domingo, 23 de janeiro de 2011

Herzog & de Meuron: "A democracia é boa e má para a arquitectura"

China, São Paulo, a arquitectura em tempos de crise e os efeitos da democracia, ou da falta dela, sobre os arquitectos: uma das duplas mais famosas da actualidade falou ao Cidades sobre um mundo em mudança.

Paris vista do céu é uma cidade de constelações. Beirute vista do céu é uma cidade de cicatrizes. Guadalajara vista do céu é uma cidade de divisões - de um lado os mexicanos ricos (percebe-se pelo enorme número de piscinas), do outro os pobres.

É assim, como quem paira sobre elas, que os arquitectos suíços Jacques Herzog e Pierre de Meuron olham para as cidades. E é de cidades - "esculturas psicológicas petrificadas dos seus habitantes" - que Herzog fala antes de falar de edifícios.

O arquitecto - na dupla é geralmente sempre Herzog o que fala - explicou numa conferência esta semana na Aula Magna, em Lisboa, no encerramento da Trienal de Arquitectura 2010, o trabalho da Herzog & de Meuron, responsável pelo Estádio Olímpico de Pequim, a Tate Modern em Londres e de muitos outros projectos emblemáticos por todo o mundo, e distinguida com os prémios Stirling (2003) e Pritzker (2001).
Na manhã seguinte, o Cidades conversou com os dois arquitectos durante o pequeno-almoço num hotel de Lisboa. Pierre de Meuron estava descontraído a ler o jornal, Herzog chegou com um pequeno atraso e, como sempre, falou mais. "Quero ser muito preciso", disse no início da conversa. Depois descontraiu.

A não perder a entrevista no
Público

Presidenciais - Participação 6% mais baixa do que em 2006

A taxa de participação nas eleições presidenciais estava situada nos 13,4 por cento às 12h00, menos seis por cento do que no mesmo escrutínio em 2006, avança a Comissão Nacional de Eleições.
Godinho de Matos, porta-voz da Comissão Nacional de Eleições (CNE), afirmou em declarações à TSF que se trata de uma participação "muito exígua", mas admitindo que se prevê que a afluência às urnas se revele mais elevada nas próximas horas.

In Público

sábado, 22 de janeiro de 2011

Criminalização da violência escolar

Ontem, foi aprovada a proposta de lei da criminalização da violência escolar. Esta medida política é positiva porque garante às escolas mais uma estratégia de combate à violência escolar. Esta nova lei representa apenas o último recurso, mas um recurso fundamental para a segurança de toda a comunidade escolar.
Os adolescentes precisam de perceber e sentir que os seus atos de violência trazem consequências pessoais.
As escolas tentam tudo o que está ao seu alcance no sentido de evitar este tipo de comportamentos violentos nas salas de aula, nos pátios, nos corredores e fora da escola. Assumem projetos de prevenção, investem em psicólogos e assistentes sociais, trabalham com os pais e tentam recuperar de um modo pedagógico e formativo os alunos que praticam atos violentos contra os colegas, professores e funcionários.
Mas depois de todo este trabalho e dedicação, se continuam com os mesmos comportamentos, o último recurso é a queixa crime.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

O papel social e formativo dos Clubes Desportivos

O Nacional, o Marítimo e o União são os clubes da Madeira com maior dimensão, conquistando, através do seu percurso histórico, um estatuto de relevo não só em termos desportivos, mas também na vertente social e de formação integral dos atletas.
Nesta perspectiva, o trabalho dos clubes desportivos mais pequenos é igualmente notável, todavia, considero injusto desvalorizar o esforço dos três grandes da Região nesta sua área da formação, apesar dos erros de gestão desportiva e dos caprichos de alguns dos seus líderes.
Os atletas encontram nos clubes um espaço de formação e educação complementar ao da escola e ao da família. Nos clubes, assimilam o espírito de grupo, a necessidade de atingirem objectivos comuns; conhecem as regras da competição, o valor da camaradagem e tomam consciência de que o sucesso individual será uma realidade se trabalharem, com esforço e persistência, as suas competências pessoais e as colocarem ao serviço da equipa.
É no clube que muitos jovens se apercebem, pela primeira vez, das vantagens do trabalho metódico, do treino específico, do trabalho individual e colectivo, sentindo, no dia-a-dia, a sua evolução e superação pessoal. É ali que aprendem a conviver com a saudável euforia das vitórias e a desilusão das derrotas.
Os clubes, geridos com competência, são autênticas escolas para a vida, contribuindo de modo significativo para o futuro pessoal e profissional dos atletas, mesmo depois de terminarem o seu percurso desportivo federado. Para alguns jovens, o clube funciona como um porto de abrigo.
Rui Caetano
Artigo de opinião publicado no DIÁRIO

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Sérgio Sousa Pinto e o 'bullying' - Proposta do Governo é "como uma gaita num funeral"

O deputado socialista Sérgio Sousa Pinto considerou esta quinta-feira, 20, "absolutamente desnecessária" a proposta do Governo de criminalização da violência escolar.
"Faz tanta falta às escolas e ao ordenamento jurídico como uma gaita num funeral", afirmou, com aplausos da bancada parlamentar do PCP, dirigindo-se ao secretário de Estado adjunto e da Educação, Alexandre Ventura.
Antes, o governante havia sublinhado as vantagens do diploma que, entre outros pontos, transforma a violência
Sérgio Sousa Pinto declarou ter "muitas dúvidas quanto à aptidão para se resolver os problemas nacionais com golpes legislativos à esquerda e à direita", acrescentando que, depois de ouvir também um projecto do CDS/PP sobre o tema, percebeu que esta proposta em discussão é "absolutamente desnecessária".
Ana Drago (Bloco de Esquerda), que já havia criticado a proposta do Governo por ser uma "resposta meramente penalista", pegou nas palavras de Sérgio Sousa Pinto para dizer que "até no PS há pessoas que não conseguem vislumbrar qualquer estratégia" nesta proposta do Governo.
João Oliveira (PCP) destacou que a lei actual já "permite a aplicação de medidas tutelares educativas" previstas na proposta do Governo, dando a entender que o diploma é redundante e inútil em vários aspectos e que não resolve o problema.
In DN
O sr. deputado Sérgio Sousa Pinto falou de coisas que não conhece! A sua intervenção foi um desastre! O sr. deputado do PS não conhece a realidade, o sr. deputado está habituado aos colégios particulares onde só entram os bons alunos e todos os alunos que criam problemas disciplinares são expulsos para o ensino público.
É muito fácil falar da poltrona de seda, aqueles que se limitam a assistir aos problemas das escolas no sofá lá de casa ou que debatem muito a teoria dos livros, mas afastados do dia-a-dia das escolas é que não percebem este tipo de medidas legislativas tão importantes para as escolas, para os professores, para os funcionários, para os pais e para todos os outros milhares de alunos que não têm problemas disciplinares e que querem aprender!
As escolas fazem de tudo o que está ao seu alcance para ajudar estes alunos violentos a mudarem de atitude. Fazem tudo o que é possível para ajudar os alunos indisciplinados, os alunos que são agressivos, que roubam, ameaçam, intimidam ou que se drogam e/ou vendem droga e/ ou que faltam constantemente às aulas.
Os projectos são imensos e variados, têm psicólogos, assistentes sociais, psiquiatras, serviço de enfermagem, centros comunitários, segurança social, entre outras entidades privadas e públicas a trabalhar para este tipo de alunos!
E diz o sr. deputado que apesar de todo este esforço, dedicação e empenho das escolas, os alunos que continuam a aplicar a violência física e psicológica contra colegas, professores e funcionários não devem ser acusados ciminalmente?
Em que mundo vive este sr. deputado? Vive no mundo da fantasia, vive no mundo onde só corre ouro e mel. Ele que assista a algumas aulas de algumas escolas e que passe uma semana em alguns dos pátios de algumas escolas para conhecer a realidade, a vida real das escolas que recebem todos os alunos, sejam disciplinados ou indisciplinados, sejam de classes sociais elevadas ou mais baixas.
Eu faço-lhe uma visita guiada!!

4,6 milhões em 32 pavilhões nos parques empresariais

Está a decorrer um concurso público para a construção de 32 pavilhões nos parques empresariais da Madeira e do Porto Santo. O procedimento concursal para as infra-estruturas têm como preço base 4,6 milhões de euros.
O concurso foi lançado pela MPE - Madeira Parques Empresariais e destina-se à construção de 10 pavilhões no parque de Câmara de Lobos, 6 no de Machico e 4 em cada um dos concelhos de Porto Moniz, Camacha (Santa Cruz), Porto Santo e Santana.O critério de adjudicação definido é o da proposta economicamente mais vantajosa, depois de ponderadas várias questões técnicas.
A MPE, empresa de capitais exclusivamente públicos, foi crida em 2001, por iniciativa da vice-presidência do Governo, com o objectivo de gerir os parques de actividade empresarial da Região. De acordo com a informação da própria MPE, os "objectivos passam pela constituição de espaços delimitados e devidamente infra-estruturados de forma a facilitar a instalação de determinado tipo de actividades, com vista a estimular o espírito empresarial, favorecendo a competitividade das empresas e a captação de novos investimentos".
A construção de pavilhões para entregar aos empresários mediante uma renda foi uma decisão mais recente e teve a ver com a dificuldade na obtenção de financiamento, por parte das empresas, para construir em terrenos que não lhes pertencia. Aliás, tem havido dificuldades na legalização de muitos terrenos.
Admissibilidade aos parquesAinda de acordo com informações difundidas pela empresa, nos parques empresariais "são admitidas actividades industriais, de armazenagem, de serviços e de comércio, exercidas por entidades públicas ou privadas".
De fora ficam as "actividades que apresentem riscos consideráveis para o ambiente e/ou para a segurança de pessoas e bens, a menos que estas se revelem de elevado interesse regional ou local, sendo, neste caso, necessário, um estudo de avaliação e minimização dos impactes e dos riscos significativos, e os pareceres favoráveis da Direcção Regional do Ambiente, da Câmara Municipal e de outras entidades cujos pareceres se afigurem relevantes".
A política seguida pelo Governo com a MPE tem sido muito criticada pela oposição política regional, o que não tem demovido o Governo do rumo traçado.

