sexta-feira, 30 de agosto de 2013
CMF e as dívidas da água. Continuando a apresentar o balanço do meu mandato de vereador na Câmara Municipal do Funchal, considerei pertinente lembrar hoje a minha intervenção sobre as dívidas do IDRAM à CMF, em 2010. Alertei para os 2,5 milhões de euros de dívida de água, mais os juros de mora, para a inércia da autarquia e para a forma como esconderam essas dívidas. Torna-se pertinente relevar que, nesta época, a Câmara não cortou a água ao IDRAM. Pois...pois... - Conf imprensa Rui Caetano, Dívidas à CMF, 11-6-2010
PS-M quer câmaras envolvidas na elaboração dos POOC´s
VER no Diário: http://www.dnoticias.pt/impressa/diario/221434/politica/221464-ps-quer-poder-local-a-intervir-na-orla-costeira
Plano Operacional Municipal contra incêndios
Em 2010, apresentei na Câmara uma proposta que sugeria uma outra estratégia de prevenção contra incêndios, proponha a criação de um Plano Operacional Municipal contra incêndios. Pode ser ouvida também aqui, embora já na qualidade de coordenador autárquico do PS.
http://www.dnoticias.pt/actualidade/politica/225528-ps-defende-plano-de-prevencao-para-defender-floresta-dos-incendios
Balanço do mandato de vereador na Câmara Municipal do Funchal - 2009-2013
A partir de hoje e por etapas, irei fazer um balanço do meu mandato de vereador na Câmara Municipal do Funchal, eleito em outubro de 2009, nas listas do Partido Socialista. Optei por utilizar esta rede social, porque sim! É um dos meus cantinhos especiais onde faço citações, sugiro músicas, canções, leituras e manifesto algumas das minhas revoltas, alguns descontentamentos e muitos contentamentos. Aqui, escrevo pensamentos, faço apreciações sobre assuntos importantes, profundos ou banais, partilho algumas das minhas opiniões sobre questões de política económica, educativa, social, cultural, desportiva e partidária e é neste espaço online que vou apresentar o meu trabalho autárquico deste mandato que termina.
Enquanto vereador e militante, com orgulho, do Partido Socialista, um partido de alternativa ao poder que promove os ideais do socialismo democrático, procurei defender os interesses coletivos da cidade e dos munícipes, o melhor possível. Assumi uma estratégia política de combate pelas ideias, pelo confronto de propostas e pela defesa de políticas que viessem responder às necessidades reais dos funchalenses.Enquanto vereador e militante, com orgulho, do Partido Socialista, um partido de alternativa ao poder que promove os ideais do socialismo democrático, procurei defender os interesses coletivos da cidade e dos munícipes, o melhor possível. Assumi uma estratégia política de combate pelas ideias, pelo confronto de propostas e pela defesa de políticas que viessem responder às necessidades reais dos funchalenses.
segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012
Rui Nepomuceno adere ao Movimento Madeira-Autonomia
Movimento tenta demonstrar-se apartidário com aderentes de diferentes origens.Um dos nomes mais sonantes que aceitou o convite para integrar o movimento é Rui Nepomuceno, histórico militante do Partido Comunista Português.
Com conotação partidária, aparece também Cláudio Pestana que, depois de ser dirigente da juventude do Bloco de Esquerda, agora está envolvido no projecto de José Manuel Coelho e do Partido Trabalhista Português.
Sónia Almada, mulher de Roberto Almada, dirigente do BE, também assume a sua pertença ao Madeira Autonomia, assim como Gonçalo Nuno Santos, assessor de imprensa do CDS.
Há ainda um conjunto de pessoas sem conotação partidária óbvia, mas que também dão a ideia de uma participação socialmente alargada: José Casimiro Pereira - oficial de justiça; Pedro Miguel Luís Dinis - oficial de justiça; Fernando Jorge Mourão Braga - oficial de justiça; Teresa Jesus Pestana Marcos - professora; Ângela Maria Gomes Ferreira de Sousa - técnica administrativa; Filipe Pinto - operador de telemóveis.
