sábado, 16 de agosto de 2008

Jogos Olímpicos e Michael Phelps




Michael Phelps é, hoje, o homem do momento. A partir de agora, ninguém pode falar de Jogos Olímpicos sem se referir a este fenómeno da natação que merece todas as honras. Eis um exemplo de dedicação, empenho e espírito de sacrifício. Os resultados deste enorme nadador definem o seu estilo: ganhou 8 medalhas de ouro.

5 comentários:

Alexandro Pestana - www.miradouro.pt disse...

Falando em água... de uma vista de olhos nisto de cima abaixo hehe:

http://www.miradouro.pt/foruns/viewtopic.php?f=14&t=212&p=696#p696

Ailime disse...

Gosto muito do seu Blog, onde tenho aprendido imenso!
Gosto do modo como descreve as situações, desde a política aí da Ilha, desporto, neste caso concreto dos Jogos Olímpicos, até as situações que vai denunciando aqui do Continente!
Muito didáctica a forma como escreve e os temas que desenvolve que apetece corroborar!
Além disso foi muito bom seguir as suas fantásticas férias!
Deve ser uma pessoa extraordinária!
Para si a minha medalha, ganha por mérito próprio!
Bem-haja por quem é!
Como sou uma pessoa crente peço a Deus que o continue a iluminar.
Um abraço, com amizade!

Joana Dalila Santos disse...

Parabéns a ele =)

**Je Vois la Vie en Vert ** disse...

Já havia um tempo que não visitava o teu blogue. Admirei as belas fotografias das tuas férias, fiquei de acordo contigo acerca da guerra entre a Rússia e a Georgia, nunca pensei que poderia ainda existir guerra na Europa, fico chocada por ver raças odiarem-se e a irresponsabilidade dos políticos, deixando uns inocentes sofrerem por interesse próprio - também fico envergonhada com o que acontece na Bélgica - e por fim acredito no encontro pacífico dos povos através do desporto porque já vivi isto pessoalmente.
Beijinhos verdinhos

Anónimo disse...

APRENDAM DE UMA VEZ POR TODAS!

Com a devida vénia ao "terreiro da luta":

A oposição e o discurso político
Devo confessar que tenho poucas certezas relativamente ao tema que hoje trago. Como sei que a política não dispensa as emoções, apesar de reclamar permanentemente a intervenção da razão, sou levado a pensar que há determinadas escolhas estratégicas que só serão plenamente compreendidas por quem tem que tomá-las. Mas como também sei que a política é assunto demasiado sério para poder ser deixado à mercê dos políticos, considero ter o direito de sobre ele exprimir as opiniões que, em cada momento, a minha consciência e a compreensão que possa ter dos factos me ditem.
Não passo, em suma, em matéria de política, de um mero espectador interessado e atento. Que procura compreender as dificuldades de quem optou por dar o corpo ao manifesto. Mas que convive mal com a indigência dos que enveredam pela política só porque lhes falta um mais proveitoso ou lucrativo emprego.
O que penso da política, em suma, é que ela é uma exigência e não um privilégio. Para quem está no poder. Mas também para quem escolhe o caminho da oposição.
É verdade que os primeiros têm mais responsabilidades do que os outros. São eles que gerem a coisa pública. Mas isso não isenta a oposição nem do dever de fiscalizar com seriedade a acção de quem governa, nem da obrigação de apontar caminhos alternativos.
É assim que entendo as coisas. Mesmo sabendo que há-de ser incomparavelmente mais cómodo observar e comentar do que andar lá com a mão na massa. E mesmo admitindo que a política possa ter razões que a razão não consiga apreender imediatamente.
Feito o intróito, passo ao que venho. Como se tem visto, a oposição política na Madeira tem vindo a reduzir-se à denúncia. Falta qualquer coisa, mas acho bem. Ninguém deve pactuar nem com a ilegalidade nem com a imoralidade dos negócios pouco claros. Muito menos quem tem a responsabilidade de fazer oposição.
Porém, dito isto, não consigo deixar de pensar que até a denúncia política há-de ter exigências. No mínimo, deve ser credível e ter o apoio dos factos. Confundi-la com a maledicência pura e simples é, para além de intelectualmente desonesto, um mau serviço que se faz à necessidade de dar da nossa vida pública uma imagem de coisa sã.
O que se tem observado, no entanto, é que se acusa a torto e a direito com a ideia de que um dia se há-de acertar. E tem-se levado para o discurso político o falatório e os dichotes que toda a gente sabe que circulam nas mesas do café. Ora, convenhamos que isso é pouco, eventualmente criminoso, potencialmente contraproducente.
Não é aos partidos da oposição que cabe a responsabilidade de dissecar um a um os indícios de coisa suja que todos os dias vemos acumular. Essa responsabilidade cabe à Justiça. E todos nós, políticos ou não, temos o cívico dever de encaminhar as suspeitas que fundadamente possamos ter para as instâncias de investigação. Só que aquilo a que temos vindo a assistir começa a assumir foros de deriva irresponsável onde parece que vale tudo. Porque todos os dias se dizem coisas que depois não têm o encaminhamento devido. E porque quase todos os dias vemos dirigentes da oposição condenados pelos tribunais por não conseguirem provar as acusações que passam a vida a fazer.
Acredito que muitas dessas condenações possam ter muito que se lhes diga. E sou até capaz de admitir que a muitas das acusações só falta mesmo a prova que os políticos não têm por lhes faltarem a vocação e os meios, mas que uma justiça diligente talvez conseguisse facilmente obter. Mas isso não pode desculpabilizar a irresponsabilidade da acusação a torto e a direito e a pretexto de tudo e de nada, sob pena de um dia se banalizar tanto a denúncia como a prática denunciada.
Volto ao princípio. É fácil falar na confortável condição de simples espectador. Mas, com franqueza. Acho que já vai sendo tempo de a oposição descobrir a arte de poupar-se a si própria ao descrédito das acusações que não consegue provar. Sob pena de se entregar alegremente nas mãos de quem possa ter a arte de agir sem escrúpulo sem deixar rasto concludente.