lectivo pela escola, intitulado 'Português para Estrangeiros', dirigido a alunos estrangeiros e luso-descendentes, bem como a encarregados de educação imigrantes.
In DIÁRIO