segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Maria José Morgado: «Sistema de licenciamento favorece associação à corrupção»

Maria José Morgado é procuradora-geral adjunta do Tribunal da Relação de Lisboa desde 2006. É licenciada em Direito pela Universidade de Lisboa, tendo ingressado na magistratura do Ministério Público em 1979. Ligada à Polícia Judiciária, assumiu o comando da Direcção Central de Investigação da Corrupção e Criminalidade Económica e Financeira (2000-02).
Reformar o sistema de planeamento, combatendo o “emaranhado de legislação” que dá poder aos técnicos, prevenir a corrupção e o abuso de poder sobretudo nas áreas críticas em que tais situações são susceptíveis de aparecer e introduzir no Código Penal português o crime contra o ordenamento do território, foram algumas das pistas apontadas por Maria José Morgado na comunicação intitulada “Urbanismo ilegal – uma justiça impossível”, apresentada na Universidade Lusófona no passado dia 30 de Maio, em Lisboa. Nesta comunicação, a oradora denunciou o que considerou serem os seis desastres do urbanismo ilegal.
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Ler a comunicação em:

http://www.opiniaosocialista.org/04dossie05.htm

2 comentários:

jj disse...

Acho que o que desinteressa a comunidade em geral da política e desencanta os jovens é ver-se isto mesmo. Do nada, detentores de quase tudo.

E sentir-se na pele os privilégios de uns poucos, uns poucos a acederem aos mesmos lugares, geração após geração, então aí... isso, e os monopólios, é gritante de tão evidente. E é pena.

Até porque a política é antes demais, devia ser pelo menos, uma intervenção no sentido do bem-comum, uma questão de cidadania, portanto.

Coincidência ou não, um telefonema paterno, há pouco, dava-me conta de um périplo com os meus irmãos mais novos pelo Funchal - para matarem saudades - e falava ainda exactamente de si (no Funchal). Boa sorte para esse 'caminho'!

Jinhos.

Espaço do João disse...

Eu digo mais.
Como é possível que o povo vá ainda nestas conversas. Tenho um pouco de noção política, já fui autarca e, as minhas senhas de presença eram oferecidas a entidades de beneficiência. Posso provar o que digo. Como tinha o meu trabalho, e nunca faltei ás sessões, podia muito bem guardar eses tostões . Fui com a vontade de servir o povo que me elegeu,não para angariar riqueza. Não estou arrependido, pois por onde passo perguntam-me sempre se não me candidato. Este ano faço parte das listas para a minha cidade, vamos lá a ver o que dá.