O Madeira-Autonomia assume-se como um movimento que pretende defender as causas autonómicas, sem se substituir aos partidos. Nasceu há alguns meses, ainda que não tenha existência formal.
Mesmo assim tem vindo a realizar algumas iniciativas para se dar a conhecer, como a divulgação de um manifesto ou uma audiência com o Representante da República para a Madeira - Ireneu Barreto.
São os primeiros rostos do movimento: Rui Caetano; Miguel Fonseca e Aires Pedro.
domingo, 19 de fevereiro de 2012
A Escola e os alunos com fome
Esta dinâmica da nossa sociedade, a transbordar informação e tecnologias e coma era digital a invadir as nossas vidas,exige que os alunos construam de forma diferente do tradicionalo seu próprio conhecimento, o seu saber e nunca abandonem a forte vontade para adquirirem as competências necessárias para atingirem o sucesso académico e profissional.
A escola assume assim uma nova e importante função social. Continua a ensinar conteúdos programáticos, a passar valores, a gerir conflitos sociais e a resolver os mais diversos problemas disciplinares, sem dúvida, mas, por força das circunstâncias, juntou agora aos seus objetivosa necessidade de encontrar os meios suficientes para diminuir a fome entre muitos dos seus alunos.
terça-feira, 7 de fevereiro de 2012
Escola Gonçalves Zarco ajuda a encontrar emprego - UNIVA-ZARCO
A Escola Básica e Secundária Gonçalves Zarco dispõe de uma Unidade de Inserção na Vida Activa (UNIVA), organização acreditada pelo Instituto de Emprego da Madeira, que tem como objectivos principais garantir o acolhimento, a informação e a orientação profissional, bem como o apoio e o acompanhamento dos jovens, alunos ou familiares de alunos em experiências no mundo do trabalho e na procura de uma formação ou de emprego. Com 200 inscritos, através da UNIVA-Zarco, 10 % já conseguiram emprego e 23% formação.A maioria dos inscritos é do sexo feminino, em idade adulta e com fracas habilitações académicas. Segundo o presidente do conselho executivo da escola, Rui Caetano, esta unidade tem desenvolvido a sua intervenção "no apoio directo aos alunos em fase de transição para a vida activa, bem como aos seus familiares, recolhendo e divulgando propostas e ofertas de emprego, estágios e possibilidades de formação profissional". "O trabalho da UNIVA- Zarco incide ainda na promoção, integração e encaminhamento profissional dos jovens, fomentando no indivíduo o desenvolvimento de técnicas de procura activa de emprego, a qualificação e o empreendedorismo", frisou, salientando que também apoia as empresas na selecção de colaboradores, realizando também sessões individuais e colectivas sobre procura activa de emprego.
"O trabalho tem sido bastante positivo em termos de abertura da escola à sociedade e à sua integração na realidade dos nossos alunos", sublinhou, precisando que "as dinâmicas desenvolvidas conseguem encaminhar centenas de famílias em situação de desemprego à escola, havendo uma excelente interacção entre a UNIVA-Zarco e a comunidade educativa e garantindo uma intervenção partilhada, com resultados evidentes".
In DIÁRIO
quinta-feira, 12 de janeiro de 2012
Na Gonçalves Zarco - Recolha selectiva ajuda a financiar escola pública - Por cada quilo de material entregue serão pagos cinco cêntimos
Depois do protocolo com o BANIF e os quatro mil euros para o fundo escolar, a Escola Gonçalves Zarco prepara-se para assinar nova parceria, desta vez com uma empresa de recolha de material eléctrico. A escola compromete-se a recolher velhos electrodomésticos e a empresa paga por cada quilo cinco cêntimos.O contrato de cooperação entre a escola e a empresa - uma firma do continente - deverá ser assinado no fim do mês e é mais uma forma de conseguir as receitas que, neste momento, não existem na Secretaria Regional de Educação. "Este é um excelente acordo e é, uma vez mais, uma alternativa aos problemas financeiros". O contrato está já acertado, mas os responsáveis pela empresa só poderão estar na Madeira no fim de Janeiro.
