sexta-feira, 30 de agosto de 2013

CMF e as dívidas da água. Continuando a apresentar o balanço do meu mandato de vereador na Câmara Municipal do Funchal, considerei pertinente lembrar hoje a minha intervenção sobre as dívidas do IDRAM à CMF, em 2010. Alertei para os 2,5 milhões de euros de dívida de água, mais os juros de mora, para a inércia da autarquia e para a forma como esconderam essas dívidas. Torna-se pertinente relevar que, nesta época, a Câmara não cortou a água ao IDRAM. Pois...pois... - Conf imprensa Rui Caetano, Dívidas à CMF, 11-6-2010

PS-M quer câmaras envolvidas na elaboração dos POOC´s


A minha proposta apresentada e aprovada por unanimidade na CMF, em 2010, sobre o Plano de Ordenamento da Orla Costeira (POOC).

"PS quer poder local a intervir na Orla Costeira

Rui Caetano, vereador do PS, vai entregar na Câmara Municipal do Funchal uma proposta de resolução propondo que aquela autarquia recomende ao Governo Regional que, antes de concluir, discutir, apresentar e aprovar os Planos de Ordenamento da Orla Costeira, crie um novo enquadramento legislativo de âmbito regional, de modo a que as autarquias locais, no contexto insular, tenham poderes de intervenção, directa e indirecta, nas áreas costeiras.

Entende o PS que esta seria uma forma de considerar um modelo de poder local mais autónomo e uma participação mais activa das Câmaras no ordenamento da orla costeira, modernização e desenvolvimento da Região.
Na proposta, Rui Caetano diz mesmo que "com os POOC aprovados, teremos as garantias necessárias de que haverá critérios mais rigorosos para a utilização da orla costeira, bem como para o uso de fins específicos do domínio público marítimo, por parte de entidades públicas ou privadas". Uma forma de melhor preservar as áreas protegidas, a beleza paisagística e os acessos ao mar, "oferecendo aos funchalenses a integridade do equilíbrio ambiental da nossa cidade".
"Defendemos a aprovação dos POOC não para impedir qualquer construção na orla costeira, mas para que essas construções respeitem os princípios da qualidade ambiental, as regras de ordenamento do território e as directivas definidas pelo referido Plano", refere a proposta, a qual não deixa de recordar que a Madeira é, neste momento, a única região do país com os POOC por aprovar.
Rui Caetano entende que em matéria da orla costeira, em vez de andar a acusar e a falar dos erros cometidos, o importante é olhar para o presente e para o futuro. "Precisamos de encontrar soluções e medidas alternativas que tenham como propósito corrigir todos erros cometidos, que ainda sejam possíveis corrigir, e evitar que outros voltem a ocorrer", sublinha.
Deste modo, sustenta que a orla costeira não pode continuar ao sabor dos caprichos, e defende, por isso, "propostas construtivas credíveis e viáveis"."No meu entender, esta proposta tem todo o sentido estratégico porque vem, por um lado, integrar o poder local no âmago das decisões sobre a orla costeira, o que até agora nunca aconteceu, e, por outro, vem também proporcionar ao governo regional uma maior capacidade de decisão sobre a nossa costa, embora com responsabilidades repartidas", salienta.
Outra das coisas que destaca é o facto da legislação actual dos POOC's não diferenciar as regiões insulares do restante continente. "Como sabemos, as nossas especificidades de ilhéus são completamente diferentes e essa diferença tem de ser respeitada. A nossa realidade é completamente diferente e temos que adaptar estes planos aos nossos interesses. Com esta proposta, reforçamos também a nossa autonomia", vincou".
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O vereador do PS na Câmara do Funchal defendeu hoje que o município da capital madeirense deve sugerir ao Governo Regional um novo enquadramento legislativo para dotar os concelhos de Planos de Ordenamento da Orla Costeira (POOC).
Rui Caetano falava numa conferência de imprensa junto ao parque de estacionamento da Praia Formosa, sobre o facto da "Madeira ser a única região do país que não tem os POOC's aprovados".
O autarca salientou que aqueles planos são "documentos estratégicos para definir a preservação das mais-valias e potencialidades da orla costeira e proteger o ambiente de construção e desenvolvimento desordenados".
"Caetano sublinhou que, dada a importância deste tipo de documento, "é fundamental a participação das câmaras municipais na definição do que pretendem para a orla costeira", visto conhecerem melhor a realidade de cada um dos concelhos.
O socialista referiu ter apresentado no município do Funchal uma proposta, "que foi aprovada por unanimidade, que pretende fazer com que a Câmara Municipal faça tudo o que for possível para que o Governo Regional crie um novo enquadramento legislativo regional para os POOC´s".
Adiantou que esta medida permitirá "abrir as portas" para as câmaras participarem "não só na elaboração destes planos, mas também nos órgãos de decisão para a orla costeira".
"Não podemos aceitar que a Câmara Municipal não possa ter uma palavra sobre o que querem para os concelhos", disse.
O autarca sublinhou que esta participação é "fundamental para aprofundamento da autonomia do poder local", constituindo também a atribuição de "novas responsabilidades na definição das linhas estratégicas".
Realçou que as câmaras deverão ter uma participação "activa, interventiva e decisória", o que permitirá uma convergência e adequação das políticas de desenvolvimento traçadas pelas câmaras e Governo Regional".

Uma intervenção em defesa da Orla Costeira em junho de 2010. A exigir também a intervenção da AMRAM - Associação de Municípios da Região Autónoma da Madeira nesta matéria tão importante e estratégica. Conf imprensa Rui Caetano, POOC, 12-6-2010

Plano Operacional Municipal contra incêndios

Em 2010, apresentei na Câmara uma proposta que sugeria uma outra estratégia de prevenção contra incêndios, proponha a criação de um Plano Operacional Municipal contra incêndios. Pode ser ouvida também aqui, embora já na qualidade de coordenador autárquico do PS.


