terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

30 anos de Jardinismo e amiguismo

Quando o dr. Alberto João Jardim chegou ao governo, encontrou uma Região subdesenvolvida em todos os aspectos. As acessibilidades eram rudimentares, muitas das casas tinham poucas condições de habitabilidade, sem luz eléctrica, água potável e saneamento, isto é, a qualidade de vida era um privilégio circunscrito a alguns.
Quando começaram a chegar à Madeira os milhões de fundos comunitários, mais o aumento das transferências do OE, mais as possibilidades de contraírem empréstimos, os governos jardinistas levaram as necessidades básicas às populações. Não fizeram, todavia, uma esmola ao povo, apenas cumpriram a sua obrigação.
Com este dinheiro, construíram vias de comunicação, infra-estruturas de saúde e de apoio social, habitação, novos centros urbanos e acessos ao mar. A Madeira ganhou novos desafios, sem dúvida, houve crescimento, e o betão melhorou, em muitos casos, a vida aos madeirenses.
Não obstante, essas verbas estavam destinadas também à criação de um modelo de desenvolvimento sustentável que garantisse à Região um crescimento económico equitativo e consistente. Mas o jardinismo, coadjuvado pelo amiguismo, perdeu a guerra da independência económica e financeira, porque, embora tivessem à sua disposição milhões de euros, meios diversos e poder político estável, nunca foram capazes de construir uma Madeira autoviável.
Analisando a forma de governar deste PSD e o modelo de desenvolvimento imposto, qualquer partido político democrático, se recebesse os mesmos milhões para gerir os destinos da Região teria feito muito mais e melhor pelo futuro da Madeira. Teria feito obras públicas com superior qualidade, o ambiente estaria salvaguardado, assumiria uma rigorosa política de planeamento e ordenamento do território. Haveria uma estratégia de qualificação dos recursos humanos, apostaria numa política de incentivo à produção de bens e serviços exportáveis.
A Madeira estaria alicerçada a um modelo de desenvolvimento equilibrado e hoje não estaríamos tão dependentes dos cortes do OE e da UE, nem havia ainda tanta pobreza na Região.

13 comentários:

Alexandro Pestana disse...

Há cada vez mais gente a pedir e a dormir nas ruas, mais putas nas esquinas do Funchal, mais droga, mais criminalidade. É isto que é o outro lado da Madeira Nova...

Um dia destes quando eu andar na Madeira vou fazer fotos para fazerem postais da Madeira nova... lol

Há tempos um gajo me contou que há uns anos vieram uns tipos da U.E. e que comentaram em segredo que com o dinheiro que veio pra Madeira que devia haver muita mas obra feita, que não sabem para onde foi tanto dinheiro... Com certeza muito dinheiro anda na Suiça, Brasil, U.S.A. etc...

Ida disse...

Muito Obrigado. :)

BaBy_BoY_sWiM disse...

Este é o seu artigo no Tribuna... Nao concordo quando diz que qualquer partido teria feito o mesmo ou melhor... Quando na verdade a maioria dos partidos a que se refere nem a "sua" casa consegue organizar...

Vejamos o exemplo do outro arquipelago portugues... Recebeu sempre mais dinheiro que a Madeira e está a nível de infra-estruturas atrás da Madeira, contudo a nível de educacao consegue aparecer atrás da Madeira ou ao mesmo nível que a Madeira... Repare que tanto PSD e PS já governaram os Acores, repare que o desenvolvimento que o Carlos Cesar segue neste momento é um exemplo do Dr. Alberto Joao Jardim...

Vejamos regioes ou distritos isoladamente... Guarda... um distrito que teve imensa potencialidade, desde a pedreiras e outras empresas... E agora?! Completamente desaparecido do mapa, serve unicamente de fronteira e de passagem para Espanha com Vilar Formoso como porta... Viana do Castelo... Já foi dos maiores lugares onde teria um porto com um grande estaleiro, hoje em dia fechado... Pessoas desanimadas sem emprego...
Almada... já foi das maiores cidades industriais do país com diversas crises que o país teve... é mais uma cidade fantasma onde as pessoas só se deslocam para dormir... Évora, Beja... Alentejo... "um deserto" nada lá tem...

