As transferências das Câmaras da Madeira, provenientes do OE para 2008, recebem um aumento de 3 milhões de euros. Apenas a Câmara do Porto Santo sofre uma diminuição de verbas.
Este aumento não é suficiente para cobrir os encargos com as novas atribuições e competências das câmaras. É verdade. Estou ao lado das câmaras quando exigem mais meios financeiros e técnicos para que possam servir as populações com qualidade.
As câmaras estão a reagir contra as verbas transferidas do OE para 2008, pois este orçamento não vem ao encontro das suas expectativas.
As câmaras estão a reagir contra as verbas transferidas do OE para 2008, pois este orçamento não vem ao encontro das suas expectativas.
Que as câmaras exijam mais dinheiro é perfeitamente natural, no entanto, a meu ver, falta a outra face da questão.
Os presidentes destas nossas câmaras só se lembram de pedir dinheiro, mas esquecem-se de exigir a eles próprios rigor e contenção nos gastos dos dinheiros públicos. Também não informam os madeirenses dos gastos supérfluos, dos esbanjamentos que promovem ao longo dos seus mandatos.
Além de algumas autarquias cometerem irregularidades nos actos administrativos e não empreenderem, na sua maioria, critérios rigorosos na atribuição de subsídios, desperdiçam, sem qualquer penalização, os dinheiros públicos.
Além de algumas autarquias cometerem irregularidades nos actos administrativos e não empreenderem, na sua maioria, critérios rigorosos na atribuição de subsídios, desperdiçam, sem qualquer penalização, os dinheiros públicos.
Indico apenas alguns exemplos concretos desse desbaratar sem controlo.
Uma câmara gasta, no mínimo, 60 mil euros para levar os amigos e afilhados à venezuela.
Uma câmara pagou, numa única obra, 660 mil euros de obras a mais do adjudicado inicialmente.
Construiram caminhos, com saneamento básico, em sítios que não beneficiam uma única habitação, embora, por mera coincidência, venham beneficiar terrenos do vice-presidente dessa autarquia.
Fazem outras estradas com curvas e contracurvas de modo a passar junto da Quinta de um sr. Secretário Regional.
Uma câmara paga almoços e serviços de cocktail a comitivas de gente do futebol na sala VIP do Estádio dos Barreiros.
Uma Câmara entrega 145 mil euros ao clube de futebol do Concelho, sem qualquer retorno nem benefício para os munícipes.
Há câmaras que utilizam o procedimento de ajuste directo em obras que, pela verba envolvida, exigiam concursos públicos.
E fico por aqui.