"O vereador no município do Funchal e vice presidente do PS-M anunciou que vai apresentar hoje em reunião camarária uma proposta de criação de um plano municipal de prevenção para defender a floresta contra os incêndios.
Rui Caetano falava numa conferência de imprensa antes da sessão de câmara e em frente ao edifício da autarquia da capital madeirense.
O autarca adiantou que o objectivo seria adaptar ao concelho do Funchal legislação nacional existente nesta matéria.
Rui Caetano reconheceu ainda a importância do "trabalho" e "esforço" feito pelos actuais responsáveis da câmara do Funchal na reflorestação das serras do concelho.
"Mas ainda não ouvimos, paralelamente a este esforço a apresentação de um plano de prevenção da que ainda existe e da área que vai ser reflorestada", declarou.
O dirigente socialista defendeu que este plano deverá ser elaborado pelos técnicos da Câmara Municipal do Funchal, "em parceria com Governo Regional e ouvindo a sociedade, técnicos, especialistas e estudiosos" com conhecimentos reconhecidos nesta matéria.
"É necessário um plano eficaz que venha defender as florestas, prevenir e apresentar estratégias de combate a incêndios", sublinhou Rui Caetano.
Realçou que a câmara do Funchal deve ter "maior preocupação em ouvir os outros", pois as últimas tragédias mostraram que a "politica de governar só não tem trazido resultados positivos"

http://www.dnoticias.pt/actualidade/politica/225528-ps-defende-plano-de-prevencao-para-defender-floresta-dos-incendios

Balanço do mandato de vereador na Câmara Municipal do Funchal - 2009-2013


A partir de hoje e por etapas, irei fazer um balanço do meu mandato de vereador na Câmara Municipal do Funchal, eleito em outubro de 2009, nas listas do Partido Socialista. Optei por utilizar esta rede social, porque sim! É um dos meus cantinhos especiais onde faço citações, sugiro músicas, canções, leituras e manifesto algumas das minhas revoltas, alguns descontentamentos e muitos contentamentos. Aqui, escrevo pensamentos, faço apreciações sobre assuntos importantes, profundos ou banais, partilho algumas das minhas opiniões sobre questões de política económica, educativa, social, cultural, desportiva e partidária e é neste espaço online que vou apresentar o meu trabalho autárquico deste mandato que termina.
Enquanto vereador e militante, com orgulho, do Partido Socialista, um partido de alternativa ao poder que promove os ideais do socialismo democrático, procurei defender os interesses coletivos da cidade e dos munícipes, o melhor possível. Assumi uma estratégia política de combate pelas ideias, pelo confronto de propostas e pela defesa de políticas que viessem responder às necessidades reais dos funchalenses.
Enquanto vereador e militante, com orgulho, do Partido Socialista, um partido de alternativa ao poder que promove os ideais do socialismo democrático, procurei defender os interesses coletivos da cidade e dos munícipes, o melhor possível. Assumi uma estratégia política de combate pelas ideias, pelo confronto de propostas e pela defesa de políticas que viessem responder às necessidades reais dos funchalenses.





segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Rui Nepomuceno adere ao Movimento Madeira-Autonomia

Movimento tenta demonstrar-se apartidário com aderentes de diferentes origens.

É a tentativa de deixar claro que o Movimento Madeira-Autonomia é apartidário. Os dirigentes do movimento divulgam os nomes de mais alguns aderentes ao projecto, pessoas de diferentes origens e conotações partidárias.
Um dos nomes mais sonantes que aceitou o convite para integrar o movimento é Rui Nepomuceno, histórico militante do Partido Comunista Português.
Com conotação partidária, aparece também Cláudio Pestana que, depois de ser dirigente da juventude do Bloco de Esquerda, agora está envolvido no projecto de José Manuel Coelho e do Partido Trabalhista Português.
Sónia Almada, mulher de Roberto Almada, dirigente do BE, também assume a sua pertença ao Madeira Autonomia, assim como Gonçalo Nuno Santos, assessor de imprensa do CDS.
Há ainda um conjunto de pessoas sem conotação partidária óbvia, mas que também dão a ideia de uma participação socialmente alargada: José Casimiro Pereira - oficial de justiça; Pedro Miguel Luís Dinis - oficial de justiça; Fernando Jorge Mourão Braga - oficial de justiça; Teresa Jesus Pestana Marcos - professora; Ângela Maria Gomes Ferreira de Sousa - técnica administrativa; Filipe Pinto - operador de telemóveis.
O Madeira-Autonomia assume-se como um movimento que pretende defender as causas autonómicas, sem se substituir aos partidos. Nasceu há alguns meses, ainda que não tenha existência formal.
Mesmo assim tem vindo a realizar algumas iniciativas para se dar a conhecer, como a divulgação de um manifesto ou uma audiência com o Representante da República para a Madeira - Ireneu Barreto.
São os primeiros rostos do movimento: Rui Caetano; Miguel Fonseca e Aires Pedro.


domingo, 19 de fevereiro de 2012

A Escola e os alunos com fome

A sociedade contemporânea exige, cada vez mais,às escolas novas formas de estar e de olhar o mundo,não só porqueos seus desafios se renovam todos os dias, como os seus paradigmas também estão em fase de mudança. Nada é constante, o estudo, a aprendizagem, o emprego, o conceito da carreira profissional, os horários de trabalho, a precariedade, os despedimentos, a família, isto é, tudo se alterou.
Esta dinâmica da nossa sociedade, a transbordar informação e tecnologias e coma era digital a invadir as nossas vidas,exige que os alunos construam de forma diferente do tradicionalo seu próprio conhecimento, o seu saber e nunca abandonem a forte vontade para adquirirem as competências necessárias para atingirem o sucesso académico e profissional.

A escola, por sua vez, tem de ser capaz de ensinar os alunos a pensar melhor, a refletir, a reinventar cada situação, a serem autodidatas, a tomarem opções, a assumirem um espírito crítico, a enfrentarem as transformações do mundo como uma etapa normal do desenvolvimento, todavia, hoje, esta tarefa esbarra com uma dura realidade que se chama fome. Fome com duas faces: uma envergonhada, escondida atrás de um olhar triste e de uma dor constante no estômago, e outra mais visível!
A escola assume assim uma nova e importante função social. Continua a ensinar conteúdos programáticos, a passar valores, a gerir conflitos sociais e a resolver os mais diversos problemas disciplinares, sem dúvida, mas, por força das circunstâncias, juntou agora aos seus objetivosa necessidade de encontrar os meios suficientes para diminuir a fome entre muitos dos seus alunos.

Em algumas situações, a escola significa o último recurso para estas crianças e jovens.