In DIÁRIO-
Mais uns milhões enterrados nos parques empresariais. E Para quê? Em vez de entregarem a sua gestão às autarquias, em vez de entregarem a associações empresariais, gastam mais dinheiro no que já não tem viabilidade!
Antes de os construirem, se tivessem feito um estudo de viabilidade, se tivesse havido planeamento não esbanjavam milhões e milhões de euros do erário público nestes parques empresariais. Mas na madeira é assim, desperdiçar, esbanjar, desbaratar os dinheiros públicos é um hábito que os governantes regionais ainda não perderam.
Depois, não há dinheiro para o essencial, as prioridades sociais são atiradas para as calendas gregas!

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Obra de 2,6 milhões de euros custou 3,9

Uma derrapagem de 1,2 milhões de euros foi a conclusão da auditoria feita pelo Tribunal de Contas (TC) à empreitada de construção do quartel dos Bombeiros Voluntários da Calheta.
A obra, que está no terreno há mais de cinco anos e já foi interrompida oito vezes, foi adjudicada por 2,6 milhões de euros, mas acabou por custar aos cofres da Região 3,9. "Deparamo-nos com dificuldades que não estavam previstas, mas importa realçar que a obra está praticamente terminada", reagiu ontem o secretário regional dos Assuntos Sociais, Francisco Jardim Ramos, justificando a derrapagem com a necessidade de desviar o ribeira e consolidar uma escarpa.
"Foram situações que foram encontradas já com a obra a decorrer", explicou o secretario regional à margem da inauguração da Casa do Pessoal do SESARAM (ver página sete).
Noutro plano, Jardim Ramos mostrou-se também satisfeito pela suspensão da greve dos ortopedistas, frisando que da parte do Governo sempre existia vontade para o diálogo.

In DIÁRIO

domingo, 16 de janeiro de 2011

O Clube é uma Escola, a Escola deveria ser um Clube

Por Hélder Lopes, Professor Universitário

Pensar-se que o desporto feito na escola ou no clube são coisas diferentes é um erro. Aliás dois erros - porque na escola sem optimizar a performance não conseguimos desenvolver a pessoa, no clube porque sem desenvolver a pessoa não melhoramos a performance.
A grande vantagem do desporto é que a procura de melhores resultados leva a pessoa a ultrapassar os seus limites, a transformar-se.
Quando os objectivos visados estão bem definidos as transformações dão-se no "bom sentido". Ora, como exemplo sucinto, objectivos como a capacidade de identificar os problemas e de os resolver, a montagem de estratégias ajustadas, a concentração no trabalho, o diálogo com os outros, etc. são comuns na escola e fora dela, e não só no desporto (tal como o são os objectivos errados, como o fazer batota, o fugir ao esforço e mesmo assim querer resultados, etc.).
Mas não basta definir "bons" objectivos. É preciso rendibilizar a forma de os atingir.
A título de exemplo, se desperdiçarmos cinco minutos de cada aula de Educação Física, considerando 12 anos de escolaridade com 2 aulas por semana durante 34 semanas, tal pode representar um desperdício de mais de 4000 minutos, ou seja cerca de 90 aulas de 45 minutos (isto é, mais de um ano de aulas). Ao nível do desporto com 5 treinos por semana, "é só fazer as contas"…
E não basta trabalhar mais tempo, é preciso trabalhar melhor. No desporto estamos permanentemente a avaliar, através dos resultados obtidos. Mas não basta também avaliar, é preciso avaliar bem (o que interessa).
Veja-se, por exemplo (mau), como na escola a avaliação em Educação Física está a ser contaminada pelas avaliações noutras disciplinas (uma consequência dos erros acima identificados). Tende-se a avaliar não as capacidades atingidas, mas sim a reprodução de padrões que alguns "iluminados" consideram importantes. A aplicação dos critérios do desporto (capacidades atingidas e performances obtidas), neste processo, implicaria a reformulação dos programas e da actuação de muitos docentes.
Os objectivos visados, as estratégias utilizadas, os caminhos seguidos, têm que ser um todo coerente para que haja o prazer do esforço e a rentabilização dos meios utilizados.

Mar leva aterro do Porto Novo

Estava destinado à criação de um bananal de 20 mil m2, mas as terras do aterro depositadas no Porto Novo estão a ser levadas pelo mar. A notícia é avançada na edição de domingo do DIÁRIO, que acrescenta que são graves os prejuízos ambientais. A Quercus considera que o projecto agrícola da Fajã do Porto Novo é "uma medida demagógica".

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Este governo regional não faz estudos nem sabe o que é planeamento estratégico, as suas políticas e muitos dos seus projectos seguem a direcção dos caprichos dos srs secretários e/ou de alguns dos seus amigos mais influentes. Se der resultado muito bem se não der os madeirenses que paguem a factura... ponto final. E os madeirenses pagam, com juros, e "calam-se"!!

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Serrão reforça aposta na 'Convergência na Acção'

"É a altura para os partidos [da oposição] se deixarem de calculismos e individualismos e darem as mãos para criarem uma alternativa", afirmou Jacinto Serrão, esta manhã, numa conferência de imprensa em que reforçou a aposta na 'Convergência na Acção' a designação que foi dada à plataforma democrática proposta à oposição e à sociedade civil madeirense.
Serrão considera urgente "apressar o processo demcorático de substituição do regime instituído na Região". O líder socialista acusa o PSD-M de ser responsável pela situação de crise em que a Madeira se encontra e que afecta todos os sectores. Considera, também, que a "crise política regional que já ninguém consegue esconder" está a atingir as próprias instituições autonómicas, "nomeadamente o Parlamento e o Governo".
Confrontado com o facto de estarmos em ano de eleições regionais e os partidos da oposição terem programas próprios, reforçou a ideia de que a 'Convergência na Acção' não substitui as estratégias de cada partido, mas defende o cumprimento dos princípios constitucionais, "um objectivo comum a todos", garante.
Num momento em que o PSD-M tem o seu líder hospitalizado, Serrão rejeita a ideia de que este possa ser um aproveitamento da fragilidade do adversário e lembra que as soluções internas dos social-democratas não dizem respeito aos outros partidos.

Parlamento levado à “Gonçalves Zarco”

Jovens debateram temas como a violência em contexto escolar e futuro da educação.
A Escola Básica e Secundária Gonçalves Zarco acolheu ontem o Parlamento dos Jovens, uma iniciativa promovida pela Assembleia da República, em colaboração com outras entidades, cujo objectivo é «promover a educação para a cidadania e o interesse dos jovens pelo debate de temas de actualidade».
De acordo com Rui Cateno, presidente do conselho executivo da Gonçalves Zarco, a escola inscreveu-se nesta iniciativa por entender que este tipo de actividade é de grande interessee acima de tudo importante para os seus alunos.
Quanto ao temas levados ontem a debate, Rui Caetano disse que foram dois, o primeiro sobre a violência em contexto escolar e o segundo sobre o futuro da educação. Para o primeiro assunto foi convidada a docente na Universidade da Madeira (UMa), Luísa Soares, enquanto que o segundo foi coordenado por Luísa Antunes, também esta docente na UMa.

In Jornal da Madeira


segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

José Mourinho - «Trabalhei muito para chegar aqui, mas não chego sozinho»


Parlamento dos Jovens na Escola Básica e Secundária Gonçalves Zarco

O Parlamento dos Jovens é organizado pela Assembleia da República, em colaboração com outras entidades, com o objectivo de promover a educação para a cidadania e o interesse dos jovens pelo debate de temas de actualidade.
Culmina com a realização de duas Sessões Nacionais na AR, preparadas ao longo do ano lectivo, com participação de deputados, designadamente da Comissão de Educação e Ciência, órgão parlamentar responsável pela orientação do programa.
Tendo em conta o grande interesse deste projecto e porque consideramos importante que os nossos alunos participem neste tipo de actividades, a nossa escola inscreveu-se nesta iniciativa do Parlamento dos Jovens, organizada pela Assembleia da República.
Enquadrado neste projecto, realizou-se, hoje, dia 10 de Janeiro, pelas 10 h, na sala de sessões da nossa escola, uma acção/debate com alunos sobre duas temáticas.

