quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Testes intermédios de Matemática

Começam, nas escolas, a época dos testes intermédios em Matemática também no 3.º ciclo do ensino básico.
Os professores, com o objectivo de melhorar os resultados, têm tido, nas suas aulas e fora delas, um trabalho árduo de preparação, apoio, acompanhamento e ensino, tentando incentivar os alunos a se interessarem cada vez mais pela aprendizagem dos números.
Em vez de se entrar em contestações, muitas vezes sem muita razão, os testes intermédios poderão funcionar como mais um instrumento de experimentação para ajudar os alunos a encontrarem práticas de estudo e a se familiarizarem com o modelo de avaliação externa que ocorrerá no final do ano lectivo.
Os resultados, além de servirem como um meio de os alunos terem consciência do nível em que se encontram, devem funcionar também como forma de se aferir as suas principais lacunas, mostrando onde é que os professores podem incidir a sua valorosa orientação.
Sou professor da disciplina de Português, no entanto, reconheço que a matemática exige um tipo de estudo mais exigente do que outras áreas disciplinares.
Talvez por isso, é muito habitual os alunos procurarem apoio fora da escola. Normalmente, estes alunos são os que têm mais dificuldades, poucos hábitos de estudo, preferem estar distraídos nas aulas ou porque ambicionam, e muito bem, a nota máxima.
Um dos métodos utilizados pelo professor Tibúrcio, um dos explicadores mais conhecidos na Região, apreciado pelos alunos, é o facto de investir bastantes horas em aulas de prática, exercitação de um conjunto exaustivo e diversificado de problemas. Deste modo, os alunos, exercício a exercício, vão detectando e corrigindo os erros, ultrapassando as dificuldades.
Diz o Tibúrcio que só se aprende matemática treinando tal qual um nadador que, para ganhar mais um segundo ao seu recorde, faz horas a fio de piscinas, numa luta consigo próprio.

5 comentários:

Ana Luar disse...

Com a minha filha, tenho tal como a maioria dos pais, o grave problema da matemática... mas completamente de acordo com o Tibúrcio é treinando vezes sem fim que ela tem corrigido graves lacunas nessa matéria. É um treino diário que fazemos no carro a caminho de casa,enquanto esperamos pela comida no restaurante, ou até enquanto passeamos... tudo em tom de bincadeira... usando todo o tipo de coisas para somar, contar, multiplicar dividir etc..etc...
Se os pais utilizarem a matemática como um jogo... é impossivel não trazer bons resultados.

Comigo tem resultado!

Alexandro Pestana disse...

O problema da Matemática é que ela tem sido dada na sua forma bruta e abstracta. Se calhar os engenheiros conseguissem dar aulas de matemática mais interessantes aos alunos porque sabem a aplicação real de cada uma das coisas e não se limitariam a despejar matéria em bruto, coisa que um aluno dificlmente consegue asimilar ou ter interesse quando só pensa que nunca vai precisar daquilo nem sabe para que serve...

O que há que mudar é a formação dos professores e também saber criar interesse nos alunos. o problema é pedagogico. Há muitas formas de se descarregar matéria numa sala de aula, mas são bem poucas as que funcionam bem...

por exemplo, é vergonhoso que um licenciado em matemática saia do curso sem saber usar ao máximo do seu potencial uma calculadora gráfica , especialmente as texas instruments topo de gama e as Casios que são permitidas no secundário. Por vezes um uso correcto da calculadora ajuda o aluno a descobrir a matemática e a perceber melhor muita coisa...

Experimente nas suas áulas de Português levar aos seus alunos um toque de novas tecnologias e vai ver como eles se interessam mais pelo Português, por exemplo... Dizer-lhes que devem aplicar-se para não dar tantos pontapés na gramática nos blogs pessoais ou quando falarem a comunicação social quando forem profissionais de alguma coisa ou quando escreverem uma carta do leitor a cascar o jardinismo hahaha :)

Eu dizia à minha professora de portugues, quando andava na Ribeira Brava a estudar, que não sabia para que ia precisar de poesia e camões e o portugues e ela disse na sala que os engenheiros e os médicos falam Português e era pra isso que aquelas aulas eram importantes... E foi ai que eu percebi que ela até tinha razão.... hehe Eu detestava interpretar poesia e cenas do género, mas até nem tinha más notas... tinha os meus 14's.. quase sem estudar porque estava atento nas aulas.... hehe.

Anos mais tarde lí algures que a interpretação de textos de poesia é um dos exercícios que mais puxam pela massa cinzenta e desenvolvem capacidades.

Oliver Pickwick disse...

Pelo visto a matemática é o "bicho-papão" da maioria dos alunos de qualquer lugar.
Era a minha matéria preferida. Lembrei-me agora de um fato pitoresco, de um professor que para memorizarmos certas relações trigonométricas, usava versos:

Minha terra tem palmeiras, onde canta o sabiá
Seno a cosseno b; seno b cosseno a
As aves que aqui gorjeiam, não gorjeiam como lá
Seno a cosseno b; seno b cosseno a

Abraços!

Luis Miguel disse...

Eu não tenho dúvidas que a prática faz a perfeição. Mas, francamente, a mim custa-me ver as crianças e adolescentes no secundário com os seus dias perdidos em salas de aulas e depois em horas e horas de explicações, restando muito pouco tempo para o resto (isto dentro do horário normal do dia)...

Martinha disse...

Como me faz falta hoje em dia ter tido um professor/a que me tivesse conseguido explicar bem matemática... agora na faculdade é muito mais dificl acompanhar tudo o que lhe diga respeito... faltam as bases, é preciso fazer o dobro do esforço... mas enfim... a minha alma é grande, vale a pena :)

Às vezes é apenas uma questão de motivação...

(aparte: tenho tantas saudades das boas aulas de Português...! pena que acabou e felicidade porque consegui passar essa fase :) )


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