sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Movimento MADEIRA AUTONOMIA - 'Plano de emergência social' com um terço do 'jackpot'

Movimento Madeira-Autonomia desafia partidos à solidariedade
Numa altura em que a Assembleia Legislativa confirmou a manutenção dos valores das subvenções aos partidos, em mais de cinco milhões de euros anuais, o Movimento Madeira-Autonomia vem a público fazer uma sugestão aos partidos, de forma a que devolvam à sociedade parte do dinheiro que recebem. É proposto, muito concretamente, "que as diferentes forças políticas com representação parlamentar, reafectem ao 'programa de emergência social' um terço das verbas que lhes são destinadas pelo financiamento público".
Os membros do Movimento lembram que um terço do valor corresponde a propostas vindas a públicos por parte de alguns partidos. Mas essas propostas não vingaram no parlamento.
O Madeira-Autonomia diz que essas reivindicações correspondem a uma "justa indignação" de vários políticos e partidos e afirmam que, actualmente, defender os madeirenses (lema do movimento) "é defender os madeirenses mais pobres".
O movimento propõe aos partidos, que recebem subvenções, que façam com o dinheiro o que o Orçamento da Região deveria ter feito e não fez. "Em nome da justiça distributiva" criem um programa de emergência social.
Esse programa deverá contemplar várias vertentes, umas de curto prazo, outras mais alargadas no tempo. "De natureza urgente e imediata" é defendido um programa de emergência alimentar para crianças e jovens, que, em colaboração com as escolas, possa garantir, no mínimo, uma refeição diária.
Numa "intervenção mais alargada", é proposta a doação de verbas a instituições de solidariedade social e religiosas, "nomeadamente paróquias ou jurisdição equivalente de diferentes credos".
"De natureza estratégica e de sustentabilidade económica e social" é proposto um plano alimentar regional, sustentado nas actividades marítima, piscícola e de produção horto-frutícola. Um programa que teria a mais-valia de conter um componente paisagística e de ordenamento do território.
"Este programa pode e deve ser pensado tendo em conta os recursos humanos disponíveis, nomeadamente desempregados, a quem seria dada a formação necessária a este projecto, feito em colaboração com organismos de natureza diversa, nomeadamente a Universidade da Madeira e organismos profissionais de várias ordem."
Dar a caraApós um primeiro momento, em que apenas três pessoas aceitaram dar a cara pelo movimento, nesta altura existe um conjunto de pessoas que já assumem publicamente estarem empenhadas no projecto Madeira-Autonomia.

Para já, são mais dez, mas Rui Caetano assegura que, muito em breve, mais pessoas estarão dispostas a assumir a participação no projecto. Trata-se um processo lento, mas seguro, garante. A ideia é não fazer do Madeira-Autonomia um projecto que venha a desaparecer, como aconteceu com vários outros na região.
Os nomes que aceitam a divulgação são: Eduardo Freitas - licenciado em engenharia biomédica; Sancho Gomes - licenciado em filosofia; Rosália Ornelas - professora; Duarte Franco - licenciado em gestão; Carolina Santos - licenciada em psicologia; Sérgio Abreu - professor; Fátima Pitta Dionísio - poetisa; José Abreu - enfermeiro; Patrícia Spínola - professora; e Maria José Fernandes - reformada.
(Membros fundadores : Miguel Fonseca, Aires Pedro e Rui Caetano)

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

'Madeira-Autonomia' para defender interesses da Região

Rui Caetano, Miguel Fonseca e Aires Pedro integram o núcleo fundador.


"É necessário que todas as forças políticas se abram ao diálogo e à cooperação"

É um movimento que está numa fase embrionária, mas que promete vir a dar que falar. Trata-se da organização 'Madeira-Autonomia'.
O movimento vai-se revestir de informalidade na sua organização. Não haverá uma estrutura formalmente constituída, nem regras internas. Será um movimento de reflexão, que terá como um dos objectivos produzir documentos sobre a vida da Madeira e da Autonomia Regional, no sentido da unidade dos madeirenses e como contributo para se ultrapassarem os momentos de dificuldades que se vivem.
Esse trabalho, em teoria, deveria estar a ser desenvolvido pelos partidos, mas isso não está a acontecer. Quem o afirma é uma das três pessoas que compõem o núcleo inicial, Rui Caetano. As outras duas são Miguel Fonseca, que se assume como subscritor número um do manifesto que já foi elaborado, e Aires Pedro.


Lembram os subscritores que já foi possível haver unidade partidária em grandes questões, como o reforço da autonomia através da revisão do Estatuto Político Administrativo. Mas foi noutros tempos.
Já existem cerca de 20 pessoas que deverão aderir ao movimento, o que neste momento passa por assinarem o primeiro documento que já foi produzido, o manifesto 'Em defesa da Madeira'. Mas 'o núcleo duro', para já, prefere não divulgar os nomes.
Certo é que o movimento está aberto a todas as pessoas que queiram participar, independentemente da proveniência e da preferência política. A única condição é disponibilidade para participar na reflexão a favor da Madeira. Isto, apesar de o núcleo fundador ser constituído por pessoas do PS.
O manifesto que já foi produzido desenvolve-se em cinco pontos essenciais, através dos seguintes capítulos: "A Autonomia insular é a pedra de toque e o aval necessário à coesão entre todos os portugueses; Pacto democrático e partidário interno para a negociação com a República submetido a referendo; Reforço das competências constitucionais e estatutárias, com novo Estatuto e potenciação negocial dos nossos recursos e da nossa posição geoestratégica no concerto nacional e europeu; Recusa intransigente do retorno a um passado de submissão ao centralismo imperial e antidemocrático que sempre se exerceu em prejuízo da coesão nacional; Defesa férrea e inabalável da Autonomia constitucional; Convite à participação cívica em defesa dos interesses da Madeira e da sua Autonomia e recusa de qualquer situação de gueto".
Mas, para retirar a Madeira da situação em que se encontra, o movimento pretende dar apenas uma colaboração.