Era esse o modelo que o Dr. Alberto Joao devia ter seguido?!

Era um modelo tao fácil de ser aplicado o do Dr. Alberto Joao Jardim, contudo em nenhum desses lugares foi aplicada, e tenta-se aplicar hoje em dia... Repare na Guarda com a criacao da Auto-estrada sem custo, repare em Almada de um metro sem interesse para ninguem...
E repare que maioria dessas regioes eram partidos de esquerda a mandar...

Entao... Qualquer partido teria conseguido aplicar?! Seria o Padre Martins no PS?!

Toda Poesia de Simone Aver disse...

Obrigada pela visita e pelo comentário. Gostei de vir aqui também. Abraços.

DE-PROPOSITO disse...

Um texto interessante.
E adapta-se perfeitamente à região onde moro.
Fica bem.
Um abraço.
Manuel

Adry* disse...

GRACIAS POR TU COMENTARIO,SALUDOS

Adry* disse...

GRACIAS POR TU COMENTARIO,SALUDOS

Vido disse...

Obrigado pela visita ao meu blog.
Apesar de não viver na ilha nem conhecer muito bem a realidade, quando lá fui (2 vezes) fiquei espantado por ver caixas multibanco em cantos que aqui no continente seria impossível ver, tal como hipermercados, entre outras acessibilidades. Relativamente ao "qualquer partido político democrático ... teria feito muito mais e melhor".Ideologias à parte, nunca vi nenhum governo fazer mais ou melhor do que o anterior, uns destacam-se numas "obras", outros noutras. Tal como também nunca vi um governo socialista ou social democrata governar tão à direita quanto este que temos actualmente. Só tenho é pena de ser governado por gente tão medíocre (salvo raras excepções).

T S disse...

Ola rui, como estas?
obrigada por teres passado pelas minhas confidencias... desde ja ES MUITO BEMVINDO!!!!
espero que regresses, adorei as urbanidades da Madeira, e todos os teus posts, tens temas que nos deixam pensar a todos, e infelizmente, a pobreza é um dos principais factores para que a tempestade de sentimentos diversos explodam... um deles é a tristeza de ver que a gente que vive miseravelmente...!!!
regressarei...
beijos

Carlos Barros disse...

Não deixa de ter razão... mas a verdade é que a Madeira sofre do mesmo mal do resto do país... do complexo de pequenez... e toda a gente adora com uma mão à frente a pedir...

enfim é o País que temos e que construímos... já repararam que desde o sec 17, são sempre as mesmas famílias na politica portuguesa?

abraço

Rosamaria disse...

Obrigada pela visita, Rui.

Os problemas se repetem em todo o lugar do mundo. Oh, céus!
Um abraço.

António de Almeida disse...

-Não sou madeirense, conheço a ilha que já visitei algumas vezes, contudo parece-me que a Madeira está em sintonia com o resto do país, o betão quando nasce é para todos. Já não temos as colónias, de contrário hoje alguém diria, Portugal é um país de betão, do Minho a Timor. Falta tudo o resto, inclusivé em Lisboa, mas agora vamos ter um novo aeroporto, 3ª travessia do Tejo, TGV, plataforma logística do Poceirão, ainda não se percebeu qual será o betão a ser descarregado para compensar o Oeste, no plano de desenvolvimento da região, e outras. Haja betão, acham que é só na Madeira? Federalismo? Só se fôr a república federal do betão!

Elenara Castro Teixeira disse...

Olha!!
Muito muito lindo o teu Blog.
Tem visão e consciência política, responsabilidade e visão crítica!
Parabéns!!

Ah!
Adorei a visita e o teu comentário!
Um abraço!