1 - Violência em contexto escolar - tema coordenado pela dra. Luísa Soares, docente na UMa.
2 - Futuro para a Educação - Tema coordenado pela dra. Luísa Antunes, docente na UMa

domingo, 9 de janeiro de 2011

Fidel Castro

Hoje, estava a tomar um café numa esplanada junto ao mar e, ao lado, ouvia uma conversa sobre Fidel Castro, o ditador. Não sei a que propósito, mas que o tema era Fidel, era mesmo.
Não falavam do Cavaco, nem do Manuel Alegre, nem do Coelho, falavam sobre Fidel Castro e o seu poder real!
Diziam que enquanto fosse vivo quem mandava era ele. Fidel Castro divide-se entre o homem e o mito. O mito vive das muitas histórias que o homem viveu. O homem, mortal, debate-se com graves problemas de saúde e, por isso, passou (?) o poder ao irmão. Passou teoricamente porque sabemos que, na verdade, é ele quem manda. Um ditador é ditador até ao fim da vida!

sábado, 8 de janeiro de 2011

Jardim admite conspiração no seio do partido

Embora sem apontar nomes, Alberto João Jardim confirmou hoje em Santana que "a maçonaria" com o apoio de “gente do PSD” estava a ‘conspirar’ no sentido de arranjar “uma solução para assumirem o poder na Madeira”. Daí ter feito ‘marcha atrás’ na intenção de se retirar do poder, avançando antes para mais um mandato à frente dos destinos do partido na Região e, consequentemente, na liderança do Governo Regional.
Jardim falava no início dos périplos pelas bases do partido, que hoje contemplou as concelhias de Santana, Machico e Santa Cruz, onde foi falar aos militantes sobre as eleições Presidênciais e sobre o Congresso do PSD/M, este último tendo já no horizonte as eleições Regionais no final deste ano.
Este e outros assuntos para ler na edição de amanhã do DIÁRIO.
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CONSPIRAÇÃO DENTRO DO PSD-M? O PSD-M vai implodir!
Os jogos de interesses pessoais, os jogos partidários do aparelho laranja entre outras maquinarias internas estão a prejudicar a Madeira e os madeirenses. Andam ocupados com as lutas internas e com as "conspirações" em prol de jogos de poder, enquanto a Madeira fica sem soluções políticas, sem estratégia, sem rumo.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

PATRIRAM - DEMOLIÇÃO DE EDIFÍCIO HISTÓRICO

Hoje, na reunião de Câmara do Funchal foi indeferido um pedido de demolição de um prédio situado à Rua do Seminário n.º 6 e 8. O prédio é considerado edifício histórico reconhecido pelas entidades competentes.
O ANORMAL e GRAVE do caso é que quem quer demolir o referido edifício, sem qualquer necessidade do ponto de vista da reconstrução, é a PATRIRAM, entidade pública que gere o Património Público Regional. É lamentável que o próprio governo regional não tenha sensibilidade cultural nem valorize o nosso património. A não ser que exista outro qualquer motivo, alegadamente, pouco claro!
A Câmara Municipal do Funchal, através do seu vereador do urbanismo, assumiu o seu papel e, numa atitude corajosa, não cedeu aos interesses, obscuros (?), desta ideia absurda!

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Albuquerque "deve ser candidato"

"Falar é fácil". Para mostrar que não é um "bluff" e que "tem coragem política", Miguel Albuquerque deve candidatar-se a líder do PSD-M no XIII Congresso Regional. O desafio lançado por Lino Abreu é corroborado por Rui Caetano.
Unânimes na defesa da ideia de que o líder da Câmara Municipal do Funchal (CMF) deve prestar contas às críticas deixadas na sua entrevista ao DIÁRIO, os dirigentes do PP e do PS têm opiniões distintas quanto ao conteúdo e o 'timing' das declarações de Albuquerque.
Para Rui Caetano, a posição do autarca funchalense justifica-se "claramente" com o fim do ciclo do seu percurso político [ Albuquerque atingiu o limite de mandatos e não pode ser candidato às autárquicas de 2013].
"Ele disse aquilo agora porque não tem outra saída na Região e está, com certeza, à espera de uma saída nacional, caso Passos Coelho vença as eleições", afirma o vice-presidente do PS.
O socialista considera que o posicionamento de Albuquerque foi agravado pela recandidatura de Jardim e até pela preferência que o líder manifesta em relação ao seu 'vice', Cunha e Silva.
"Albuquerque é o eterno candidato, na verdade a sua hipótese de candidatura foi parar às calendas gregas", ironiza.
Rui Caetano acusa ainda o actual líder da CMF de querer passar a ideia de que é possível mudar a Madeira com o PSD. "Ora, está visto que não é assim e, mesmo que mudem as pessoas, o projecto do partido é sempre o mesmo", declara.
O número dois do PS-M estranha ainda a referência de Albuquerque a Pereira de Gouveia. "Ele defende a renovação. Todavia, o Pereira de Gouveia esteve anos e anos no Governo e é também responsável por este modelo de governação", explica Caetano, acrescentando que os elogios estendidos a Sérgio Marques compreendem-se por se tratarem de pessoas a afectas ao autarca 'laranja'.
"É fácil dizer-se o que se pensa"Contrariamente a Rui Caetano, o centrista Lino Abreu interpreta a entrevista de Albuquerque com um acto de coragem, por parte "do único militante do PSD com coragem para assumir publicamente o que está mal no seu partido".
O empresário lembra, contudo, que a credibilidade vive de acções e considera, por isso, que Albuquerque "deve ser candidato".
Para Lino Abreu, "é muito fácil dizer-se o que se pensa, o que é preciso é que Albuquerque tenha coragem para a apresentar uma lista alternativa no congresso Regional do PSD", abrindo dessa forma um precedente e exercendo alguma pressão sobre o Governo de Jardim.
Desafios aparte, o centrista apoia na totalidade as críticas do líder da CMF à gestão do sector turístico. "Já dizemos muitas vezes que é necessário uma estratégia global em termos de promoção no exterior e um aumento das verbas disponibilizadas", refere Lino Abreu, considerando mesmo que "o que o dr. Miguel Albuquerque defende é o que a Região precisa: novas estratégias e novos políticos".
Jardim sai quando o Jaime quiser"Não menos crítica é a posição de Roberto Almada relativamente às declarações recentes de Albuquerque. O líder regional do BE interpreta os "recados" do delfim para o interior do PSD como uma consequência do seu ressabiamento, defraudadas que estão "as suas aspirações de ser candidato a único importante".
Almada diz nada ter a ver com a vida interna do PSD, mas vai avisando, em jeito de ironia, que Albuquerque sempre esteve enganado quanto à possibilidade de ser candidato a presidente do partido.
"Jardim sai quando o Jaime quiser", declara, explicando que o líder social-democrata só vai sair "quando cair da cadeira, depois de Jaime Ramos achar que o filho Jaime Filipe Ramos tem maturidade política para ser presidente do PSD".
O aviso estende-se a Cunha e Silva, Miguel Sousa, Coito Pita e Manuel António. "Tirem o cavalinho da chuva", conclui Almada.
Bem mais comedido é Leonel Nunes. O comunista escusa-se a comentar a vida interna dos partidos que não o seu, mas sempre vai dizendo que, no PCP-M, a regra é para que as críticas sejam feitas internamente e não na comunicação social.
"Isso não quer dizer que alguém não possa se pronunciar sobre o futuro do seu partido, essa é uma matéria que cabe única e exclusivamente ao PSD julgar", exclama o deputado do PCP-M.

In DIÁRIO

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

COMUNICADO DO PS - As crianças têm direito à alimentação

Nos últimos tempos, têm sido do conhecimento público situações dramáticas que estão a viver algumas escolas, com carências a diversos níveis, desde material escolar a produtos de higiene e saúde.
Esta semana, a situação agudizou-se com casos de falta de fornecimento de alimentação às crianças, por causa do corte do fornecimento de gás, por incumprimento de prazos de pagamento.
Numa altura em que muitas famílias madeirenses sentem graves carências económicas, algumas crianças têm na escola, em casos mais dramáticos, o recurso à refeição escolar como último recurso de subsistência.
Não se compreende, assim, que as entidades públicas responsáveis por esta situação não tomem as providências necessárias para acudir a este problema de carácter humanitário.
O PS, não obstante a alegação de que se tratam problemas pontuais de tesouraria, não pode deixar de lembrar que tudo isto deriva de políticas sociais erradas. A Madeira regride várias décadas. As crianças madeirenses voltam ao tempo da “lancheira” ou cesto do almoço.
O PS apela ao Governo Regional e às Secretarias envolvidas para que se entendam e não deixem as crianças à fome. Se for necessário, para ultrapassem os mecanismos burocráticos bloqueadores e que se accione um Fundo de Emergência Social para o efeito.
O PS, por seu lado, assumirá as suas responsabilidades e está disponível para encontrar soluções de urgência que não impeçam o direito à alimentação, sobretudo quando se trata de crianças!

Funchal, 4 de Janeiro de 2011

O Presidente do PS-Madeira
Jacinto Serrão
In PS

Escola Básica e Secundária Gonçalves Zarco comemora o Dia de Reis

A Escola Básica e Secundária Gonçalves Zarco comemora o Dia de Reis, amanhã, pelas 10 horas, na sala de sessões do estabelecimento de ensino, com uma conferência para os alunos intitulada 'Tradição e a simbologia do Dia de Reis', dinamizada pelo Padre Marcos Pinto, pároco da Nazaré.
A abrir a conferência, um grupo de professores alunos e funcionários, vestidos a rigor, irá cantar os reis e de seguida irão percorrer os corredores, cantando à porta das salas de aula.
Junto à biblioteca, os alunos montaram uma exposição alusiva ao Dia de Reis.