Rui Caetano, o director da Escola Básica e Secundária Gonçalves Zarco, explica que este protocolo tem, além dos cinco cêntimos por cada quilo de material eléctrico recolhido, tem um lado educativo, promove também as boas práticas ambientais e apela à recolha selectiva de resíduos. "Vamos lançar uma grande campanha, vamos envolver toda a comunidade educativa neste projecto e apelar às pessoas para entregar os velhos electrodomésticos - fogões, frigoríficos, televisões - no âmbito desta campanha".
Em vez de ficarem parados, os órgãos de gestão da escola, que têm autonomia para isso, foram à procura de alternativas para financiar os projectos. A ideia é garantir verbas que permitam à escola manter o nível de educação. Tal como os quatro mil euros do BANIF, este dinheiro será colocado no fundo escolar e deverá servir para financiar as actividades directamente relacionadas com os alunos.
O director da Escola Gonçalves Zarco refere que, com esta campanha de um quilo de material eléctrico por cinco cêntimos e com o protocolo assinado já com o BANIF, o estabelecimento tentará contornar a grave situação de aperto orçamental que se vive no sector público da Região. O importante, explica, "é não ficar parado à espera que alguém resolva o problema".
Protocolo com o Banif: apoio de 4 mil euros O protocolo assinado ontem manhã entre a Escola Básica e Secundária Gonçalves Zarco e o BANIF irá assegurar uma receita de quatro mil euros à escola. O dinheiro vai para o fundo escolar e irá garantir o pagamento de material necessário ao funcionamento e ao projecto educativo. Rui Caetano, o director, explica que, além desta verba, o BANIF irá entrar também com esferográficas, papel e capas.
Para a escola, esta é uma forma de contornar as dificuldades financeiras e o aperto que se vive em termos orçamentais; para o BANIF este protocolo integra o projecto de responsabilidade social. Ricardo Pestana, o representante do banco na assinatura do protocolo, explicou que a Gonçalves Zarco é a sexta escola a receber apoio. Na prática, o BANIF entra com quatro mil euros e a escola coloca as contas neste banco e abre o espaço para a promoção dos produtos do BANIF.
Segundo Rui Caetano, esta é uma forma de manter o projecto educativo da escola de pé. "Devemos procurar alternativas, não podemos ficar parados", sublinhou. O apoio é, na prática, feito em troca de publicidade autorizada no recinto escolar, da transferência das contas das escola para a instituição bancária. Os professores e os funcionários são livres de manter as contas onde as têm, mas o BANIF terá agora tratamento preferencial na Gonçalves Zarco.
segunda-feira, 9 de janeiro de 2012
Projecto contra 'bullying' é para continuar na Gonçalves Zarco
A escola Gonçalves Zarco lançou um projecto, no início do ano lectivo passado, com o propósito de intervir, de modo eficaz, no combate ao 'bullying'. Neste contexto, um grupo de nove alunos da escola está a desenvolver, desde aí, a campanha 'Anti-Bullying: bully don't do it', que tencionam passar para outros estudantes no próximo ano.
Este projecto foi elaborado em parceria com o Centro de Segurança Social da Madeira e o Centro Comunitário de São Martinho, com a Fundação da Juventude. Depois de terem frequentado uma formação que durou uma semana, na sala de formação do centro comunitário, sobre diversas vertentes, organizaram e dinamizaram na escola um vasto conjunto de actividades, como sessões informativas para os alunos e professores, a criação de uma página no Facebook e de um folheto informativo.
Para o ano lectivo em curso, além de continuarem com a intervenção e com as sessões de informação e debate, já foi lançado um concurso de banda desenhada, com o objectivo de sensibilizar a comunidade escolar. Contudo, pretendem ainda realizar um intercâmbio com outro grupo de jovens que esteja também a trabalhar estas questões, no âmbito de uma eventual candidatura ao programa 'Juventude em Acção'. Outro objectivo consiste na formação de uma nova equipa de alunos que possa dar continuidade ao projecto no próximo ano lectivo, uma vez que a maioria da equipa actual frequenta o 12.º ano.
