sexta-feira, 30 de abril de 2010

Amanhã comemora-se o DIA DO TRABALHADOR, mas é o desemprego que continua a atormentar


Direcção clínica abre as portas do Hospital

O director clínico do SESARAM decidiu abrir as portas do Hospital Dr. Nélio Mendonça às pessoas que vão visitar utentes internados. A partir de amanhã, não são necessários cartões, nem é preciso deixar a identificação à entrada.
Basta entrar e dirigir-se aos serviços já que, daqui para a frente, o controlo será feito pelos enfermeiros em cada andar. Miguel Ferreira aposta no bom senso das pessoas, mas aos enfermeiros a medida não agrada.
O actual balcão com funcionários a pedir cartões será substituído por uma secretária, um computador e dois funcionários. Um para estar ao computador e tirar dúvidas aos visitantes; outro para barrar a entrada de pessoas alcoolizadas ou perturbadas.
Serão os únicos entraves, pois, de resto, as portas do Hospital ficam abertas durante o horário das visitas (que se mantém entre a uma da tarde e as oito da noite).
http://www.dnoticias.pt/default.aspx?file_id=dn04010213300410
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À primeira vista, esta medida parece-me que não teve em conta todos os pressupostos que merecem uma séria ponderação.
Abrir as portas do Hospital aos visitantes é, à partida, uma medida positiva, mas apenas se as regras de segurança estiverem salvaguardadas e bem definidas. Concordo que se acabe com o excesso de burocracia nas entradas no Hospital, mas não a qualquer custo e sem regras.
Esta decisão deveria ter sido discutida e concertada com todos os profissionais que trabalham no Hospital. Os enfermeiros, os médicos e outros profissionais que ali trabalham não podem andar preocupados com a vigilância dos visitantes nem podem perder tempo com outras preocupações além da sua função de prestar um serviço de qualidade aos utentes.
As visitas devem ter livre acesso desde que estejam garantidas todas as medidas de segurança. Pelo que se lê e pela reacção de alguns dos profissionais de saúde, parece que a situação não está totalmente controlada.

Dívidas à banca já custam 200 milhões por ano - Dívida de 3,3 mil milhões vai custar uma fortuna com inevitável descida do rating

A Madeira vai pagar um preço muito elevado com o corte do 'rating' de longo prazo da divida portuguesa. Porque a quase totalidade da sua dívida bancária foi contraída em instituições nacionais, o que significa que o preço do dinheiro vai disparar.
Para este facto contribuirá a circunstância de Portugal ter hoje associada uma notação baixa, o que indica um elevado risco de crédito. Ou seja, para assumir maior risco, os investidores - os que emprestam dinheiro - exigem uma taxa remuneratória maior. Assim, a notação determina as taxas de juro para obter um financiamento externo, sendo esta um requisito indispensável para a obtenção de financiamentos externos.
Embora os responsáveis políticos madeirenses evoquem a circunstância da Região ter como referência um rating Aa3, com um 'outook' negativo, a verdade é que a circunstância da Moody's e mais recentemente a Standard & Poor's ter cortado em dois níveis (de A+ para A- ) o rating de longo prazo da dívida portuguesa torna inevitável um reavaliação da anotação da Madeira, já que o Estado tem sido sempre uma referência indissociável pelos mercados quanto ao financiamento do governo e das empresas públicas madeirenses.
O DIÁRIO fez as contas e concluiu que o Governo Regional (734,9 milhões de euros), as câmaras e as empresas públicas ou as sociedades participadas pela Região tinham no final do ano de 2008 uma dívida aos bancos de 3.300 milhões de euros.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

'Lei de Meios' aprovada em Conselho de Ministros - Governo vai gastar 740 milhões de euros até 2013

O Governo aprovou hoje a proposta de 'lei de meios', com a qual financiará a reconstrução dos danos causados pelas intempéries na Madeira com 740 milhões de euros em quatro anos, num total de 1080 milhões de euros.
A proposta de lei de meios vai suspender todos os artigos com impacto financeiro da Lei das Finanças Regionais aprovada recentemente pela Assembleia da República, ficando em vigor a lei anterior.
Este diploma foi apresentado no final do Conselho de Ministros pelo titular das pastas do Estado e das Finanças, Teixeira dos Santos.Com a nova lei de meios da Madeira, o Governo transferirá 200 milhões de euros através do Orçamento do Estado, 265 milhões de euros por reafectação do fundo de coesão, 250 milhões de euros através de um empréstimo junto do Banco Europeu de Investimentos (BEI) e 25 milhões de euros por via da reafectação de verbas do PIDDAC.
"Trata-se de uma lei de natureza excepcional que visa dar resposta a uma situação excepcional gerada na Madeira em virtude das intempéries que provocaram danos avultados", justificou Teixeira dos Santos.Segundo o membro do Governo, na sequência da constituição de uma comissão paritária (com membros dos governos da República e da Região Autónoma da Madeira), apurou-se que os prejuízos ascendiam a 1080 milhões de euros.
Desse total exigido para a reconstrução, Teixeira dos Santos disse 340 milhões de euros caberão ao Governo Regional da Madeira e ao Fundo de Solidariedade da União Europeia.De acordo com o ministro de Estado e das Finanças, o diploma agora aprovado "suspende todos os artigos da Lei das Finanças Regionais com impactos financeiros". "Esta lei põe em aplicação os artigos da anterior Lei de Finanças Regionais, mantendo-se em vigor para as regiões autónomas, mas, no caso da Madeira, num quadro excecional", frisou.
Na conferência de imprensa, o secretário de Estado da Indústria e do Desenvolvimento, Fernando Medina, adiantou o dinheiro será sobretudo gasto (perto de 490 milhões de euros) com as ribeiras, no sentido de prevenir acontecimentos semelhantes".
Outra fatia das despesas destinar-se-á à reparação de estradas e à recuperação das zonas portuárias e de litoral.Segundo Fernando Medina, serão feitos investimentos ainda nas áreas da habitação e das actividades económicas.
http://www.dnoticias.pt/default.aspx?file_id=dn01013001290410&id_user=

Negócio ruinoso para a CMF

A fórmula de cálculo acordada em 1994 para isentar de pagamento a 'Sociedade de Exploração de Parques de Estacionamento, Lda.' (SEP), que explora os auto-silos do Campo da Barca e do Edifício 2000 mais os parques de estacionamento de superfície -posteriomente os auto-silos do Largo da Forca e do Almirante Reis- (isenção de pagamento da renda de três lugares por cada dois cartões fornecidos a funcionários da autarquia) é um negócio ruinoso para as receitas municipais.
A constatação é do relatório da inspecção administrativa e financeira às gerências de 2003 e 2004 da Câmara do Funchal (CMF) e do relatório de auditoria que a o Tribunal de Contas (TC) fez posteriormente.O caso conta-se em duas penadas.
Na reunião de câmara de 23 de Junho de 1994, já com Miguel Albuquerque a presidir aos destinos da CMF, ficou acordado que seriam cedidos a funcionários da CMF, a preço de custo, 50 lugares nos auto-silos para que estes deixassem de estacionar junto aos paços do concelho (Rua Pe. Gonçalves da Câmara).
A SEP passou a fornecer 50 cartões mensais de 30 entradas e, em contrapartida, beneficiou (ainda beneficia) da isenção de pagamento de renda na proporção "três por dois". Ora, contas feitas, apurou-se que todos o anos, desde 1994 até hoje, os funcionários da CMF utilizam uma média anual de 750 lugares de estacionamento nos auto-silos e parque de superfície.
O que significa que é sobre estes que incide a isenção de renda na proporção de "três por dois". O TC fez as contas e concluiu que, só em 2003, a SEP ficou isenta de pagar à CMF 24.426,04 euros e que, em 2004, também ficou isenta de pagar 26.390,85 euros. Se a esse valor for descontado a receita recebida dos funcionários, ainda assim o Município perde receitas à ordem dos 2.000 euros/ano. O que, desde 1994, significa uma receita cessante (não recebida) de 32 mil euros.
O TC ainda vislumbrou aqui uma ilegalidade (porque as isenções de rendas não estão contratualizadas documentalmente e consubstanciam uma alteração superveniente do concurso então lançado para a exploração de parques) mas a eventual responsabilidade financeira reintegratória e a eventual multa pela não arrecadação de receitas foi relevada "por não terem sido detectados indícios de dolo".

quarta-feira, 28 de abril de 2010

INTER - José Mourinho está de regresso à final da Liga dos Campeões

Mourinho na final da Liga dos Campeões seis anos depois
Inter de Milão perdeu em Barcelona por 1-0 mas conseguiu assegurar o acesso à final da Champions. A equipa de Mourinho jogou mais de uma hora reduzida a dez.
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Foi um jogo a defender, mas a defender muito bem.