Os resultados que a escola tem atingido nesta matériasó têm sido possíveis porque existem professores solidários, verdadeiros profissionais que juntamente com algumas instituições procuram ajudar a garantir parte das necessidades básicas dos seus alunos.
OPINIÃO publicada: In DIÁRIO

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Escola Gonçalves Zarco ajuda a encontrar emprego - UNIVA-ZARCO

A Escola Básica e Secundária Gonçalves Zarco dispõe de uma Unidade de Inserção na Vida Activa (UNIVA), organização acreditada pelo Instituto de Emprego da Madeira, que tem como objectivos principais garantir o acolhimento, a informação e a orientação profissional, bem como o apoio e o acompanhamento dos jovens, alunos ou familiares de alunos em experiências no mundo do trabalho e na procura de uma formação ou de emprego. Com 200 inscritos, através da UNIVA-Zarco, 10 % já conseguiram emprego e 23% formação.
A maioria dos inscritos é do sexo feminino, em idade adulta e com fracas habilitações académicas. Segundo o presidente do conselho executivo da escola, Rui Caetano, esta unidade tem desenvolvido a sua intervenção "no apoio directo aos alunos em fase de transição para a vida activa, bem como aos seus familiares, recolhendo e divulgando propostas e ofertas de emprego, estágios e possibilidades de formação profissional". "O trabalho da UNIVA- Zarco incide ainda na promoção, integração e encaminhamento profissional dos jovens, fomentando no indivíduo o desenvolvimento de técnicas de procura activa de emprego, a qualificação e o empreendedorismo", frisou, salientando que também apoia as empresas na selecção de colaboradores, realizando também sessões individuais e colectivas sobre procura activa de emprego.
"O trabalho tem sido bastante positivo em termos de abertura da escola à sociedade e à sua integração na realidade dos nossos alunos", sublinhou, precisando que "as dinâmicas desenvolvidas conseguem encaminhar centenas de famílias em situação de desemprego à escola, havendo uma excelente interacção entre a UNIVA-Zarco e a comunidade educativa e garantindo uma intervenção partilhada, com resultados evidentes".

In DIÁRIO

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Na Gonçalves Zarco - Recolha selectiva ajuda a financiar escola pública - Por cada quilo de material entregue serão pagos cinco cêntimos

Depois do protocolo com o BANIF e os quatro mil euros para o fundo escolar, a Escola Gonçalves Zarco prepara-se para assinar nova parceria, desta vez com uma empresa de recolha de material eléctrico. A escola compromete-se a recolher velhos electrodomésticos e a empresa paga por cada quilo cinco cêntimos.
O contrato de cooperação entre a escola e a empresa - uma firma do continente - deverá ser assinado no fim do mês e é mais uma forma de conseguir as receitas que, neste momento, não existem na Secretaria Regional de Educação. "Este é um excelente acordo e é, uma vez mais, uma alternativa aos problemas financeiros". O contrato está já acertado, mas os responsáveis pela empresa só poderão estar na Madeira no fim de Janeiro.
Rui Caetano, o director da Escola Básica e Secundária Gonçalves Zarco, explica que este protocolo tem, além dos cinco cêntimos por cada quilo de material eléctrico recolhido, tem um lado educativo, promove também as boas práticas ambientais e apela à recolha selectiva de resíduos. "Vamos lançar uma grande campanha, vamos envolver toda a comunidade educativa neste projecto e apelar às pessoas para entregar os velhos electrodomésticos - fogões, frigoríficos, televisões - no âmbito desta campanha".
Em vez de ficarem parados, os órgãos de gestão da escola, que têm autonomia para isso, foram à procura de alternativas para financiar os projectos. A ideia é garantir verbas que permitam à escola manter o nível de educação. Tal como os quatro mil euros do BANIF, este dinheiro será colocado no fundo escolar e deverá servir para financiar as actividades directamente relacionadas com os alunos.
O director da Escola Gonçalves Zarco refere que, com esta campanha de um quilo de material eléctrico por cinco cêntimos e com o protocolo assinado já com o BANIF, o estabelecimento tentará contornar a grave situação de aperto orçamental que se vive no sector público da Região. O importante, explica, "é não ficar parado à espera que alguém resolva o problema".
Protocolo com o Banif: apoio de 4 mil euros O protocolo assinado ontem manhã entre a Escola Básica e Secundária Gonçalves Zarco e o BANIF irá assegurar uma receita de quatro mil euros à escola. O dinheiro vai para o fundo escolar e irá garantir o pagamento de material necessário ao funcionamento e ao projecto educativo. Rui Caetano, o director, explica que, além desta verba, o BANIF irá entrar também com esferográficas, papel e capas.
Para a escola, esta é uma forma de contornar as dificuldades financeiras e o aperto que se vive em termos orçamentais; para o BANIF este protocolo integra o projecto de responsabilidade social. Ricardo Pestana, o representante do banco na assinatura do protocolo, explicou que a Gonçalves Zarco é a sexta escola a receber apoio. Na prática, o BANIF entra com quatro mil euros e a escola coloca as contas neste banco e abre o espaço para a promoção dos produtos do BANIF.
Segundo Rui Caetano, esta é uma forma de manter o projecto educativo da escola de pé. "Devemos procurar alternativas, não podemos ficar parados", sublinhou. O apoio é, na prática, feito em troca de publicidade autorizada no recinto escolar, da transferência das contas das escola para a instituição bancária. Os professores e os funcionários são livres de manter as contas onde as têm, mas o BANIF terá agora tratamento preferencial na Gonçalves Zarco.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Projecto contra 'bullying' é para continuar na Gonçalves Zarco





A escola Gonçalves Zarco lançou um projecto, no início do ano lectivo passado, com o propósito de intervir, de modo eficaz, no combate ao 'bullying'. Neste contexto, um grupo de nove alunos da escola está a desenvolver, desde aí, a campanha 'Anti-Bullying: bully don't do it', que tencionam passar para outros estudantes no próximo ano.
Este projecto foi elaborado em parceria com o Centro de Segurança Social da Madeira e o Centro Comunitário de São Martinho, com a Fundação da Juventude. Depois de terem frequentado uma formação que durou uma semana, na sala de formação do centro comunitário, sobre diversas vertentes, organizaram e dinamizaram na escola um vasto conjunto de actividades, como sessões informativas para os alunos e professores, a criação de uma página no Facebook e de um folheto informativo.
Para o ano lectivo em curso, além de continuarem com a intervenção e com as sessões de informação e debate, já foi lançado um concurso de banda desenhada, com o objectivo de sensibilizar a comunidade escolar.
Contudo, pretendem ainda realizar um intercâmbio com outro grupo de jovens que esteja também a trabalhar estas questões, no âmbito de uma eventual candidatura ao programa 'Juventude em Acção'. Outro objectivo consiste na formação de uma nova equipa de alunos que possa dar continuidade ao projecto no próximo ano lectivo, uma vez que a maioria da equipa actual frequenta o 12.º ano.


