quinta-feira, 13 de março de 2008

Relatório sobre as Contas da Madeira

DN: Presidente do TC foi à Assembleia entregar relatório da Conta de 2006.
foto: TERESA GONÇALVES
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O presidente do Tribunal de Contas, Guilherme d'Oliveira Martins, entregou, na Assembleia Legislativa da Madeira, o relatório sobre a Conta da Região, referente a 2006.
As conclusões deste relatório, publicadas na Comunicação Social, demonstram que, mais uma vez, o Governo Regional não soube gerir adequadamente os dinheiros públicos.
Observemos:
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Os subsídios e outros apoios financeiros aumentaram 35% atingindo os 85,1 milhões de euros.
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Os encargos assumidos e não pagos atingiram os 328 milhões de euros.
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As despesas correntes cresceram 5%.
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Os juros de mora cresceram 344% tendo atingido os 6,5 milhões de euros.
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O total de juros e outros encargos correntes alcançaram os 24 milhões de euros.
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Apenas 55% do PIDDAR foi executado, 418 milhões de 756.
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A dívida directa da Região atingiu os 478 milhões de euros.
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Foram concedidos avales no valor de 226 milhões de euros, o que elevou o global para os 1.026 milhões de euros.
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Em 31 de Dezembro, o montante de amortizações e juros em incumprimento junto da banca era superior a quatro milhões de euros.
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Os custos suportados pela Região, referentes à satisfação das prestações de capital e juros devidos pelos beneficiários de aval em situação de incumprimento, atingiram os 1.015 milhões.
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A Região continuava a não dispor de um sistema de inventário e cadastro que permitisse uma avaliação rigorosa da totalidade do património imóvel.
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A região atingiu os 341 milhões de euros em activos financeiros.
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A realização, em 2006, da participação no capital estatutário e social da CARAM e da Valor Ambiente não foi submetida aos vistos do TC.
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O saldo corrigido da Conta Consolidada da Administração Pública Regional apresentou um défice de 330 milhões de euros, o que, ainda assim, significou uma melhoria de 31%, em relação ao ano de 2005."

8 comentários:

Alexandro Pestana disse...

Quando vejo estes números até me da um frio na barriga porque vão ser os da minha geração que vão ter que dar o litro na Madeira para pagar esses grandes calotes e buracos financeiros das contas públicas da Madeira!

Por outro lado, a oposição em vez de se unir, vão-se fragmentando em partidozecos de meia-tigela e é isso que o AJJ quer, dividir para conquistar e o povo que se monte!

Ignacio Bermejo disse...

política, política, política, fiel reflejo de lo complicada que resulta siempre la humanidad.

Un abrazo.

theresia disse...

Não é novidade nenhuma a má gestão dos dinheiros públicos na Madeira, pois não? Tal como as "derrapagens" financeiras da Região? Acredita mesmo que faltam apenas 1295 dias, 6 horas, 12 minutos e 37 segundos para acabar com a "era do Jardinismo"? Eu confesso-lhe que tenho dúvidas.

© efeneto disse...

Quero ter direito a comer um gelado em dia de chuva, quero ter direito a poder empurrar a bicicleta ao invés de pedalar, quero ter direito de olhar para o céu, mesmo que seja no meio da mata, quero rebolar na relva, mesmo que seja a relva do Palácio de S. Bento, quero ter direito de rir alto, bem ALTO, mesmo que esteja sozinho a ver o desenho do Pica-Pau que já era velho quando eu nasci, quero ter o direito de cantar uma música bem alta junto com o cd player oferecido, mesmo que seja uma música do Zé Cabra, quero poder discutir filosofia com o analfabeto do meu colega, mesmo que seja nos 15 minutos de intervalo do trabalho, quero poder beber com os amigos e voltar tri-bêbado para casa. Se para poder fazer isto tudo lhe tenha que desejar um bom fim-de-semana, então aqui vai:
Lhe desejo a si e aquém mais gostar/amar um óptimo fim-de-semana, com aquilo que sempre desejou acompanhado da minha amizade. Um beijo a quem é de beijos e abraço a quem é de abraços. Para quem não quiser nada disto, passe bem que eu também…efeneto.

Luis Eme disse...

E ameaça o Alberto João com a "independência"...

Onde iria ele buscar os tais milhões?

Maria Laura disse...

Infelizmente, a má gestão dos dinheiros públicos é um mal muito espalhado. Acredito que por aí seja um bocadinho pior. Aquele Alberto João...

mixtu disse...

e começa a ser hábito quem cuida da cousa pública não saber cuidar dela

abrazo serrano

Kapikua disse...

eu li isso no DN.

Como é possível? E agora vai embora e deixa a batata quente pra outro!

abraço