Ano zero para a cultura

Infelizmente, sempre que os países atravessam períodos de crise, o primeiro sector a ser afectado é quase sempre o da cultura. Os nossos governantes ainda não conseguiram olhar para o sector da cultura como uma mais-valia, não só para a formação dos nossos cidadãos, mas, inclusive, do ponto de vista económico, na criação de emprego e dinamização da própria economia.
A recente decisão do governo do PSD-Madeira em não celebrar, este ano, contratos-programa com as instituições culturais da nossa terra, embora demonstre uma linha de prioridades que relega a cultura para segundo plano, pode representar todavia uma nova oportunidade para todos. A oportunidade para formar os agentes culturais e ajudá-los a criar as condições para ganharem maior autonomia e sustentabilidade dos seus projectos culturais. Se as verbas são reduzidas, a Direcção Regional da Cultura, no meu entender, deveria dinamizar um conjunto de iniciativas de informação, sensibilização e formação a todos os agentes culturais. Incentivar e ajudar estes agentes culturais a prepararem os seus projectos, elaborados com as regras que uma candidatura a fundos europeus exige.
A UE oferece diversas possibilidades com o objectivo de dinamizar a cultura nos estados membros. No entanto, é preciso saber de que modo e como é que as associações culturais poderão recorrer a estes fundos, que tipo de programas existem, que tipo de subsídios, regulamentos e outros requisitos são impostos.
O governo deveria organizar sessões de informação e formação sobre estas políticas culturais europeias, aconselhando os agentes sobre os tipos de projectos, sugerindo, apresentando os projectos que existem, fornecendo as listagens, as hipóteses e as exigências dos diversos programas culturais europeus. O governo assumiria um papel de orientador e coordenador, auxiliando também na fase de formalização das candidaturas.
Assim, paulatinamente, as associações culturais poderiam sair do jugo da subsídio-dependência.

BARCELONA-INTER - Grande jogo - mais uma etapa para MOURINHO


terça-feira, 27 de abril de 2010

Portugal e a crise económica


Madeira desceu oito posições na tabela dos índices globais de desenvolvimento

Grande Lisboa, Pinhal Litoral, Beira Interior Sul e Baixo Vouga foram em 2007 as sub-regiões com os maiores índices globais de desenvolvimento regional do país, enquanto o Alto Trás-os-Montes, Tâmega e Açores estavam no final da tabela.
Segundo os dados referentes a 2007, disponibilizados hoje pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), aquelas quatro sub-regiões, em ordem decrescente no topo da tabela, são as únicas, num total de 30, a apresentar um índice de desenvolvimento regional acima da média nacional.
Comparando o desenvolvimento regional entre 2006 e 2007, há três sub-regiões que apresentam subidas significativas, de oito posições: o Grande Porto, a Cova da Beira e o Oeste. Em 2007, há também três sub-regiões que descem na tabela comparando com 2006: A Região Autónoma da Madeira desce oito posições, enquanto o Algarve e a Beira Interior Norte descem, cada uma, sete posições no índice global de desenvolvimento regional.
Este índice é o resultado do comportamento conjunto das vertentes competitividade, coesão e qualidade ambiental naquelas sub-regiões.

Apoio material para reconstrução 'esbarra' no pesado custo da 'mão de obra'

Os apoios materiais, nomeadamente em matéria-prima, para fazer face às obras de reparação e até reconstrução em habitações afectadas pelo temporal, são a face menos dispendiosa de um processo que tem na 'mão de obra' o principal factor que inflaciona a despesa real inerente a qualquer trabalho de construção civil.
Na semana passada a 'Cimentos Madeira' iniciou, em Câmara de Lobos, um processo de ajuda material às famílias mais afectadas pelo temporal de Fevereiro. O maior contingente desta matéria-prima para a construção civil foi direccionado para a freguesia do Curral das Freiras. Aqui 18 agregados vão ter direito, cada qual, a 40 sacos de cimento. O equivalente a dois mil quilos de cimento para cada contemplado. Na ocasião, o Município de Câmara de Lobos prontificou-se a complementar esta ajuda material com areia e brita.
Nada, ainda assim, que pudesse 'calar' a angústia daqueles que pouco ou quase nada têm para enfrentar a actual condição de vida, marcada pela subsistência. "A mão-de-obra é mais cara que o material" alertou Teresa Canhas, em pleno acto formal da entrega dos sacos de cimento. Apesar das ajudas serem bem-vindas, para quem não tem os recursos necessários para a sua efectiva aplicação, quer seja em 'mão de obra' ou em meios financeiros para a poder contratar, a matéria-prima por si só acaba por ser insuficiente.

http://www.dnoticias.pt/default.aspx?file_id=dn04010206270410

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Endividamento das autarquias dispara 5,8 por cento

O endividamento líquido das autarquias aumentou 5,8 por cento, para 5343 milhões de euros em 2008, revela o anuário financeiro dos municípios, apresentado esta manhã na conferência "Poder Local", organizada pela Ordem dos Técnicos Oficiais de Contas e pela TSF.
Depois de o endividamento líquido ter vindo a descer em 2006 e 2007, o ano de 2008 inverteu esta tendência, apresentado um aumento desse indicador na ordem dos 5,8 por cento. De acordo com os autores do estudo, esta subida deve-se sobretudo ao impacto da crise económica e financeira internacional.
Em relação a 2007, o aumento do endividamento público foi de 295 milhões de euros.
De acordo com o anuário financeiro, 23 dos 308 municípios portugueses apresentam um endividamento líquido zero ou baixo, dois dos quais de grande dimensão (Almada e Amadora). Nas contas do endividamento líquido não estão contabilizadas as dívidas do sector empresarial local e serviços municipalizados.
Entre os municípios que em 2008 apresentavam os maiores níveis de endividamento líquido estão Lisboa (com 850 milhões de euros), Vila Nova de Gaia (com 177 milhões), Aveiro (122 milhões), Porto (122 milhões) e Gondomar (111 milhões). Logo a seguir, encontram-se Braga, Maia, Funchal, Sintra e Leiria.
Destes dez municípios, só Vila Nova de Gaia, Porto, Braga e Maia conseguiram reduzir o seu endividamento líquido face a 2007.

http://economia.publico.pt/Noticia/endividamento-das-autarquias-dispara-58-por-cento_1434026

Portugal tem novas armas para travar "fuga de cérebros"

Novos institutos e programas estão a mudar a ciência. Os cientistas estão a aproveitar as oportunidades.
Quando alguém está a fazer um doutoramento "lá fora" há uma pergunta que acaba sempre por surgir: "E vai voltar para Portugal?" Independentemente da resposta, os investigadores portugueses têm hoje mais hipóteses de regressar e ficar.
Há uma nova realidade favorável a quem quer trabalhar na ciência em Portugal. Há mais institutos, acordos, programas e parcerias. A próxima questão é se, depois de atrair os investigadores, vamos conseguir mantê-los por cá.
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Esta é a melhor estratégia. MUITO BEM. O caminho é criar as condições necessárias para que os nossos cientistas voltem para Portugal trabalhar e continuar a sua investigação, mas depois torna-se ainda mais urgente mantê-los no nosso país.