In DIÁRIO

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Movimento MADEIRA AUTONOMIA - 'Plano de emergência social' com um terço do 'jackpot'

Movimento Madeira-Autonomia desafia partidos à solidariedade
Numa altura em que a Assembleia Legislativa confirmou a manutenção dos valores das subvenções aos partidos, em mais de cinco milhões de euros anuais, o Movimento Madeira-Autonomia vem a público fazer uma sugestão aos partidos, de forma a que devolvam à sociedade parte do dinheiro que recebem. É proposto, muito concretamente, "que as diferentes forças políticas com representação parlamentar, reafectem ao 'programa de emergência social' um terço das verbas que lhes são destinadas pelo financiamento público".
Os membros do Movimento lembram que um terço do valor corresponde a propostas vindas a públicos por parte de alguns partidos. Mas essas propostas não vingaram no parlamento.
O Madeira-Autonomia diz que essas reivindicações correspondem a uma "justa indignação" de vários políticos e partidos e afirmam que, actualmente, defender os madeirenses (lema do movimento) "é defender os madeirenses mais pobres".
O movimento propõe aos partidos, que recebem subvenções, que façam com o dinheiro o que o Orçamento da Região deveria ter feito e não fez. "Em nome da justiça distributiva" criem um programa de emergência social.
Esse programa deverá contemplar várias vertentes, umas de curto prazo, outras mais alargadas no tempo. "De natureza urgente e imediata" é defendido um programa de emergência alimentar para crianças e jovens, que, em colaboração com as escolas, possa garantir, no mínimo, uma refeição diária.
Numa "intervenção mais alargada", é proposta a doação de verbas a instituições de solidariedade social e religiosas, "nomeadamente paróquias ou jurisdição equivalente de diferentes credos".
"De natureza estratégica e de sustentabilidade económica e social" é proposto um plano alimentar regional, sustentado nas actividades marítima, piscícola e de produção horto-frutícola. Um programa que teria a mais-valia de conter um componente paisagística e de ordenamento do território.
"Este programa pode e deve ser pensado tendo em conta os recursos humanos disponíveis, nomeadamente desempregados, a quem seria dada a formação necessária a este projecto, feito em colaboração com organismos de natureza diversa, nomeadamente a Universidade da Madeira e organismos profissionais de várias ordem."
Dar a caraApós um primeiro momento, em que apenas três pessoas aceitaram dar a cara pelo movimento, nesta altura existe um conjunto de pessoas que já assumem publicamente estarem empenhadas no projecto Madeira-Autonomia.

Para já, são mais dez, mas Rui Caetano assegura que, muito em breve, mais pessoas estarão dispostas a assumir a participação no projecto. Trata-se um processo lento, mas seguro, garante. A ideia é não fazer do Madeira-Autonomia um projecto que venha a desaparecer, como aconteceu com vários outros na região.
Os nomes que aceitam a divulgação são: Eduardo Freitas - licenciado em engenharia biomédica; Sancho Gomes - licenciado em filosofia; Rosália Ornelas - professora; Duarte Franco - licenciado em gestão; Carolina Santos - licenciada em psicologia; Sérgio Abreu - professor; Fátima Pitta Dionísio - poetisa; José Abreu - enfermeiro; Patrícia Spínola - professora; e Maria José Fernandes - reformada.
(Membros fundadores : Miguel Fonseca, Aires Pedro e Rui Caetano)

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

'Madeira-Autonomia' para defender interesses da Região

Rui Caetano, Miguel Fonseca e Aires Pedro integram o núcleo fundador.


"É necessário que todas as forças políticas se abram ao diálogo e à cooperação"

É um movimento que está numa fase embrionária, mas que promete vir a dar que falar. Trata-se da organização 'Madeira-Autonomia'.
O movimento vai-se revestir de informalidade na sua organização. Não haverá uma estrutura formalmente constituída, nem regras internas. Será um movimento de reflexão, que terá como um dos objectivos produzir documentos sobre a vida da Madeira e da Autonomia Regional, no sentido da unidade dos madeirenses e como contributo para se ultrapassarem os momentos de dificuldades que se vivem.
Esse trabalho, em teoria, deveria estar a ser desenvolvido pelos partidos, mas isso não está a acontecer. Quem o afirma é uma das três pessoas que compõem o núcleo inicial, Rui Caetano. As outras duas são Miguel Fonseca, que se assume como subscritor número um do manifesto que já foi elaborado, e Aires Pedro.


Lembram os subscritores que já foi possível haver unidade partidária em grandes questões, como o reforço da autonomia através da revisão do Estatuto Político Administrativo. Mas foi noutros tempos.
Já existem cerca de 20 pessoas que deverão aderir ao movimento, o que neste momento passa por assinarem o primeiro documento que já foi produzido, o manifesto 'Em defesa da Madeira'. Mas 'o núcleo duro', para já, prefere não divulgar os nomes.
Certo é que o movimento está aberto a todas as pessoas que queiram participar, independentemente da proveniência e da preferência política. A única condição é disponibilidade para participar na reflexão a favor da Madeira. Isto, apesar de o núcleo fundador ser constituído por pessoas do PS.
O manifesto que já foi produzido desenvolve-se em cinco pontos essenciais, através dos seguintes capítulos: "A Autonomia insular é a pedra de toque e o aval necessário à coesão entre todos os portugueses; Pacto democrático e partidário interno para a negociação com a República submetido a referendo; Reforço das competências constitucionais e estatutárias, com novo Estatuto e potenciação negocial dos nossos recursos e da nossa posição geoestratégica no concerto nacional e europeu; Recusa intransigente do retorno a um passado de submissão ao centralismo imperial e antidemocrático que sempre se exerceu em prejuízo da coesão nacional; Defesa férrea e inabalável da Autonomia constitucional; Convite à participação cívica em defesa dos interesses da Madeira e da sua Autonomia e recusa de qualquer situação de gueto".
Mas, para retirar a Madeira da situação em que se encontra, o movimento pretende dar apenas uma colaboração.