In DIÁRIO

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

MOURINHO O MELHOR DO MUNDO!


Líder do PS-M acusa Cavaco de ter pactuado com os atropelos à democracia

O líder dos socialistas insulares, Jacinto Serrão, acusou hoje Cavaco Silva de falta de isenção «na relação com as regiões autónomas», tendo feito «uma leitura partidária do cargo».
O presidente do Partido Socialista da Madeira fez uma declaração política relativamente ao significado das visitas dos candidatos Cavaco Silva e Manuel Alegre à região, no âmbito da pré-campanha para as presidenciais, tendo anunciado o apoio convicto a candidato apoiado pelo PS e BE.
Considerou que Cavaco «fez uma leitura partidária do cargo, perturbou o livre exercício constitucional dos órgãos de governo dos Açores e pactuou, por omissão, com os graves atropelos à democracia e à autonomia desta maioria autoritária do PSD-Madeira».
O líder insular disse ainda que Cavaco Silva não exerceu em pleno as competências presidenciais na sua relação com os órgãos de governo próprio da Região Autónoma da Madeira, pois, «não só se absteve de fazer uso da prerrogativa constitucional de enviar mensagens ao parlamento regional», como foi também «cúmplice, por omissão e silêncio público, com os insultos ao parlamento e aos princípios da Constituição da República, perpetrados por este regime político».
Jacinto Serrão afirmou também não ser «admissível nem tolerável» que haja atropelos sistemáticos à democracia e à liberdade num país da União Europeia e que «o chefe de Estado desse país não actue».
«A verdade é que, se há um problema de democracia numa parcela do território nacional, há um problema de democracia em Portugal. Ninguém pode continuar a fechar os olhos a estes problemas, como fez Cavaco Silva durante o seu mandato», afirmou.
Comparando os candidatos Cavaco Silva e Manuel Alegre, o presidente do PS Madeira, afirmou que Alegre «não se cala, não
pactua, nem concorda com os atropelos à democracia e à liberdade».


In SOL

sábado, 1 de janeiro de 2011

Dilma Rousseff já é a Presidente do Brasil

Dilma Rousseff prestou o compromisso constitucional e tomou posse como a nova Presidente do Brasil, prometendo “honrar as mulheres, proteger os mais frágeis e governar para todos”. Num discurso de quase 40 minutos, elegeu o combate à pobreza como prioridade.
O Presidente Lula chorou na despedida.

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Vice-presidente do PS acusa Câmara de não respeitar orientações de estudos sobre as aluviões

O vice-presidente do PS da Madeira e vereador na Câmara Municipal do Funchal, Rui Caetano, criticou hoje a vereação social-democrata da autarquia funchalense por não actuar para evitar as inundações e o caos sempre que ocorrem chuvas intensas.
"Há estudos sobre as aluviões que custaram mais de 300 mil euros mas não se vê a Câmara seguir as suas orientações", disse.
Estes estudos apontam para a necessidade de manter livre e protegidas as margens das linhas de água assim como as partes terminais das ribeiras, recomendações que Rui Caetano declarou não estarem a ser respeitadas.
O vereador indicou o caso do aterro no litoral funchalense que encobre a vazão das águas da Ribeira de Santa Luzia e a extração "sem rigor e ordenamento" de inertes na Ribeira Grande, em Santo António, que desprotegeram as respectivas margens e provocaram o desabamento de parte da estrada nas chuvas intensas que caíram a 20 de Dezembro.
Rui Caetano entende que a autarquia deve proceder de modo a respeitar as orientações do estudo sobre as aluviões encomendado pelo Governo Regional.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

NÃO CONCORDO, É UMA VERGONHA. A democracia para ser democracia e para garantir a liberdade e o pluralismo não precisa deste tipo de medidas!


GRANDE CRISTIANO RONALDO!!


Estudo sobre aluviões custou 340 mil euros

Oito meses após ter sido encomendado o 'Estudo de Avaliação do Risco de Aluviões na Madeira', foi agora publicado o respectivo contrato de adjudicação, no valor de 340 mil euros.
É a primeira vez que se sabe quanto custou o trabalho realizado em conjunto pelo Instituto Superior Técnico, Laboratório Regional de Engenharia Civil e Universidade da Madeira. A 13 de Agosto passado, aquando da apresentação dos primeiros resultados deste estudo, o secretário regional do Equipamento Social, Santos Costa, disse desconhecer o valor gasto no mesmo e considerou isso uma questão secundária.
O relatório-síntese deste trabalho, em cuja elaboração estiveram envolvidos mais de cinco dezenas de técnicos das três instituições citadas, tem 193 páginas e discorre sobre os diversos factores que estiveram na origem da catástrofe de 20 de Fevereiro. Não foi, contudo, imune às críticas.

O investigador e docente universitário Hélder Spínola elogiou o esforço para se compreender o fenómeno das aluviões que ciclicamente assolam a Madeira, mas apontou lacunas ao estudo: está "inacabado" pois apenas avaliou as bacias hidrográficas dos concelhos do Funchal e Ribeira Brava e esqueceu o resto da ilha; "a avaliação foi feita apenas a uma escala macro, faltando um levantamento no terreno sobre os casos concretos que devem ser corrigidos para reduzir a exposição ao risco"; e não foi caracterizado o efeito da canalização das ribeiras no escoamento dos fluxos de água e detritos e no aumento/redução dos riscos associados às aluviões. Também da área política surgiram críticas.
O vice-presidente do PS, Rui Caetano, caracterizou o estudo como "uma esponja para apagar tudo aquilo que foi feito de ilegal até agora" e cuja responsabilidade atribuiu às câmaras municipais e ao Governo Regional.

In Diário
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Se o estudo servir para evitar os mesmos erros, cometidos ao longo de anos e anos a fio, o custo não é relevante, contudo, se o estudo servir apenas para abafar os erros cometidos e continuarem a esquecer as regras de urbanismo, as questões de segurança, os mapas de risco etc, então, mais uma vez, os madeirenses estão a ser bem enganados!

sábado, 25 de dezembro de 2010

“Corrupção nunca foi prioridade”


Maria José Morgado não tem dúvidas: "A corrupção é protegida por leis confusas, por um Código do Processo Penal que exige provas impossíveis". A afirmação é em entrevista ao CM, publicada na próxima Domingo, em que é feito o balanço do ano e eleito José Luís Saldanha Sanches como a figura do ano de 2010.
A magistrada afirma que, apesar dos condicionalismos que a Justiça enfrenta, "é sempre possível fazer mais com o pouco que se tem". Sobre o combate à corrupção a magistrada diz ainda que este fenómeno "tem sido um dos principais obstáculos ao nosso crescimento económico". Por outro lado, censura as políticas governamentais sobre a questão. "O combate ao crime económico, nele incluindo a corrupção e o branqueamento de capitais, nunca foi uma verdadeira prioridade de política criminal".
Nesta edição do Anuário CM é evocada a obra e a pessoa de José Luís Saldanha Sanches, que morreu em 14 de Maio passado. Considerado um verdadeiro "provedor do povo", é consensual que falta a sua voz e a sua coragem no combate cívico. Sobretudo na luta contra a corrupção e o desperdício de dinheiros públicos.

In CM

Trazemos por viver ainda uma infância

J. Tolentino Mendonça
O entusiasmo com que os pequeninos vivem o Natal mostra bem como há uma percepção do Mistério da vida que lhes está próximo. Sem precisar de grandes recursos da racionalidade eles avizinham-se do essencial, conduzidos sobretudo pela linguagem insinuante dos símbolos. E não há dúvida que, nesta simplicidade tão singular, as crianças protagonizam formas de compreensão profunda daquilo que o Natal constitui.
Mas como acontece com as mais importantes narrativas da Infância, o Natal tem um endereço mais acima: pede para ser lido e decifrado por um coração adulto. Ainda que caiba às crianças a expressão mais vibrante do que nestes dias se celebra, os efectivos depositários da mensagem (isto é, aqueles que mais incondicionalmente a podem acolher) são os adultos. O dano mais pernicioso do dito "Natal comercial" é a manutenção de uma retórica infantilizada e equívoca, que oculta a mensagem aos seus verdadeiros destinatários. De repente, parece que o Natal é apenas uma história que existe para colocar um sorriso deslumbrado no rosto das crianças e esquecemos que é no fundo complexo da alma de um adulto, nesse oceano emaranhado e confuso, que o acontecimento do Natal vem despertar uma centelha.
Se olharmos para o enredo natalício, mesmo no modo sóbrio como os Evangelhos o relatam, percebemos que nada é cor-de-rosa. O que os seus actores vão viver é uma história de instabilidade, perturbação e desconcerto. "O que é que nos aconteceu?" - ter-se-ão perguntado repetidas vezes Maria e José, mas também os pastores acordados em sobressalto ou os magos vindos de longe. "O que é que nos aconteceu?". E não tinham à mão (como nós não temos) tranquilizantes respostas, mas sim um caminho que lhes era proposto na surpresa, na maturação paciente e na confiança. O próprio local onde a cena se desenvolve, um modestíssimo piso térreo que servia de refúgio aos animais, mostra bem a implacável dureza das circunstâncias. Mas doutra maneira como é que esta divina história poderia servir de modelo para todas as histórias humanas?!
O Natal de Jesus, o mistério da sua encarnação, reconfigura radicalmente a condição humana, porque deposita nela inventivas possibilidades. Estamos habituados a ver no inelutável ciclo das estações, Primavera, Verão, Outono, Inverno, o modelo da própria vida. Julgamo-nos chegados, cada vez mais chegados, de uma Primavera ou de um Verão que julgávamos invencíveis ao irremediável obscurecer do Outono ou à íngreme solidão da paisagem no Inverno.
O nascimento humano de Deus inaugura, porém, um esperançoso contraciclo: a nossa vida deixa de explicar-se como uma marcha do nascimento para a morte, para efectivar-se na imagem de um incessante renascer. Contemplando a manjedoura do Deus Menino, qualquer que seja a nossa idade e o peso dos nossos anos, sentimos como real aquele verso de Pedro Homem de Mello: «a minha [a nossa] infância ainda não morreu». De facto, a infância não é uma nostálgica trégua que o nosso passado encerrou, mas o futuro que um modo novo de entender a história nos entreabre. Trazemos por viver ainda uma infância - é o que o Natal nos segreda.