domingo, 25 de abril de 2010

Benfica campeão europeu de futsal


Mais Abril

Comemorar Abril na Madeira é uma necessidade. Os actuais e antigos governantes da Madeira ainda não conseguem aceitar de uma forma aberta as vitórias de Abril. O 25 de Abril de 1974, a revolução dos cravos, simboliza a vitória dos valores e dos princípios da liberdade, da igualdade e da democracia.
Na Região, embora estes valores e princípios sejam vividos, de um modo geral e teórico, pelos cidadãos, a realidade indica-nos porém que a sua prática necessita de um aprofundamento, isto é, precisamos todos de contribuir para um maior e melhor aperfeiçoamento destes princípios.
A Madeira ainda não vive a plenitude de Abril porque os seus governantes têm dificuldade em aceitar as vozes dissonantes, as divergências de opinião, a pluralidade, o direito à contestação, à revolta contra as injustiças, o primado da lei e, acima de tudo, não toleram a força da palavra Liberdade nem querem ouvir falar de símbolos que sugiram mudança.
Antes de Abril, a liberdade de expressão era perseguida e amordaçada, no entanto, hoje, essa mesma liberdade contínua limitada. Aliás, o problema é ainda mais profundo e mais pernicioso, porque o que existe agora é o culto da auto-censura.
A mitologia do medo enraizou-se na mentalidade dos cidadãos madeirenses, transformando-se numa forma de vida que impede o livre exercício da cidadania e desvirtua os princípios básicos da democracia.

sábado, 24 de abril de 2010

BENFICA em grande... CAMPEÕES...




Queremos um novo ABRIL


A Madeira anseia por um novo ABRIL, mas não um ABRIL arrancado com a força dos militares, ou com as estratégias de qualquer poder anti-democático.
A MADEIRA anseia por um ABRIL arrancado com a força de um POVO MADEIRENSE reivindicativo e exigente, um POVO que grita por mais emprego, mais poder de compra, mais educação e mais qualidade de vida.

G-20: Ministros das Finanças não chegaram a acordo sobre taxação bancária

Os ministros das Finanças dos países do G-20 não chegaram a acordo sobre a taxação bancária, um assunto na ordem do dia da reunião de sexta-feira, em Washington, afirmou o ministro canadiano das Finanças, Jim Flaherty.
“Não há acordo em relação a uma taxação mundial dos bancos”, disse o representante do Canadá, cujo país preside actualmente o G-7 e partilha a presidência do G-20 com a Coreia do Sul. “Alguns pronunciaram-se a favor, outros claramente contra”, adiantou Flaherty.
Vários países - como os Estados Unidos, a França ou a Alemanha - aprovaram um princípio desta taxação, que será objecto de uma proposta do Fundo Monetário Internacional (FMI) que sugeriu já duas taxas: uma que se aplica a cada instituição financeira em função dos seus activos e dos seus elementos de risco e outra sobre os lucros e remunerações.
O FMI apelou diversas vezes ao grupo das 20 potências mais ricas do mundo para que esta taxação seja coordenada, para evitar que os bancos a contornem optando por se sediar num país e não noutro.

http://economia.publico.pt/Noticia/g20-ministros-das-financas-nao-chegaram-a-acordo-sobre-taxacao-bancaria_1433811
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Mau, muito mau...

Inspecção financeira à CMF vai a julgamento

Uma das situações é o pagamento de viagens (2.255,48 €) para um Prefeito brasileiro.
O Ministério Público (MP) junto da secção regional do Tribunal de Contas (TC) requereu o julgamento (aguarda marcação) de infracções detectadas após a inspecção administrativa e financeira que os serviços do vice-presidente do Governo Regional (GR) fizeram à Câmara do Funchal (CMF) a incidir sobre os anos de 2003 e 2004. Caso que ficou conhecido por 'negociatas'. Numa primeira fase, o MP arquivou o caso por questões formais mas a secção regional do TC partiu do relatório externo e fez, ela própria, uma auditoria ao Município do Funchal no âmbito da factualidade indiciada pelo relatório da inspecção externa.A conclusão dessa auditoria do TC está vertida no relatório nº 12/2008 em que se apurou eventual responsabilidade financeira sancionatória e reintegratória a incidir sobre, designadamente, o ex-vereador da CMF, Rui Marote.
Reposição de 61.500 euros

Assim, o MP pede que sejam repostas verbas que ascendem a 61.500 euros. Designadamente dos 38.307,68 euros gastos numa suposta formação de utilizadores finais do novo sistema informático/Pocal da CMF, cuja realização da formação não foi comprovada. Do pagamento indevido de verbas/abonos a funcionários a título de trabalho prestado em dias de descanso e feriados. Da realização de despesas para recepção de dirigentes desportivos e jogadores que não se enquadram no âmbito das atribuições da autarquia. E da realização de despesas com viagens para o Prefeito de Trairí (Brasil) e mulher, no valor de 2.255,48 euros, que igualmente não se enquadram no âmbito das atribuições da CMF.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

A CULTURA NA MADEIRA

Maurício Marques, no Dossier de Imprensa de hoje, deu uma informação acerca dos agentes culturais dos AÇORES. Ficamos a saber como é que conseguem garantir a sustentibilidade das suas instituições culturais.
Estes agentes, em vez de estarem à espera da subsidiodepêndencia, submeteram os seus projectos ao financiamento previsto na União Europeia e conseguiram um apoio de 4 milhões de euros.
E na Madeira, quantos agentes culturais concorreram a este tipo de financiamentos europeus? Quantos projectos culturais da Madeira foram apresentados na Europa?

HOJE é o Dia da Terra


O dia da Terra foi criado em 1970, pelo senador norte-americano Gaylord Neson.
O que começou, em 1970, como um protesto nacional contra a poluição, é assinalado à escala mundial, com iniciativas centradas na preservação do Planeta e na importância da reciclagem.
Por todo o país decorrem actividades que comemoram o Dia da Terra, assinalado mundialmente, a partir de 1990, no dia 22 de Abril.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Discurso de Obama no início do ano lectivo - TÊM DE LER - Fantástico


Sei que para muitos de vocês hoje é o primeiro dia de aulas, e para os que entraram para o jardim infantil, para a escola primária ou secundária, é o primeiro dia numa nova escola, por isso é compreensível que estejam um pouco nervosos.

Também deve haver alguns alunos mais velhos, contentes por saberem que já só lhes falta um ano. Mas, estejam em que ano estiverem, muitos devem ter pena por as férias de Verão terem acabado e já não poderem ficar até mais tarde na cama.

Também conheço essa sensação. Quando era miúdo, a minha família viveu alguns anos na Indonésia e a minha mãe não tinha dinheiro para me mandar para a escola onde andavam os outros miúdos americanos. Foi por isso que ela decidiu dar-me ela própria umas lições extras, segunda a sexta-feira, às 4h30 da manhã.

A ideia de me levantar àquela hora não me agradava por aí além. Adormeci muitas vezes sentado à mesa da cozinha. Mas quando eu me queixava a minha mãe respondia-me: "Olha que isto para mim também não é pêra doce, meu malandro..."

Tenho consciência de que alguns de vocês ainda estão a adaptar-se ao regresso às aulas, mas hoje estou aqui porque tenho um assunto importante a discutir convosco. Quero falar convosco da vossa educação e daquilo que se espera de vocês neste novo ano escolar.

Já fiz muitos discursos sobre educação, e falei muito de responsabilidade. Falei da responsabilidade dos vossos professores de vos motivarem, de vos fazerem ter vontade de aprender. Falei da responsabilidade dos vossos pais de vos manterem no bom caminho, de se assegurarem de que vocês fazem os trabalhos de casa e não passam o dia à frente da televisão ou a jogar com a Xbox. Falei da responsabilidade do vosso governo de estabelecer padrões elevados, de apoiar os professores e os directores das escolas e de melhorar as que não estão a funcionar bem e onde os alunos não têm as oportunidades que merecem.

No entanto, a verdade é que nem os professores e os pais mais dedicados, nem as melhores escolas do mundo são capazes do que quer que seja se vocês não assumirem as vossas responsabilidades. Se vocês não forem às aulas, não prestarem atenção a esses professores, aos vossos avós e aos outros adultos e não trabalharem duramente, como terão de fazer se quiserem ser bem sucedidos.

E hoje é nesse assunto que quero concentrar-me: na responsabilidade de cada um de vocês pela sua própria educação.

