quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Olhar o Natal I

Natal. Um tempo sempre renovado e cheio de ambientes envolventes. Ano após ano, os rituais desta época repetem-se como se fossem vividos pela primeira vez. É o reviver de sensações, o calor do pinheiro enfeitado, o estender do papel para moldar o presépio, o semear do trigo, as cartas ao Pai Natal. Apetece olhar para trás e caminhar sobre a nostalgia da infância escrita nas páginas das nossas recordações.
Um conjunto de sentimentos emerge de dentro, solta-se da alma sem aviso, sem definição, mas que, com o aproximar do topo do dia vinte e cinco, se transforma numa alegria contagiante. São os aromas dispersos, as cores quentes, os sons, são os arrepios de frio aquecidos pela surpresa dos presentes já esperados. É o redesenhar dos nossos sonhos, é a necessidade de acolher a água que rega as raízes das nossas utopias com as mãos em concha. É o acreditar na certeza do amor.

3 comentários:

Tentativas Poemáticas disse...

Caro amigo
Muito obrigado pela sua amizade.
Um abração.
António

Paulo Gomes disse...

Um Feliz Natal e que 2009 seja aquele ano.
Mas não posso deixar de reparar no contador de tempo para o fim do jardinismo. O que falta não é tempo! Falta é educação e cultura num povo que não consegue ver além do Alberto João que lhes levou a estrada à porta. Falta ambição num povo que vê tanto rico com o dinheiro da Europa e de muitos contribuintes, mas não consegue ver que não teve as mesmas oportunidades. Para muitos, chega-lhes o pasto de migalhas que os corruptos deixam escorrer para o chão da sala de jantar, de uma refeição que o povo trabalhador pagou, mesmo que sem querer.
Falta muito pois muito foi feito para que o Zé Povinho madeirense ficasse a depender de Jardim e dos laranjas.
Não é do tempo, é dos tempos.

mariam disse...

... não nos temos visitado!
Felicidades e Afectos nesta quadra Natalícia, prolongando-se por todo o ano 2009, são os meus votos.

um abraço
:)
mariam