In DIÁRIO
sexta-feira, 6 de janeiro de 2012
Movimento MADEIRA AUTONOMIA - 'Plano de emergência social' com um terço do 'jackpot'
Movimento Madeira-Autonomia desafia partidos à solidariedadeNuma altura em que a Assembleia Legislativa confirmou a manutenção dos valores das subvenções aos partidos, em mais de cinco milhões de euros anuais, o Movimento Madeira-Autonomia vem a público fazer uma sugestão aos partidos, de forma a que devolvam à sociedade parte do dinheiro que recebem. É proposto, muito concretamente, "que as diferentes forças políticas com representação parlamentar, reafectem ao 'programa de emergência social' um terço das verbas que lhes são destinadas pelo financiamento público".
Os membros do Movimento lembram que um terço do valor corresponde a propostas vindas a públicos por parte de alguns partidos. Mas essas propostas não vingaram no parlamento.
O Madeira-Autonomia diz que essas reivindicações correspondem a uma "justa indignação" de vários políticos e partidos e afirmam que, actualmente, defender os madeirenses (lema do movimento) "é defender os madeirenses mais pobres".
O movimento propõe aos partidos, que recebem subvenções, que façam com o dinheiro o que o Orçamento da Região deveria ter feito e não fez. "Em nome da justiça distributiva" criem um programa de emergência social.
Esse programa deverá contemplar várias vertentes, umas de curto prazo, outras mais alargadas no tempo. "De natureza urgente e imediata" é defendido um programa de emergência alimentar para crianças e jovens, que, em colaboração com as escolas, possa garantir, no mínimo, uma refeição diária.
Numa "intervenção mais alargada", é proposta a doação de verbas a instituições de solidariedade social e religiosas, "nomeadamente paróquias ou jurisdição equivalente de diferentes credos".
"De natureza estratégica e de sustentabilidade económica e social" é proposto um plano alimentar regional, sustentado nas actividades marítima, piscícola e de produção horto-frutícola. Um programa que teria a mais-valia de conter um componente paisagística e de ordenamento do território.
"Este programa pode e deve ser pensado tendo em conta os recursos humanos disponíveis, nomeadamente desempregados, a quem seria dada a formação necessária a este projecto, feito em colaboração com organismos de natureza diversa, nomeadamente a Universidade da Madeira e organismos profissionais de várias ordem."
Dar a caraApós um primeiro momento, em que apenas três pessoas aceitaram dar a cara pelo movimento, nesta altura existe um conjunto de pessoas que já assumem publicamente estarem empenhadas no projecto Madeira-Autonomia.
Para já, são mais dez, mas Rui Caetano assegura que, muito em breve, mais pessoas estarão dispostas a assumir a participação no projecto. Trata-se um processo lento, mas seguro, garante. A ideia é não fazer do Madeira-Autonomia um projecto que venha a desaparecer, como aconteceu com vários outros na região.
Os nomes que aceitam a divulgação são: Eduardo Freitas - licenciado em engenharia biomédica; Sancho Gomes - licenciado em filosofia; Rosália Ornelas - professora; Duarte Franco - licenciado em gestão; Carolina Santos - licenciada em psicologia; Sérgio Abreu - professor; Fátima Pitta Dionísio - poetisa; José Abreu - enfermeiro; Patrícia Spínola - professora; e Maria José Fernandes - reformada.
(Membros fundadores : Miguel Fonseca, Aires Pedro e Rui Caetano)
quarta-feira, 14 de dezembro de 2011
'Madeira-Autonomia' para defender interesses da Região
"É necessário que todas as forças políticas se abram ao diálogo e à cooperação"O movimento vai-se revestir de informalidade na sua organização. Não haverá uma estrutura formalmente constituída, nem regras internas. Será um movimento de reflexão, que terá como um dos objectivos produzir documentos sobre a vida da Madeira e da Autonomia Regional, no sentido da unidade dos madeirenses e como contributo para se ultrapassarem os momentos de dificuldades que se vivem.