Todos vocês são bons em alguma coisa. Não há nenhum que não tenha alguma coisa a dar. E é a vocês que cabe descobrir do que se trata. É essa oportunidade que a educação vos proporciona.Talvez tenham a capacidade de ser bons escritores - suficientemente bons para escreverem livros ou artigos para jornais -, mas se não fizerem o trabalho de Inglês podem nunca vir a sabê-lo.

Talvez sejam pessoas inovadoras ou inventores - quem sabe capazes de criar o próximo iPhone ou um novo medicamento ou vacina -, mas se não fizerem o projecto de Ciências podem não vir a percebê-lo. Talvez possam vir a ser mayors ou senadores, ou juízes do Supremo Tribunal, mas se não participarem nos debates dos clubes da vossa escola podem nunca vir a sabê-lo.

No entanto, escolham o que escolherem fazer com a vossa vida, garanto-vos que não será possível a não ser que estudem. Querem ser médicos, professores ou polícias? Querem ser enfermeiros, arquitectos, advogados ou militares? Para qualquer dessas carreiras é preciso ter estudos. Não podem deixar a escola e esperar arranjar um bom emprego. Têm de trabalhar, estudar, aprender para isso.

E não é só para as vossas vidas e para o vosso futuro que isto é importante. O que vocês fizerem com os vossos estudos vai decidir nada mais nada menos que o futuro do nosso país. Aquilo que aprenderem na escola agora vai decidir se enquanto país estaremos à altura dos desafios do futuro.

Vão precisar dos conhecimentos e das competências que se aprendem e desenvolvem nas ciências e na matemática para curar doenças como o cancro e a sida e para desenvolver novas tecnologias energéticas que protejam o ambiente. Vão precisar da penetração e do sentido crítico que se desenvolvem na história e nas ciências sociais para que deixe de haver pobres e sem-abrigo, para combater o crime e a discriminação e para tornar o nosso país mais justo e mais livre. Vão precisar da criatividade e do engenho que se desenvolvem em todas as disciplinas para criar novas empresas que criem novos empregos e desenvolvam a economia.

Precisamos que todos vocês desenvolvam os vossos talentos, competências e intelectos para ajudarem a resolver os nossos problemas mais difíceis. Se não o fizerem - se abandonarem a escola -, não é só a vocês mesmos que estão a abandonar, é ao vosso país.

Eu sei que não é fácil ter bons resultados na escola. Tenho consciência de que muitos têm dificuldades na vossa vida que dificultam a tarefa de se concentrarem nos estudos. Percebo isso, e sei do que estou a falar. O meu pai deixou a nossa família quando eu tinha dois anos e eu fui criado só pela minha mãe, que teve muitas vezes dificuldade em pagar as contas e nem sempre nos conseguia dar as coisas que os outros miúdos tinham. Tive muitas vezes pena de não ter um pai na minha vida. Senti-me sozinho e tive a impressão que não me adaptava, e por isso nem sempre conseguia concentrar-me nos estudos como devia. E a minha vida podia muito bem ter dado para o torto.

Mas tive sorte. Tive muitas segundas oportunidades e consegui ir para a faculdade, estudar Direito e realizar os meus sonhos. A minha mulher, a nossa primeira-dama, Michelle Obama, tem uma história parecida com a minha. Nem o pai nem a mãe dela estudaram e não eram ricos. No entanto, trabalharam muito, e ela própria trabalhou muito para poder frequentar as melhores escolas do nosso país.

Alguns de vocês podem não ter tido estas oportunidades. Talvez não haja nas vossas vidas adultos capazes de vos dar o apoio de que precisam. Quem sabe se não há alguém desempregado e o dinheiro não chega. Pode ser que vivam num bairro pouco seguro ou os vossos amigos queiram levar-vos a fazer coisas que vocês sabem que não estão bem.

Apesar de tudo isso, as circunstâncias da vossa vida - o vosso aspecto, o sítio onde nasceram, o dinheiro que têm, os problemas da vossa família - não são desculpa para não fazerem os vossos trabalhos nem para se portarem mal. Não são desculpa para responderem mal aos vossos professores, para faltarem às aulas ou para desistirem de estudar. Não são desculpa para não estudarem.

A vossa vida actual não vai determinar forçosamente aquilo que vão ser no futuro. Ninguém escreve o vosso destino por vocês. Aqui, nos Estados Unidos, somos nós que decidimos o nosso destino. Somos nós que fazemos o nosso futuro.

E é isso que os jovens como vocês fazem todos os dias em todo o país. Jovens como Jazmin Perez, de Roma, no Texas. Quando a Jazmin foi para a escola não falava inglês. Na terra dela não havia praticamente ninguém que tivesse andado na faculdade, e o mesmo acontecia com os pais dela. No entanto, ela estudou muito, teve boas notas, ganhou uma bolsa de estudos para a Universidade de Brown, e actualmente está a estudar Saúde Pública.

Estou a pensar ainda em Andoni Schultz, de Los Altos, na Califórnia, que aos três anos descobriu que tinha um tumor cerebral. Teve de fazer imensos tratamentos e operações, uma delas que lhe afectou a memória, e por isso teve de estudar muito mais - centenas de horas a mais - que os outros. No entanto, nunca perdeu nenhum ano e agora entrou na faculdade.

E também há o caso da Shantell Steve, da minha cidade, Chicago, no Illinois. Embora tenha saltado de família adoptiva para família adoptiva nos bairros mais degradados, conseguiu arranjar emprego num centro de saúde, organizou um programa para afastar os jovens dos gangues e está prestes a acabar a escola secundária com notas excelentes e a entrar para a faculdade.

A Jazmin, o Andoni e a Shantell não são diferentes de vocês. Enfrentaram dificuldades como as vossas. Mas não desistiram. Decidiram assumir a responsabilidade pelos seus estudos e esforçaram-se por alcançar objectivos. E eu espero que vocês façam o mesmo.

É por isso que hoje me dirijo a cada um de vocês para que estabeleça os seus próprios objectivos para os seus estudos, e para que faça tudo o que for preciso para os alcançar. O vosso objectivo pode ser apenas fazer os trabalhos de casa, prestar atenção às aulas ou ler todos os dias algumas páginas de um livro. Também podem decidir participar numa actividade extracurricular, ou fazer trabalho voluntário na vossa comunidade. Talvez decidam defender miúdos que são vítimas de discriminação, por serem quem são ou pelo seu aspecto, por acreditarem, como eu acredito, que todas as crianças merecem um ambiente seguro em que possam estudar. Ou pode ser que decidam cuidar de vocês mesmos para aprenderem melhor. E é nesse sentido que espero que lavem muitas vezes as mãos e que não vão às aulas se estiverem doentes, para evitarmos que haja muitas pessoas a apanhar gripe neste Outono e neste Inverno.

Mas decidam o que decidirem gostava que se empenhassem. Que trabalhassem duramente. Eu sei que muitas vezes a televisão dá a impressão que podemos ser ricos e bem-sucedidos sem termos de trabalhar - que o vosso caminho para o sucesso passa pelo rap, pelo basquetebol ou por serem estrelas de reality shows -, mas a verdade é que isso é muito pouco provável. A verdade é que o sucesso é muito difícil. Não vão gostar de todas as disciplinas nem de todos os professores. Nem todos os trabalhos vão ser úteis para a vossa vida a curto prazo. E não vão forçosamente alcançar os vossos objectivos à primeira.

No entanto, isso pouco importa. Algumas das pessoas mais bem-sucedidas do mundo são as que sofreram mais fracassos. O primeiro livro do Harry Potter, de J. K. Rowling, foi rejeitado duas vezes antes de ser publicado. Michael Jordan foi expulso da equipa de basquetebol do liceu, perdeu centenas de jogos e falhou milhares de lançamentos ao longo da sua carreira. No entanto, uma vez disse: "Falhei muitas e muitas vezes na minha vida. E foi por isso que fui bem-sucedido."