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Governo ainda está à espera da Câmara do Funchal

O Governo Regional (GR) através da Secretaria Regional do Ambiente e dos Recursos Naturais (SRA) não desarma quanto à possibilidade de ver o município do Funchal incluído na empresa Águas e Resíduos da Madeira (ARM). O executivo madeirense prevê que o maior concelho da Região pague meio milhão de euros pelas 101 mil acções da nova empresa, caso este pretenda ser incluído na nova política do sector.
O desejo do Executivo madeirense é expresso num documento que o DIÁRIO teve acesso onde Manuel António Correia, tutelar da pasta do Ambiente na Madeira, estabelece, na repartição do capital social na ARM, cerca de 20,2% destinado à edilidade comandada por Miguel Albuquerque.
A SRARN apresenta outras participações de diferentes autarquias, surgindo no topo da lista a edilidade do Funchal. A autarquia, se decidir ingressar na ARM deverá pagar pelo valor da participação no capital social qualquer coisa como 505 mil euros. Contas feitas e dadas a conhecer num oficio endereçado às Câmaras Municipais da Madeira em Outubro do corrente ano.
Mas estas cntas são estranhas até porque o executivo de Miguel Albuquerque, por diversas vezes, já mostrou muitas reticências quanto a uma eventual associação à ARM, quanto mais pagar seja o que for para entrar na orgânica da empresa que não vê com bons olhos.
A maior autarquia da Região argumenta com o facto de possuir sistemas de triagem de resíduos e de reciclagem em funcionamento há vários anos e que, na prática, têm obtido resultados muito satisfatórios.
O DIÁRIO falou o secretário regional que disse que a questão "está articulada" com Miguel Albuquerque, confirmando estar igualmente informado que Funchal "não pretende entrar" na orgânica da ARM.
Apesar da 'nega', Correia garantiu estar "preparado para funcionar sem a CMF", preferindo não se alongar sobre o assunto sob pena de estar a criar polémica numa altura em que ainda se discute a participação dos municípios.
Sabe-se, no entanto, e de acordo com aquilo que foi possível apurar, que a intenção de inclusão da SRARN partiu do pressuposto de no futuro a Câmara do Funchal possa inverter a sua posição. Um mero formalismo jurídico no acto de criação da ARM, na medida em que Manuel António Correia estava consciente que dificilmente Miguel Albuquerque mudaria de estratégia política a este nível.
Governo assume reserva
Perante este dilema e a bem do equilíbrio de quotas da sociedade, não restará outra alternativa ao GR do que assumir a reserva da quota de 505 mil euros que cabia ao município do Funchal ou a qualquer outro que venha a manifestar-se contra. O Governo será então uma espécie de fiel depositário das quotas destinadas ao maior accionista da ARM.
Por diversas vezes tentámos ouvir o presidente da autarquia do Funchal, não sendo possível manter contacto até ao fecho desta edição.
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Mais uma pequena novela à volta desta empresa! O governo não teve estratégia nem visão de futuro e agora tenta remediar impondo a sua asneira ao poder local. As Cãmaras vão comer e calar porque vivem curvadas ao poder do governo regional. Veremos se o Funchal continua a resistir.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Governo processa Raimundo Quintal

O Governo Regional vai processar Raimundo Quintal. A intenção foi anunciada esta tarde através de um comunicado da Quinta Vigia, no qual o executivo acusa o geógrafo e antigo vereador da Câmara do Funchal de caluniar membros do Governo Regional.
O executivo quer que Raimundo Quintal explique quais as 'negociatas' em torno da limpeza das ribeiras. Por causa dos danos pessoais causados por esta expressão, o executivo pede também uma indemnização.
Raimundo Quintal reagiu já a esta intenção do Governo e diz que não está assustado e está disposto a ir a tribunal provar tudo aquilo que afirmou durante o dia de hoje. "Não vou deixar de dormir por causa disso", explica, enquanto adianta que o processo de tirar entulho de dentro das ribeiras e colocá-los no aterro para, daí a pouco, voltar a tirar da ribeira e do porto está "a ter custos elevados com os quais os pagadores de impostos devem estar preocupados".
Além disso, o antigo vereador da Câmara do Funchal tem fotografias que mostram a evolução do aterro. "Fotografias que terei todo o gosto e interesse em mostrar em tribunal". Apesar de reconhecer que a palavra negociata possa ter uma conotação negativa, a verdade é q ue não retira nem uma linha ao que disse ao longo do dia.

In DIÁRIO
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Na Madeira é assim, quem protesta leva com um processo em tribunal, quem discorda e manifesta a sua discordância, leva com um processo em tribunal. Quem manda, quem governa, quem decide os destinos da Madeira e dos madeirenses não aceita a crítica nem a alternativa. Impõe a prepotência e a autocracia!

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Trânsito encerrado na Avenida do Mar

Está encerrada a circulação automóvel na Avenida do Mar, a Ribeira de Santa Luzia junto à Praça da Autonomia, galgou as margens e neste momento decorrem trabalhos de limpeza.
Em declarações à TSF, Bruno Pereira, vice-presidente da Câmara Municipal do Funchal, avançou que "o galgamento foi pontual", mas arrastou lama e pedras para a via. Acrescentou ainda que não foi possível realizar os trabalhos de limpeza sem cortar o trânsito automóvel, pelo que apela aos automobilistas para que não se dirijam a esta zona e utilizem como alternativa a Cota 40.
Bruno Pereira deu ainda conta de outras situações provocadas pela chuva e vento intensos desta madrugada.
A estrada da Fundoa está também encerrada devido à queda de uma árvore de grande porte, junto à padaria da 'Socipamo' que arrastou consigo uma grande quantidade de pedra e lama. Os trabalhos de limpeza devem demorar pelo menos mais uma hora e meia.
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Agora é assim, sempre que chove mais do que o normal a baixa da nossa cidade do Funchal enche e enche e enche sem qualquer controlo. Até quando é que os senhores do poder, os senhores prepotentes e teimosos, vão deixar o aterro entalado naquela zona.
UMA IRRESPONSABILIDADE!

sábado, 18 de dezembro de 2010

Estudantes da Escola Básica e Secundária Gonçalves Zarco sensibilizam para o 'bullying'

Combater o 'bullying' através da sensibilização dos jovens pelos próprios jovens é o objectivo da campanha levada a cabo pela delegação da Madeira da Fundação da Juventude, em parceria com o Centro Comunitário de São Martinho. Nesta primeira acção, o estabelecimento de ensino envolvido é a Escola Básica e Secundária Gonçalves Zarco.
Na apresentação do projecto, realizada ontem à tarde no referido centro comunitário, a presidente da Fundação da Juventude, Sara André, destacou a circunstância de esta campanha de sensibilização ser levada a cabo pelos próprios jovens, considerando que se trata de uma forma privilegiada de transmitir a mensagem, aproveitando o facto de a linguagem ser mais compreensível entre eles.
Para tal, a Fundação da Juventude tem vindo a promover um conjunto de acções de formação para um grupo de alunos, que serão, precisamente, os transmissores das mensagens de "auto-estima e de respeito pelo outro", através das quais se pretende combater o fenómeno.
Sara André admite que, no futuro, este projecto possa se alargar às restantes escolas da Região e nesse sentido será formalizada uma nova candidatura visando o apoio do Programa Juventude, da União Europeia. Isto depois da candidatura efectuada este ano ter-se gorado por já não haver verbas disponíveis.
O presidente da escola Gonçalves Zarco, Rui Caetano, destaca a importância deste tipo de campanhas, admitindo a "existência de alguns fenómenos de pequena violência" nas escolas. O docente considera que mesmo que essa violência seja pontual, torna-se fundamental "encontrar forma de a combater".


