terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Movimento de independentes - um novo partido?

Os movimentos de independentes podem tornar-se fundamentais na abertura de novos espaços de cidadania e de intervenção da sociedade na gestão dos interesses públicos, melhorando a qualidade democrática do nosso país.
No entanto, tendo em conta a génese que começam a assumir, isto é, herdando os piores vícios dos aparelhos partidários, estes movimentos de não filiados caminham para a constituição de novos partidos políticos, criados à imagem de ex-militantes dissidentes e ressabiados com o seu partido.
Estes políticos deveriam lutar internamente pela mudança dos comportamentos obsoletos da vida partidária, que tanto ajudaram a implantar. O difícil é empenhar-se nos cargos que ocupam, ou ocupavam, no sentido de acabar com os hábitos egoístas, atitudes antidemocráticas e as lógicas de aparelho.
As candidaturas de independentes surgem como se representassem a panaceia para os problemas dos cidadãos. A perfeição reinará tal como na Terra Prometida: haverá compromissos, princípios e consensos internos de mel. O unanimismo vencerá nestes movimentos de um independente só. Agora, ser sério é não ser político partidário e apresentar-se como candidato por um movimento de independentes. Embora, da esquerda à direita, os partidos há muito que se apresentam às eleições com candidatos independentes.
Tenta-se passar a ideia de que um bom candidato, verdadeiro representante dos interesses públicos, honesto, justo, íntegro, que fará o povo chorar de emoção, é aquele que desertou de anos a fio de cargos de dirigente e de militância partidária com o objectivo de fundar novos partidos para concorrer às eleições, mas com a máscara dos movimentos dos não filiados.

12 comentários:

poetaeusou . . . disse...

*
e a capital em las palmas,
,
vai ser o ressurgimento
ou
a flutua�o da atl�ntida,
,
ab�,
,
*

Sapa disse...

hello, sincerely meu português é razão nula porque escogi um tradutor no Internet (deve dizer que este deve ser um disastre). Em Argentina o politica novo é needed e principalmente os partidos novos, baseiam o fundamento da democracia. Os beijos e eu esperamos que você compreenda algo

chatrine disse...

Thank`s for visiting my blog!
I can not understand a word of what your blog is about... But I see your pictures of various buildings:) Great!
I love various Architekture!!
Love,
chatrine

isabel mendes ferreira disse...

b
r
i
l
h
a
n
t
e.


íssimo.



... beijo.

Nyse Brito disse...

passando para retribuir a visita! =)
vc tem toda razão a respeito dos movimentos independentes... eu n tiro a razão deles.
qd o assunto é política prefiro me manter neutra...
=*

Alexandro Pestana disse...

E alguns independentes ainda tem o descaramento de pedir a partidos que financiem as campanhas! Isso é que é caricato!

É preciso ter cuidado porque esses pseudo-independentes que andam por ai podem estar a receber dinheiro por baixo da mesa de outro partido!!

Azer Mantessa disse...

hello,

an interesting posting.

back here in Malaysia, new political parties are formed too though the fundamental ideas of the formation is about the same as others.

the big problem seen is, politicians do have individual difference rather ideas.

C Valente disse...

Nesta fase já não acredito nos partidos, mas adori a foto, assim as pessoas se dessem tão bem como por vezes os animais mesmo que de raças diferentes
Saudações amigas

Luis Miguel disse...

A participação cívica na política deve reger-se por convicções políticas, ideológicas e em génese, na vontade de contribuir para o bem social. Deve, mas não é isso o que acontece.

Muitos dos nossos "independentes" são dissidentes à procura de protagonismo ou poleiro - cujo partido lhe renega para outro plano.

Andamos assim, mas no final do dia deitamo-nos todos na mesma cama.

il _messaggero disse...

O sistema político português foi todo construído em volta dos partidos. Passados os anos vibrantes em que as discussões assumiam um forte cunho ideológico e a política era assumida como um prática despreendida, a criação e consolidação dos grandes aparelhos de partido e a subersão dos mesmos a esta grande máquina (com a consequente carreirismo político), criaram uma imensa descrença na população. Daí que tenha de haver os tão afamados períodos sabáticos [Cavaco foi um mestre na forma como geriu o seu].

Vivemos amordaçados em ditadura durante 48 anos e somos por norma um país com muito baixa confiança, sendo que isso é notado em vários aspectos entreos quais a incapacidade de reivindicação e o baixo nível de dever e participação cívica. Pessoalmente julgo que os mesmo têm o seu espaço e são benéficos para a sociedade, contribuindo para uma discussão saudável sobre o estado da mesma, sem levar em conta certos dogmas ideológicos que por vezes existem em certas cartilhas. este será o cenário ideal.

No entanto há por vezes a tendência para acontecer aquilo que descreve, com o enviasamento destes movimentos com os piores vícios dos aparelhos partidários o que é repudiável.

Post Scriptum: Daí não apoiar a existência de Jotas, pois considero que as mesmas já se encontram muito desvirtuadas do seu fundamento inicial e na grande maioria das vezes apenas servem para dar um toque de irreverência a campanha eleitoral, sem que haja realmente acréscimo qualitativo por parte das mesmas - entre outras coisas, mas isso daria pano para mangas se aqui o explicasse...

Natalie Afonseca disse...

POst interessante!
Mas de político [finjo que] percebo pouco!! :)

Um bem haja!

Anónimo disse...

O PS-M teve independentes no Funchal e Porto MOniz. Seriam ex-PSDs?