Estas pessoas alcançaram os seus objectivos porque perceberam que não podemos deixar que os nossos fracassos nos definam - temos de permitir que eles nos ensinem as suas lições. Temos de deixar que nos mostrem o que devemos fazer de maneira diferente quando voltamos a tentar. Não é por nos metermos num sarilho que somos desordeiros. Isso só quer dizer que temos de fazer um esforço maior por nos comportarmos bem. Não é por termos uma má nota que somos estúpidos. Essa nota só quer dizer que temos de estudar mais.

Ninguém nasce bom em nada. Tornamo-nos bons graças ao nosso trabalho. Não entramos para a primeira equipa da universidade a primeira vez que praticamos um desporto. Não acertamos em todas as notas a primeira vez que cantamos uma canção. Temos de praticar. O mesmo acontece com o trabalho da escola. É possível que tenham de fazer um problema de Matemática várias vezes até acertarem, ou de ler muitas vezes um texto até o perceberem, ou de fazer um esquema várias vezes antes de poderem entregá-lo.

Não tenham medo de fazer perguntas. Não tenham medo de pedir ajuda quando precisarem. Eu todos os dias o faço. Pedir ajuda não é um sinal de fraqueza, é um sinal de força. Mostra que temos coragem de admitir que não sabemos e de aprender coisas novas. Procurem um adulto em quem confiem - um pai, um avô ou um professor ou treinador - e peçam-lhe que vos ajude.

E mesmo quando estiverem em dificuldades, mesmo quando se sentirem desencorajados e vos parecer que as outras pessoas vos abandonaram - nunca desistam de vocês mesmos. Quando desistirem de vocês mesmos é do vosso país que estão a desistir.A história da América não é a história dos que desistiram quando as coisas se tornaram difíceis. É a das pessoas que continuaram, que insistiram, que se esforçaram mais, que amavam demasiado o seu país para não darem o seu melhor.

É a história dos estudantes que há 250 anos estavam onde vocês estão agora e fizeram uma revolução e fundaram este país. É a dos estudantes que estavam onde vocês estão há 75 anos e ultrapassaram uma depressão e ganharam uma guerra mundial, lutaram pelos direitos civis e puseram um homem na Lua. É a dos estudantes que estavam onde vocês estão há 20 anos e fundaram a Google, o Twitter e o Facebook e mudaram a maneira como comunicamos uns com os outros.

Por isso hoje quero perguntar-vos qual é o contributo que pretendem fazer. Quais são os problemas que tencionam resolver? Que descobertas pretendem fazer? Quando daqui a 20 ou a 50 ou a 100 anos um presidente vier aqui falar, que vai dizer que vocês fizeram pelo vosso país?

As vossas famílias, os vossos professores e eu estamos a fazer tudo o que podemos para assegurar que vocês têm a educação de que precisam para responder a estas perguntas. Estou a trabalhar duramente para equipar as vossas salas de aulas e pagar os vossos livros, o vosso equipamento e os computadores de que vocês precisam para estudar. E por isso espero que trabalhem a sério este ano, que se esforcem o mais possível em tudo o que fizerem. Espero grandes coisas de todos vocês. Não nos desapontem. Não desapontem as vossas famílias e o vosso país. Façam-nos sentir orgulho em vocês. Tenho a certeza que são capazes.

Faleceu Juan Antonio Samaranch, antigo presidente do COI

O ex-presidente do Comité Olímpico Internacional (COI), Juan Antonio Samaranch, morreu esta-quarta-feira, num hospital de Barcelona, onde estava internado desde segunda-feira devido a uma insuficiência cardíaca.
Segundo um comunicado do hospital Quirón, o espanhol sofreu uma "paragem cardiorrespiratória".O espanhol, que tinha 89 anos, esteve à frente do COI organismo entre 1980 e 2001 e ainda era o seu presidente honorário.
A candidatura vencedora de Barcelona, sua cidade natal, aos Jogos de 1992 foi considerado o seu grande triunfo pessoal.
"Não encontro palavras para expressar o pesar da família olímpica. Perdemos um grande homem, um mentor e um amigo, que dedicou a sua longa e preenchida vida aos Jogos Olímpicos", afirmou Jacques Rogge, o actual presidente do COI.

Representante da República vetou Estatuto da Carreira Docente na Madeira

O Representante da República na Madeira devolveu hoje ao Parlamento madeirense o decreto que altera o Estatuto da Carreira Docente da Região para reapreciação, por considerar que algumas normas eram susceptíveis de sofrer vício de ilegalidade.
O juiz conselheiro Monteiro Diniz alega como justificação para este veto, relativo ao decreto aprovado na Assembleia Legislativa da Madeira a 25 de Fevereiro, que o diploma "não acautela o princípio da igualdade" consagrado no Estatuto Político-Administrativo.
Considera que vem permitir a criação de "um regime transitório substancialmente mais favorável à contagem de tempo de serviço e acesso ao 6.º escalão, progressão na carreira e avaliação no desempenho dos docentes da região, por confronto com as mesmas regras aplicáveis aos docentes da Administração Central".
Sustenta também que "o efectivo exercício do direito à mobilidade profissional e territorial entre os funcionários da Administração Central e das Administrações Regionais, com salvaguarda dos direitos adquiridos em matéria de antiguidade e carreira, pressupõe a uniformidade de regime aplicável nestes domínios".
Argumenta que com "a criação de um regime substancialmente mais favorável aos docentes da Administração Regional", no que diz respeito à garantia do direito à mobilidade para a Administração Central, este diploma "conduz a uma diferença de tratamento não fundada, entre os docentes da Administração Central a da Administração Regional".
Monteiro Diniz aponta que o diploma, em domínios essenciais do regime da estrutura da carreira docente, apresenta "soluções inovatórias, que definem os requisitos e condições de progressão nos diversos escalões e a integração no 6.º escalão da carreira aos docentes da Região, em termos contrastantes com a disciplina constante do Estatuto da Carreira Docente da República".

DEMOCRACIA - Sampaio diz que poderes políticos são influenciados por «sectores corporativos»

O ex-Presidente da República Jorge Sampaio diz-se «nada satisfeito com a qualidade da democracia» em Portugal, onde a sociedade civil é «pouco actuante» e os poderes políticos são influenciados por «sectores corporativos», como o da justiça.
«Não estou nada satisfeito com a qualidade da democracia, temos que a requalificar, revitalizar. A começar pela renovação das dinâmicas e das estruturas partidárias.
E há uma remobilização dos cidadãos que é necessária», sustenta, em entrevista à rádio Antena 1, a primeira de uma série de três a antigos Presidentes da República do pós-25 de Abril, cujo aniversário se assinala no domingo.

INTER - Mas que grande jogo, mas que enorme MOURINHO


terça-feira, 20 de abril de 2010

Guterres proposto para ser reconduzido no cargo de alto-comissário para os Refugiados

António Guterres deverá ser reconduzido no cargo de alto-comissário das Nações Unidas para os Refugiados, de acordo com a proposta feita hoje pelo secretário-geral da ONU.
António Guterres, antigo primeiro-ministro, será reconduzido para um segundo mandato de cinco anos, que começa a 15 de Junho.
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António Guterres, mais um SOCIALISTA que, quando foi primeiro-ministro, ajudou a Madeira quando foi preciso ajudar.
Os SOCIALISTAS sempre tiveram sentido de Estado e sempre assumiram as suas responsabilidades.

Cultura suspende em 2010 novos contratos-programa

Depois da redução em 2009, o zero. DRAC, sem verbas, não vai financiar projectos neste âmbito.