Não pretende substituir-se aos partidos, nem transformar-se num. "É necessário que todas as forças políticas se abram ao diálogo e à cooperação, como alavanca para estabelecer as bases de entendimento necessárias a uma estratégia para retirar a Madeira da situação em que se encontra, o que deve envolver os cidadãos, as famílias e todas as instituições com representatividade de vária ordem".

domingo, 20 de novembro de 2011

A escola e as disciplinas essenciais

Pensar a educação apenas na linha estratégica das disciplinas essenciais, implica não só comprometer o desenvolvimento integral dos alunos, como também limitar os horizontes da sociedade. Há disciplinas essenciais, mais estruturantes, sem dúvida, como aliás já estão definidas nos programas actuais, contudo, aumentar a carga lectiva destas disciplinas e desvalorizar, por exemplo, o papel das TIC e da EVT, no ensino, não cria bons alunos, não garante mais conhecimentos, nem resultará na melhoria dos resultados escolares.
Embora a restruturação da carga horária exija uma reflexão aprofundada, o problema substancial não reside no número de horas das disciplinas, o que a nossa Educação necessita é de garantir as condições essenciais para melhorar a forma de ensinar e de estudar. O que as escolas exigem não é um exame de acesso à profissão docente, pois, um 20 neste exame não garante a ninguém um bom desempenho.
Ser professor é muito mais!

As escolas ambicionam uma verdadeira autonomia para que, adaptadas ao seu contexto social, económico e cultural, possam definir as melhores estratégias e consigam rentabilizar, com mais eficiência, os recursos humanos, financeiros e educativos já existentes. O fundamental encontra-se na coragem de alterar os currículos e reformar os programas extensos e complexos, sem prejudicar os níveis de exigência.
A escola tem de ensinar o português e a matemática, mas assume também a responsabilidade de ensinar as outras faces da Vida, consciencializando para os valores universais e para a necessidade de os cidadãos não abdicarem dos seus próprios direitos e deveres.

Em suma, a escola tem de proporcionar aos alunos o desenvolvimento de um sentido crítico, a transmissão das competências e dos conhecimentos necessários para resolverem os seus próprios problemas, para enfrentarem os desafios e os novos paradigmas da sociedade de hoje.


sábado, 19 de novembro de 2011

Reitor da UMa cativa alunos da Gonçalves Zarco

O reitor da Universidade da Madeira (UMa) foi o convidado especial para o Dia da Escola Gonçalves Zarco, ontem, assinalado, com diversas actividades, a destacar uma sessão solene dos alunos finalistas 2010/11 ((2.º e 3.º Ciclos, Secundário e Recorrente) com a respectiva entrega de certificados de mérito e menções honrosas aos melhores alunos.
Castanheira da Costa esteve a falar sobre a UMa, “para um público, que eu espero cativar porque a Universidade existe para vocês, portanto, eu espero ser capaz de os convencer das virtudes da instituição que dirigiu, neste momento”, começou por dizer. Aos alunos explicou como funcionam as Universidades, como estão organizadas e o que a UMa tem para oferecer.

Rui Caetano, presidente do Conselho Executivo da Escola Gonçalves Zarco deixou um desafio aos alunos. “Tendo em conta a actual conjuntura, os estudantes têm que começar a pensar em si próprios e a se preparar para o futuro e a melhor forma de o fazer é adquirir conhecimento e competências para que eles, depois, sozinhos consigam se desenrascar”, apontou.

Neste sentido, ao longo do ano são desenvolvidas actividades com o objectivo de levar os jovens a tomarem contacto com o que está fora da sala de aula. A celebrar o seu 43.º aniversário, a Gonçalves Zarco conta com 1.700 alunos. A “motivação” tem sido uma forma de contornar os cortes financeiros, sublinhou Rui Caetano.

In JM

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Escola Gonçalves Zarco - Alunos eslovenos de visita à região através do projecto Europeu Comenius

No âmbito do projecto europeu Comenius, 12 alunos oriundos da Eslovénia estão de visita à Região, num intercâmbio organizado pela Clube do Património da Escola Básica e Secundária Gonçalves Zarco. Ontem, os jovens foram recebidos na Câmara do Funchal pela vereadora Rubina Leal e, ao DIÁRIO, a responsável pelo projecto na escola eslovena, Kristina Valic, e uma das docentes da comitiva, Sasa Kravos, referiram que há semelhanças entre a Eslovénia e a Madeira, nomeadamente no "verde da natureza".
"Os alunos estão aqui muito bem, gostam de tudo, das pessoas, da natureza e do tempo, até porque lá, na Eslovénia, agora está muito frio", disse a responsável pelo projecto, apontando que há semelhanças entre a Madeira e a Eslovénia, nomeadamente no verde que as caracteriza. "A nossa Eslovénia também é pequena e a nossa natureza também é muito verde, há rios, mar, montanhas altas", afirmou.
Quanto à existência da ilha, pertencia ao desconhecido. "Eles conheciam Portugal, mas não sabiam que existia uma ilha, no meio do oceano, que pertence ao país", confessou Sasa Kravos.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

A responsabilidade do PS-Madeira


Urge reflectir sobre os resultados do PS-M. Cada um de nós, se está no PS com sentido de partido e na política com o objectivo de defender os interesses da Madeira, deverá assumir as suas responsabilidades, acreditem que os madeirenses não são os culpados pela derrota, não votaram em nós porque não acreditaram no projecto nem nas pessoas.
Contudo, não basta reconhecer os erros cometidos e deixar tudo na mesma, como os primeiros indícios já denunciam. Pela reacção de alguns, pelo comportamento de outros, pelas atitudes dos de sempre, parece que o PS em vez de unir e assumir uma causa comum, um interesse colectivo, se limitará a desenhar o pequeno espaço dos instalados no partido, utilizando o calculismo pessoal, o preconceito, a exclusão e a ofensa anónima.
O PS-M não é uma associação recreativa de bairro, onde qualquer sócio poderá concorrer a presidente bastando ter as quotas em dia e escrever um conjunto de intenções. Uma moção é importante, no entanto, insuficiente. Estes documentos podem ser encomendados a um amigo ou a uma empresa de marketing. O cerne do problema do PS-M está na liderança. Somos um partido de alternativa de poder que precisa de reconquistar o respeito por si próprio. E o respeito só se conquistará quando o PS apresentar um verdadeiro líder, não um chefe de facção que procura apenas defender o seu meio metro quadrado ou um presidente arrogante que se esconde do povo e pensa que liderar é gritar, humilhar, acusar os outros e ter medo da sua própria sombra.
Os madeirenses anseiam para o PS-M um líder que conheça a realidade e o sentir do povo, exigem um líder autêntico, mobilizador, com capacidade política, visão estratégica, com carisma e com competência suficiente para ser presidente do governo.

domingo, 2 de outubro de 2011

A Dívida: a Madeira vai ser independente por falta de solidariedade nacional?