In DIÁRIO

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

ATLETISMO na Gonçalves Zarco - Correr, saltar e lançar é desafio em onze escolas da Região

Escola Básica e Secundária Gonçalves Zarco - O professor Sérgio Abreu é o responsável pelo núcleo da Gonçalves Zarco. O ex-atleta fala, mesmo, com grande entusiasmo do trabalho que desenvolve, "pois os alunos mostram muito interesse.
Eu não consigo levar ás provas todos os que desejam ir", entusiasmo que justifica: "Os miúdos gostam muito de sair da sua área de residência, as pistas são fora do Funchal e o processo de socialização ganha maior importância nesta idade".Grato à direcção da escola "pois deram todas as condições que necessito", o ex-atleta garante que "os alunos treinam muito", garantindo por via disso que a "escola tem todas as condições para a aprendizagem.
Só tenho pena de não ter umas horas fora do horário escolar para poder treinar mais..."
In Diário

Escola Básica e Secundária Gonçalves Zarco em destaque no Atletismo

O Atletismo é uma das modalidades oferecidas aos alunos madeirenses, no âmbito da intervenção do Gabinete Coordenador do Desporto Escolar (GCDE). Com Cristina Ramos e Lúcia Costa como responsáveis pela modalidade a este nível, as actividades estão a se desenrolar dentro do programado, tendo já acontecido no presente ano lectivo dois Torneios de Pista: um disputado na pista de Câmara de Lobos e outro na Ribeira Brava – deste apresentam-se os resultados nos diversos quadros.
Com acentuada presença de alunos, onde até já foram batidos alguns recordes, curioso é verificar que na classificação colectiva a Escola Gonçalves Zarco já registou dois primeiros lugares no sector masculino, embora num caso, primeiro Torneio, em igualdade pontual com a Escola de Machico.
Nos femininos, os títulos estão repartidos, entre as escolas de Machico (I Torneio) e Estreito de Câmara de Lobos (II Torneio).De referir que as pontuações obtidas são encontradas pela soma das posições dos dois melhores alunos classificados em cada prova, sendo que ao 1.º lugar correspondem nove pontos, sete ao 2.º e assim sucessivamente, por ordem decrescente, até ao 8.º classificado (credor de um ponto).
Cristina Ramos, uma das coordenadoras do GCDE, elucida que nas suas funções está «orientar e acompanhar a actividade curricular do 1.º Ciclo do Ensino Básico e extra-curricular de todos os níveis de ensino», bem como, acrescenta Lúcia Costa, «reunir e/ou elaborar a documentação necessária ao apoio dos docentes». Isto para além de outras tarefas, como é exemplo a realização de acções de formação da modalidade.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Escola básica e Secudária Gonçalves Zarco inaugura sede do seu clube desportivo

A Escola Gonçalves Zarco inaugurou ontem a sede do seu clube que proporciona a prática do desporto federado em quatro modalidades, contando para tal com a parceria de associações e clubes da Região.
Atletismo (40 praticantes), esgrima (20) e canoagem (25), são as modalidades em curso. A partir de Janeiro, a escola promove a prática de patins em linha (velocidade), contando já com 10 inscritos. Além de criar um espaço de participação, oferecendo a oportunidade dos jovens praticarem modalidades desportivas federadas, o clube da escola pretende integrar e disciplinar os alunos. "Aquele tipo de alunos que têm dificuldades em cumprir regras, que são indisciplinados, que faltam demasiado às aulas. É uma forma também de prendê-los mais à escola", explica Rui Caetano, presidente do conselho executivo.

Nuno Pereira, 10 anos, frequenta o 5.º ano. Está no atletismo porque é onde estão o pai anda e os irmãos. Pratica a modalidade há dois anos mas foi este ano lectivo que iniciou a competição. Está disposto a correr até aos Jogos Olímpicos, embora reconheça que será difícil. O jovem atleta do Andorinha confessa que gostava mesmo era de correr no Estreito, o clube dos irmãos.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Orçamento e dívidas da REGIÃO - ACORDEM, não se limitem a assistir!

Este orçamento do governo regional do PSD não é o orçamento da MADEIRA, é o orçamento de um partido político, é o orçamento do PSD. Os interesses subajecentes a este orçamento não são os interesses dos madeirenses, mas dos jogos político-partidários do PSD.
As estratégias continuam a ser as mesmas, não interessa se as obras deste governo não trazem mais e melhor qualidade de vida aos madeirenses, se cria ou não emprego, se são gastos sustentáveis, o importante é garantir o resultado eleitoral do PSD-M mesmo que isso empurre o nosso futuro para uma dívida descontrolada!
Os madeirenses ouvem falar do estado caótico das finanças regionais, os jornais fazem titulos sobre o monstro da dívida da Madeira, os partidos da oposição apresentam os números da dívida escandalosa, mas a situação é ainda pior do que parece! A BOLA DE NEVE já começou a descer a montanha. Está tudo falido à custa dessas dívidas do governo regional da Madeira. E as responsabilidades são atiradas constantemente para debaixo do betão armado!

ATÉ QUANDO??

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Escola Básica e Secundária Gonçalves Zarco inaugura a sede do seu clube desportivo

A escola tem também um outro projecto, relativo ao bullying.
A Escola Gonçalves Zarco inaugura amanhã, pelas 11h15, nas instalações daquele estabelecimento de ensino, a sede do seu Clube Desportivo, com a presença do director regional da Educação, Rui Anacleto, e dos presidentes das associações de Esgrima e Atletismo.
O Clube proporciona aos alunos a prática de atletismo, esgrima e canoagem. Um dos objectivos do clube, além de proporcionar a prática do desporto federado aos alunos da Escola Gonçalves Zarco, é também tentar dar resposta às suas prioridades do ponto de vista da indisciplina, investindo em actividades que obriguem os alunos a cumprir regras, bem como a participação em competições saudáveis. Objectiva-se também oferecer a prática desportiva aos alunos com necessidades educativas especiais.
Por outro lado, a Escola Gonçalves Zarco, atenta à problemática do 'bullying', desenvolverá um conjunto de iniciativas de carácter preventivo e informático dirigido a toda a comunidade escolar e encarregados de educação. Como primeira iniciativa, a Escola, integrada num projecto de parceria com o Centro Comunitário de São Martinho e a Fundação da Juventude, está a proporcionar, nas instalações do Centro Comunitário de São Martinho, uma formação a um grupo de 13 alunos da escola, com o objectivo de serem os próprios alunos a desenvolverem, ao longo do ano lectivo, um conjunto de actividades relacionadas com a problemática.
O projecto será apresentado na sexta-feira, 17 de Dezembro, pelas 16h30, na sala de formação do supracitado Centro Comunitário, com a presença da presidente do Centro de Segurança Social, Bernardete Vieira, e da directora da delegação da Fundação da Juventude, Sara André.


In DIÁRIO

sábado, 11 de dezembro de 2010

Alberto recandidata-se!!

Não percebi! O Alberto João acaba de dizer na RTP-M que é candidato às próximas eleições porque a oposição é zero!! Se somos zero por que motivo ele se candidata? Quer dizer que se ele não se candidatasse o PSD perdia as eleições?
E ele candidata-se para não deixar ninguém da oposição ganhar as eleições? Mas que lindo atestado de incompetência aos delfins do "laranjal". Afinal, o ditador está com medo da oposição!
O que dirão os delfins? ASIA?? Um ditador não abandona o poder nem cede o poder a ninguém, o ditador, à maneira do dr. Alberto, cai de velho!

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Escola Gonçalves Zarco - CURSOS EFA

A MANIFESTAÇÃO de protesto contra a violação dos direitos humanos organizada, hoje, pelos alunos e professores dos cursos nocturnos dos EFA da Gonçalves Zarco foi um espectáculo memorável. PARECIA VERDADEIRA! A mobilização foi total, as palavras de ordem, as declamações de poesias e prosas, as cenas de teatro, lindíssimas, a projecção de filmes, a música, o coro que foi magnífico. INESQUECÍVEL.
Os alunos e os professores dos cursos de Educação e Formação de Adultos (EFA) estão de PARABÉNS. A organização foi perfeita, a coordenação foi excelente, o ambiente foi emocionante! Parabéns ao professor coordenador dos cursos EFA José António Mascarenhas. Os professores demonstraram, mais uma vez, que são verdadeiros profissionais.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Na Escola Básica e Secundária Gonçalves Zarco - «Não deixem vossos filhos com dúvidas» sobre a droga

Apesar de reconhecer que há uma maior consciencialização por parte da sociedade para a problemática, Nelson Carvalho, presidente do Serviço de Prevenção da Toxicodependência, alerta os pais que é preciso ter em atenção alguns sinais que podem indiciar comportamentos menos correctos por parte dos seus filhos.
Falando à margem de uma iniciativa na Escola Secundária Gonçalves Zarco sobre a temática, o responsável apelou aos pais para que «não tenham vergonha de pedir orientação», deixando claro que o importante é esclarecer. «Não deixem é o vosso filho sem orientação e com dúvidas, porque isso é a pior coisa», disse.
Relativamente à acção que ontem se desenrolou, está inserida numa campanha de prevenção iniciada em 2008 nas escolas secundárias da Madeira, por parte do Serviço de Prevenção da Toxicodependência.
«A mensagem que queremos transmitir é a de que é possível viver radicalmente e intensamente, mas sem drogas», disse, lembrando que a campanha já passou por oito escolas, num acção que visa abranger todas as do secundário, incluindo as técnico profissionais. Questionado quanto aos efeitos práticos desta campanha, Nelson Carvalho referiu que os últimos estudos de 2006 garantem que o Governo Regional «está no bom caminho» sendo que a Madeira foi a região do país que apresentou melhores resultados.
Em 2011, o inquérito nacional - realizado a cada 5 anos - está de regresso e, para além disso, a Madeira passa a integrar o estudo europeu ESPAD. «São tudo indicadores que, depois, vamos comparando», disse.
In JM

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Semana dos Direitos na Escola Básica e Secundária Gonçalves Zarco

Com o objectivo de evocar a Declaração Universal dos Direitos Humanos, os cursos nocturnos de Educação e Formação de Adultos (EFA) da Escola Gonçalves Zarco organizam a Semana dos Direitos, com um conjunto de iniciativas.
Enquadrada nestas actividades, realiza-se, a 9 de Dezembro, pelas 19h20, uma manifestação de protesto contra a violação dos direitos humanos.
Os alunos e professores percorrerão a escola em manifestação de protesto, empunhando cartazes, proferindo palavras de ordem e, ao longo do percurso, serão realizadas pequenas encenações que representam a violação dos direitos humanos. No final, haverá a actuação do coro da escola com canções alusivas ao evento, informa o presidente do Conselho Executivo, Rui Caetano.