Não pretende substituir-se aos partidos, nem transformar-se num. "É necessário que todas as forças políticas se abram ao diálogo e à cooperação, como alavanca para estabelecer as bases de entendimento necessárias a uma estratégia para retirar a Madeira da situação em que se encontra, o que deve envolver os cidadãos, as famílias e todas as instituições com representatividade de vária ordem".

domingo, 20 de novembro de 2011

A escola e as disciplinas essenciais

Pensar a educação apenas na linha estratégica das disciplinas essenciais, implica não só comprometer o desenvolvimento integral dos alunos, como também limitar os horizontes da sociedade. Há disciplinas essenciais, mais estruturantes, sem dúvida, como aliás já estão definidas nos programas actuais, contudo, aumentar a carga lectiva destas disciplinas e desvalorizar, por exemplo, o papel das TIC e da EVT, no ensino, não cria bons alunos, não garante mais conhecimentos, nem resultará na melhoria dos resultados escolares.
Embora a restruturação da carga horária exija uma reflexão aprofundada, o problema substancial não reside no número de horas das disciplinas, o que a nossa Educação necessita é de garantir as condições essenciais para melhorar a forma de ensinar e de estudar. O que as escolas exigem não é um exame de acesso à profissão docente, pois, um 20 neste exame não garante a ninguém um bom desempenho.
Ser professor é muito mais!

As escolas ambicionam uma verdadeira autonomia para que, adaptadas ao seu contexto social, económico e cultural, possam definir as melhores estratégias e consigam rentabilizar, com mais eficiência, os recursos humanos, financeiros e educativos já existentes. O fundamental encontra-se na coragem de alterar os currículos e reformar os programas extensos e complexos, sem prejudicar os níveis de exigência.
A escola tem de ensinar o português e a matemática, mas assume também a responsabilidade de ensinar as outras faces da Vida, consciencializando para os valores universais e para a necessidade de os cidadãos não abdicarem dos seus próprios direitos e deveres.

Em suma, a escola tem de proporcionar aos alunos o desenvolvimento de um sentido crítico, a transmissão das competências e dos conhecimentos necessários para resolverem os seus próprios problemas, para enfrentarem os desafios e os novos paradigmas da sociedade de hoje.


sábado, 19 de novembro de 2011

Reitor da UMa cativa alunos da Gonçalves Zarco

O reitor da Universidade da Madeira (UMa) foi o convidado especial para o Dia da Escola Gonçalves Zarco, ontem, assinalado, com diversas actividades, a destacar uma sessão solene dos alunos finalistas 2010/11 ((2.º e 3.º Ciclos, Secundário e Recorrente) com a respectiva entrega de certificados de mérito e menções honrosas aos melhores alunos.
Castanheira da Costa esteve a falar sobre a UMa, “para um público, que eu espero cativar porque a Universidade existe para vocês, portanto, eu espero ser capaz de os convencer das virtudes da instituição que dirigiu, neste momento”, começou por dizer. Aos alunos explicou como funcionam as Universidades, como estão organizadas e o que a UMa tem para oferecer.

Rui Caetano, presidente do Conselho Executivo da Escola Gonçalves Zarco deixou um desafio aos alunos. “Tendo em conta a actual conjuntura, os estudantes têm que começar a pensar em si próprios e a se preparar para o futuro e a melhor forma de o fazer é adquirir conhecimento e competências para que eles, depois, sozinhos consigam se desenrascar”, apontou.

Neste sentido, ao longo do ano são desenvolvidas actividades com o objectivo de levar os jovens a tomarem contacto com o que está fora da sala de aula. A celebrar o seu 43.º aniversário, a Gonçalves Zarco conta com 1.700 alunos. A “motivação” tem sido uma forma de contornar os cortes financeiros, sublinhou Rui Caetano.

In JM

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Escola Gonçalves Zarco - Alunos eslovenos de visita à região através do projecto Europeu Comenius

No âmbito do projecto europeu Comenius, 12 alunos oriundos da Eslovénia estão de visita à Região, num intercâmbio organizado pela Clube do Património da Escola Básica e Secundária Gonçalves Zarco. Ontem, os jovens foram recebidos na Câmara do Funchal pela vereadora Rubina Leal e, ao DIÁRIO, a responsável pelo projecto na escola eslovena, Kristina Valic, e uma das docentes da comitiva, Sasa Kravos, referiram que há semelhanças entre a Eslovénia e a Madeira, nomeadamente no "verde da natureza".
"Os alunos estão aqui muito bem, gostam de tudo, das pessoas, da natureza e do tempo, até porque lá, na Eslovénia, agora está muito frio", disse a responsável pelo projecto, apontando que há semelhanças entre a Madeira e a Eslovénia, nomeadamente no verde que as caracteriza. "A nossa Eslovénia também é pequena e a nossa natureza também é muito verde, há rios, mar, montanhas altas", afirmou.
Quanto à existência da ilha, pertencia ao desconhecido. "Eles conheciam Portugal, mas não sabiam que existia uma ilha, no meio do oceano, que pertence ao país", confessou Sasa Kravos.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

A responsabilidade do PS-Madeira


Urge reflectir sobre os resultados do PS-M. Cada um de nós, se está no PS com sentido de partido e na política com o objectivo de defender os interesses da Madeira, deverá assumir as suas responsabilidades, acreditem que os madeirenses não são os culpados pela derrota, não votaram em nós porque não acreditaram no projecto nem nas pessoas.
Contudo, não basta reconhecer os erros cometidos e deixar tudo na mesma, como os primeiros indícios já denunciam. Pela reacção de alguns, pelo comportamento de outros, pelas atitudes dos de sempre, parece que o PS em vez de unir e assumir uma causa comum, um interesse colectivo, se limitará a desenhar o pequeno espaço dos instalados no partido, utilizando o calculismo pessoal, o preconceito, a exclusão e a ofensa anónima.
O PS-M não é uma associação recreativa de bairro, onde qualquer sócio poderá concorrer a presidente bastando ter as quotas em dia e escrever um conjunto de intenções. Uma moção é importante, no entanto, insuficiente. Estes documentos podem ser encomendados a um amigo ou a uma empresa de marketing. O cerne do problema do PS-M está na liderança. Somos um partido de alternativa de poder que precisa de reconquistar o respeito por si próprio. E o respeito só se conquistará quando o PS apresentar um verdadeiro líder, não um chefe de facção que procura apenas defender o seu meio metro quadrado ou um presidente arrogante que se esconde do povo e pensa que liderar é gritar, humilhar, acusar os outros e ter medo da sua própria sombra.
Os madeirenses anseiam para o PS-M um líder que conheça a realidade e o sentir do povo, exigem um líder autêntico, mobilizador, com capacidade política, visão estratégica, com carisma e com competência suficiente para ser presidente do governo.

domingo, 2 de outubro de 2011

A Dívida: a Madeira vai ser independente por falta de solidariedade nacional?

