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terça-feira, 13 de novembro de 2007

O presidente do PS-M, dr. João Carlos Gouveia, venceu!

O PS-M decidiu solicitar aos seus deputados na República que se abstivessem no OE 2008, pelo facto de não ter sido garantido que o Governo realizaria os investimentos propostos pela Federação Regional.
Os deputados, incorrectamente, não respeitaram essa indicação de voto e cederam ao PS-Nacional, prejudicando as negociações.
Mas provou-se que quem tinha razão era o PS-M. A atitude de passar para a responsabilidade do Presidente do PS-M a ligação com os órgãos partidários nacionais e o Governo já teve efeitos positivos.
O resultado da primeira reunião entre o dr. João Carlos Gouveia e a direcção do PS-Nacional veio provar que o PS-M tinha razão quando decidira votar de forma diferente o OE.
Pois, em virtude da firmeza do dr. João Carlos Gouveia, pelo facto de o PS-M não se curvar aos órgãos partidários nacionais, José Sócrates garantira a satisfação das nossas reivindicações.
Assim, nesta reunião do secretariado nacional, e depois do contacto com alguns governantes, ficou garantido que os ministérios da Justiça e da Administração Interna vão realizar, até ao final da legislatura, mais investimentos na Madeira, trazendo melhorias claras aos serviços do Estado na Região.

domingo, 11 de novembro de 2007

O PSD-M quer a independência da Madeira!

O PSD-M ameaça de novo com a independência da Madeira.
Embora Filipe Malheiro, dirigente do PSD-M, tenha manifestado, no seu blogue, Ultraperiferias, a sua oposição à ideia, (Contra, radicalmente), mais nenhum outro dirigente, nem o presidente do Partido, veio se demarcar de Gabriel Drumond, actual deputado do PSD-M e presidente da Associação Fórum para a Autonomia da Madeira que tem o Presidente do Governo Regional, dr. Alberto João, como sócio n.º 1.
O deputado diz, numa entrevista à TSF-Madeira, que se o Governo Português não aceitar a vontade dos PSDs cá do burgo, aquando da revisão da Constituição, “A minha atitude é declararmos unilateralmente a independência na Assembleia Legislativa da Madeira” e continua os disparates: “se essa pretensão não for atendida a Madeira deve seguir a via da independência, em 2010” e assegura que tudo fará para convencer os seus amigos do poder regional da validade da sua proposta.
Em relação à reacção do dirigente Filipe Malheiro, apesar de reconhecer a sua coragem em apresentar de uma forma tão aberta a sua discordância, nesta como noutras questões internas do seu partido, não posso deixar de comentar alguns dos seus argumentos, muito curiosos.
Ora, Filipe Malheiro discorda da independência da Madeira, defendida pelo deputado do seu partido, não porque a Madeira é parte integrante do território Nacional; não porque pugna pela unidade do território português; não porque não somos um país à parte; não porque não temos quaisquer razões em termos históricos e culturais, nem muito menos pelo facto de não possuirmos uma língua própria, mas simplesmente porque considera, naturalmente, que não haveria garantia de sobrevivência.
Então, Filipe Malheiro reconhece que a Madeira não é sustentável, que depende financeiramente da República e essa é a única razão para não desejar a independência. É a minha conclusão.
E se houvesse os tais recursos financeiros, caro Filipe Malheiro? Defendia também a independência?

Transcrevo apenas alguns dos seus argumentos:
“mas afinal onde existem garantias de que a “independência” seria o “paraíso” dos madeirenses? (...) Que receitas concretas teria a Madeira enquanto “Estado”? E as obras seriam pagas com o quê? (...) Que recursos financeiros seriamos capazes de gerar para garantirmos dinheiro necessário para pagar tudo o que actualmente pagamos (o erário público)? E as concessões feitas para não sei quantos anos, davam em quê?"
Como se vê, o único problema é o dinheiro.
São estas informações que o primeiro-ministro José Sócrates precisa de conhecer. Estas reivindicações e comportamentos do PSD-M só vêm dar razão aos discursos do presidente do PS-M, dr. João Carlos Gouveia, e da sua direcção.