Primeira nota: nasci no Funchal, sempre vivi e vivo no Funchal, trabalhei e trabalho no Funchal. Há 4 anos fui candidato na RB porque ninguém quis aceitar o desafio, fui fazer um serviço ao partido e antes de sair deixei uma alternativa credível. Agora sejamos honestos, fui nestas eleições candidato no Funchal, porque ninguém quis aceitar esta candidatura, caso contrário, nunca teria sido candidato.
O resultado das eleições no Funchal foi um desastre para o PS. Assumo a derrota com humildade democrática. Parabéns ao PSD e ao PND pelo excelente resultado que alcançaram.
Tenho a consciência tranquila. Fizemos tudo o que estava ao nosso alcance para obter um melhor resultado, no entanto, não foi possível. Sem querer justificar nada, a verdade é que não tivemos ao nosso dispor as mesmas armas do PSD. Quando o PSD vier para a luta com as mesmas armas dos seus adversários, aí os resultados serão completamente diferentes.
Não vou desistir, porque desistir ou se esconder em tempos de dificuldade e de ventos desfavoráveis não faz parte da minha forma de vida. Eu não não vivo da política nem recebo avenças do partido, não dependo do partido para viver, tenho a minha profissão e sinto-me realizado. Apenas dependo do partido para fazer política partidária e vou continuar.
Gosto de política e não desisto só porque apanhei uma derrota. Perder e ganhar são as duas faces da democracia. Cada um pode fazer as leituras políticas que quiser, eu vou continuar a lutar pelo PS, nos bons e nos maus momentos. Internamente, aproxima-se um Congresso para definir uma nova liderança, novos protagonistas, um novo projecto, uma nova forma de fazer política.
Vou cumprir o meu mandato de vereador na CMF e trabalhar em prol dos funchalenses que votaram em mim. Como sempre fiz na política, vou me empenhar nesta luta autárquica e honrar o partido socialista.