Por Miguel Luís Fonseca - Dom, 02/10/2011 - 18:31

1. Vamos lá ver se a gente se entende: não há dívida do Continente e dívida da Madeira: há dívida nacional, dívida regional dos Açores, dívida regional da Madeira e dívidas autárquicas. Depois há as PPP's em todo o território nacional, a dívida das Empresas Públicas, a dívida dos transportes públicos – Metro de Lisboa e do Porto, Carris, Transtejo, empresas regionais de transportes nas duas Regiões Autónomas.
2. Na Madeira, há as Sociedades de Desenvolvimento, a Vialitoral, a Via Expresso, os Horários do Funchal, a RTP-Madeira, a RDP-Madeira, a Empresa de Electricidade da Madeira, entre outras.
3. A responsabilidade da Dívida Nacional é de todos os Portugueses, isso é óbvio. A responsabilidade das autarquias, de cada autarquia, é dos munícipes de cada município. As dívidas dos municípios não podem ser endossadas para o Orçamento de Estado para as solver.
4. A dívida de cada Região Autónoma é da responsabilidade política e constitucional dos respectivos órgãos, que a assumiram para benefício das respectivas populações. E devem ser as regiões a assumi-la.
5. Acontece que o Governo da República cortou o subsídio de natal de todos os portugueses, incluindo os das Ilhas, e reteve-o, com o argumento de que havia uma situação de grave emergência nacional e de que, sendo um imposto extraordinário, todos os portugueses deviam contribuir para isso – incluindo os da Madeira. E ninguém contestou esse princípio, nem sequer o Governo Regional do PSD – “et pour cause”!
6. Em síntese e por princípio geral: a) todos os portugueses devem ser solidários com tudo o que se faz no País, seja na construção de bens de equipamento, seja nos apoios sociais. Aliás, defendo que as Regiões não devem reter todos os impostos cobrados nelas e que se deve desenvolver o conceito de Autonomia partilhada – o estado social e de direito é uma responsabilidade soberana. b) todos os portugueses devem ser solidários com uma determinada Região do País em situação de catástrofe; c) A nação, as regiões – autónomas e futuras administrativas – e os municípios devem assumir responsabilidades à medida das suas competências e solvências.
7. Vivemos, no entanto, uma situação de coincidência de emergência nacional e regional, o que repõe o princípio da solidariedade nacional para uma determinada parcela do território em situação emergente equivalente a uma situação de catástrofe natural – vide o 20 de Fevereiro – era quase preciso uma nova Lei de Meios -, o que impede uma dupla penalização para os madeirenses, chamados a contribuir também para acudir à emergência nacional.


Ou seja, se os madeirenses se recusassem a partilhar os sacrifícios do todo e o todo recusasse a solidariedade a esta parcela do território nacional, estava criada uma situação de secessão de facto, que punha em causa a coesão nacional. E isso ninguém deseja. Isto sem embargo de concordar que os madeirenses vão ser chamados a pesadas e graves responsabilidades. Assumam a sua como cidadãos já no dia 9 de Outubro, derrotando os responsáveis.

In DIÁRIO

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Rui Caetano sai do Parlamento

O deputado do PS eleito pela Madeira na Assembleia da República vai renunciar ao mandato de deputado a partir de segunda-feira. A confirmação foi dada ao DIÁRIO pelo próprio Rui Caetano, que nem quis esperar pelo relatório da comissão de Ética para aferir se há incompatibilidade entre as funções parlamentares e a direcção da escola Gonçalves Zarco. Sabe-se, contudo, que devido à lei de incompatibilidades que vigora na República, ao contrário do Funchal, não seria possível manter as duas funções.
"Opto pela escola", disse o socialista. "Sempre disse que se tivesse de escolher e não pudesse acumular as duas situações seria por aí", revelou. E prosseguiu: "Perante a demora da comissão de Ética senti que era o momento de tomar a decisão"
Deputado do PS preferiu a escola ao trabalho parlamentar; Sena Lino volta a Lisboa
O deputado esteve três meses em São Bento, em substituição do líder do PS, Jacinto Serrão, e faz um balanço bastante positivo. "Ganhei consciência de como as coisas funcionam na Assembleia da República e vejo que é possível se houver vontade, trabalho e empenho, fazer um bom trabalho em favor dos madeirenses".
Rui Caetano elege a oportunidade de ter falado pelo partido em plenário durante a discussão de um projecto de resolução sobre a comunicação social regional como um dos momentos altos da sua passagem por Lisboa.

Ainda deu tempo para enfrentar o partido na votação da suspensão do modelo de avaliação dos docentes, em que violou a disciplina de voto dos socialistas. Agora, não se afasta da vida política totalmente, mas assume maior distância. "Mantenho o meu lugar de vereador na Câmara do Funchal", assegurou o vice-presidente do PS-M. Isabel Sena Lino regressa assim a Lisboa, aonde já cumpriu mandato.


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O título da primeira página do DIÁRIO não está correcto. Pois eu não fui obrigado a abandonar o Parlamento, o correcto é que eu optei por abandonar o parlamento. Além disso, a Comissão de Ética ainda não se tinha pronunciado sobre a eventual incompatibilidade e se considerasse incompatível, o relatório teria de ir ao plenário e eu teria ainda mais 30 dias para optar.

sábado, 3 de setembro de 2011

Caetano chama directores da RTP-M e RTP-A a Lisboa

Sandra Cardoso, Correspondente em Lisboa
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Os deputados socialistas da comissão de Ética, Cidadania e Comunicação querem ouvir os directores da RTP-Madeira e Açores, em Lisboa. A iniciativa, que partiu do madeirense Rui Caetano, já deu entrada no parlamento e recorda, entre outros aspectos, o contrato de concessão do serviço público de televisão, que determina que o serviços "de programas televisivos especialmente destinados às Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira devem atender às respectivas realidades sociais e culturais e valorizar a produção regional".
Face a esta nota introdutória, os socialistas lembram que "foi com preocupação" que assistiram à intenção do ministro dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, que tutela a comunicação social, de reduzir as emissões da RTP Madeira e da RTP Açores a quatro horas por dia, das 19h00 às 23h00, com o argumento de que "os habitantes locais têm acesso às outras antenas da RTP, tal como os portugueses do continente" .
No documento, os socialistas requerem ao social-democrata Mendes Bota, presidente da comissão, que "seja criado um grupo de trabalho que possa 'in loco' avaliar as eventuais consequências que uma tal medida coloca à coesão nacional".

