domingo, 22 de agosto de 2010

Serrão apela à criação de uma "plataforma democrática"


Líder do PS-M disponível para dialogar com restantes partidos para derrubar o PSD-M


O presidente do PS-M, Jacinto Serrão, apelou hoje à criação de uma "plataforma democrática" na Madeira para a viabilização de uma alternativa política aos mais de 30 anos de governação do PSD-M liderado por Alberto João Jardim.
"Nós propomos a criação de uma plataforma democrática para resolver os grandes problemas da nossa terra, quer os económicos, que os financeiros, quer os políticos, quer os sociais", declarou Jacinto Serrão na festa anual do PS-M na Fonte do Bispo, no concelho da Calheta.
"Com esta plataforma democrática que nós lançamos a partir desta grande festa, queremos atingir dois objectivos que estou certo são comuns à sociedade madeirense e aos portossantenses - queremos a defesa intransigente do Estado Social e os direitos nele consagrados e a reforma do sistema autonómico criando condições democráticas para a afirmação dos diferentes projectos políticos", sustentou.
O presidente do PS-M realçou, no entanto, que a proposta não implicava a abdicação dos programas e projectos dos diferentes partidos mas o entendimento em torno do aprofundamento da democracia e da afirmação de uma alternativa democrática a um regime "que já está ultrapassado e gasto".
Nessa medida, disse estar disponível para discutir a reforma da Assembleia Legislativa, a revisão do Estatuto Político-Administrativo, o alargamento das competências autonómicas no âmbito da revisão Constitucional "desde que isso signifique mais democracia, mais pluralidade dos órgãos de governo próprio".
Jacinto Serrão apelou ainda a uma convergência na luta contra o projecto de revisão constitucional do PSD.
Impossibilitado por motivos de agenda de estar presente na festa dos socialistas madeirenses, o secretário geral do PS, José Sócrates, enviou uma mensagem aos militantes e simpatizantes salientando as qualidades de liderança de Jacinto Serrão e apelando à necessidade da "confiança, determinação, iniciativa e capacidade de agir" para uma mudança política na Madeira.
O líder da JS-M, Orlando Fernandes, e o presidente do Grupo Parlamentar do PS-M na Assembleia Legislativa, André Escórcio, lembraram que cabe ao povo protagonizar a mudança política na Região.

2 comentários:

al cardoso disse...

Pois e, o "povo e quem mais ordena" ja assim diziam outros esquerdistas, noutros tempos de ma memoria!

Em democracia so os votos podem mudar a situacao.

Um abraco dalgodrense.

Espaço do João disse...

Resposta ao senhor " al cardoso "

Meu Caro.
O senhor só vê esquerdistas , pensando que todos são comunistas ou os que não seguem a sua doutrina. Está muito enganado. Realmente o "povo é quem mais ordena" desde que saiba defenir o sentido de voto. Certamente não conhece as várias formas de votar. Há os abstencionistas, que nem direito á palavra podem ter, há o voto em Branco que só serve para dizer que qualquer que seja o vencedor serve, há o voto Nulo que diz que nenhum destes me serve e, finalmente o voto devidamente expresso que é o voto de consciência . Este só é exercido por gente que sabe o que quer. Medite nisto e, depois decida. Esclareça-se primeiro antes de votar, mas uma coisa lhe peço, nunca fique em casa nem vote em branco. A Democracia ten as suas regras, saibamos intrepretá-las.

Quanto ao povo é que mais ordena, aconselho o meu amigo a visitar a Vila de Grândola que nunca quiz ser cidade e, veja com seus próprios olhos os valores criados depois dum consulado de trinta anos de Comunismo. Por aqui me fico. Um abraço de amizade. João de Sousa.