Esse trabalho, em teoria, deveria estar a ser desenvolvido pelos partidos, mas isso não está a acontecer. Quem o afirma é uma das três pessoas que compõem o núcleo inicial, Rui Caetano. As outras duas são Miguel Fonseca, que se assume como subscritor número um do manifesto que já foi elaborado, e Aires Pedro.
Já existem cerca de 20 pessoas que deverão aderir ao movimento, o que neste momento passa por assinarem o primeiro documento que já foi produzido, o manifesto 'Em defesa da Madeira'. Mas 'o núcleo duro', para já, prefere não divulgar os nomes.
Certo é que o movimento está aberto a todas as pessoas que queiram participar, independentemente da proveniência e da preferência política. A única condição é disponibilidade para participar na reflexão a favor da Madeira. Isto, apesar de o núcleo fundador ser constituído por pessoas do PS.
O manifesto que já foi produzido desenvolve-se em cinco pontos essenciais, através dos seguintes capítulos: "A Autonomia insular é a pedra de toque e o aval necessário à coesão entre todos os portugueses; Pacto democrático e partidário interno para a negociação com a República submetido a referendo; Reforço das competências constitucionais e estatutárias, com novo Estatuto e potenciação negocial dos nossos recursos e da nossa posição geoestratégica no concerto nacional e europeu; Recusa intransigente do retorno a um passado de submissão ao centralismo imperial e antidemocrático que sempre se exerceu em prejuízo da coesão nacional; Defesa férrea e inabalável da Autonomia constitucional; Convite à participação cívica em defesa dos interesses da Madeira e da sua Autonomia e recusa de qualquer situação de gueto".
Mas, para retirar a Madeira da situação em que se encontra, o movimento pretende dar apenas uma colaboração.
domingo, 20 de novembro de 2011
A escola e as disciplinas essenciais
Embora a restruturação da carga horária exija uma reflexão aprofundada, o problema substancial não reside no número de horas das disciplinas, o que a nossa Educação necessita é de garantir as condições essenciais para melhorar a forma de ensinar e de estudar. O que as escolas exigem não é um exame de acesso à profissão docente, pois, um 20 neste exame não garante a ninguém um bom desempenho. Ser professor é muito mais!
A escola tem de ensinar o português e a matemática, mas assume também a responsabilidade de ensinar as outras faces da Vida, consciencializando para os valores universais e para a necessidade de os cidadãos não abdicarem dos seus próprios direitos e deveres.
sábado, 19 de novembro de 2011
Reitor da UMa cativa alunos da Gonçalves Zarco
O reitor da Universidade da Madeira (UMa) foi o convidado especial para o Dia da Escola Gonçalves Zarco, ontem, assinalado, com diversas actividades, a destacar uma sessão solene dos alunos finalistas 2010/11 ((2.º e 3.º Ciclos, Secundário e Recorrente) com a respectiva entrega de certificados de mérito e menções honrosas aos melhores alunos. Castanheira da Costa esteve a falar sobre a UMa, “para um público, que eu espero cativar porque a Universidade existe para vocês, portanto, eu espero ser capaz de os convencer das virtudes da instituição que dirigiu, neste momento”, começou por dizer. Aos alunos explicou como funcionam as Universidades, como estão organizadas e o que a UMa tem para oferecer.
