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quarta-feira, 12 de setembro de 2007

Complexo Desportivo da Madeira (II)



Nesta mesma visita ao Complexo Desportivo da Madeira, na Ribeira Brava, encaminhei-me para o parque de estacionamento e qual o meu espanto quando verifico que uma parte do referido parque está vedada com uma fita vermelha, porque do tecto corre uma quantidade de água considerável. Para uma obra inaugurada há tão poucos dias, o responsável pelo empreendimento não fica bem na fotografia. Será que estamos perante um problema provocado pela pressa em concluir os trabalhos ou é um sinal de péssima qualidade de construção?


Não sei a resposta, o que sei é o que vi. E vi água a cair, em grande quantidade, a inundar o parque de estacionamento.



Por cima do parque, a lagoa, que brilhava e encantava durante a inauguração, está já vazia e dentro dela e à volta havia uma azáfama de trabalhadores a colocarem um isolamento no fundo.
Este contratempo não coloca em causa o todo. Esperemos, no entanto, que estes percalços fiquem por aqui e que amanhã não surjam outros e depois de amanhã mais outros problemazinhos que somados contabilizarão um enorme problema.

Complexo Desportivo da Madeira (I)



Visitei o novo Complexo Desportivo da Madeira inaugurado há poucos dias e fiquei bem impressionado com a beleza de toda aquela infra-estrutura. Reconheço que a nível paisagístico está enquadrado de um modo quase exemplar, os recintos apresentam à vista grande qualidade e mostram-se apeteciveis à prática desportiva. Apesar de alguns pormenores pouco conseguidos, no geral, a obra tem um nível elevado. Arrisco-me a dizer, todavia, que esta qualidade não é suficiente para garantir o sucesso. Há uma questão que, para mim, se torna fundamental para garantir o futuro, a rentabilidade. Sinceramente, apesar da qualidade, não acredito que a Sociedade de Desenvolvimento da Ponta Oeste tenha capacidade de gestão para rentabilizar economicamente aquele empreendimento. A medida do utilizador/pagador tem lógica e é, em parte, justa, mas não nos podemos esquecer dos que não têm capacidade financeira para utilizar o recinto. Em suma, cá estaremos para ver.