Solicitam ainda a convocação dos directores dos centros regionais da RTP dos Açores e da Madeira para serem ouvidos em audição, "de forma a prestarem esclarecimentos sobre a possibilidade de estes canais regionais continuarem a cumprir as obrigações quantitativas e qualitativas (...) num quadro reduzido de emissão".
In DIÁRIO

sábado, 13 de agosto de 2011

Entrevista a José Tolentino Mendonça - "Tenho fome de silêncio"




Em Setembro será lançado um seu novo ensaio, intitulado 'Pai Nosso que Estás na Terra'... de que trata este seu novo trabalho?


É evidente que Deus é sempre o outro, e faz todo o sentido continuar a dizer que Deus está nos céus... Mas a provocação do título é para ajudar a ver como Deus se intromete na história que vivemos. Nós tropeçamos na questão de Deus em muitos momentos da nossa vida, e, nesse sentido, acho que há uma espécie de património que crentes e não crentes partilham, acerca de Deus, que é a interrogação e a procura.

É académico, ou seja, um investigador científico das coisas, e um padre, alguém que acredita numa religião revelada e procura transmiti-la aos outros. Isso tem sido um dilema para muitos, que têm progressivamente abandonado a crença em Deus.


A fé e a razão são realidades diferentes, com caminhos que lhes são específicos, mas não são inconciliáveis. Na tradição cristã, diz-se que a própria fé procura as razões. E ela é sustentada numa razão que não é puramente de tipo racional, mas inclui também as razões de tipo racional. Nesse sentido, é muito importante, por exemplo, retomarmos o famoso discurso de Bento XVI na Universidade de Ratisbona, em que ele diz que o Cristianismo deriva dos profetas judaicos, mas também dos filósofos gregos. Isto é, Deus não é irracional, e não podemos pressupor uma irracionalidade para chegar a Deus. O crente não nega a razão, pelo contrário, abre-se a ela e procura que seja a razão a sustentar a sua acção, a sua presença na história.

Mas há muita irracionalidade na religião.


O papa Bento XVI nesse discurso pronuncia-se precisamente contra uma das formas mais terríveis de irracionalidade em nome do religioso, que é a violência. Acreditarmos que pode haver uma guerra santa, ou que podemos matar em nome de Deus. O cristianismo é feito de revelação mas também de pensamento. E nestes dois mil anos de história temos São João da Cruz, temos os místicos, mas também temos São Tomás de Aquino, Santo Agostinho, que são espíritos profundamente analíticos e racionais. De certa forma, há uma complementaridade entre a razão e a mística.

Se bem que as justificações lógicas que se tentou encontrar, nos casos de São Tomás de Aquino e Santo Agostinho, foram sucessivamente analisadas e consideradas falhas em muitos aspectos. Permita-me contrapor com pensadores como Bertrand Russell, autor, inclusive, do ensaio 'Porque não sou cristão'. Penso que aceita basicamente a realidade de que as religiões reveladas não têm actualmente um sustentáculo, em termos históricos, como se chegou a crer noutros tempos. Ser crente hoje é apenas e basicamente uma questão de fé?


De facto, não se consegue, pela razão lógica, provar a existência de Deus. Mas o contrário também é verdade. Não se consegue provar a não existência de Deus. E aí todo o ateísmo contemporâneo, na linha de Bertrand Russell, acaba por falhar. Porque afirmar logicamente que Deus não existe também é levar a própria razão ao seu paradoxo. De maneira que, pela razão pura, ficamos num plano de igualdade. A toda a filosofia ateísta, nós podemos contrapor toda uma filosofia apologética.

Mais que ateísta, trata-se de uma filosofia agnóstica...


A filosofia nunca é neutra, digamos. As procuras humanas, a procura do nosso pensamento e da nossa sensibilidade nunca é neutra, vai sempre procurando um sentido. Depois, dizer que não há um fundo histórico para as religiões reveladas parece-me um juízo demasiado radical no qual não me posso reconhecer. É verdade que o cristianismo pressupõe uma hermenêutica, uma interpretação, mas a interpretação não quer dizer que não exista um fundo histórico, pelo contrário. Toda a hermenêutica que o cristianismo pressupõe não joga contra ele, dizendo: afinal, tudo o que a Bíblia diz não aconteceu assim como está lá escrito: pelo contrário, essa hermenêutica acaba por jogar a favor de uma densidade de sentido, ou seja, é mais do que está lá escrito, não menos.

Os Evangelhos foram escritos à posteriori. Trata-se de relatos em segunda e em terceira mão. Como biblista, sabe que isto é verdade. Ao mesmo tempo, concedo que a Bíblia, do ponto de vista literário, inclui livros muitíssimo interessantes.


A Bíblia é um património não apenas do ponto de vista literário, mas também da verdade expressa. É claro que os Evangelhos foram escritos numa geração seguinte. Não são relatos de uma crónica de jornal acerca de Jesus, mas são em grande medida uma meditação sobre a vida de Jesus, sobre o seu significado. Do ponto de vista crente, isso é muito mais pertinente do que se tivéssemos uma pura ilustração, do que se pudéssemos ter um puro directo sobre os gestos e as palavras de Jesus. Porque aquilo que nos é dado é o testemunho de um significado que gerações posteriores colheram do que Jesus representou para mulheres e homens do mundo concreto.

É um lugar comum dizer-se hoje em dia que o mundo perdeu espiritualidade. A ascensão do ateísmo ou do agnosticismo é um dos factores. Outro são as pressões da vida moderna, e o facto de as pessoas questionarem hoje crenças que foram abraçadas sem questionar durante séculos. Ao mesmo tempo assiste-se ao vazio deixado por essa perda. As pessoas viram-se para fenómenos de auto-ajuda, como 'O Segredo'. E o seu livro 'O Tesouro Escondido'? Há quem o veja como um livro de meditação filosófica, e há quem o veja como um livro de auto-ajuda cristão...


Penso que hoje o lugar do religioso está em recomposição. O próprio mapa do cristianismo está-se a alterar. Há valores novos. Penso que é preciso saber ler a realidade. Por exemplo, acho que grande parte daqueles que caberiam na categoria de não praticantes, são cristãos culturais. Porque a cultura do homem contemporâneo no Ocidente é uma cultura muito marcada pelos valores, pelo imaginário, pela iconografia cristã. E, em determinados momentos, há zonas de abertura que se criam, para o religioso, que vale a pena atender e valorizar. Não partilho do juízo de que o mundo contemporâneo é um mundo em que a espiritualidade está em extinção. Vejo assinaladas formas de procura. Há uma grande sede espiritual. Há caminhos novos de procura com os quais é necessário entabular um diálogo. Há soluções que são imediatistas, como essas de que fala todo o sistema de auto-ajuda ou de soluções rápidas para as grandes questões da vida.