É o fim dos contratos-programa da Direcção Regional dos Assuntos Culturais (DRAC), pelo menos ao que a 2010 diz respeito. Depois de assumir em 2009 um corte na atribuição destes apoios financeiros a projectos de interesse cultural, o que acabou por limitar no ano passado a aprovação do subsídio à Associação Porta 33 e ao Teatro Experimental do Funchal, a DRAC vai agora mais longe e assume o "ano zero".
"Em relação a este ano especificamente, dadas as contingências orçamentais, as dificuldades, pensamos que seria bom fazer aquilo a que nós chamamos um ano zero, no sentido em que não se faria este ano contratos-programa", assumiu João Henrique Silva, explicando que o objectivo é que funcione como "uma espécie de ano de paragem" para que a Direcção "não se entre no ano 2011 com dívidas, com dinheiros transitados por pagar neste domínio".
Segundo o responsável pela pasta da Cultura, os contratos-programa implicam que 30% das verbas sejam pagas no ano seguinte, depois de concluído o projecto aprovado, e muitas vezes os pagamentos atrasam-se por demoras na entrega dos relatórios e da documentação que fazem prova de que o dinheiro público foi bem aplicado.
"Muitas vezes chegamos ao novo ano orçamental com muitas verbas por pagar, o que provoca uma distorção em termos de gestão deste projectos", lamentou.
http://www.dnoticias.pt/Default.aspx?file_id=dn04010808200410
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A cultura tem sido, ao longo de todos os tempos, o sector que mais tem sofrido nestas épocas de crise. E quando o governo regional da Madeira não tem uma estratégia clara para o sector da cultura, a situação agrava-se ainda mais.
Naturalmente que as entidades culturais devem encontrar a sua sustentabilidade, afastando-se, cada vez mais, da subsidiodependência, contudo, sem uma base, sem um investimento por parte do governo, será muito difícil suportar os custos.
A gravidade maior encontra-se no plano das prioridades. A cultura nao é uma prioridade para o governo do PSD. Enquanto que para cultura não há dinheiro, os projectos para a construção de campos de golfe na Calheta e para a construção de um complexo de ténis na Quinta Magnólia continuam assumidos como uma prioridade.
Ainda ontem o presidente do governo regional disse que a obra da Quinta magnólia dos campos de ténis era para continuar.
DIÁRIO, 20 Abril: "Quanto à remodelação da Quinta Magnólia, o presidente do GR admitiu que essas obras vão para frente, apesar de mudanças que haverá no programa de governo, pois "A Região quer entrar também neste torneios de nível mundial".

segunda-feira, 19 de abril de 2010

JACINTO SERRÃO reuniu-se com JOSÉ SÓCRATES - MUITO BEM

O prometido encontro informal entre os líderes do PS regional e nacional teve lugar ontem, ao fim do dia, no hotel onde o primeiro-ministro está hospedado. A reunião decorreu depois de José Sócrates ter visto o desfile da Festa da Flor ao lado de Jardim e antes de ir ao jantar oferecido pelo presidente do Governo Regional na Quinta Vigia. A necessidade de o governo socialista apressar a transferência de fundos para apoiar a reconstrução na Madeira foi um dos temas focados.
O objectivo do PS-Madeira é que os apoios cheguem o mais rapidamente possível às famílias atingidas pelo temporal de 20 de Fevereiro, insiste Jacinto Serrão, sem aceitar divulgar outras questões concretas.
Entre as preocupações políticas que extravasam o actual quadro de solidariedade entre o Estado e a Região, fica o desejo dos socialistas madeirenses de que o entendimento institucional que agora vigora se prolongue para além das questões relacionadas com as obras, por considerarem que a harmonia política beneficia a Região.
"É a Madeira que fica a ganhar com este entendimento", afirma Serrão antes de recordar o contencioso que havia até 20 de Fevereiro.
O líder do PS-M acrescenta ainda que este novo relacionamento pode ser importante também a outros níveis, nomeadamente em relação à discussão dos fundos comunitários.

1080 milhões de euros em ajudas financeiras

1080 milhões de euros é o valor anunciado para a reconstrução da Região.
O Governo da República irá contribuir com 740 milhões de euros no financiamento de obras que deverão se prolongar até 2013.
O Estado irá afectar para a Região 260 milhões de euros em fundos comunitários. A ajuda à Região ficou definida esta manhã na sequência do encontro de José Sócrates com Alberto João Jardim.
Ontem, depois de ter assistido ao cortejo da Festa da Flor, o primeiro ministro garantiu que as ajudas ficariam acertadas no encontro com o Governo Regional.“O Governo vai ajudar a Madeira e o Governo Regional e, juntos, vamos reconstruir aquilo que falta reconstruir”, afirmou José Sócrates. “O mais importante é rapidamente termos bem definido aquilo que é necessário fazer.
Quanto custa, como é que vamos fazer, a que meios de financiamento vamos recorrer, mas amanhã terão novidades sobre isso”.
Ainda no domingo o primeiro-ministro manifestou-se orgulhoso pelo trabalho já empreendido e “agradavelmente surpreendido” com a Festa da Flor.“Todos os portugueses olham para a Madeira neste dia com o nó na garganta de quem se entusiasma ao ver um regresso ao optimismo”, concluiu.
O encontro desta manhã entre o líder dos dois executivos teve início às 10h30.

DEFENDER A MADEIRA e os MADEIRENSES

O que está aqui em causa é a MADEIRA e os MADEIRENSES. A mudança de atitude do dr. Alberto em relação ao governo do PS veio ajudar a MADEIRA e os MADEIRENSES.
Quando existe sentido de responsabilidade, quando não existe uma das partes, ou as duas, a defender interesses particulares ou político-partidários, quem sai a vencer é o POVO, são os cidadãos que se levantam todos os dias em busca de uma felicidade constantemente adiada, em demasiados casos.
Não tenho dúvidas de que a recuperação da zona mais visível da CIDADE do FUNCHAL foi excepcional. Houve imensa competência e eficiência.
Agora, não nos podemos esquecer das outras zonas da Região afectadas. E deverá ser este um dos nossos contributos enquanto oposição responsável: Lembrar o que está esquecido, apresentar alternativas para o que falta fazer e nunca baixar a bandeira da LIBERDADE e da DEMOCRACIA.

A MADEIRA e os MADEIRENSES em PRIMEIRO LUGAR

Primeiro-ministro diz-se orgulhoso de Jardim.
Prejuízo próximo dos mil milhões, custos serão repartidos
Alberto João Jardim e José Sócrates lado a lado na Avenida Sá Carneiro, no Funchal, a ver a banda passar em cortejo de flores entre sorrisos de compreensão e respeito mútuo, num quadro de convergência já reconhecido pelos dois governantes. Depois da tragédia, as tréguas fizeram-se.
Hoje, Sócrates e Jardim vão acordar os termos em que a ajuda à Madeira se fará nos próximos quatro anos. E, mais importante, o método. Se Jardim contabilizava os prejuízos em 1,3 mil milhões, as contas do Governo estarão mais próximas dos mil milhões, apurou o DN. Quanto ao respectivo financiamento, será repartido por três: Estado, Europa e a própria região - para além do que será assegurado por donativos ou por seguros contratualizados. Falta saber quem pagará que parte.
No início da tarde de ontem, o primeiro-ministro aterrou na Madeira e logo expressou a sua satisfação pelo facto de "verificar que o trabalho do Governo Regional foi a todos os títulos exemplar, o que orgulhou todos os madeirenses, mas também todos os portugueses", disse.

Já no recinto do desfile, Alberto João Jardim fazia justiça à boa relação com a República. Ambos concordaram que a Madeira entrou num novo ciclo.
Da mesa do jantar de ontem à noite na Quinta Vigia passa-se hoje para a mesa de trabalho entre governos. Em discussão, precisamente, os prejuízos da catástrofe.
Até agora, ainda, não houve transferências. Foi constituída uma comissão paritária, composta por técnicos e governantes da República e da região, que estão a avaliar no terreno os estragos.
O relatório está já praticamente concluído, permitindo que no encontro formal de hoje se acerte pelo menos o modelo financeiro das ajudas nacionais para a reconstrução. Em Março, quando Sócrates e Jardim se encontraram, ficou claro que o quadro de cooperação financeira exigia legislação específica a submeter à Assembleia da República, substituindo a Lei das Finanças Regionais.
Ontem, o primeiro-ministro foi parco nas palavras. Selou só a intenção de criar "um quadro bem claro de como se vão fazer as coisas, co-financiar as coisas, de forma a que a Madeira tenha a garantia que será recuperado tudo aquilo que a tragédia destruiu".
Mas se há convergência entre Jardim e Sócrates o mesmo não se pode dizer dos partidos da oposição a Jardim. Mesmo o deputado socialista Carlos Pereira quer saber, por exemplo, qual é a estratégia de reconstrução.