Por Miguel Luís Fonseca - Dom, 02/10/2011 - 18:31

1. Vamos lá ver se a gente se entende: não há dívida do Continente e dívida da Madeira: há dívida nacional, dívida regional dos Açores, dívida regional da Madeira e dívidas autárquicas. Depois há as PPP's em todo o território nacional, a dívida das Empresas Públicas, a dívida dos transportes públicos – Metro de Lisboa e do Porto, Carris, Transtejo, empresas regionais de transportes nas duas Regiões Autónomas.
2. Na Madeira, há as Sociedades de Desenvolvimento, a Vialitoral, a Via Expresso, os Horários do Funchal, a RTP-Madeira, a RDP-Madeira, a Empresa de Electricidade da Madeira, entre outras.
3. A responsabilidade da Dívida Nacional é de todos os Portugueses, isso é óbvio. A responsabilidade das autarquias, de cada autarquia, é dos munícipes de cada município. As dívidas dos municípios não podem ser endossadas para o Orçamento de Estado para as solver.
4. A dívida de cada Região Autónoma é da responsabilidade política e constitucional dos respectivos órgãos, que a assumiram para benefício das respectivas populações. E devem ser as regiões a assumi-la.
5. Acontece que o Governo da República cortou o subsídio de natal de todos os portugueses, incluindo os das Ilhas, e reteve-o, com o argumento de que havia uma situação de grave emergência nacional e de que, sendo um imposto extraordinário, todos os portugueses deviam contribuir para isso – incluindo os da Madeira. E ninguém contestou esse princípio, nem sequer o Governo Regional do PSD – “et pour cause”!
6. Em síntese e por princípio geral: a) todos os portugueses devem ser solidários com tudo o que se faz no País, seja na construção de bens de equipamento, seja nos apoios sociais. Aliás, defendo que as Regiões não devem reter todos os impostos cobrados nelas e que se deve desenvolver o conceito de Autonomia partilhada – o estado social e de direito é uma responsabilidade soberana. b) todos os portugueses devem ser solidários com uma determinada Região do País em situação de catástrofe; c) A nação, as regiões – autónomas e futuras administrativas – e os municípios devem assumir responsabilidades à medida das suas competências e solvências.
7. Vivemos, no entanto, uma situação de coincidência de emergência nacional e regional, o que repõe o princípio da solidariedade nacional para uma determinada parcela do território em situação emergente equivalente a uma situação de catástrofe natural – vide o 20 de Fevereiro – era quase preciso uma nova Lei de Meios -, o que impede uma dupla penalização para os madeirenses, chamados a contribuir também para acudir à emergência nacional.


Ou seja, se os madeirenses se recusassem a partilhar os sacrifícios do todo e o todo recusasse a solidariedade a esta parcela do território nacional, estava criada uma situação de secessão de facto, que punha em causa a coesão nacional. E isso ninguém deseja. Isto sem embargo de concordar que os madeirenses vão ser chamados a pesadas e graves responsabilidades. Assumam a sua como cidadãos já no dia 9 de Outubro, derrotando os responsáveis.

In DIÁRIO

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Rui Caetano sai do Parlamento

O deputado do PS eleito pela Madeira na Assembleia da República vai renunciar ao mandato de deputado a partir de segunda-feira. A confirmação foi dada ao DIÁRIO pelo próprio Rui Caetano, que nem quis esperar pelo relatório da comissão de Ética para aferir se há incompatibilidade entre as funções parlamentares e a direcção da escola Gonçalves Zarco. Sabe-se, contudo, que devido à lei de incompatibilidades que vigora na República, ao contrário do Funchal, não seria possível manter as duas funções.
"Opto pela escola", disse o socialista. "Sempre disse que se tivesse de escolher e não pudesse acumular as duas situações seria por aí", revelou. E prosseguiu: "Perante a demora da comissão de Ética senti que era o momento de tomar a decisão"
Deputado do PS preferiu a escola ao trabalho parlamentar; Sena Lino volta a Lisboa
O deputado esteve três meses em São Bento, em substituição do líder do PS, Jacinto Serrão, e faz um balanço bastante positivo. "Ganhei consciência de como as coisas funcionam na Assembleia da República e vejo que é possível se houver vontade, trabalho e empenho, fazer um bom trabalho em favor dos madeirenses".
Rui Caetano elege a oportunidade de ter falado pelo partido em plenário durante a discussão de um projecto de resolução sobre a comunicação social regional como um dos momentos altos da sua passagem por Lisboa.

Ainda deu tempo para enfrentar o partido na votação da suspensão do modelo de avaliação dos docentes, em que violou a disciplina de voto dos socialistas. Agora, não se afasta da vida política totalmente, mas assume maior distância. "Mantenho o meu lugar de vereador na Câmara do Funchal", assegurou o vice-presidente do PS-M. Isabel Sena Lino regressa assim a Lisboa, aonde já cumpriu mandato.


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O título da primeira página do DIÁRIO não está correcto. Pois eu não fui obrigado a abandonar o Parlamento, o correcto é que eu optei por abandonar o parlamento. Além disso, a Comissão de Ética ainda não se tinha pronunciado sobre a eventual incompatibilidade e se considerasse incompatível, o relatório teria de ir ao plenário e eu teria ainda mais 30 dias para optar.

sábado, 3 de setembro de 2011

Caetano chama directores da RTP-M e RTP-A a Lisboa

Sandra Cardoso, Correspondente em Lisboa
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Os deputados socialistas da comissão de Ética, Cidadania e Comunicação querem ouvir os directores da RTP-Madeira e Açores, em Lisboa. A iniciativa, que partiu do madeirense Rui Caetano, já deu entrada no parlamento e recorda, entre outros aspectos, o contrato de concessão do serviço público de televisão, que determina que o serviços "de programas televisivos especialmente destinados às Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira devem atender às respectivas realidades sociais e culturais e valorizar a produção regional".
Face a esta nota introdutória, os socialistas lembram que "foi com preocupação" que assistiram à intenção do ministro dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, que tutela a comunicação social, de reduzir as emissões da RTP Madeira e da RTP Açores a quatro horas por dia, das 19h00 às 23h00, com o argumento de que "os habitantes locais têm acesso às outras antenas da RTP, tal como os portugueses do continente" .
No documento, os socialistas requerem ao social-democrata Mendes Bota, presidente da comissão, que "seja criado um grupo de trabalho que possa 'in loco' avaliar as eventuais consequências que uma tal medida coloca à coesão nacional".