Mas ao mesmo tempo, por detrás de todos esses fenómenos, há coisas muito importantes, um desejo de busca, latente na nossa cultura. O meu livro, 'O Tesouro Escondido', é um trabalho de teologia, de espiritualidade cristã, mas ao mesmo tempo há uma atenção, uma curiosidade, em relação a estas buscas, que eu acho que é necessário atender. Uma pessoa que procura um livro de auto-ajuda... é preciso compreender aquele gesto, é preciso que se interrogue aquele gesto.

Ser crente, hoje em dia, implica buscar outras formas de pertença, já que há muita gente que renega a Igreja Católica, ou pelo menos aponta-lhe muitos defeitos?


Hoje, a experiência cristã não está localizada ou paroquializada como estava há décadas atrás, isto é, não tem a firmeza dos contornos rituais, formais ou mesmo morais que teve numa época anterior. Hoje há uma mobilidade muito grande, as pessoas procuram, muitas vezes não ligam a prática cristã a um espaço ou a uma temporalidade específica, mas ao mesmo tempo não deixam de ter uma abertura, uma curiosidade, uma atenção em relação ao fenómeno religioso, e de investir aí uma parte importante do seu afecto, e da sua racionalidade. Com tudo isso, há zonas de afastamento, de esfriamento, de recomposição da própria prática religiosa.

Foi um dos criadores convidados para a exposição que assinalou, no Vaticano, os 60 anos da ordenação de Bento XVI enquanto sacerdote. O seu convívio coma Cultura expressa-se a vários níveis: como poeta, ensaísta, docente universitário... Também é próximo da comunidade artística. Qual o contributo que a Cultura pode dar para uma melhoria social?


A Cultura é essencial, porque coloca as questões de fundo. Não apenas as questões da sobrevivência... mas a Cultura abre-nos horizontes na procura de um significado para a vida. E precisamos disso. A Cultura não é apenas um ornamento nas nossas sociedades, e que em alturas de crise até podemos dispensar. A Cultura tem de acompanhar a nossa viagem pela história. Porque se em cada momento não somos ajudados, mobilizados, incentivados a levantar o olhar das nossas questões ou do nosso ponto de vista, e nos confrontarmos com o mundo, com a complexidade da vida, passarmos das questões penúltimas para as questões últimas, que é também o trabalho da Cultura, penso que ficamos muito mais pobres. Hoje a Cultura tornou-se uma indústria, e não um lugar de reflexão da condição humana, que eu acho que é a sua missão primeira.

Bento XVI, quando substituiu João Paulo II, foi bastante criticado, porque é tido como de uma ala mais conservadora, de um estilo diferente... um papa mais intelectual. É o papa para este tempo, quando muitos, mesmo dentro da Igreja Católica, defendem mudanças radicais?


Tem sido o papa para este tempo, tem-se imposto pela força do seu pensamento, que é tomado em consideração por crentes e não crentes, que respeitam a vitalidade, a honestidade e o vigor das suas propostas. Penso que tem sabido apontar caminhos de renovação e de aprofundamento, nesta hora que todos sentimos ser de encruzilhada. Não só dentro da Igreja, mas na cultura ocidental, em que sentimos que estamos a terminar uma época e a começar outra. Penso que é unânime perceber que temos de encontrar novos modelos, um novo enquadramento, porque aquilo a que estamos a assistir é de facto à falência estrondosa de modelos que até aqui serviram, mas que claramente já não são capazes de dar resposta às necessidades que se colocam.

E a alternativa, qual é?


Penso que ninguém tem na manga uma alternativa. Gostávamos que aparecesse um super-economista, um super-pensador, que nos resolvesse esta aparentemente irresolúvel dificuldade em que estamos mergulhados. Mas ao mesmo tempo, este espaço aberto, austero, em que não há soluções fáceis, é um tempo de grande criatividade. É talvez um tempo para a política se basear em valores de verdade, se renovar como exercício de cidadania, e ao mesmo tempo buscarmos com coragem novos modelos que conduzam este grande barco que é a Europa.

Tem desenvolvido actividade ensaística... E a sua poesia, para onde caminha?Conhecemos o percurso até agora, e o futuro?


A gente diz que o futuro a Deus pertence. A poesia tem sempre um lugar muito importante... para mim, pessoalmente, é aquele lugar de combustão mais íntima da própria realidade. Tenho um projecto de um livro em comum com a poetisa Adília Lopes, sobre um jardim de Lisboa, o Jardim do Tourel. Pensamos, na próxima Primavera, publicar esse livro conjunto.

A sua poesia caminha para um desejo de encontro interior e de algo de que fala em alguns dos seus textos: a necessidade de silêncio. Hoje é uma necessidade que se sente, em meio a tanto ruído?


É uma necessidade que eu sinto. Tenho fome de silêncio.

Revoltas populares: "são campainhas, sinais de alerta"
Questionado sobre o modo como perspectiva os fenómenos de revoltas populares que se têm multiplicado em diversos países - como em várias nações árabes, nas quais têm estado associados a um desejo de mudança de regime, ou na Europa, onde reflectem insatisfação com a situação social e económica, e mesmo em relação ao recente caso da Inglaterra, que mais parece um caso de oportunismo sem sustentáculo ideológico, Tolentino Mendonça diz que "há sempre razões de ser" para estes acontecimentos. "Nada justifica a violência. Mas é preciso escutá-la, essa voz difícil, intransigente que nos chega.

Hoje, as nossas sociedades são muito fragmentárias, o comunitário diluiu-se, acaba por ser mais uma associação de interesses individuais do que propriamente a procura do bem comum a unir-nos e a mobilizar-nos em vista de uma construção do presente, e há uma multidão numerosa que se vai sentindo à margem, desintegrada e sem capacidade de integrar, digamos, o mundo do trabalho, o mundo dos direitos civis, o mundo da própria democracia.