terça-feira, 25 de outubro de 2011
Escola Gonçalves Zarco - Alunos eslovenos de visita à região através do projecto Europeu Comenius
No âmbito do projecto europeu Comenius, 12 alunos oriundos da Eslovénia estão de visita à Região, num intercâmbio organizado pela Clube do Património da Escola Básica e Secundária Gonçalves Zarco. Ontem, os jovens foram recebidos na Câmara do Funchal pela vereadora Rubina Leal e, ao DIÁRIO, a responsável pelo projecto na escola eslovena, Kristina Valic, e uma das docentes da comitiva, Sasa Kravos, referiram que há semelhanças entre a Eslovénia e a Madeira, nomeadamente no "verde da natureza"."Os alunos estão aqui muito bem, gostam de tudo, das pessoas, da natureza e do tempo, até porque lá, na Eslovénia, agora está muito frio", disse a responsável pelo projecto, apontando que há semelhanças entre a Madeira e a Eslovénia, nomeadamente no verde que as caracteriza. "A nossa Eslovénia também é pequena e a nossa natureza também é muito verde, há rios, mar, montanhas altas", afirmou.
Quanto à existência da ilha, pertencia ao desconhecido. "Eles conheciam Portugal, mas não sabiam que existia uma ilha, no meio do oceano, que pertence ao país", confessou Sasa Kravos.
quinta-feira, 20 de outubro de 2011
A responsabilidade do PS-Madeira
Urge reflectir sobre os resultados do PS-M. Cada um de nós, se está no PS com sentido de partido e na política com o objectivo de defender os interesses da Madeira, deverá assumir as suas responsabilidades, acreditem que os madeirenses não são os culpados pela derrota, não votaram em nós porque não acreditaram no projecto nem nas pessoas.
Contudo, não basta reconhecer os erros cometidos e deixar tudo na mesma, como os primeiros indícios já denunciam. Pela reacção de alguns, pelo comportamento de outros, pelas atitudes dos de sempre, parece que o PS em vez de unir e assumir uma causa comum, um interesse colectivo, se limitará a desenhar o pequeno espaço dos instalados no partido, utilizando o calculismo pessoal, o preconceito, a exclusão e a ofensa anónima.
O PS-M não é uma associação recreativa de bairro, onde qualquer sócio poderá concorrer a presidente bastando ter as quotas em dia e escrever um conjunto de intenções. Uma moção é importante, no entanto, insuficiente. Estes documentos podem ser encomendados a um amigo ou a uma empresa de marketing. O cerne do problema do PS-M está na liderança. Somos um partido de alternativa de poder que precisa de reconquistar o respeito por si próprio. E o respeito só se conquistará quando o PS apresentar um verdadeiro líder, não um chefe de facção que procura apenas defender o seu meio metro quadrado ou um presidente arrogante que se esconde do povo e pensa que liderar é gritar, humilhar, acusar os outros e ter medo da sua própria sombra.
Os madeirenses anseiam para o PS-M um líder que conheça a realidade e o sentir do povo, exigem um líder autêntico, mobilizador, com capacidade política, visão estratégica, com carisma e com competência suficiente para ser presidente do governo.
domingo, 2 de outubro de 2011
A Dívida: a Madeira vai ser independente por falta de solidariedade nacional?
1. Vamos lá ver se a gente se entende: não há dívida do Continente e dívida da Madeira: há dívida nacional, dívida regional dos Açores, dívida regional da Madeira e dívidas autárquicas. Depois há as PPP's em todo o território nacional, a dívida das Empresas Públicas, a dívida dos transportes públicos – Metro de Lisboa e do Porto, Carris, Transtejo, empresas regionais de transportes nas duas Regiões Autónomas.
2. Na Madeira, há as Sociedades de Desenvolvimento, a Vialitoral, a Via Expresso, os Horários do Funchal, a RTP-Madeira, a RDP-Madeira, a Empresa de Electricidade da Madeira, entre outras.
3. A responsabilidade da Dívida Nacional é de todos os Portugueses, isso é óbvio. A responsabilidade das autarquias, de cada autarquia, é dos munícipes de cada município. As dívidas dos municípios não podem ser endossadas para o Orçamento de Estado para as solver.
4. A dívida de cada Região Autónoma é da responsabilidade política e constitucional dos respectivos órgãos, que a assumiram para benefício das respectivas populações. E devem ser as regiões a assumi-la.