Solicitam ainda a convocação dos directores dos centros regionais da RTP dos Açores e da Madeira para serem ouvidos em audição, "de forma a prestarem esclarecimentos sobre a possibilidade de estes canais regionais continuarem a cumprir as obrigações quantitativas e qualitativas (...) num quadro reduzido de emissão".
In DIÁRIO

sábado, 13 de agosto de 2011

Entrevista a José Tolentino Mendonça - "Tenho fome de silêncio"




Em Setembro será lançado um seu novo ensaio, intitulado 'Pai Nosso que Estás na Terra'... de que trata este seu novo trabalho?


É evidente que Deus é sempre o outro, e faz todo o sentido continuar a dizer que Deus está nos céus... Mas a provocação do título é para ajudar a ver como Deus se intromete na história que vivemos. Nós tropeçamos na questão de Deus em muitos momentos da nossa vida, e, nesse sentido, acho que há uma espécie de património que crentes e não crentes partilham, acerca de Deus, que é a interrogação e a procura.

É académico, ou seja, um investigador científico das coisas, e um padre, alguém que acredita numa religião revelada e procura transmiti-la aos outros. Isso tem sido um dilema para muitos, que têm progressivamente abandonado a crença em Deus.


A fé e a razão são realidades diferentes, com caminhos que lhes são específicos, mas não são inconciliáveis. Na tradição cristã, diz-se que a própria fé procura as razões. E ela é sustentada numa razão que não é puramente de tipo racional, mas inclui também as razões de tipo racional. Nesse sentido, é muito importante, por exemplo, retomarmos o famoso discurso de Bento XVI na Universidade de Ratisbona, em que ele diz que o Cristianismo deriva dos profetas judaicos, mas também dos filósofos gregos. Isto é, Deus não é irracional, e não podemos pressupor uma irracionalidade para chegar a Deus. O crente não nega a razão, pelo contrário, abre-se a ela e procura que seja a razão a sustentar a sua acção, a sua presença na história.

Mas há muita irracionalidade na religião.


O papa Bento XVI nesse discurso pronuncia-se precisamente contra uma das formas mais terríveis de irracionalidade em nome do religioso, que é a violência. Acreditarmos que pode haver uma guerra santa, ou que podemos matar em nome de Deus. O cristianismo é feito de revelação mas também de pensamento. E nestes dois mil anos de história temos São João da Cruz, temos os místicos, mas também temos São Tomás de Aquino, Santo Agostinho, que são espíritos profundamente analíticos e racionais. De certa forma, há uma complementaridade entre a razão e a mística.

Se bem que as justificações lógicas que se tentou encontrar, nos casos de São Tomás de Aquino e Santo Agostinho, foram sucessivamente analisadas e consideradas falhas em muitos aspectos. Permita-me contrapor com pensadores como Bertrand Russell, autor, inclusive, do ensaio 'Porque não sou cristão'. Penso que aceita basicamente a realidade de que as religiões reveladas não têm actualmente um sustentáculo, em termos históricos, como se chegou a crer noutros tempos. Ser crente hoje é apenas e basicamente uma questão de fé?


De facto, não se consegue, pela razão lógica, provar a existência de Deus. Mas o contrário também é verdade. Não se consegue provar a não existência de Deus. E aí todo o ateísmo contemporâneo, na linha de Bertrand Russell, acaba por falhar. Porque afirmar logicamente que Deus não existe também é levar a própria razão ao seu paradoxo. De maneira que, pela razão pura, ficamos num plano de igualdade. A toda a filosofia ateísta, nós podemos contrapor toda uma filosofia apologética.

Mais que ateísta, trata-se de uma filosofia agnóstica...


A filosofia nunca é neutra, digamos. As procuras humanas, a procura do nosso pensamento e da nossa sensibilidade nunca é neutra, vai sempre procurando um sentido. Depois, dizer que não há um fundo histórico para as religiões reveladas parece-me um juízo demasiado radical no qual não me posso reconhecer. É verdade que o cristianismo pressupõe uma hermenêutica, uma interpretação, mas a interpretação não quer dizer que não exista um fundo histórico, pelo contrário. Toda a hermenêutica que o cristianismo pressupõe não joga contra ele, dizendo: afinal, tudo o que a Bíblia diz não aconteceu assim como está lá escrito: pelo contrário, essa hermenêutica acaba por jogar a favor de uma densidade de sentido, ou seja, é mais do que está lá escrito, não menos.

Os Evangelhos foram escritos à posteriori. Trata-se de relatos em segunda e em terceira mão. Como biblista, sabe que isto é verdade. Ao mesmo tempo, concedo que a Bíblia, do ponto de vista literário, inclui livros muitíssimo interessantes.


A Bíblia é um património não apenas do ponto de vista literário, mas também da verdade expressa. É claro que os Evangelhos foram escritos numa geração seguinte. Não são relatos de uma crónica de jornal acerca de Jesus, mas são em grande medida uma meditação sobre a vida de Jesus, sobre o seu significado. Do ponto de vista crente, isso é muito mais pertinente do que se tivéssemos uma pura ilustração, do que se pudéssemos ter um puro directo sobre os gestos e as palavras de Jesus. Porque aquilo que nos é dado é o testemunho de um significado que gerações posteriores colheram do que Jesus representou para mulheres e homens do mundo concreto.

É um lugar comum dizer-se hoje em dia que o mundo perdeu espiritualidade. A ascensão do ateísmo ou do agnosticismo é um dos factores. Outro são as pressões da vida moderna, e o facto de as pessoas questionarem hoje crenças que foram abraçadas sem questionar durante séculos. Ao mesmo tempo assiste-se ao vazio deixado por essa perda. As pessoas viram-se para fenómenos de auto-ajuda, como 'O Segredo'. E o seu livro 'O Tesouro Escondido'? Há quem o veja como um livro de meditação filosófica, e há quem o veja como um livro de auto-ajuda cristão...


Penso que hoje o lugar do religioso está em recomposição. O próprio mapa do cristianismo está-se a alterar. Há valores novos. Penso que é preciso saber ler a realidade. Por exemplo, acho que grande parte daqueles que caberiam na categoria de não praticantes, são cristãos culturais. Porque a cultura do homem contemporâneo no Ocidente é uma cultura muito marcada pelos valores, pelo imaginário, pela iconografia cristã. E, em determinados momentos, há zonas de abertura que se criam, para o religioso, que vale a pena atender e valorizar. Não partilho do juízo de que o mundo contemporâneo é um mundo em que a espiritualidade está em extinção. Vejo assinaladas formas de procura. Há uma grande sede espiritual. Há caminhos novos de procura com os quais é necessário entabular um diálogo. Há soluções que são imediatistas, como essas de que fala todo o sistema de auto-ajuda ou de soluções rápidas para as grandes questões da vida.