O movimento dos indignados em Espanha, e este movimento em Inglaterra, mais adolescente, de pura raiva, são campainhas, sinais de alerta, que importa tomar em devida consideração. Não são apenas fenómenos isolados, casos de polícia; acho que são casos de sociedade e de civilização".



quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Rui Caetano propõe lobby autonómico na República

Deputado do PS envia carta a todos os parlamentares da Madeira e Açores.
Explicar as autonomias à "comunidade nacional" é o objectivo do deputado do PS-M, na Assembleia da República, que para isso pretende a colaboração de todos os parlamentares das regiões autónomas.
Rui Caetano vai enviar uma carta aos deputados de São Bento, oriundos da Madeira ou dos Açores, a propor a realização de 'Conferências Autonómicas' que poderão ter como palco as representações das duas regiões na capital.
O deputado refere, no texto a que o DIÁRIO teve acesso, que "há sectores na sociedade portuguesa onde as autonomias nunca foram pacíficas". Uma atitude que, segundo Rui Caetano, radica numa visão "centralista do Estado" que tem impedido qualquer descentralização "mesmo para as regiões do território continental".
Explicar as autonomias
Na carta, alerta os deputados da Madeira e dos Açores, dos vários partidos, para o facto de, "nos últimos tempos, o sentimento anti-autonomista" ter começado a ganhar "contornos preocupantes" e a atingir sectores que anteriormente estavam imunes a estes comportamentos.
"A aversão às autonomias ganha proporções muito particulares nestes tempos em que os recursos escasseiam", sublinha.
Rui Caetano considera importante explicar as vantagens da autonomia ao resto do País.
"Cabe-nos a nós, deputados insulares, dar o nosso contributo para que a nação entenda, cada vez mais, as autonomias como um factor de coesão nacional", afirma.
Caetano admite que a ideia de criação de um 'lobby' insular possa ser aprofundada e avançar para outras iniciativas, mas começa por propor a realização de 'Conferências Autonómicas' - a designação pode ser outra -, em Lisboa, em espaços como as Casas da Madeira e dos Açores. Conferências que deverão ter uma participação o mais alargada possível.

In Diário

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Lei de Meios em debate na ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA

PSD e CDS-PP chumbaram ontem na Assembleia da República (AR) uma proposta do PCP para a criação de um grupo de trabalho para acompanhar a execução da Lei de Meios na Região.
A proposta, que foi apoiada pelos restantes partidos, foi apresentada na Comissão Parlamentar de Orçamento, Finanças e Administração Pública, e foi também defendida pelo deputado socialista madeirense, Rui Caetano.
"Votamos favoravelmente, porque concordávamos com os objectivos apresentados, que passavam por acompanhar a execução da Lei de Meios", explicou ao DIÁRIO o deputado, ressalvando que ficou "claro" que o grupo de trabalho não tinha como propósito "interferir" ou "fiscalizar" os órgãos próprios da Região Autónoma da Madeira.
"Aprovamos na perspectiva de acompanharmos a execução da Lei de Meios que foi aprovada na AR através dos canais próprios e sem colocar em causa as questões da autonomia política", sublinhou Rui Caetano, explicando que o grupo de trabalho iria estabelecer contactos com os grupos parlamentares da Assembleia Regional e com o Governo da República.
Caetano, que não faz parte da referida comissão e esteve presente a pedido do grupo parlamentar socialista - uma situação que o regimento da AR permite - diz que o grupo de trabalho iria "averiguar" se o executivo de Lisboa está ou não a "exercer todas as suas competências" para que o Governo Regional cumpra o acordo e não se afaste do "espírito" da Lei de Meios.
in Diário

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ALÉM DO CDS/PP TER VOTADO CONTRA A PROPOSTA, O CURIOSO É QUE O DEPUTADO MADEIRENSE JOSÉ MANUEL RODRIGUES NÃO ESTEVE PRESENTE NA COMISSÃO.

sábado, 30 de julho de 2011

Na Assembleia da República, Rui Caetano vota ao lado dos professores e contra orientação do PS de LISBOA




Sandra Cardoso, Correspondente em Lisboa
Deputado socialista madeirense vota contra avaliação dos professores.
O deputado madeirense do PS na Assembleia da República, Rui Caetano, desrespeitou ontem a disciplina partidária e votou ao lado do PCP e do BE duas propostas pela suspensão do actual modelo de avaliação de desempenho dos docentes, uma bandeira do Governo de Sócrates.
As iniciativas foram chumbadas pelos partidos de coligação, PSD e CDS, e pelo PS. Mas o parlamentar, que é professor e presidente da Escola Gonçalves Zarco, optou por votar ao lado dos proponentes. Numa declaração de voto onde justifica a posição, o madeirense arrasa o actual modelo de avaliação do desempenho dos professores, elaborado pelo seu partido.
"É pois um modelo que não avalia o professor nem o seu real desempenho na escola, antes pelo contrário, além dos factores de instabilidade, implica mais trabalho burocrático", acusa. E prossegue: "Retira mais tempo da actividade lectiva e/ou formativa do professor para que ele consiga cumprir os requisitos exigidos". O professor considerou ainda no documento que "a suspensão do actual modelo facilitaria a implementação de um novo modelo que venha ao encontro dos interesses dos professores, dos alunos e da comunidade educativa em geral".
Rui Caetano escusou-se a comentar o assunto e remeteu a posição para a declaração de voto entregue. O DIÁRIO sabe, contudo, que a postura de rebeldia não caiu bem no grupo parlamentar, sobretudo devido ao assunto em causa.
Entretanto, o actual Governo está a trabalhar num novo modelo. O ministro da Educação, Nuno Crato, anunciou que quer concluir até ao dia 9 de Setembro a negociação com os sindicatos sobre o novo sistema de avaliação. Mas garantiu que as quotas são para manter. "As quotas são uma orientação geral da Função Pública" e se não existissem "seríamos todos excelentes, o que seria injusto porque queremos que os melhores professores sejam privilegiados", justificou.

In DIÁRIO

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Serrão manda Caetano votar contra "roubo" à Madeira

Mais do que um "roubo", Caetano e Serrão denunciam "um acto de puro colonialiamo"