"Reconstruir o quê? Como? Por quem? Entra tudo no Orçamento Regional? São perguntas sem resposta, mas eu percebo o problema do Governo e do PSD: antes de 20 de Fevereiro já "lambiam o chão" porque conduziram as finanças públicas da região à bancarrota; agora querem rapidamente aproveitar a tragédia para arranjarem o dinheiro que lhes permita continuar com a política habitual", disse ao DN.
Uma coisa é certa. Os elogios de Sócrates ao Governo de Jardim não caíram bem nas hostes socialistas madeirenses, que já pensam nas eleições regionais de 2011.

E prometem não baixar a guarda: depois de chumbada pelo PSD/M uma comissão de inquérito de apuramento das responsabilidades da tragédia, foi entregue uma proposta para criar mecanismos de controlo na aplicação das verbas destinadas à reconstrução.
http://dn.sapo.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1547719&seccao=Madeira

Sócrates elogia Madeira após jogging matinal

No fim da sessão de jogging matinal de hoje no Funchal, José Sócrates sublinhou ter constatado que tudo "está igualzinho ao que era". "Fizeram um grande trabalho" na Madeira, sublinhou.
José Sócrates fez hoje de manhã a sua habitual corrida na marginal do Funchal e reiterou os elogios ao trabalho de recuperação feito pelos madeirenses após o temporal de 20 de fevereiro.
"Vim várias vezes ao longo dos últimos anos e sou um frequentador da Madeira, mas nunca tinha corrido depois da tragédia e foi muito agradável vir aqui à baixa do Funchal", disse o primeiro ministro português.
José Sócrates sublinhou ter constatado que "está igualzinho ao que era". "Fizeram um grande trabalho", sublinhou.
A pérola da Madeira
O chefe do Governo considerou que a capital madeirense tem "uma baía lindíssima, talvez um dos melhores sítios do mundo", mencionando que "Miguel Torga fez elogios inolvidáveis a esta ilha"
"Quem vem aqui ao Funchal sente que é uma das pérolas do mundo, talvez um dos sítios mais lindos do mundo, onde toda esta beleza natural ficou bem conjugada com a ação humana", realçou.
Confrontado pelos jornalistas sobre se teria convidado o presidente do Governo Regional da Madeira para o acompanhar na corrida matinal, José Sócrates admitiu "desconhecer" se Alberto João Jardim é praticante de jogging.
Depois de adiantar que esteve com Alberto João Jardim no jantar na Quinta Vigia até cerca de 23h, adiantou: "Disse-lhe que ia correr e ele agradeceu, porque faz parte de uma ação de promoção para que toda a gente saiba que a Madeira está igual àquilo que era".
"Isto é um espetáculo magnífico e o mais importante e o que se deve sublinhar neste momento é que fizeram um grande trabalho", insistiu José Sócrates.
Orgulho pelo trabalho feito
"É a isto que eu chamo um trabalho muito bem feito, uma reação imediata ao que aconteceu e um grande envolvimento de toda a população. Acho que os portugueses ficaram muito orgulhosos pelo trabalho feito pelos madeirenses", concluiu.
José Sócrates vai estar presente ainda na reunião entre os Governos da República e Regional, no Funchal, após a qual prometeu "novidades" sobre o dossiê da reconstrução da Madeira.
*** Este texto foi escrito ao abrigo do Acordo Ortográfico ***
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O que está aqui em causa é a MADEIRA e os MADEIRENSES. A mudança de atitude do dr. Alberto em relação ao governo do PS veio ajudar a MADEIRA e os MADEIRENSES.
O primeiro-ministro é um político responsável e sempre teve SENTIDO DE ESTADO.

BENFICA é o MELHOR deste CAMPEONATO- SEREMOS CAMPEÕES


domingo, 18 de abril de 2010

TERCEIRA - Hoje, apesar da chuva, já deu para visitar alguns locais mais característicos










PS-MADEIRA nos AÇORES

Mais um dia intenso em contactos políticos. A par do Congresso, eu e o secretário-geral não parámos. O dia de hoje foi bastante cansativo, mas compensador.
Começamos por ter um encontro com o presidente da Associação dos Municípios dos Açores. O relacionamento entre o Governo Regional e as autarquias locais foi um dos assuntos discutidos.
Com o presidente do grupo parlamentar do PS-Açores, abordamos os comportamentos políticos na Assembleia, o respeito que o PS tem em relação aos partidos da oposição, a pluralidade da mesa da Assembleia, sem conflitos, com responsabilidade, democracia e dignidade.
Falámos também da existência de critérios para a atribuição de apoios à comunicação social e como distribuem a publicidade institucional. Até na atribuição das Insígnias Honoríficas Açorianas ouvem todos os partidos, do mais pequeno ao maior da oposição, e chegam a acordo. Todos sugerem nomes e depois decidem em conjunto. Conversamos ainda sobre o cargo de representante da República.
O Jantar com o Dr. Miguel Correia, Secretário Regional da Saúde, foi muito produtivo. Falámos do Sistema Regional de Saúde dos Açores e do seu funcionamento, das experiências que têm, dos planos e dos projectos em execução.
Falámos de médicos, enfermeiros, hospitais, centros de saúde, gestão, consultas, urgências médicas, tóxico-dependências, entre outros assuntos ligados às questões da Saúde.
Naturalmente que abordamos também os problemas que existem e as dificuldades inerentes a uma região com diversas ilhas.
Amanhã é o último dia do Congresso.

sábado, 17 de abril de 2010

PS-MADEIRA - POLÍTICA NOS AÇORES

AÇORES, TERCEIRA. Congresso do PS.
O tempo não está nada famoso. Ora chove, ora dá vento e o frio, por vezes, obriga a nos escondermos nos espaços mais aquecidos.
A recepção aqui no Congresso foi muito boa. O discurso do Francisco Assis, presidente do grupo parlamentar do PS, foi claro. A Revisão da Constituição não é uma prioridade e ninguém fará a revisão sem a participação do PS. O PS não abdica dos seus princípios.
Como não vim ao Congresso do PS Açores apenas para assistir, pois considero que devemos rentabilizar as oportunidades que surgem, comecei logo de início a investir no trabalho político.
Enquanto vice-presidente, dentro das possibilidades, pedi reuniões com alguns membros do governo regional com o objectivo de conversar sobre questões de interesse para o trabalho político do PS-Madeira e conhecer algumas das políticas implementadas em determinadas áreas.
Foi logo aceite. Hoje, eu e o Duarte Gouveia, Secretário-Geral do PS-M, jantámos com o presidente da Protecção Civil dos Açores.
Abordámos a dispensa do apoio da protecção civil dos Açores feita pelo Governo Regional da Madeira. Mostraram-se disponíveis, pois tinham muita experiência nas consequências de temporais e meios adequados. Ficaram desiludidos com a recusa e sem perceber as razões.
Falámos da importância da existência de um radar metereológico mais sofisticado. O presidente considera mais importante ter uma protecção civil bem preparada, atenta e com meios adequados para intervir de imediato de um modo eficaz e abrangente.
Amanhã, além do Congresso, já está programado um almoço com o presidente do grupo parlamentar do PS Açores e, possivelmente, não há a confirmação por causa da agenda, com o vice-presidente do Governo.
À noite, já está confirmado um jantar com o Secretário Regional da Saúde.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Madeira em risco de perder 20 médicos

O Serviço de Saúde da Madeira corre o risco de perder os 20 médicos especialistas recém-formados. Num vazio legal criado pela adaptação de legislação nacional, o SESARAM está a propor contratos individuais de trabalho aos jovens médicos que, entre outras irregularidades, não especificam o local onde vão trabalhar.
O alerta foi lançado ontem pelo Sindicato Independente dos Médicos. Mário Pereira diz que, neste momento, existe um imbróglio jurídico na Madeira.
Nem a lei que regula o funcionalismo público, nem a que estabelece as carreiras médicas estão em vigor na Região. E, com a devolução à Assembleia Legislativa da adaptação da lei 12/2008, o imbróglio mantém-se.
A agravar a situação, o Sindicato Independente dos Médicos queixa-se da má vontade da direcção clínica do SESARAM que, de momento, está a apresentar contratos ilegais aos médicos especialistas recém-formados. Segundo Mário Pereira, os contratos vão mesmo contra o que está no Código do Trabalho.
Entre outras irregularidades, o local de trabalho especificado é a Região, dando total liberdade ao SESARAM para deslocar os médicos da Madeira para o Porto Santo, do Funchal para Machico.
Estas condições, o facto de não haver comunicabilidade entre as categorias médicas da Região, as do continente e as dos Açores estão a fazer com que estes médicos especialistas procurem trabalho fora da Região. Os 20 que acabaram a especialidade este ano estão nestas circunstâncias.
A Madeira está em risco de perdê-los, pelo menos uma parte significativa. A verdade é que, segundo o presidente da Câmara de Benavente, dois médicos da Região já manifestaram interesse em fixar-se no concelho, onde há 8.400 pessoas sem médico de família. O interesse terá surgido após as notícias sobre a falta de clínicos neste concelho do continente.
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Continuam a BRINCAR com a SAÚDE dos madeirenses. Na Madeira, as questões com a SAÚDE continuam a não fazer parte das prioridades do governo regional.