Mas ao mesmo tempo, por detrás de todos esses fenómenos, há coisas muito importantes, um desejo de busca, latente na nossa cultura. O meu livro, 'O Tesouro Escondido', é um trabalho de teologia, de espiritualidade cristã, mas ao mesmo tempo há uma atenção, uma curiosidade, em relação a estas buscas, que eu acho que é necessário atender. Uma pessoa que procura um livro de auto-ajuda... é preciso compreender aquele gesto, é preciso que se interrogue aquele gesto.

Ser crente, hoje em dia, implica buscar outras formas de pertença, já que há muita gente que renega a Igreja Católica, ou pelo menos aponta-lhe muitos defeitos?


Hoje, a experiência cristã não está localizada ou paroquializada como estava há décadas atrás, isto é, não tem a firmeza dos contornos rituais, formais ou mesmo morais que teve numa época anterior. Hoje há uma mobilidade muito grande, as pessoas procuram, muitas vezes não ligam a prática cristã a um espaço ou a uma temporalidade específica, mas ao mesmo tempo não deixam de ter uma abertura, uma curiosidade, uma atenção em relação ao fenómeno religioso, e de investir aí uma parte importante do seu afecto, e da sua racionalidade. Com tudo isso, há zonas de afastamento, de esfriamento, de recomposição da própria prática religiosa.

Foi um dos criadores convidados para a exposição que assinalou, no Vaticano, os 60 anos da ordenação de Bento XVI enquanto sacerdote. O seu convívio coma Cultura expressa-se a vários níveis: como poeta, ensaísta, docente universitário... Também é próximo da comunidade artística. Qual o contributo que a Cultura pode dar para uma melhoria social?


A Cultura é essencial, porque coloca as questões de fundo. Não apenas as questões da sobrevivência... mas a Cultura abre-nos horizontes na procura de um significado para a vida. E precisamos disso. A Cultura não é apenas um ornamento nas nossas sociedades, e que em alturas de crise até podemos dispensar. A Cultura tem de acompanhar a nossa viagem pela história. Porque se em cada momento não somos ajudados, mobilizados, incentivados a levantar o olhar das nossas questões ou do nosso ponto de vista, e nos confrontarmos com o mundo, com a complexidade da vida, passarmos das questões penúltimas para as questões últimas, que é também o trabalho da Cultura, penso que ficamos muito mais pobres. Hoje a Cultura tornou-se uma indústria, e não um lugar de reflexão da condição humana, que eu acho que é a sua missão primeira.

Bento XVI, quando substituiu João Paulo II, foi bastante criticado, porque é tido como de uma ala mais conservadora, de um estilo diferente... um papa mais intelectual. É o papa para este tempo, quando muitos, mesmo dentro da Igreja Católica, defendem mudanças radicais?


Tem sido o papa para este tempo, tem-se imposto pela força do seu pensamento, que é tomado em consideração por crentes e não crentes, que respeitam a vitalidade, a honestidade e o vigor das suas propostas. Penso que tem sabido apontar caminhos de renovação e de aprofundamento, nesta hora que todos sentimos ser de encruzilhada. Não só dentro da Igreja, mas na cultura ocidental, em que sentimos que estamos a terminar uma época e a começar outra. Penso que é unânime perceber que temos de encontrar novos modelos, um novo enquadramento, porque aquilo a que estamos a assistir é de facto à falência estrondosa de modelos que até aqui serviram, mas que claramente já não são capazes de dar resposta às necessidades que se colocam.

E a alternativa, qual é?


Penso que ninguém tem na manga uma alternativa. Gostávamos que aparecesse um super-economista, um super-pensador, que nos resolvesse esta aparentemente irresolúvel dificuldade em que estamos mergulhados. Mas ao mesmo tempo, este espaço aberto, austero, em que não há soluções fáceis, é um tempo de grande criatividade. É talvez um tempo para a política se basear em valores de verdade, se renovar como exercício de cidadania, e ao mesmo tempo buscarmos com coragem novos modelos que conduzam este grande barco que é a Europa.

Tem desenvolvido actividade ensaística... E a sua poesia, para onde caminha?Conhecemos o percurso até agora, e o futuro?


A gente diz que o futuro a Deus pertence. A poesia tem sempre um lugar muito importante... para mim, pessoalmente, é aquele lugar de combustão mais íntima da própria realidade. Tenho um projecto de um livro em comum com a poetisa Adília Lopes, sobre um jardim de Lisboa, o Jardim do Tourel. Pensamos, na próxima Primavera, publicar esse livro conjunto.

A sua poesia caminha para um desejo de encontro interior e de algo de que fala em alguns dos seus textos: a necessidade de silêncio. Hoje é uma necessidade que se sente, em meio a tanto ruído?


É uma necessidade que eu sinto. Tenho fome de silêncio.

Revoltas populares: "são campainhas, sinais de alerta"
Questionado sobre o modo como perspectiva os fenómenos de revoltas populares que se têm multiplicado em diversos países - como em várias nações árabes, nas quais têm estado associados a um desejo de mudança de regime, ou na Europa, onde reflectem insatisfação com a situação social e económica, e mesmo em relação ao recente caso da Inglaterra, que mais parece um caso de oportunismo sem sustentáculo ideológico, Tolentino Mendonça diz que "há sempre razões de ser" para estes acontecimentos. "Nada justifica a violência. Mas é preciso escutá-la, essa voz difícil, intransigente que nos chega.

Hoje, as nossas sociedades são muito fragmentárias, o comunitário diluiu-se, acaba por ser mais uma associação de interesses individuais do que propriamente a procura do bem comum a unir-nos e a mobilizar-nos em vista de uma construção do presente, e há uma multidão numerosa que se vai sentindo à margem, desintegrada e sem capacidade de integrar, digamos, o mundo do trabalho, o mundo dos direitos civis, o mundo da própria democracia.

O movimento dos indignados em Espanha, e este movimento em Inglaterra, mais adolescente, de pura raiva, são campainhas, sinais de alerta, que importa tomar em devida consideração. Não são apenas fenómenos isolados, casos de polícia; acho que são casos de sociedade e de civilização".