Com o novo governo nacional politicamente sustentado pelo PSD e o PP, os planos inverteram-se. Agora é o PS-M que aplica a estratégia e as acusações que durante os últimos anos foram seguidas pelo PSD-M e devolve as acusações de roubo. Em causa, a sobretaxa que vai implicar cortes no subsídio de Natal e cujas verbas, no caso da Madeira, deverão ser transferidas para Lisboa, apesar de a Região ter direito às receitas fiscais aqui geradas.
A decisão do PS-M já está tomada. Independentemente do que decidir o grupo parlamentar socialista na Assembleia da República - provisoriamente liderado por Maria de Belém Roseira - Rui Caetano vai votar contra a ideia do ministro das Finanças que insiste em considerar essas receitas como extraordinárias e, por isso mesmo, pertença do Estado português e não da Região, como reclama o Governo Regional e os próprios deputados do PSD e do PP eleitos pela Madeira.
Jacinto Serrão recorda que a posição do partido é contrária à aplicação do imposto extraordinário, por o considerar injusto. Disso mesmo terá dado conta o próprio Serrão ao Presidente da República na audiência de segunda-feira, em Belém.
Mesmo assim, se a intenção do governo de Passos Coelho e Paulo Portas se mantiver, Serrão promete "esgotar todos os meios" para que "as intenções centralizadoras" e reveladoras de "um acto de puro colonialismo" do Governo da República "não se concretizem".
Esta questão é um dos primeiros testes à robustez do acordo entre PSD e PP nacional. Os deputados das ilhas defendem que o valor do imposto extraordinário deve ficar na Região. Entendimento diferente têm os dirigentes e deputados nacionais, alegando o carácter extraordinário de tão impopular medida. A divergência foi tão acentuada que, na passada semana, obrigou Pedro Passos Coelho e Paulo Portas a uma intervenção directa junto dos deputados da Madeira de cada um dos partidos. Resta saber se terá sido suficiente para travar a vontade de votar contra esta proposta.

A jurisprudência

•O argumento de que a Região não tem direito às verbas da sobretaxa devido à decisão nesse sentido tomada pelo Tribunal Constitucional em 1983, perante uma situação muito idêntica, não colhe junto do líder do PS-Madeira.
•Serrão lembra que, entretanto, o Estatuto Político-Administrativo veio consagrar os impostos, taxas, multas e coimas cobradas cá como "receitas da Região", mesmo no caso de impostos extraordinários.
•O PS-M discorda da interpretação que o ministro das Finanças Vítor Gaspar, deu ao acórdão de 1983. O ministro esquece, diz o PS no que aparenta ser a base da argumentação que vai apresentar o deputado Rui Caetano, que o Estatuto aprovado em 1991 blindou "qualquer tentativa centralizadora de desvios dos valores cobrados aos madeirenses, como aconteceu em 1983". Desta vez, garante, "os madeirenses não aceitarão" a mesma receita.


Maximiano 'afina' agulhas com o PS de Lisboa

Sandra Cardoso, Correspondente em Lisboa
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O candidato do PS à presidência do Governo Regional foi ontem a Lisboa deixar um apelo a um diálogo constante entre a liderança regional e a bancada parlamentar. Maximiano Martins não quer que situações como a que se passou no Palácio de Belém, em que a líder da bancada parlamentar socialista se distanciou do líder do PS-M, Jacinto Serrão, por causa da sobretaxa extraordinária. Maria de Belém reiterou que o partido não tem posição oficial sobre quem deve ficar com a receita cobrada nas Regiões Autónomas. "Vamos acertar posições sobre todas as matérias", disse aos jornalistas.
Maximiano Martins, que se fez acompanhar do deputado socialista madeirense na Assembleia da República, Rui Caetano, revelou ainda que em cima da mesa estiveram para além da sobretaxa extraordinária, a privatização dos aeroportos, a Lei de Finanças Regionais e ainda outras medidas previstas no acordo com a chamada 'troika' internacional, que têm implicações na Madeira. "Ficou também definido o papel que o deputado Rui Caetano vai ter na discussão de projectos relativos à Região que já estão no parlamento nacional".
O socialista, que foi deputado em Lisboa durante oito anos, aproveitou para rever amigos, que lhe apresentaram saudações e desejaram sorte para o embate. A todos os socialistas com quem se cruzou manifestou confiança num bom resultado. "Os madeirenses estão sedentos de mudança", referiu.
Maximiano Martins não pediu, contudo, apoio directo ao grupo parlamentar para a campanha.
"O nosso principal combate é com meios internos, é nisso que estamos empenhados", justificou. Mas acrescentou: "Todos os contributos vindo do exterior, serão, obviamente, bem-vindos". O candidato acredita que António José Seguro, novo líder do PS, passará pela Madeira, mas disse que não está nada agendado ainda.

terça-feira, 12 de julho de 2011

PS questiona Passos sobre ultraperiferias - Rui Caetano quer saber qual a estratégia delineada para as 'rup' portuguesas

O deputado do PS eleito pela Madeira na Assembleia da República estreou-se na semana passada nas perguntas ao Governo da República. Rui Caetano faz uma questão directamente ao primeiro-ministro, apesar de este não estar obrigado a dar resposta de acordo com o regimento parlamentar, onde questiona Passos Coelho sobre a estratégia delineada, por este Governo, para as regiões ultraperiféricas portuguesas.
No documento preliminar a que o DIÁRIO teve acesso, o deputado socialista recorda que o Programa de Governo é omisso sobre estas matérias e por isso pretende saber que iniciativas pretende o novo Executivo desencadear no sentido de garantir o cumprimento do estatuto da ultraperiferia pela União Europeia.
O madeirense lembra ainda que Bruxelas "acaba de apresentar as propostas para o próximo Quadro Financeiro Plurianual, para o período 2014 a 2020, no âmbito do qual serão definidos os montantes de apoio estrutural a Portugal e às suas regiões".
O madeirense sublinha que "este período de negociações é decisivo" para Portugal "assegurar os apoios comunitários necessários a um desenvolvimento equilibrado e sustentado da Madeira e dos Açores".
E prossegue: "A actual conjuntura europeia exige uma negociação rigorosa e firme de modo a que as regiões ultraperiféricas portuguesas não sejam ainda mais prejudicadas na definição da política de coesão económica, social e territorial e do envelope financeiro que lhe dará consistência".
Adoptar outros indicadores: para além do PIB
Rui Caetano diz que a situação reveste-se ainda de maior importância pelo momento de crise e diz que a altura exige "que o estatuto da ultraperiferia seja salvaguardado e aprofundado, nomeadamente através da adopção de um modo mais rigoroso de medir o verdadeiro nível de desenvolvimento das regiões e do seu grau de carência de financiamento comunitário".