Na escola Básica e Secundária Gonçalves Zarco - Crescer afastado das drogas

Mensagens estão a ser pintadas nas paredes da escola Gonçalves Zarco.
Ontem e hoje está a decorrer na Escola Gonçalves Zarco uma campanha de prevenção da toxicodependência em que o mote lançado é o de que “Eu vivo - feliz, livre, forte, radicalmente, intensamente... sem drogas”. Entre pinturas, actividades desportivas, debates. Hoje haverá actividades na área da saúde.
A Escola Básica do 2.º e 3.º ciclos e Secundária Gonçalves Zarco, em parceria com o Serviço de Prevenção de Toxicodependências, estão a organizar até ao dia de hoje uma campanha de prevenção da toxicodependência, sob o lema “Eu vivo... sem drogas”.
Dirigido aos alunos daquele estabelecimento de ensino, este projecto está integrado no Plano Regional Contra a Droga e pretende sensibilizar em todas as escolas da Região. A acção inclui várias actividades com o objectivo de sensibilizar os alunos para os perigos das drogas, promovendo comportamentos saudáveis.
A manhã de ontem foi dedicada a duas actividades, uma a elaboração de “graffitis”, a outra, que decorreu no bar da escola, consistiu na construção do mural “Eu vivo sem drogas” onde os alunos do secundário escreveram as razões para os jovens não consumirem drogas.
O professor e artista plástico Acosta foi o dinamizador da actividade do “graffiti”, na qual os alunos puderam ajudar a desenhar na parede do pátio da escola mensagens «de que é possível crescer e é possível desenvolverem-se sem recorrer às drogas».
A primeira palavra a ser desenhada na parede foi “Crescer”, «mas foi um estímulo, porque a ideia é continuar a elaborar “graffitis” com mensagens na escola.
Paulo Inácio e Diogo Fernandes eram dois jovens que estavam a colaborar na iniciativa e adiantaram ao JM que «é possível a gente pode crescer sem ir para maus caminhos e drogas». Já Laura Nunes e Joana do secundário acreditam que é possível viver feliz e sem drogas, é que o segredo é mesmo rodear-se de bons amigos.No dia de ontem ainda houve um debate com os alunos do ensino nocturno, cujo orador foi o psicólogo Nélson Carvalho.
Hoje, haverá um fórum que terá a presença de Nélson Carvalho e ainda de um atleta de futebol do Nacional, entre outros.
À noite haverá uma acção destinada aos encarregados de educação que, segundo Nélson Carvalho, são fundamentais porque são «os agentes educativos das crianças e têm que ter uma responsabilidade acrescida« e reparar nos sinais de alerta.
In Jornal da Madeira

domingo, 5 de dezembro de 2010

Em Foco: Férias, prendas e convívio - REPORTAGEM NA ESCOLA BÁSICA E SECUNDÁRIA GONÇALVES ZARCO

O que pensam os mais novos do Natal, que valores lhes são passados, como caracterizam esta época e em que lugar está a vertente religiosa? A MAIS falou com seis jovens da Escola Gonçalves Zarco e descobriu o que sentem e no que reflectem os adultos de amanhã.
O convívio familiar, a comida especial da época, as prendas e uns dias de férias são atractivos indiscutíveis para os mais novos na época de Natal. A MAIS conversou com seis alunos da Escola Básica e Secundária Gonçalves Zarco a fim de conhecer o que mais os agrada na quadra natalícia, os desejos e as expectativas para a noite de Natal. Apesar de as prendas ocuparem o topo das preferências, há quem não deixe de focar o prazer de estar em família e as preocupações face ao panorama actual e que até os fizeram mais comedidos na hora de pensar nos presentes.
"O Natal para mim é estar com a família, todos juntos, jantar e ter uma comida especial", confessou André Dias, de 10 anos, referindo-se "à carne vinho e alhos da avó". Do outro lado, a parte religiosa não o atrai. "Eu não gosto muito de ir à missa, só vou porque eles querem", apontou. Logo no primeiro dia de Dezembro, a família faz questão de enfeitar já a árvore de Natal. André gosta de participar nessa tarefa e até, quanto aos presentes, os pais é que costumam perguntar o que quer. "Vou receber uma bicicleta BTT", afirmou.
André Dias está consciente da situação actual do país. "Os portugueses estão numa fase muito difícil para a economia", concretizou, referindo que até pensou nesses problemas na altura de escolher um presente. "Mas não era muito caro", continuou, acrescentando que as maiores preocupações quanto às finanças residem na mãe. Se pudesse pedir um desejo em particular para a família, André não hesitaria em pedir "o Euromilhões".
A importância do convívio familiar Para Sara Freitas, 11 anos, aluna do 6º ano, a época natalícia define-se em "muita coisa". O dia de Natal, passado em casa da avó, na companhia da família, é o momento alto. "A minha avó faz a ceia de Natal, brincamos muito, até com os adultos, e às vezes pregamos umas partidas", contou, timidamente.
Esta altura do ano resume-se mais ao convívio na casa de Sara, onde se cruzam as conversas entre familiares. "Conviver é o que mais faz a família", confessou, acrescentando que a parte religiosa passa um pouco ao lado. "A minha mãe é religiosa, mas não gosta muito de ir à missa", contou, acrescentando também que o facto de ter um bebé lá em casa faz com que essa vertente se afaste cada vez mais, devido à falta de disponibilidade.
Ciente das dificuldades actuais, a jovem disse à MAIS que não foi " muito exigente" na hora de pedir. Comedida, Sara pediu roupa, até porque constitui o pedido de sempre, o que mais gosta.
Também para André, aluno do 8º ano, 14 anos, o Natal é para ser passado em família, de preferência a brincar, com bicicletas à mistura, jogos de futebol e muito convívio. No dia 25 de Dezembro, faz questão de ajudar o pai a preparar o almoço de Natal, sempre mais requintado que todos os outros.
Tal como os outros colegas, a parte religiosa do Natal não está no topo do que é mais realçado nesta quadra. "Os meus pais não falam muito nisso", apontou. O Natal resume-se, assim, ao encontro da família, férias e a prendas. "Este ano pedi uma mota, daquelas pequenitas", descreveu, confessando que ainda não é garantido que o desejo se torne realidade. "Eles disseram que iam ver", continuou, sublinhando que as boas notas tiradas neste primeiro período podem perfeitamente contribuir para um bom desfecho.
Situação financeira preocupa O Natal de Cláudia Gomes, 14 anos, aluna do 9º ano, é um pouco diferente. Com uma vertente religiosa mais presente, contou que é a avó que costuma focar mais essa parte. "Eu até gosto, não tem nada de mal", defendeu, contando até que, em criança, acreditava no Pai Natal, até ao dia quem que viu o pai "a guardar os presentes num armário".
Sem irmãos, no dia 25 de Dezembro, o dia é passado com toda a família. "Nós reunimo-nos todos na minha casa e, quando chega à meia-noite, vamos à Missa do Galo", descreveu, não escondendo que os presentes são a parte preferida das festividades. Este ano, Cláudia pediu um Iphone 4, mas ainda não há indícios de que o irá receber.
Se, nesta altura, pudesse pedir um desejo universal, Cláudia Gomes pediria que a situação economia do país melhorasse. "Se o país não ficar melhor, nós não evoluímos mais", salientou, acrescentando que, apesar da tenra idade, tem consciência de que em causa está o "desenvolvimento" do país.
O futuro também é algo que faz pensar Catarina Mendes, aluna do 9º ano, à beira do 10º ano e de escolher um rumo profissional. Se pudesse mudar alguma coisa no mundo actual, acabaria com a tão badalada crise e com a pobreza. Como tal não é possível, no passado fim-de-semana contribuiu para uma causa nobre e juntou-se aos muitos voluntários da Cáritas, no âmbito da campanha de angariação de alimentos. A experiência foi "interessante" e deu para tirar algumas conclusões. "Algumas pessoas ajudam, mas outras ignoram porque simplesmente não precisam", disse, frisando que muitas delas pensam por si e não também nos que as rodeiam.
Em relação ao Natal em si, é sinónimo de convívio em casa dos avós. "Nós divertimo-nos e só abrimos as prendas depois do almoço", sublinhou, referindo que se trata essencialmente de um reencontro familiar. "É uma época especial porque também acabamos o primeiro período, entramos em férias e depois vem o Natal e as prendas", enumerou, apontando que é obrigatória, todos os anos, a passagem por um parque de diversões e uma ida ao Funchal para ver a iluminação. A Missa do Galo também costuma fazer parte do programa, mas "mais pelo convívio".
"Acho que nunca fui 'à missa na minha vida". De rosto fechado, André Camacho, 15 anos, aluno do 7º ano, contou que costuma passar o Natal com a avó e que nunca pensou na parte não profana da festa do Natal. Em relação às prendas, pediu apenas "um telecomandado", mas não sabe se o vai receber. Por "ver o telejornal", sabe o que o rodeia, o que se passa num mundo mergulhado numa depressão profunda. "Eu pedi menos prendas por causa da miséria, o país está pobre", rematou.