5. Acontece que o Governo da República cortou o subsídio de natal de todos os portugueses, incluindo os das Ilhas, e reteve-o, com o argumento de que havia uma situação de grave emergência nacional e de que, sendo um imposto extraordinário, todos os portugueses deviam contribuir para isso – incluindo os da Madeira. E ninguém contestou esse princípio, nem sequer o Governo Regional do PSD – “et pour cause”!
6. Em síntese e por princípio geral: a) todos os portugueses devem ser solidários com tudo o que se faz no País, seja na construção de bens de equipamento, seja nos apoios sociais. Aliás, defendo que as Regiões não devem reter todos os impostos cobrados nelas e que se deve desenvolver o conceito de Autonomia partilhada – o estado social e de direito é uma responsabilidade soberana. b) todos os portugueses devem ser solidários com uma determinada Região do País em situação de catástrofe; c) A nação, as regiões – autónomas e futuras administrativas – e os municípios devem assumir responsabilidades à medida das suas competências e solvências.
7. Vivemos, no entanto, uma situação de coincidência de emergência nacional e regional, o que repõe o princípio da solidariedade nacional para uma determinada parcela do território em situação emergente equivalente a uma situação de catástrofe natural – vide o 20 de Fevereiro – era quase preciso uma nova Lei de Meios -, o que impede uma dupla penalização para os madeirenses, chamados a contribuir também para acudir à emergência nacional.
In DIÁRIO
quinta-feira, 22 de setembro de 2011
Rui Caetano sai do Parlamento
O deputado do PS eleito pela Madeira na Assembleia da República vai renunciar ao mandato de deputado a partir de segunda-feira. A confirmação foi dada ao DIÁRIO pelo próprio Rui Caetano, que nem quis esperar pelo relatório da comissão de Ética para aferir se há incompatibilidade entre as funções parlamentares e a direcção da escola Gonçalves Zarco. Sabe-se, contudo, que devido à lei de incompatibilidades que vigora na República, ao contrário do Funchal, não seria possível manter as duas funções."Opto pela escola", disse o socialista. "Sempre disse que se tivesse de escolher e não pudesse acumular as duas situações seria por aí", revelou. E prosseguiu: "Perante a demora da comissão de Ética senti que era o momento de tomar a decisão"
Deputado do PS preferiu a escola ao trabalho parlamentar; Sena Lino volta a Lisboa
O deputado esteve três meses em São Bento, em substituição do líder do PS, Jacinto Serrão, e faz um balanço bastante positivo. "Ganhei consciência de como as coisas funcionam na Assembleia da República e vejo que é possível se houver vontade, trabalho e empenho, fazer um bom trabalho em favor dos madeirenses".
Rui Caetano elege a oportunidade de ter falado pelo partido em plenário durante a discussão de um projecto de resolução sobre a comunicação social regional como um dos momentos altos da sua passagem por Lisboa.
sábado, 3 de setembro de 2011
Caetano chama directores da RTP-M e RTP-A a Lisboa
Sandra Cardoso, Correspondente em Lisboa
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Os deputados socialistas da comissão de Ética, Cidadania e Comunicação querem ouvir os directores da RTP-Madeira e Açores, em Lisboa. A iniciativa, que partiu do madeirense Rui Caetano, já deu entrada no parlamento e recorda, entre outros aspectos, o contrato de concessão do serviço público de televisão, que determina que o serviços "de programas televisivos especialmente destinados às Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira devem atender às respectivas realidades sociais e culturais e valorizar a produção regional".
Face a esta nota introdutória, os socialistas lembram que "foi com preocupação" que assistiram à intenção do ministro dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, que tutela a comunicação social, de reduzir as emissões da RTP Madeira e da RTP Açores a quatro horas por dia, das 19h00 às 23h00, com o argumento de que "os habitantes locais têm acesso às outras antenas da RTP, tal como os portugueses do continente" .