Para isso, garante que "há necessidade de se adoptar outros indicadores e critérios para além do PIB (Produto Interno Bruto). "Os problemas de cálculo deste indicador, associados ao uso excessivo de métodos descendentes, requer uma disponibilidade do Governo para, em articulação com INE (Instituto Nacional de Estatística), ajudar o Governo Regional da Madeira a proceder a um cálculo dos verdadeiros valores PIB da Região, desde 1995", justifica.
No documento, o socialista revela não ter dúvidas de que "a negligência das deficiências de medição do desenvolvimento e o reconhecimento parcial da condição da Madeira como região ultraperiférica, levou a que, nas últimas negociações, esta região deixasse de pertencer ao grupo de regiões mais pobre da União e perdesse abruptamente mais de 450 milhões de euros".
Apesar de não ser habitual os deputados colocarem questões ao primeiro-ministro, mas sim aos respectivos ministérios com a tutela, de acordo com os trâmites parlamentares, Rui Caetano afirmou ao DIÁRIO que a questão deve ser abordada por Passos Coelho.

sábado, 2 de julho de 2011

Escola Gonçalves Zarco faz parceria com o CAB




A prova decorre na Escola Gonçalves Zarco no Funchal e envolve um total de 21 equipas. Quatro clubes são continentais e os restantes sete da Região, numa prova que termina na próxima quarta-feira.
Começa oficialmente hoje e prolonga-se até à próxima quarta-feira (dia 6) mais uma edição do Torneio Minicesto, que em 2011 decorrerá nas instalações da Escola Básica e Secundária Gonçalves Zarco, no Funchal.
O Torneio conta com a presença de quatro clubes oriundos do vontinente (Grupo Desportivo Bolacesto; Atlético Clube Alfenense; Basquete Clube de Barcelos; Clube Desportivo da Póvoa), que se juntam a mais sete colectividades regionais, que competem habitualmente nas provas da Associação de Basquetebol da Madeira (ABM). A saber: ADR Água de Pena, CAB Madeira, CD Escola Francisco Franco, CF União, CDR Santanense, AD Galomar e CCD Hor´´arios do Funchal.
Ao todo, na edição deste ano do Torneio Minicesto estão envolvidas 21 equipas, num evento que, em seis dias, contará commuita competição nos escalões de Mini-10 e Mini-12 -masculinos e femininos -, além de um vasto programa social que visa “mostrar” alguns dos pontos turísticos da ilha da Madeira.
Ontem, ao longo do dia (parte da manhã e à tarde) chegaram à Região as equipas continentais, sendo que a noite foi reservada para o jantar com as diversas comitivas, ao que se se seguiram actividades lúdicas.

1.º dia “a sério”
Hoje, 1.º dia “a sério” do Torneio, haverá uma caminhada entre o Parque de Santa Catarina e os Jardins do Lido, numa actividade inserida no âmbito da Prevenção à Toxicodependência, sendo que todas as equipas participantes no evento devem estat concentradas a partir das 9h30.
A seguir ao almoço, das 14h30 às 19h00, o Torneio Minicesto tem a 1.ª jornada, finalizando-se o dia com mais actividades lúdicas. Já amanhã, a competição desportiva apenas acontece na parte da manhã (entre as 9h00 e as 13h00), sendo a parte da tarde livre para todos os participantes.

In Jornal da Madeira

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Caetano pressiona com IRS

Deputado sugere agenda para a reunião de hoje entre Cavaco e Passos.
"O Presidente da República deverá alertar o primeiro-ministro para que resolva de imediato a situação das transferências em atraso dos 5% do IRS colectado nas regiões insulares". Quem o diz é o deputado do PS eleito pela Madeira na Assembleia da República, em jeito de sugestão de agenda da primeira reunião do Presidente da República com o novo primeiro-ministro, que terá lugar hoje.
Rui Caetano lembra que "a Lei das Finanças Locais define que um dos critérios para apoiar os municípios, proporcionando uma mais justa repartição dos recursos públicos, consiste em atribuir a cada um dos municípios 5% da taxa variável do IRS de modo a garantir uma melhor repartição dos recursos públicos", mas que isso deixou de ser feito para as câmaras municipais da Madeira e dos Açores, a partir de determinada altura determinada altura, em virtude de um entendimento do anterior Governo.

"Em virtude desta irregularidade do não cumprimento do Orçamento de Estado, o Governo da República acumula uma dívida aos municípios da Região Autónoma da Madeira na ordem dos 14 milhões de euros", recorda o socialista, sublinhando que na qualidade vereador na Câmara do Funchal esteve sempre do lado das autarquias nesta matéria.
PSD e CDS resolvem
Rui Caetano acredita que não há nenhuma razão para que este assunto não seja resolvido de imediato, já que "na legislatura anterior, o Orçamento de Estado foi aprovado com uma alteração proposta pelo PSD referente à transferência da participação variável dos 5% no IRS para os municípios das ilhas, com o apoio do CDS-PP, BE, PCP e 5 deputados do PS".
E, por isso, conclui Rui Caetano: "Como o actual Governo é do PSD e do CDS-PP, e como sempre defenderam que esta irregularidade deveria ser resolvida, o Presidente da República não deverá ter dificuldade em convencer o primeiro-ministro a pedir ao seu ministro das Finanças que autorize, de imediato, a transferência destas verbas".
In Diário

domingo, 19 de junho de 2011

Caetano desafia Rodrigues a garantir novo hospital

Toma posse amanhã e escreve logo ao ministro da saúde para saber se há apoio.
O novo governo nacional ainda nem tomou posse e já é desafiado por três partidos a apoiar a construção de um novo hospital na Madeira, em vez da ampliação das actuais instalações. Pelo meio, o Governo Regional é pressionado também por três partidos para reconsiderar a decisão de abandonar o projecto de Santa Rita. Primeiro o PCP, depois o PP e agora o PS. Todos defendem o regresso a São Martinho e a candidatura da nova construção a Projecto de Interesse Comum, o que daria direito a verbas do Orçamento de Estado.
Com tanta unanimidade, Rui Caetano, que amanhã toma posse em Lisboa como deputado do PS-M, desafia José Manuel Rodrigues a garantir que o novo governo nacional vai mesmo apoiar a construção do novo hospital. É isso que os madeirenses querem saber, sublinha Caetano. E deixa a promessa de que mal tome posse vai escrever ao ministro da Saúde perguntando se tenciona ou não apoiar o novo hospital da Madeira. "O Governo da República terá de dizer se sim ou não. Não vamos andar aqui a brincar ao faz-de-conta, ou financiam ou não financiam". Feita a promessa, Caetano provoca o líder do CDS-PP/M e também deputado em Lisboa: "O sr. José Manuel Rodrigues poderá tentar esconder que está coligado ao PSD na República, mas nós vamos lembrando e informando os madeirenses".
Rui Caetano sugere a José Manuel Rodrigues que telefone "ao dr. Portas que, por sua vez, telefonará ao dr. Passos Coelho e a resposta será imediata" sobre as garantias de financiamento, diz ainda o vice-presidente socialista. Se a resposta for afirmativa, todos os partidos na Madeira devem, na Assembleia regional, forçar o Governo Regional a retomar o hospital em Santa Rita.

In Diário