PS louva cortes na despesa, mas lamenta falta de visão do orçamento da Câmara do Funchal

O vereador do PS na Câmara do Funchal reconhece que o orçamento para 211 da Câmara do Funchal tem um lado positivo e faz cortes nas despesas correntes, mas lamenta a falta de visão do executivo municipal nas estratégias de investimento.
Rui Caetano lembra que, no documento que será discutido quinta-feira na reunião de vereadores, não estão contemplados políticas de apoio para o comércio tradicional, para as pequenas e médias empresas e não existe uma linha sobre os problemas de insegurança da cidade.
O executivo de Miguel Albuquerque, refere, é muito exigente em relação ao Governo da República e aos quatro milhões em dívida do IRS de 2009, mas nada diz sobre os três milhões dos contratos programa que o Governo Regional ainda não transferiu para a Câmara. Do mesmo modo, não pede uma compensação pelas sistemáticas atribuições de utilidade turística a prédios, o que retirar receitas de IMI ao município.
O orçamento de 2011, apesar da redução de 12 milhões de euros nas despesas correntes, continua a ter problemas.
A Câmara excedeu em cinco milhões o limite do endividamento e, mesmo com as despesas adicionais do 20 de Fevereiro e dos incêndios de Agosto, o vereador socialista entende que é perigoso. As dívidas municipais são de 106 milhões de euros, só a fornecedores estão em falta 36 milhões de euros. O que é preocupante tendo em conta o momento económico e o aperto em que vivem as empresas que abastecem os serviços municipais. Sem receber fica ainda pior.
Ainda que reconheça todos os méritos ao vereador das Finanças, Pedro Calado, ao esforço por cortar e tornar as contas da Câmara do Funchal mais equilibradas, a verdade é que, em consciência, o vereador do PS-Madeira diz que não pode votar a favor deste orçamento.
Ainda não decidiu se irá votar contra ou se fica pela abstenção. Isso dependerá da flexibilidade do PSD para aceitar algumas das propostas do PS como a intermunicipalidade. Para racionalizar custos e recursos, o PS entende que as câmaras deveriam acertar estratégias e fazer acordos de cooperação. Ou seja, ajudando com material e com funcionários nas áreas em que estivessem mais habilitadas.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Carlos César diz que Alberto João Jardim "não tem vergonha nenhuma"

O presidente do Governo Regional dos Açores, Carlos César, rejeitou hoje as críticas feitas por Alberto João Jardim sobre a remuneração compensatória para os funcionários públicos regionais, afirmando que o líder do executivo madeirense "não tem vergonha nenhuma".
"Ele não tem vergonha nenhuma e não têm vergonha os que aproveitam para atacar agora o Governo Regional dos Açores, esquecendo as realidades que existem na Madeira", afirmou Carlos César, em declarações aos jornalistas em Vila Franca do Campo.
O presidente do executivo açoriano referia-se ao facto de o governo madeirense ir gastar "70 milhões de euros em dois campos de futebol", enquanto os Açores vão gastar "menos 23 vezes (do que essa verba) na remuneração compensatória" atribuída aos funcionários públicos regionais que auferem entre 1500 e 2000 euros mensais.
"Acho que Alberto João Jardim devia ter outro comedimento", afirmou Carlos César, recordando que é o presidente do Governo Regional da Madeira que terá que disputar eleições proximamente.
Carlos César respondia às críticas de Jardim, segundo as quais a remuneração complementar é uma "caça ao voto".
O presidente do Governo Regional dos Açores, Carlos César, assegurou hoje que a medida de apoio aos funcionários públicos aprovada pelo parlamento regional "não custa um cêntimo ao Estado ou aos cidadãos de qualquer região do país".
"Trata-se de uma questão de opções e prioridades", afirmou Carlos César, em declarações aos jornalistas em Vila Franca do Campo.
Nesse sentido, salientou que as autoridades açorianas "com os recursos que existem, respeitando escrupulosamente a legislação orçamental e das finanças públicas", decidiram afectar os recursos para o apoio às famílias.
"Os portugueses podem ter a certeza de que o que aqui fazemos não é tirando o dinheiro a ninguém, é utilizando o dinheiro que já está afecto à Região Autónoma dos Açores", frisou, recordando que também existem subsídios de fixação criados pela administração central para algumas carreiras nos Açores.
Carlos César considerou ainda que a medida "não é inconstitucional", recordando que também existe "uma remuneração complementar que se aplica aos funcionários públicos com menos de 1304 euros, que vigora há muitos anos".
A medida de apoio aos funcionários públicos que auferem entre 1500 e 2000 euros brutos por mês foi anunciada por Carlos César a 1 de Novembro, no âmbito de um conjunto de iniciativas destinadas a minimizar o impacto das medidas de combate à crise impostas pelo Governo da República.
Nesse sentido, o executivo açoriano criou uma remuneração compensatória que cobrirá "integralmente a perda de vencimento dos funcionários públicos" que têm um rendimento mensal entre 1500 e 2000 euros, o que abrange cerca de 3700 funcionários públicos.

JACINTO SERRÃO, líder do PS, defende fundo de apoio aos 'Concelhos de Coesão'

Ideia de Serrão é garantir condições de igualdade em toda a região.
É uma iniciativa política para apresentar este fim-de-semana e defender já no debate de Orçamento Regional para 2011 na Assembleia Legislativa da Madeira.
Jacinto Serrão chama-lhe "Concelhos de Coesão". A ideia, explica o presidente do PS-Madeira, é identificar os municípios com maiores carências e agir em conformidade. O dirigente socialista acredita que a governação deve actuar de acordo com as necessidades encontradas no terreno.
Para implementar as medidas de apoio aos 'Concelhos de Coesão', o líder do PS-Madeira diz que o Governo Regional deve disponibilizar medidas de discriminação positiva. A proposta prevê dois tipos de intervenção: uma, que passa por fazer uso de instrumentos pontuais como a eventual redução de IRC. Outra, mais abrangente, aponta para acções concretas que possam minimizar as carências municipais e puxar esse concelho para o nível dos melhores.
É com base nestas duas formas de actuação concreta que Jacinto Serrão vai defender uma política de maior coesão social com o propósito de uniformizar condições de vida e de desenvolvimento socio-económico.
O presidente do PS-Madeira parte hoje para São Vicente, justamente um dos concelhos que quer ver melhor desenvolvido e com indicadores mais próximos dos municípios onde há melhores condições de vida. A visita vem na sequência do que já aconteceu em relação a Machico, onde o PS dedicou um fim-de-semana para apurar as carências locais.

A iniciativa, a que os socialistas chamam 'Autonomia Aberta', visa ainda colher contributos junto de várias instituições locais e de cidadãos com vista a uma eventual inclusão no programa de governo que está a ser delineado por André Escórcio.
A intervenção em sede de IRC será defendida dentro de dias junto com outras propostas de alteração ao Orçamento Regional. Já o fundo de coesão, o líder do PS admite que é uma medida mais complexa, e por isso mais ambiciosa, que pretende mexer com a requalificação de algumas zonas criando dinâmicas de desenvolvimento social e económico, como a criação de mais empregos e a fixação dos jovens às respectivas localidades.

Neste aspecto, Serrão não tem dúvidas que toda a costa Norte da Madeira deve ter outro acompanhamento da parte do Governo Regional.

Portugal e as desigualdades Sociais! Sampaio tem toda a razão!!


quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Socialistas acusam governo do PSD de ser "um obstáculo à economia e um gerador de desemprego"

O PS acusa o Governo do PSD de ser "um obstáculo à economia e um gerador de desemprego". Em causa estão as dívidas do Serviço Regional de Saúde ao Madeira Medical Center, cuja admnistração já começou a informar os seus funcionários e colaboradores que está a equacionar o recurso ao 'lay-off'.
Num comunicado assinado pelo líder do PS/M, Jacinto Serrão considera que "este é apenas mais um exemplo da falta de pagamento do Governo Regional às pequenas e médias empresas, em vez de novos incentivos ao sector empresarial, o Governo Regional transformou-se no gerador de dificuldades, de falências e de desemprego no sector privado".
"O PS incentiva a Medical Center, bem como as empresas credoras do Governo Regional, a agir por todos os meios legais ao seu dispor para que o Governo caloteiro do PSD/M utilize o dinheiro onde ele faz falta, que é na criação de riqueza e de emprego", conclui o documento.


In DIÁRIO

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Os oportunistas das greves...

A greve do passado dia 24 teve coisas revoltantes! Uns fizeram greve, descontaram o seu dia de ordenado, outros, todavia,muitos, fizeram de conta e não fizeram. Contudo, ainda há outros que fizeram PIOR: pelas suas "responsabilidades", pelas suas funções, pediram, exigiram aos outros, mas eles cá não fizeram greve. Fizeram greve de boca!!
Há gente muito esperta e os trabalhadores continuam a ser enganados!!