No documento, os socialistas requerem ao social-democrata Mendes Bota, presidente da comissão, que "seja criado um grupo de trabalho que possa 'in loco' avaliar as eventuais consequências que uma tal medida coloca à coesão nacional".
In DIÁRIO
sábado, 13 de agosto de 2011
Entrevista a José Tolentino Mendonça - "Tenho fome de silêncio"
Em Setembro será lançado um seu novo ensaio, intitulado 'Pai Nosso que Estás na Terra'... de que trata este seu novo trabalho?
É académico, ou seja, um investigador científico das coisas, e um padre, alguém que acredita numa religião revelada e procura transmiti-la aos outros. Isso tem sido um dilema para muitos, que têm progressivamente abandonado a crença em Deus.
Mas há muita irracionalidade na religião.
Se bem que as justificações lógicas que se tentou encontrar, nos casos de São Tomás de Aquino e Santo Agostinho, foram sucessivamente analisadas e consideradas falhas em muitos aspectos. Permita-me contrapor com pensadores como Bertrand Russell, autor, inclusive, do ensaio 'Porque não sou cristão'. Penso que aceita basicamente a realidade de que as religiões reveladas não têm actualmente um sustentáculo, em termos históricos, como se chegou a crer noutros tempos. Ser crente hoje é apenas e basicamente uma questão de fé?
Mais que ateísta, trata-se de uma filosofia agnóstica...
Os Evangelhos foram escritos à posteriori. Trata-se de relatos em segunda e em terceira mão. Como biblista, sabe que isto é verdade. Ao mesmo tempo, concedo que a Bíblia, do ponto de vista literário, inclui livros muitíssimo interessantes.
É um lugar comum dizer-se hoje em dia que o mundo perdeu espiritualidade. A ascensão do ateísmo ou do agnosticismo é um dos factores. Outro são as pressões da vida moderna, e o facto de as pessoas questionarem hoje crenças que foram abraçadas sem questionar durante séculos. Ao mesmo tempo assiste-se ao vazio deixado por essa perda. As pessoas viram-se para fenómenos de auto-ajuda, como 'O Segredo'. E o seu livro 'O Tesouro Escondido'? Há quem o veja como um livro de meditação filosófica, e há quem o veja como um livro de auto-ajuda cristão...
Ser crente, hoje em dia, implica buscar outras formas de pertença, já que há muita gente que renega a Igreja Católica, ou pelo menos aponta-lhe muitos defeitos?
Foi um dos criadores convidados para a exposição que assinalou, no Vaticano, os 60 anos da ordenação de Bento XVI enquanto sacerdote. O seu convívio coma Cultura expressa-se a vários níveis: como poeta, ensaísta, docente universitário... Também é próximo da comunidade artística. Qual o contributo que a Cultura pode dar para uma melhoria social?
Bento XVI, quando substituiu João Paulo II, foi bastante criticado, porque é tido como de uma ala mais conservadora, de um estilo diferente... um papa mais intelectual. É o papa para este tempo, quando muitos, mesmo dentro da Igreja Católica, defendem mudanças radicais?
E a alternativa, qual é?
Tem desenvolvido actividade ensaística... E a sua poesia, para onde caminha?Conhecemos o percurso até agora, e o futuro?
A sua poesia caminha para um desejo de encontro interior e de algo de que fala em alguns dos seus textos: a necessidade de silêncio. Hoje é uma necessidade que se sente, em meio a tanto ruído?
Revoltas populares: "são campainhas, sinais de alerta"
Questionado sobre o modo como perspectiva os fenómenos de revoltas populares que se têm multiplicado em diversos países - como em várias nações árabes, nas quais têm estado associados a um desejo de mudança de regime, ou na Europa, onde reflectem insatisfação com a situação social e económica, e mesmo em relação ao recente caso da Inglaterra, que mais parece um caso de oportunismo sem sustentáculo ideológico, Tolentino Mendonça diz que "há sempre razões de ser" para estes acontecimentos. "Nada justifica a violência. Mas é preciso escutá-la, essa voz difícil, intransigente que nos chega.