DIÁRIO - Comunicado da EDN

1- O Dr. Pedro Passos Coelho, Presidente do PSD- Nacional afirmou que, entre outros Órgãos de Comunicação Social, o Jornal da Madeira devia ser privatizado pela singela razão que "o Estado não deve ser árbitro e jogador ao mesmo tempo", assim contrariando abertamente os interesses político-partidários que dominam esse Jornal.
2- Face a essa posição do Presidente do PSD-Nacional, o Dr. Brazão de Castro responsável político pela Comunicação Social na RAM vem afirmar a importância para a liberdade e pluralismo da diversidade de Órgãos de Comunicação Social.
3- Porém, o Dr. Brazão de Castro, como sempre, omitiu, porque incomoda, na defesa da continuação da intervenção do GR no Jornal da Madeira, que a política do Governo Regional desde há muito e mais em particular a partir de 3 de Janeiro de 2008 - quando triplicou a tiragem do JM para 15 mil exemplares tornando-o ainda por cima gratuito, praticando uma política de dumping na publicidade e aumentou o subsidio anual para 4 milhões e 100 mil euros - visa acima de tudo liquidar o Diário de Notícias e eliminar quaisquer condições para que surjam jornais privados, independentes, pluralistas e isentos na RAM.
4- Que extraordinária maneira de garantir a diversidade dos Órgãos de Comunicação Social na Região por parte do Dr. Brazão de Castro esta de entregar ao Jornal da Madeira mais de 4 milhões de euros por ano em subsídios ( 11 mil euros por dia !) e ainda por cima esse mesmo Jornal continuar ao longo dos últimos 15 anos a apresentar prejuízos, apesar de ter recebido só em subsídios pagos pelo erário publico mais de 40 milhões de euros. De facto, Senhor Dr. Brazão de Castro, a sua posição no Jornal da Madeira de 14 de Abril : "isto justifica atitude do GR no JM" não podia ser mais clara para bom entendedor.
5- Reafirmamos mais uma vez que não pretendemos nem visamos (como o Dr. Brazão de Castro melhor do que ninguém sabe) o encerramento do Jornal da Madeira ou de qualquer outro jornal. O que defendemos desde há muito é que o Governo Regional deixe de discriminar Órgãos de Comunicação Social em benefício do Jornal da Madeira com a finalidade de, a exemplo do Diário, haver na RAM uma imprensa livre, independente, responsável e isenta. Em síntese, que o GR deixe o mercado funcionar para que, com as regras iguais para todos, afinal não seja "árbitro e jogador ao mesmo tempo".
6- Se o Governo Regional, através do Secretário Regional da tutela, persistir em ser "árbitro e jogador ao mesmo tempo" na Comunicação Social, os Órgãos de Comunicação Social desta Região que não sejam dominados e subsidiados pelo Governo Regional, ao contrário do que acontece com o Jornal da Madeira, só têm uma de duas saídas:- recorrer a todas as instâncias competentes nacionais e internacionais - resistir enquanto puderem através da tomada de medidas penosas sobretudo para os seus trabalhadores.
Nos próximos tempos, por razões conhecidas, todos os recursos públicos serão poucos para acudir às graves necessidades da População e da Economia Madeirense.
Espera-se portanto que o Dr. Brazão de Castro, responsável pela política da Comunicação Social na RAM, consiga restabelecer as Leis do Mercado e da Sã Concorrência neste sector da RAM.
Funchal , 14 de Abril de 2010
Conselho de Gerência da EDN

quinta-feira, 15 de abril de 2010


quando o nome se ajustar
ao pensamento
e a esperança for semente
flor e fruto num só dia
quando no estranho país móvel
o néctar
chover como uma sonata e
nenhumas mãos acenarem o adeus
para os navios

intacta e eterna
estarei sempre sentada
no penúltiplo degrau
do cais daquela ilha
-
Madalena Férin, Prelúdio para o Dia Perfeito
Edições salamandra,1999

ALM - Mais um comportamento ditatorial, autocrático e escandaloso contra o PARLAMENTO madeirense !!!!!!!!!!!!!!

Coelho perde a imunidade e Assembleia perde o nível



O deputado do PND é acusado de difamação agravada, pelo médico Joaquim Vieira e pela actual secretário do Turismo, Conceição Pereira, num processo que teve início em 2002 e se refere a panfletos anónimos distribuídos em Santa Cruz.
O deputado insurgiu-se pelo facto de lhe ser levantada a imunidade, quando outros parlamentares se "escondem" na Assembleia, acusados de crimes mais graves. Entre eles incluiu o presidente da ALM que, segundo Coelho, cometeu um crime, punível com pena de prisão, ao expulsá-lo do plenário.
O deputado começou por afirmar que não tinha pedido o levantamento da imunidade, mas o parecer da comissão de regimento e mandatos é claro ao referir que o PND votou a favor dessa decisão.
Na votação, em urna, foram contabilizados 29 votos 'sim' e 9 votos 'não', pelo que José Manuel Coelho terá de responder em tribunal.
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O PSD-Madeira, através do presidente da Assembleia, já impediu o deputado Coelho de entrar no edifício do Parlamento Regional e agora retira a imunidade ao mesmo deputado com objectivos meramente políticos tal como já fez com o deputado do PS, João Carlos Gouveia.

A LINGUAGEM VERGONHOSA DO PSD-MADEIRA

"Jaime Ramos terminou comparando Pereira a "umas donzelas que passam pela Rotunda" e depois se sentem "ofendidas".
Uma expressão que motivou a intervenção, sem grande sucesso, do presidente da ALM."

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No Parlamento Regional, não existe dignidade nem respeito pelas pessoas. Uma vergonha. Não foi para este tipo de atitudes que ABRIL conquistou a democracia. Não foi para este tipo de comportamentos que o povo votou.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Estrada paralela à ribeira substitui túnel já adjudicado - Governo volta a recuar no tipo de acesso rodoviário para recompor a Serra d' Água

Entre avanços e recuos, o prometido novo túnel para a Serra D`Água, que já tinha sido adjudicado com carácter de urgência no início de Março, afinal já não vai ser construído.
O troço da via expresso que estava em falta entre a Meia Légua e o centro da freguesia 'interior' da Ribeira Brava, que depois do devastador temporal de Fevereiro ficara decidido ser mesmo em túnel, como anteriormente já havia sido ponderado, voltou a fazer 'marcha-atrás', para finalmente ser concretizado, mas a 'céu aberto'.
Sai mais barato e assim aproveita a imprescindível canalização da ribeira, transfigurada com a recente aluvião.
O Governo Regional, através da Secretaria do Equipamento Social já deu como praticamente certo este recuo na decisão alegadamente tomada 'de cabeça quente' por Alberto João Jardim, quando confrontado com o cenário caótico em que ficara a zona baixa da freguesia.
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O governo recua e muito bem, mas se o governo regional tivesse ouvido a Câmara Municipal em vez de lançar ideias para o ar sem ter conhecimento da realidade nem da vontade das populações e dos órgãos do poder local nada disto acontecia.